31 March 2022

How Stalin starved Ukraine: 
the Holodomor

Elvis Costello & The Imposters - "Paint The Red Rose Blue"

Juízes, juízas, putas, cornos, mentirosos, drogas, gravidezes, armas & muitas outras amabilidades afins (ou façamos figas para que, num tribunal, nunca nos calhem pela frente espécimes deste calibre)


Ele diz que nunca lhe chamou "puta". Ela diz que não chamou "mentiroso" a um colega e, para depor a seu favor, indicou outro colega que não podia ter ouvido a dita conversa por estar a presidir a um julgamento à hora a que ela decorreu. Ele, num grupo fechado de juízes no Facebook, chamou-lhe "mentirosa" e "desonesta". Depois de ter assumido os insultos, passou a alegar que foi a esposa que acedeu ao seu portátil e escreveu em seu nome. Ela aponta a existência de processos em que o nome do juiz é referido por condenados por tráfico de droga como sendo uma pessoa das suas relações. E relata um episódio em que o inspector judicial apontou uma arma ao seu próprio irmão. Ele especulou sobre a origem de uma das gravidezes dela e também sobre os seus “maridos” e alega que, numa carta anónima que garante ter sido escrita pela magistrada, além de ser acusado de tráfico de diamantes e de armas, é tratado por “gajo” – expressão que garante que na sua região significa “corno”. O marido da queixosa que, como é advogado se tornou o seu representante legal na quezília, fez questão de informar o tribunal, ser ele o pai das filhas do casal. E um enorme etc. (daqui)

A habitual e mais do que estafada política de frente unida da seita social-fascista/social-imperialista & idiotas úteis sortidos

28 March 2022

"Bernice Bobs Her Hair" (de Liberation, na íntegra aqui)
 
(sequência daqui) Com os dois colegas em fuga à penúria, refugiou-se no sótão da casa dos pais no Ulster e escreveu, escreveu, escreveu, compôs, compôs, compôs (“Sofreram muito os meus país, sofreram mesmo”). Keith Cullen acabaria por contactá-lo e, perante a desconcertante pergunta “Então, vais fazer alguma coisa ou é para esquecer?”, atirou “Tenho o álbum aqui prontinho! É o novo Sgt. Pepper! Quando posso começar a gravá-lo?” Foi assim que, num estúdio baratucho de Londres, com um engenheiro de som acumulando com a função de baterista e Neil responsável por todos os outros instrumentos, surgiu Liberation: “O mais espantoso é ter havido algumas pessoas que o compraram. Os franceses, em especial, gostaram bastante dele. Já tínhamos um ponto de apoio nessa frente”. Seria por essa altura que começaria a compreender aquela que se tornou a sua regra de ouro: “Há apenas dois ingredientes indispensáveis para quem pretende criar música interessante: conhecimento e ignorância. O conhecimento é importante porque é necessário sentir que possuimos alguma coisa que desejamos transmitir. Mas a ignorância é, pelo menos tão importante porque, ao falhar na busca de uma certa sonoridade ou na imitação da nossa banda preferida, algo de original acontece nesse processo. Se tivéssemos a noção de quão pouco sabíamos no princípio, talvez nunca conseguíssemos reunir a coragem suficiente para sequer tentar”. Nesse percurso de imitação/aprendizagem, passou por Scott Walker (“Ele foi incrivelmente importante, embora isso nem sempre seja evidente na minha música. Foi quando me mudei pela primeira vez para Londres que vi, na televisão, ‘The Best of Scott Walker and the Walker Brothers’ e ouvi aquela voz... fiquei apanhado. Era o mais espantoso som que já tinha ouvido a sair da boca de alguém. No dia seguinte, fui comprar logo a cassete e escutei-a até ao vómito. Tudo nela abalroou o meu mundo”.
(segue para aqui)
Juntamente com Tchaikovsky, Stravinsky, Shostakovich ou Dostoievski, o Zorro ainda acaba também "cancelado" pela imbecil máfia "pc"

Podem devolver a Fatinha 

(via DT)

26 March 2022

 
(sequência daqui) Entretanto, em versão mais utilitária, é publicado agora Charmed Life – The Best of Divine Comedy (duplo CD e triplo "deluxe" incluindo um “Super Extra Bonus Album” com 10 faixas inéditas, também com edição em vinil) que constitui o guião da actual digressão europeia. Como Neil Hannon, no seu site explica, a escolha do título do “best of” é apenas consequência do modo como os bons ventos o bafejaram: “Tive mais sorte do que a maioria. Tenho a oportunidade de cantar para as pessoas e elas quase sempre aplaudem. Tenho imensos cães – o definitivo padrão do sucesso. Por isso, quando me perguntaram qual iria ser o título do álbum, pensei em Charmed Life. Gosto da canção (de Absent Friends, 2004) e resume bem como me sinto em relação à minha vida. Por outro lado, pareceu-me apropriado regressar com um ‘greatest hits’, caso toda a gente se tivesse já esquecido de quem sou e do que faço”. Recapitulando, então, tudo começou pela proverbial banda de liceu “que tocava realmente muito mal. E eu também, não estou a por-me de fora. Mas tinha umas ideias acerca de como deveriam ser as canções”. Com dois colegas da escola gravou algumas "demos", uma das quais chegou às mãos de Keith Cullen, da Setanta Records. “O plano dele era contratar bandas irlandesas e trazê-las imediatamente para Londres. Assinámos logo mas mal sabia eu que teria ainda de penar quatro anos até conseguir pôr a cabeça de fora”. (segue para aqui)

24 March 2022

(após a devolução) Ao cuidado dos serviços municipais de recolha de lixo
 

MATÉRIA PARA REVER

Vai ter mesmo de ser: fã dos Divine Comedy (ou de Neil Hannon, o que acaba por ser igual) digno desse nome deverá galopar até ao site do Barbican londrino e reservar bilhetes para os cinco dias de concertos, de 31 de Agosto a 4 de Setembro, nos quais a totalidade da discografia da banda (excepto o primeiro álbum, Fanfare For The Comic Muse, 1990, implacavelmente excomungado pelo autor – “Era apenas uma banda indie de guitarras a querer imitar os R.E.M., uma coisa lamentável”, dizia-nos ele em 1996 –, e o último, Office Politics , 2019, por ser “demasiado recente”) será executada, aos pares. Isto é, uma extensa maratona que, iniciando-se em Liberation/Promenade, continuará com Casanova/A Short Album About Love, Fin de Siècle/Regeneration, Absent Friends/Victory For The Comic Muse e chegará, enfim, à meta Bang Goes The Knighthood/Foreverland. Submetidos à designação geral “Venus, Cupid, Folly & Time” – inspirada no quadro homónimo do florentino Agnolo Bronzino, de 1545 –, também título da vitaminadíssima "box-set" de 24 CD que, em 2020, reuniu a integral dos Divine Comedy, serão a concretização do que, há 2 anos, deveria ter sido a celebração do 30º aniversário do grupo: “Por causa da pandemia, foi tudo remarcado para o ano passado e, quando nos aproximávamos da data prevista, compreendemos que teríamos de voltar a fazê-lo. Uma coisa parecida com o que acontece na escola quando, por algum motivo, um teste é adiado e pensamos: ‘Boa, vou ter tempo suficiente para fazer as revisões que não tinha feito’. E continuamos a não as fazer. Portanto, digamos que ainda há muita matéria para rever”. (segue para aqui)

STREET ART, GRAFFITI & ETC (CCXCI) 

‘L’ogre’ by Big Ben in Lyon, France, 2022


22 March 2022

Eve Adams - Metal Bird

(daqui; álbum integral aqui)



(ver aqui, aqui e aqui)

"Farewell, OK"
 
(sequência daqui) Desenha as silhuetas de personagens sombrias (“I had a pocket full of presidents, a suitcase full of elements, double-cross of spectacles, a tycoon made of tentacles“), reanima fantasias (“Penelope Halfpenny sat on the desk, then stretched and grinned, she cracked her spine and so we sinned”) e tentações juvenis (“She took my hand in an experiment, put it where it shouldn't be, put it underneath her dress and waited to see”) ou reune no mesmo palco Mussolini, Gustav Mahler, Myrna Loy, Francis Bacon, Helena de Tróia, Lady Godiva, Godzilla e “The Marxists, Groucho, Chico, Harpo and Karl”. Exactamente o tipo de clássicos instantâneos capazes de desenhar completamente o argumento sobre “a part-time waitress with a dream of greatness“ apenas em quatro versos: “He wrote her name out in sugar on a Formica counter, ‘You could be the game that captures the hunter’, then he went out for cigarettes, as the soundtrack played The Marvelettes”.
STREET ART, GRAFFITI & ETC (CCXC)
 
Südvorstadt, Leipzig, Germany, 2022 
(ZooN & DelysiD)

19 March 2022

 
(sequência daqui) Segundo o autor, “the boy named if” é “uma alcunha para o amigo imaginário, o nosso eu secreto que conhece tudo aquilo que negamos, aquele que culpamos pelos disparates que fazemos e pelos corações – até mesmo o nosso – que quebramos”, declinada em “13 instantâneos que nos transportam de uma juventude desnorteada até aquele momento embaraçoso em que nos dizem para parar de nos portarmos como crianças. O que, para a maioria de nós, pode ser qualquer momento nos 50 anos seguintes”. Quiséssemos realmente mergulhar nas águas pantanosas do Sigmund-charlatão-vienense, poderíamos imaginar que se trataria de uma formulação alternativa para “the boy named id”. Mas não é necessário: numa inesperada investida em direcção aos primórdios que, milagrosamente, nunca soa a nostalgia mas a sôfrego recarregamento de baterias, os Imposters/Attractions lançam-se na refrega como se o universo fosse implodir no segundo seguinte e Costello, entre o possessamente frenético e o apaziguadamente lânguido, junta os pontinhos entre as suas diversas encarnações iniciais – de Armed Forces (1979) a Imperial Bedroom (1982), Blood And Chocolate ou King Of America (1986). (segue para aqui)
Dúvida pertinente: a intenção da juíza é nazificar ou desnazificar a Ucrânia (e, por arrasto, Portugal)?

18 March 2022

O nojo, o asco, o vómito (I)

Les beaux esprits se rencontrent
Então a nº 13 já está na Ucrânia, em tournée, e ainda... nada? (mas a imagem ter sido "desenhada e concebida de acordo com instruções da Serva de Deus, Irmã Lúcia de Jesus", como sabemos, não foi bem, bem assim...)
 

16 March 2022

DESMANTELAR A CAIXA

No Outono de 2020, acabado de publicar Hey Clockface, Elvis Costello contava-nos como, no início desse ano, perante os primeiros sinais de alarme pandémico, “as pessoas começaram a deixar de aparecer nos concertos” e compreendera “que estava na altura de cancelar tudo e voltar para o Canadá para ir ter com a minha família antes que fechassem as fronteiras”. E rematava: “Ali estava eu, na ilha de Vancouver, a olhar para aquele imenso mar e a tentar perceber onde tudo isto iria parar...” Como viria a descobrir-se, a perplexidade não iria durar muito: “Temos de escolher entre rendermo-nos e escrever baladas pálidas e melancólicas acerca do isolamento ou abrir a pontapé um buraco na caixa onde nos encerraram”, confessa ele, agora, à “Uncut”. A dita caixa haveria de ser, literalmente, desmantelada: não apenas publicaria Hey Clockface mas também La Face de Pendule À Coucou (EP de "remixes" e versões francesas de Clockface com Iggy Pop, Isabelle Adjani, Tshegue e AJUQ), um luxuoso "boxset deluxe" de Armed Forces (1979), Spanish Model (uma peculiar reconfiguração de This Years’s Model (1978), em castelhano, interpretado por cantores espanhóis e latino-americanos sobre o registo instrumental original dos Attractions) e, por fim, The Boy Named If – ou, em versão oficiosa, The Boy Named If (And Other Children’s Stories) –, o 32º álbum de estúdio de uma prolífica discografia. (segue para aqui)

"The Boy Named If"
 

15 March 2022

Joryj Kłoc — "Werbowaja Doszczeczka"


"Joryj Kłoc is another Ukrainian ethno music band from Lviv which formed in 2008. The name of the band is derived from an argot used by blind lyre players and kobzars, who had their own laws and chronicled heritage, which stretched back ages and continued until the 1930s. In that secret lyric dialect, the word 'joryj' meant 'respectful', as well as 'crazy' and 'obsessed', while 'kłoc' means 'a lot', 'a piece', or 'a man' (daqui)
Mànran - "The Pot Inspector"/
"MacLittle's March"/"Pushing Mist"

13 March 2022

"A Bhriogais Uallach"/"Meal do Bhrògan"
 
(sequência daqui) Embora já com uma década de existência, foi, porém, nesta segunda vida – quando Kim e o guitarrista e vocalista Aidan Moodie foram recrutados, imediatamente antes da montanha russa de confinamentos e constrangimentos – que, contra todas as maldições pandémicas, a banda (Kim e Aidan + Ewen Henderson, voz, violino e gaitas, Gary Innes, acordeão, Ross Saunder, baixo, Ryan Murphy, "uilleann pipes" e flautas, e Mark Scobbie, bateria) logrou erguer-se-se às elevadíssimas alturas de clássicos como Battlefield Band, The Boys Of The Lough, Capercaillie, ou, no exterior do perímetro escocês, The Bothy Band, Planxty ou Moving Hearts: "Crossroads", e "The Loop" são assombrosos galopes instrumentais, "Briogais", "Puirt Ùrar" e "Black Tower" inventam o trava línguas xamânico e, a encerrar, "Griogal Cridhe" – supostamente a mais antiga canção gaélica – é um amantíssimo canto de embalo encharcado em sangue.
"We are a group of cultural heritage professionals – librarians, archivists, researchers, programmers – working together to identify and archive at-risk sites, digital content, and data in Ukrainian cultural heritage institutions while the country is under attack"
Jack Kerouac reads On The Road (via OC)

11 March 2022

DakhaBrakha (on the Mt. Hood Stage for Pickathon in 2018)


"My grandmother had only one leg and had been a seamstress. Sometimes on weekends my parents would drive down from Iron Range to Duluth and drop me off at her place for a couple of days. She was a dark lady, smoked a pipe. The other side of my family was more light-skinned and fair. My grandmother's voice possessed a haunting accent—face always set in a half-despairing expression. Life for her hadn't been easy. She'd come to America from Odessa, a seaport town in southern Russia. It was a town not unlike Duluth, the same kind of temperament, climate and landscape and right on the edge of a big body of water. Originally, she'd come from Turkey, sailed from Trabzon, a port town, across the Black Sea—the sea that the ancient Greeks called the Euxine—the one that Lord Byron wrote about in Don Juan. Her family was from Kagizman, a town in Turkey near the Armenian border, and the family name had been Kirghiz. My grandfather's parents had also come from that same area, where they had been mostly shoemakers and leatherworkers" (Bob Dylan - Chronicles Volume One)


(via DT)

10 March 2022

EM FLOR
 

Partindo do assaz razoável princípio de que a esmagadora maioria das criaturas falantes do planeta não é exactamente fluente em gaélico (nas variantes escocesa, irlandesa ou da ilha de Man), será de toda a conveniência esclarecer que o puirt à beul – ou port-a-beul, puirt a bheul, puirt a' bhéil – é uma forma de “mouth music” na qual o ritmo das palavras (que poderão fazer sentido ou ser apenas uma gincana acrobática de fonemas ou vocábulos) pretende replicar o ritmo de certas músicas de dança, servindo de mnemónica ou de meio de substituição de instrumentos não disponíveis. De caminho, não pesará demasiado saber também que mànran significa uma melodia doce e suave e ùrar algo fresco ou em flor. Juntando todas as peças, poderá, então, dizer-se que os Mànran são um septeto escocês em cujo quinto álbum, Ùrar, entre muitos outros motivos de deleite e admiração, se descobrem diversos puirt à beul executados com prodigiosa destreza pela recém alistada Kim Carnie. (segue para aqui)

"Ailean"
DakhaBrakha - "Monakh"

09 March 2022

08 March 2022


Aguarda-se então que, por uma vez, o objectivo de desnazificar a Ucrânia seja concretizado
Casa Ukrania - "Sum" (r.roo remix)


 
(do álbum Terra Ukrania, na íntegra, aqui) 
 
"Casa Ukrania is an electronic duo from Odessa, exploring ukrainian mentality as a part of the world culture. Discovering both their music origins and other nations' heritage, Casa Ukrania strengthens the link between the living voice of folk music and the urban world"
Maddalena Casulana - "Vagh' Amorosi Augelli"/"O Notte o Ciel o Mar"/"Morir Non Può Il Mio Core" (Ensemble Laus Concentus)

07 March 2022

Folk Radio - #StandWithUkraine

"Birds"
 
(sequência daqui) Laurie Anderson avisa-nos: “Durante a pandemia, fiquei cada vez mais consciente de que nada permanece igual por mais do que uns segundos. Se desejarem que permaneça, boa sorte. Não vai acontecer”. Sugere-nos filtros diferentes através dos quais observar o mundo: “Experimentemos usar os sentidos errados: cheirar com os ouvidos. Podemos ver o ritmo e escutar com os olhos”. Prega-nos sustos: “Nos meus piores pesadelos que podem ser muito gráficos, a iCloud desfaz-se e toda a informação precipita-se sobre nós. Nas noites mais difíceis vejo Trump, os filhos e todos os seus amigos enquanto Noé e a família prestes a embarcar na nova Arca, um imenso navio de cruzeiros chamado Princess Ivanka. No último minuto, aparece Mark Zuckerberg na sua prancha de surf eléctrica, mesmo a tempo de iniciar o novo emprego dirigindo, organizando e personalizando todas as experiências no caminho para nenhures”. Dá-nos os mais preciosos conselhos: “Deixem-me assegurar-vos que a razão por que todos aqui estamos não é para sofrer e trabalhar. A verdadeira razão é divertirmo-nos muito, muito, muito!” E, depois, conta-nos como isso pode suceder: “Lembro-me de uma noite durante um concerto ao ar livre, em Portugal, no topo de uma colina. A meio de uma canção apercebi-me de uma melodia nova e pensei “Uau, o Peter Scherer é um músico incrível, sempre a inventar pormenores maravilhosos... Olhei para ele mas o movimento das mãos não coincidia com o ritmo da melodia que eu ouvia, era completamente diferente. A canção terminou, o Peter parou de tocar mas aquela melodia lindíssima continuava. Percebi que vinha de uma árvore, à esquerda do palco, mesmo ao pé de onde tinham colocado umas luzes coloridas. Era um mocho, um mocho pequenino, e nós tínhamos estado a cantar um dueto. Pensei: podia morrer agora mesmo, a vida nunca poderá ser melhor do que isto!...”

06 March 2022


Protegido por livros

05 March 2022