12 November 2025
03 June 2024
ORDEM, CAOS E OS RUÍDOS DO MUNDO
A 22 do próximo mês de Agosto, celebram-se os 30 anos da publicação de Dummy, álbum de estreia dos Portishead, trio de Bristol constituído por Beth Gibbons (voz), Geoff Barrow (produção e multi-instrumentista) e Adrian Utley (guitarra). Oriundos do que ficaria conhecido como "The Bristol Scene", agregação informal de músicos e artistas do panorama alternativo local - Tricky, Massive Attack, Alpha, o "street artist" Banksy -, seria, essencialmente, a eles que ficaríamos a dever o que veio a designar-se como "trip-hop": uma tapeçaria sonora na qual, em doses infinitesimais, funk, jazz, hip-hop, bandas sonoras (John Barry, Lalo Schifrin, Ennio Morricone), soul, electrónica e experimentalismos vários se articulariam numa descendência contemporânea da "torch song" em registo "neo-noir" e de ressonâncias lynchianas. Beth escrevia textos dilacerantemente íntimos que Geoff não se esforçava por compreender ("Ele não faz a menor ideia do que eu estou a cantar. Não lhe interessa e admite-o sem problemas", confessaria, então, Beth) mas que, na sua missão de "sound designer" e garimpeiro de "beats", com a contribuição de Utley, reconfigurava como estojos sonoros ideais. (daqui; segue)
30 May 2024
17 September 2022
23 January 2018
05 December 2014
07 November 2011

St. Vincent - Strange Mercy

Laura Marling - A Creature I Don’t Know
St. Vincent - "Cruel"
Laura Marling - "Night After Night"
19 July 2010

Pop Dell’Arte - Contra Mundum

Abztraqt Sir Q - Extimolotion

Zelig - Joyce Alive!
06 October 2009

25 November 2008
06 September 2008
(revisão daqui)

Stereolab - Dots And Loops

Mono - Formica Blues
"Se levarmos em conta o número de grupos pop que foram influenciados simultaneamente pelas peças para orgão de Steve Reich, pelos Neu, por Martin Denny, Françoise Hardy e pelo marxismo, não é muito arriscado dizer que os Stereolab percorrem uma trajectória singular". Quem o afirma é Mike Barnes no número de Outubro da "Wire" e tem toda a razão. O grupo de Tim Gane e Laetitia Sadier poderá praticar aquilo a que já chamaram "post-easy groove" mas a verdade é que a sua peculiar combinação de "muzak cool" com "space age pop" condimentada com partículas de drum'n'bass e um aroma de minimalismo subtraido aos Young Marble Giants precedeu de vários anos o actual fascínio pelo "easy listening".
Dots And Loops, o último álbum, é talvez aquele onde todo o catálogo de referências dos Stereolab melhor se articula e desenvolve: partindo da particular sensibilidade gaulesa transmitida por Laetitia (leia-se: como se a língua francesa fosse o idioma "easy" internacional), tudo se organiza em torno das componentes minimais da música - "dots and loops", precisamente - convertidas em delicadas miniaturas de neon que tanto se aventuram por um psicadelismo amável como vivem confortavelmente aconchegadas pelos arranjos de cordas e sopros de Sean O'Hagan (dos High Llamas), animadas pelos desenhos repetitivos de marimbas reichianas ou convivendo com os influxos conjugados de John McEntire (dos Tortoise) e dos germânicos Mouse On Mars. E depois, haverá muitos grupos que, num épico "space lounge" de quinze minutos ("Refractions In The Plastic Pulse"), se atrevam a cantar coisas como "Ce qui est n'est pas clos, du point de vue le plus essentiel, ce qui est ouvert est à être dans une action sans fin, sans trophée et sans gloire"?
Stereolab + Stan Brakhage
No salão ao lado dos Stereo, actuam os Mono. Isto é, Martin Virgo (compositor, programador e multiinstrumentalista com currículo ao lado de Björk e dos Massive Attack) e a "chanteuse" Siobhan De Maré, praticantes de um trip hop orquestral que se alimenta em simultâneo de um retropop francófilo (por outras palavras, Gainsbourg, Gainsbourg e Gainsbourg com Siobhan no papel de Jane Birkin), de "samples" de John Barry, Isaac Hayes, Roy Budd, David Sylvian e Gil Evans e de ocasionais acrobacias rítmicas "junglistas".
A atmosfera é irrepreensívelmente elegante e transpira aquele tipo de "ennui" pós-moderno que se poderia encontrar nuns Portishead chiques, parisienses e em dieta rigorosa de Moet et Chandon. Formica Blues, o título, explica realmente tudo acerca de um álbum que é, ao mesmo tempo, uma sofisticada peça de "period music" e de modernismo luxuoso, sem nenhuma contradição nos termos. Já agora, de passagem, não nos admiremos demasiado com a inesperada (?) persistência da estética "easy". Não foi Dickon Hinchcliff, o violinista dos Tindersticks, que confessou que aprendeu tudo sobre arranjos para cordas num manual de Henry Mancini?
(1997)
18 June 2008

(1996)
06 May 2008
06 March 2008

Steroid Maximus - Ectopia
Jim Thirwell, aliás, J.G. Thirwell, aliás, Clint Ruin, Foetus, Wiseblood ou Manorexia, um dos mais reputados terroristas sónicos no activo que já colaborou com Lydia Lunch, Nick Cave, Nine Inch Nails ou Jon Spencer, encarna a nova persona Steroid Maximus, compositor ultra-barroco da estética "copy+paste" no subgénero banda sonora "noir". Ectopia — à letra, a deslocação de um orgão da sua posição normal — faz plena justiça ao título:
trata-se de uma eufórica celebração do universo de mil partituras para "spy movies", obscuridades "blaxploitation", policiais, séries de televisão, Bonds e outros "Get Smart" avulsos, com todos os tiques dos diversos Lalo Schiffrins e John Barrys deste mundo mas, num tal jogo de sobreposição, repetição e acumulação de efeitos e maneirismos, que literalmente a convertem numa espécie de monumental utopia deslocada do género, possivelmente imprestável para qualquer filme real mas verdadeiramente impressionante enquanto portentoso pastiche devoradoramente consumptivo. Obviamente "grand guignol" instrumental, esta modalidade da BSO negra enquanto metástase mutante é uma delícia para os ouvidos certos. (2002)
03 March 2008

Flat Earth Society - Isms
O mundo é um lugar pouco saudável. De onde, provavelmente, só se pode sair incólume praticando uma variedade de loucura mansa que consiste em conduzir o sentido de humor até ao extremo absoluto do "nonsense" radical sem nunca perder a compostura. Isto é, interiorizar a atitude-Monty Python não como género de comédia mas enquanto procedimento normal do dia-a-dia. Há quem o pratique de modo habitual e corrente. Por exemplo, os animadores das diversas "Flat Earth Societies" que pululam pela Net. Todas dedicadas, evidentemente, a demonstrar que a Terra não é esférica mas sim plana, se uma atribui a responsabilidade do "grande embuste" que, há séculos, nos "é impingido" a um tal de "Grigori Efimovich que o resto do mundo mais tarde viria a conhecer como Cristóvão Colombo" (Grigori Efimovich era o nome de Rasputine mas isso, claro, não interessa), outra, "através da investigação patafísica, da pesquisa empírica e da troca de ideias", defende que "a Terra é plana e tem cinco lados, todos os locais no universo chamados Springfield não passam de portais para uma dimensão superior e todas as afirmações são verdadeiras em determinado sentido, falsas em certo sentido, sem qualquer sentido num outro sentido, verdadeiras e falsas em ainda outro sentido, verdadeiras e sem sentido num certo sentido, falsas e sem sentido em algum sentido e verdadeiras, falsas e sem sentido noutro sentido".
(aerial dancing no festival de jazz de Vancouver de 2006;
em fundo, a Flat Earth Society)
Ainda que isto (em certo sentido) possa evocar o espírito e a letra de algumas campanhas eleitorais, imagino que não fosse exactamente nisso que os militantes da "Flat Earth" estivessem a pensar. Mas só pode ter sido numa idêntica lógica Lewis Carroll-com-anfetaminas que Peter Vermeersh estava a pensar quando baptizou como Flat Eart Society a sua big-band de dementes furiosos e iconoclastas belgas. Tentem visualizar uma violenta batalha campal entre, de um lado, Morricone, Sun Ra, Captain Beefheart e Stravinsky, comandados por John Zorn, e, do outro, a No Smoking Band de Kusturica, Frank Zappa, Bela Bartok e John Barry, sob as ordens de Carl Stalling. A estética geral será a da colisão frontal de dois TGV em velocidade máxima, o cenário é o do "Apocalypse Now Casino" a inaugurar em breve numa galáxia perto de si e acredite que está tudo bem (não, não está sofrer de alucinações visuais/auditivas) se vir as silhuetas de Nick Cave, Louis Armstrong ou Charles Bronson com a sua harmónica, numa conga-line, à frente de um desfile do dragão chinês, embalado pelo Bolero de Ravel. Mike Patton compilou e publicou. Estou francamente convencido que, num certo sentido, o mínimo que se pode chamar a isto é genial. (2005)
23 May 2007

Pentangle - The Time Has Come: 1967 - 1973
Aquando da primeira tournée dos Pentangle pelos EUA, em 1968, ao chegarem ao lendário Fillmore East, os técnicos da casa interrogaram Bobby Cadman – o “roadie” da banda – acerca de que tipo de luzes preferiam que fossem utilizadas. Não fazendo a menor ideia do que responder, Cadman reflectiu um pouco e decidiu-se por “Parece-me que ficava bem uma coisa assim tipo Mateus Rosé...”. A história poderia ser apenas anedótica mas caracteriza bem a dificuldade que sempre existiu quando se pretendeu classificar a música do grupo de Jaqui McShee, John Renbourn, Bert Jansch, Danny Thompson e Terry Cox.
E que, noutro episódio recordado por Renbourn, fica ainda mais explícita: obrigados, em plena época do hippismo florescente, a integrar os diversos circuitos de festivais e concertos mais ou menos “underground” desses anos, com um reportório predominantemente acústico ensanduichado entre pesos-ultra-pesados como os Canned Heat ou Rhinoceros, havia, frequentemente que resolver situações de contiguidade complexas. A mais arriscada terá sido actuar a seguir aos Spirit: “O baterista, Ed Cassidy, vestindo correntes e banhado em ‘strobe lights’, costumava terminar o concerto com um gigantesco solo de bateria em que utilizava tambores militares em ambos os lados do palco. Era uma coisa impressionante. A canção com que nós abríamos era ‘No More My Lord’, com uma muito discreta introdução da bateria do Terry. O contraste não podia ser mais absurdo. Mas a nossa banda foi sempre um imenso contraste absurdo”.
Ou, muito mais exactamente, um magnífico contraste (só aparentemente) absurdo: dois prodigiosos guitarristas – John e Bert – educados na tradição folk/blues/jazz mas avidamente interessados pela música medieval e do Renascimento e nada relutantes em dedicar-se à execução do sitar indiano; uma cantora – Jaqui – de voz luminosa treinada no cancioneiro folk mas que, mal pôs o pé em Nova Iorque, correu para ouvir Bill Evans, Miles Davis e a big-band de Thad Jones e Mel Lewis, no “Village Vanguard” e no “Barron”, de Harlem; e uma virtuosíssima secção rítmica de contrabaixo e bateria – Danny e Terry – com a flexibilidade jazz/blues adquirida ao lado de Alexis Korner nos Blues Incorporated (onde Thompson substituiu Jack Bruce quando este saiu para formar os Cream, com Eric Clapton e Ginger Baker) ou de Tubby Hayes, Ronnie Scott, Stan Tracey, Little Walter, John Mc Laughlin, Josh White, Joe Williams, Art Farmer, Freddie Hubbard, Sonny Terry, Brownie McGhee e John Lee Hooker.
Reunidos quase acidentalmente nas “jam sessions” que aconteciam, em 1967, no pub do Horseshoe Hotel de Tottenham Court Road (onde apareciam também Sandy Denny, Davy Graham ou Anne Briggs), entre esse ano e 1973 – não contabilizando agora os diversos reencontros posteriores, com diversas e flutuantes formações –, devemos-lhes uma preciosa discografia em seis volumes (The Pentangle, 1968, Sweet Child, 1968, Basket Of Light, 1969, Cruel Sister, 1970, Reflection, 1971, e Solomon’s Seal, 1972) que, hoje, é ritualmente venerada pela tribo “psych/free/freak/folk” (o que mestre-Jansch retribuiu, convidando Devendra Banhart e elementos dos Espers e Vetiver para o seu muito bom mas irregular The Black Swan, do final do ano passado) e que, agora, podemos deslumbradamente revisitar nesta sumptuosa caixa de 4 CD.
Por uma vez, todas as “takes” alternativas, lados-B, raridades, gravações de rádio e ao vivo e exumados temas de filmes não só fazem inteiramente sentido, como contribuem para que seja possível apercebermo-nos do amplíssimo espectro estilístico da música (dos brocados folk e do reportório original às transfigurações de Charlie Mingus, Phil Spector e Bach, às incursões John Barry/Bernard Herrmann ou às “jams” gratefuldeadianas) da única banda britânica que, no terreno do que – na ausência de melhor designação e para grande desgosto dos próprios Pentangle – teremos ainda de chamar folk-rock, terá ousado fazer alguma sombra aos Fairport Convention. (2007)
24 March 2007
Durante uma conferência perante um público de estudantes universitários, foram tocadas as primeiras duas notas do "tema de James Bond". Apenas um simples e banal intervalo melódico de segunda menor. Porém, 85% dos estudantes reconheceram-no instantaneamente como o logotipo sonoro da série cinematográfica do mais famoso agente secreto "ao serviço de Sua Magestade". Na história da relação entre música e imagens — desde os primeiros tempos do cinema sonoro à era actual da televisão, dos videoclips e da publicidade —, esse é o tipo de associação privilegiada que só alguns conseguiram estabelecer. E que, no caso dos filmes de James Bond, contemporâneos do emergir da cultura pop, documentam e reflectem, passo a passo — com a inclusão obrigatória das várias "canções-tema" —, as múltiplas inflexões da música popular, as suas intersecções com o universo "mainstream" das diversas épocas, uma ou outra iconoclastia e várias piscadelas de olho ao passado, todas indelevelmente marcadas, directa ou indirectamente, pelo génio de John Barry.
Dr. No (1962)
Nascimento do "tema de James Bond" de Monty Norman/John Barry. Autor de canções de sucesso para comédias musicais nos anos 50, Monty Norman, a convite dos produtores Broccoli e Saltzman criou o famoso tema (que, originalmente, possuia a letra "I was born with this unlucky sneeze and, what is worse, I came into the world with no name"), orquestrado por Burt Rhodes e dirigido por Eric Rogers. Porém, os produtores, insatisfeitos com o resultado, contratam o leader do combo de jazz, The John Barry Seven, que rearranjou o tema com o famoso solo de guitarra executado por Vic Flick. Alegadamente, "Underneath The Mango Tree" (uma das várias canções que Norman escrevera na Jamaica inspirado pela música local e que integrariam a banda sonora), esteve prevista para ser utilizada na totalidade da série.
From Russia With Love (1963)

Compositor e orquestrador, John Barry. Primeira canção-tema, "From Russia With Love" (Lionel Bart), interpretada por Matt Munro. John Barry que passa a "compositor-Bond" oficial, cria, então, um "tema-Bond" secundário que voltará a utlizar em "Thunderball", "You Only Live Twice", "Diamonds Are Forever" e "Moonraker". É a primeira vez que, no genérico, se usa o "tema-Bond". É reutilizada, na sequência da explosão dos barcos da SPECTRE, a música "Death Of Dr. No", do filme anterior.
Goldfinger (1964)
Compositor e orquestrador, John Barry. Canção-tema, "Goldfinger" (Leslie Bricusse/Anthony Newley/Barry), inspirada em "Mack The Knife", de Weill/Brecht, e interpretada por Shirley Bassey. John Barry estabelece definitivamente o "estilo orquestral-Bond": "o estilo Bond nasceu dos meus estudos com Bob Caruso, o arranjador de Stan Kenton. O som dos metais era puro Stan Kenton, Gerry Mulligan e Chico Hamilton, todo o jazz da West Coast. Ir até lá e escutá-los em primeira mão era algo que os discos nunca poderiam oferecer. O som era completamente físico, nunca tinha ouvido nada assim. Havia boas orquestras em Inglaterra mas nada como aquilo. Tinham uma abordagem inteiramente diferente. E os músicos de Stan Kenton eram incrivelmente sofisticados: imagine só que liam Proust nos camarins!".
Thunderball (1965)
Compositor e orquestrador, John Barry. Canção-tema, "Thunderball" (Don Black/Barry), interpretada por Tom Jones. Inclui também (só no disco da banda sonora, não no filme) a canção "Mr. Kiss Kiss Bang Bang" (L. Bricusse/Barry) que foi gravada por Dionne Warwick e Shirley Bassey. O tema de "Dr. No" volta a ser utlizado no genérico final.
You Only Live Twice (1967)
Compositor e orquestrador, John Barry. Canção-tema, "You Only Live Twice" (Leslie Bricusse/Barry), interpretada por Nancy Sinatra. Foi, inicialmente, gravada uma maqueta que viria a ser descartada onde a intérprete era Julie Rogers, cunhada de Don Black, autor de outras letras de canções-Bond. É a versão de 62 do "tema-Bond" que passa durante o genérico final.
Casino Royale (1967)
Compositor e orquestrador, Burt Bacharach. Neste episódio-pirata e lunático, paródia inteiramente não-oficial da série, não há vestígios do "tema-Bond", o tema-título é interpretado por Herb Alpert & His Tijuana Brass e Dusty Springfield canta "The Look Of Love" (David/Bacharach). Duas outras canções são incluidas, "Dream On James, You're Winning" e uma versão vocal do tema-título, possivelmente interpretadas por Scott Walker (o intérprete não é identificado), assim como uma citação do tema de "Born Free" com que John Barry ganhara um Óscar no ano anterior.
On Her Majesty's Secret Service (1969)
Compositor e orquestrador, John Barry. Canção-tema, "We Have All The Time In The World" (Hal David/Barry), interpretada por Louis Armstrong, a última canção que este gravou.
Inclui também a canção "Do You Know How Christmas Trees Are Grown?" (David/Barry), interpretada por Nina. Pela primeira vez, é utlizado um sintetizador numa banda sonora de James Bond. A versão de 62 do "tema-Bond" ouve-se pela última vez na série e são reutilizados fragmentos de "Underneath The Mango Tree", "From Russia With Love" e "Thunderball".
Diamonds Are Forever (1971)
Compositor e orquestrador, John Barry. Canção-tema, "Diamonds Are Forever" (Don Black/Barry), interpretada por Shirley Bassey. Paul McCartney foi considerado como alternativa a Barry.
Live And Let Die (1973)
Compositor e orquestrador, George Martin. Canção-tema, "Live And Let Die" (Paul & Linda McCartney), interpretada por Paul e Linda McCartney & Wings embora o produtor Saltzman tivesse sugerido Aretha Franklin. Inclui o tradicional "Just A Closer Walk With Thee" arranjado por Milton Batiste e a canção-tema é interpretada a meio do filme pelo cantor negro B.J. Arnau.
The Man With The Golden Gun (1974)
Compositor e orquestrador, John Barry. Canção-tema, "The Man With The Golden Gun" (Don Black/Barry), interpretada por Lulu. A canção "The Man With The Golden Gun" que aparece no álbum de Alice Cooper, Muscle Of Love, foi considerada como primeira hipótese. Considerada a banda sonora-Bond mais fraca de toda a série.
The Spy Who Loved Me (1977)
Compositor e orquestrador, Marvin Hamlish. Canção-tema, "Nobody Does It Better" (Carole Bayer Sager/Hamlish), interpretada por Carly Simon. A banda sonora e a canção foram nomeadas para Óscares. Inclui ainda excertos do "Concerto para piano nº 21 em Dó Maior" de Mozart, da "Ária" de Bach da "Suite em Ré", de "Lawrence da Arábia" e do "Tema de Lara" (de "Dr. Jivago"). Primeira BSO-Bond sem John Barry.
Moonraker (1979)
Compositor e orquestrador, John Barry. Canção-tema, "Moonraker" (Hal David/Barry), interpretada por Shirley Bassey em versões lenta e "disco" (no genérico final). Também foram consideradas as hipóteses de Kate Bush e Frank Sinatra. Inclui excertos do "Prelúdio em Ré bemol Maior" de Chopin, da "Tritsch Tratsch Polka" de Johan Strauss, da "Abertura de Romeu e Julieta" de Tchaikovsky, de "Encontros Imediatos do 3º Grau" e dos "Sete Magníficos".
For Your Eyes Only (1981)
Compositor e orquestrador, Bill Conti, recomendado pelo próprio John Barry. Canção-tema, "For Your Eyes Only" (Michael Leeson/Conti), interpretada por Sheena Easton e nomeada para um Óscar. Inclui ainda a canção "Make It Last All Night" interpretada por Rage.
Octopussy (1983)
Compositor e orquestrador, John Barry. Canção-tema, "All Time High" (Tim Rice/Barry), interpretada por Rita Coolidge. Pela última vez, Barry utliza "colorido local" na música deste filme cujo enredo se desenrola na Alemanha e Índia.
Never Say Never Again (1983)
Compositor e orquestrador, Michel Legrand recomendado por Sean Connery (James Horner e John Barry também foram considerados) no seu regresso à personagem de James Bond neste episódio "não oficial" da série. Canção-tema, "Never Say Never Again" (Marilyn e Alan Bergman/Legrand), interpretada por Lani Hall e repetida no genérico final com um solo de trompete de Herb Alpert, marido de Lani. O "tema-Bond" nunca é usado. Inclui ainda a única canção em francês de todos os filmes-Bond, "Une Chanson D'Amour" (Sophie Della/Jean Drejac), interpretada por Sophie Della.
A View To A Kill (1985)
Compositor e orquestrador, John Barry. Canção-tema, "A View To A Kill" (Duran Duran/Barry), interpretada pelos Duran Duran e um dos maiores êxitos de vendas das canções-Bond. Inclui excertos das "Quatro Estações" de Vivaldi, da "Bela Adormecida" de Tchaikovsky e de "California Girls" dos Beach Boys.
The Living Daylights (1987)
Compositor e orquestrador, John Barry. Canção-tema, "The Living Daylights" (A-Ha), interpretada pelos noruegueses A-Ha. Inclui ainda "Where Has Everybody Gone" e "If There Was A Man" pelos Pretenders (com letras de Chrissie Hynde) e excertos da "Sinfonia nº 40 em Sol menor" de Mozart, do "Quarteto de Cordas em Ré" de Borodin, do "Concerto para Violoncelo em Si menor" de Dvorak e das "Variações sobre um Tema Rococó" de Tchaikovsky. Última banda sonora de John Barry para a série e consensualmente considerada como uma das melhores.
Licence To Kill (1989)
Compositor e orquestrador, Michael Kamen. Canção-tema, "Licence To Kill" (Kamen/Narada Michael Walden/Jeffrey Cohen/Walter Afanasieff), interpretada por Gladys Knight. Kamen trabalhou também com Eric Clapton numa nova versão do "tema-Bond" que nunca foi publicada. Inclui as canções "Wedding Party" (Jimmy Duncan/Philip Brennan) interpretada por Ivory, "Dirty Love" (Steve Dubin/Jeff Pescetto) por Tim Feehan e "If You Asked Me To" (Diane Warren) por Patti LaBelle.
Goldeneye (1995)

Compositor Eric Serra, orquestrador John Altman. Canção-tema, "Goldeneye" (Bono/The Edge), interpretada por Tina Turner. Inclui ainda a canção "The Experience Of Love" (Rupert Hine/Serra) no genérico final interpretada por Eric Serra. A quase totalidade da banda sonora é realizada sem orquestra e com instrumentação electrónica.
Tomorrow Never Dies (1997)

Compositor David Arnold, orquestrador Nicholas Dodd. Canção-tema, "Tomorrow Never Dies" (Sheryl Crow/Mitchell Froom/Arnold), interpretada por Sheryl Crow. Inclui a canção "Surrender" (Don Black/Arnold) interpretada por k.d. lang, uma remix do "tema-Bond" por Moby e um excerto do "Concerto para Piano nº 5" de Beethoven. Os Pulp escreveram a canção "Tomorrow Never Lies" mas não foi integrada no filme. David Arnold — anteriormente vencedor de um Grammy para a banda sonora de "Independence Day", responsável pela colaboração com Björk em "Play Dead" e pela assinatura na "film music" de "Star Gate", "Last Of The Dogmen" ou "A Life Less Ordinary" —, acede ao estatuto de sucessor oficial de John Barry (aparentemente aprovado por este) como compositor-Bond de serviço.
The World Is Not Enough (1999)

Compositor e orquestrador, David Arnold. Canção-tema, "The World Is Not Enough" (Don Black/Arnold), interpretada pelos Garbage. Na banda sonora (não no filme) figura ainda a canção "Only Myself To Blame" (Black/Arnold) interpretada por Scott Walker.
Die Another Day (2002)

Compositor e orquestrador, David Arnold. Canção-tema, "Die Another Day" (Madonna), interpretada por Madonna, produzida por Mirwais e orquestrada por Michel Colombier. Entre outras hipóteses, chegou a ser considerada a possibilidade de ser Robbie Williams o intérprete escolhido. A banda sonora contém ainda uma remix de Paul Oakenfold.
Casino Royale (2006)
Compositor e orquestrador, David Arnold. Canção-tema, "You Know My Name", interpretada por Chris Cornell mas que não figura no álbum com a BSO do filme.
(2002, actualizado com Casino Royale de 2006)









