24 August 2026
08 January 2026
2025 - Reedições/DVD/Filmes
~Bruce Springsteen - Tracks II: The Lost Albums + Nebraska 82 Expanced Edition
A Complete Unknown - real. James Mangold
It’s Never Over, Jeff Buckley - real. Amy Berg
Nick Drake - The Making Of Five Leaves Left
Ginger Baker Trio - Going Back Home
Vários - American Baroque - Chamber Pop And Beyond 1967 - 1971
26 September 2025
(sequência daqui) Disco 3: É aqui que as canções que conhecemos de Five Leaves Left começam a ganhar forma. Há versões iniciais de "River Man", "Cello Song' e "Fruit Tree", algumas sem os ricos arranjos de cordas de Robert Kirby, outras com afinações diferentes. Até as canções mais conhecidas soam diferentes aqui — menos polidas, mas mais emocionalmente expostas. Testemunhamos a luta entre a visão de Drake e as limitações dos estúdios da época.
Disco 4: O quarto e último disco é a versão remasterizada do próprio Five Leaves Left. Continua a ser um álbum de estreia notável, repleto de uma beleza melancólica. Canções como "Day Is Done", "Man In A Shed" e "Saturday Sun" não perderam nenhuma da sua força. A própria embalagem é elegante e discreta com aspecto de peça de arquivo, mas que se deixa folhear como um diário antigo, com notas manuscritas e manchas de café. Esta compilação conta uma história sem a explicar demasiado. Em vez disso, convida-nos a aproximar e ouvi-la e a descobrir o génio oculto de um miudo ainda em busca de quem era. Terminaria a jornada em 1974 por suicídio/overdose acidental nunca suficientemente esclarecidos. O produtor de Drake, Joe Boyd, descreveria a gravação de Five Leaves Left como estando repleta de "esperança e possibilidade". O que podemos ainda pressentir hoje encontra-se aqui.
23 September 2025
(sequência daqui) O boxset, consiste, então, de três discos de material previamente não editado, nomeadamente demos, primeiras versões de estúdio e raras gravações caseiras. O álbum original, agora remasterizado, mantém a calor e a intimidade da reedição de 2000; e um livro de capa dura com 60 páginas, inclui fotografias e notas sobre as faixas. Detalhando:
Disco 1: As primeiras sessões de estúdio, realizadas nos estúdios Sound Techniques, em Londres (e religiosamente preservadas durante meio século, numa cassete à guarda de Beverley Martyn), mostram Nick Drake a dar os primeiros passos na definição da sua sonoridade. Versões de "Time Has Told Me" e "Mayfair" surgem em estado bruto. Há também a belíssima "Strange Face", raras vezes escutada fora dos círculos de colecionadores. A técnica de guitarra de Drake é já delicada e segura, mas a voz soa aqui ainda algo hesitante.
Disco 2: Este disco recupera uma fita de cassete gravada no quarto de Drake em Cambridge. Um dos pontos altos é "Mickey’s Tune", uma peça inédita que revela um lado surpreendentemente optimista e quase pop de Drake. É possível ouvi-lo a falar brevemente antes e depois de algumas das músicas, o que torna estas gravações inesperadamente íntimas. (segue para aqui)
19 September 2025
15 September 2025
MELANCOLIA BRITÂNICA
Quando, a 3 de Julho de 1969, Five Leaves Left foi publicado, não teve direito a passadeira vermelha nem nada muito próximo disso. Na verdade - sem que sequer a presença dos "Thompson twins" Richard (dos Fairport Convention) e Danny (Pentangle) o pudesse contrariar -, a recepção crítica foi pouco mais do que morna: uma "tonalidade demasiado melancólica e uniforme", uma "atmosfera introspectiva excessivamente obscura e depresiva", e "ausência de dinamismo" foi o que, do "Melody Maker" ao "New Musical Express", ao "Daily Telegraph" e ao "Disc and Music Echo", se opinou, nunca indo além da classificação de "interessante", considerando as canções "incertas e indirectas", e o álbum "melodicamente monótono". Apenas Gordon Coxhill no "NME", admitia que Drake possuía um "considerável talento", mas o disco "carecia de diversidade", e a voz recordava-lhe a de Peter Sarstedt (a "one hit wonder" de "Where Do You Go To My Lovely?" que, em 2007, acabaria por ser ressuscitada por Wes Anderson para os filmes Hotel Chevalier e Darjeeling Limited) mas sem a sedução e profundidade deste. Um pouco mais simpático, porém, do que, parecia ser a opinião corrente na cave do nº 49 da Greek Street londrina onde, de 1964 to 1972, funcionou o clube folk Les Cousins e Drake era "aquele jovem nervoso que punha o público a dormir"... (daqui; segue para aqui)
23 February 2025
17 March 2024
20 April 2023
10 March 2023
"February" (álbum integral aqui)
19 May 2022
02 February 2021
14 November 2019
11 September 2018
02 January 2018
Sem cair na armadilha dos intérpretes de formação clássica que, ao deixar-se tentar pela abordagem de idiomas populares, tendem a desvalorizar a própria identidade, Rune Tonsgaard Sørensen (violino, harmonium, piano, glockenspiel) Frederik Øland (violino), Asbjørn Nørgaard (viola de arco) e Fredrik Schøyen Sjölin (violoncelo) – reconhecidos como virtuosos exploradores das partituras de Bartók, Beethoven, Shostakovich, Brahms, Haydn, Mozart, Sibelius e Schnittke – propuseram-se, agora, investigar “a rica fauna das melodias folk nórdicas”. Recuando até "Dromte Mig en Drom" – a mais antiga canção secular escandinava presente na última folha do Codex Runicus (c. 1300) –, guiam-nos por 16 pontos de paragem, num fantástico périplo de dimensão equiparável (embora com as coordenadas distintivas de um quarteto de cordas clássico) ao que os Hedningarna de Kaksi! (1992) nos haviam oferecido.
Cinco anos de gestação foram necessários para dar à luz Ao Longe Já Se Ouvia, belíssimo painel de temas maioritariamente do reportório tradicional da Beira-Baixa, Alentejo,Trás-os-Montes e Açores (acrescidos de dois de Amélia Muge e outro de José Afonso) em gloriosas polifonias corais.















