Quando não és ministro,
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27 February 2018
18 February 2017
... o regresso do eduquês em toda a sua glória (não esquecendo, claro, os inevitáveis "afectos") ou como nunca perdoaremos a Nuno Crato não ter morto a serpente no ovo
(João Costa, secretário de Estado da Educação, ao "Expresso" de hoje, acerca das modificações curriculares relacionadas com o novo Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória)
08 December 2016
Pois é, mas não dava muito trabalho ter reparado que "os resultados dos testes TIMMS [que] colocaram os alunos portugueses do 4º ano de escolaridade à frente da Finlândia nos resultados de Matemática" referem-se a avaliações realizadas em 2015. Portanto, avaliam alunos que entraram para a escola em 2011. Ora, as modificações realizadas por Nuno Crato - nomeadamente, os exames no 4º ano - só começaram em 2013. Quer isto dizer que tiveram dois anos de Maria de Lourdes Rodrigues/Isabel "amestrada de Boston" Alçada (empate técnico para o galardão de pior ministra) e mais dois de Nuno Crato (o grande reformador que morreu na praia). Por isso, estes resultados não determinam coisíssima nenhuma: não é possível identificar tendências (positivas ou negativas) ao fim de 2, 3 ou 5 anos, são precisas séries mais longas. Ou seja, qualquer ministro da Educação dos últimos 10 ou 15 anos (do PS, PSD, ou CDS) os pode reivindicar como seus. Exactamente como sucede com o PISA que avaliou alunos do 7º e 12º ano, há cinco e dez anos integrados no sistema educativo. (ler também OMQ, daqui para a frente)
07 May 2016
O regresso triunfante (e assassinamente ignorante) do eduquês que Nuno Crato abdicou
de matar no ovo
"Expresso"
"O objectivo consta do programa do governo: reduzir 'para metade o insucesso escolar no ensino básico'. (...) Escolas têm de criar plano contra chumbos até Junho: (...) 'Não queremos projectos feitos à pressa' (João Costa, secretário de estado da educação). (...) Se cabe a cada escola definir a estratégia, não deixa de haver um guião comum que foi transmitido a 160 professores seleccionados para participar numa formação 'em regime de internato'. Divididos por encontros em Évora, Leiria e Braga, estiveram dois dias reunidos num hotel (...) e receberam a tal formação em 'Planeamento de Acção Estratégica da Promoção da Qualidade das Aprendizagens'. (...) Compete agora a quem esteve nestas sessões assegurar 'o plano nacional de formação contínua em cascata'. A terminologia é do ME" ("Expresso", edição em papel)
Notas: 1) talvez, finalmente, na sua velhice, a Catarina possa ter "um cirurgião que saiba dar gargalhadas" enquanto ela se fina no bloco operatório; 2) pode levar-se a sério gente que, sem ser no "Inimigo Público", escreve coisas como "Planeamento de Acção Estratégica da Promoção da Qualidade das Aprendizagens ("em cascata")"?
08 January 2016
O que é particularmente terrível em análises deste género é não compreenderem como a peçonha que corrói por dentro o ME só pelo lado sindical é atribuível ao PCP; todo o resto - avidamente consumido, da direita à esquerda, sem grandes nuances - nasceu do prolífero ovo da serpente chocado por Roberto Carneiro, ministro de Cavaco Silva de 1987 a 1991, também teórico e prático das Novas Oportunidades. Antes de ser ministro, Nuno Crato sabia-o e dizia-o. Depois, esqueceu-se. É por isso que não merece perdão.
02 December 2015
Numa das raras medidas-Crato acertadas, a ideia era exactamente o oposto de optar por "textos de natureza narrativa e descritiva, de mais fácil compreensão por parte dos destinatários ideais, que são os alunos dos vários graus de ensino"
11 September 2015
21 May 2015
Tenham mas é juízo - em vez do patético discurso neo-realista, o que deveriam reivindicar era provas seriamente exigentes e não, desde o 1º ciclo até à universidade, os cházinhos de tília que envergonhariam qualquer estudante digno do nome e, sobretudo, o Crato-pré-ministro
17 May 2015
11 May 2015
28 January 2015
A PACC, tal como existe, é um absurdo; são, de facto, inadmissíveis, os erros de licenciados em ESEs; a solução era barata e simples; vou passar a tomar nota, um por um, dos inúmeros pontapés no português que Nuno Crato, colegas de governo & oposição, liberal e regularmente, nos oferecem.
02 November 2014
30 October 2014
27 October 2014
"Há alguém particularmente incompetente, parecido com o Crato? Não há. Houve ministros bastante maus, mas eram relativamente cultos, tinham feito a Universidade de Coimbra, tinham tarimba nas Humanidades. Crato não fez. Saber o grego, o latim, a história clássica, é muito bom para um político, dá-lhe um peso e uma gravitas que os ministros não têm, por isso chegam ao poder e não sabem o que hão-de fazer. As Humanidades em Portugal estão pelas ruas da amargura. Nuno Crato tem algumas semelhanças com o alto funcionário do Ministério da Educação, Sousa Neto, uma figura que aparece em 'Os Maias', de Eça de Queirós. Só diz disparates"
"Passos Coelho é desinteressante. Mais uma vez falta-lhe cultura humanística. Para não falar no Sócrates, que nem licenciado é, pretende ser engenheiro. José Sócrates é uma espécie de Dâmaso Salcede, cuja única preocupação na vida é ser 'chic a valer', imitando tudo o que se faz em Paris. Passos Coelho, um fruto das juventudes partidárias, é um produto inexistente no século XIX"
"Enquanto eu não tiver um deputado que vá chatear todos os dias, porque tenho uma enorme capacidade de maçar as pessoas, voto em branco. Eu sei que é ridículo votar em branco, mas não tenho outra maneira de protestar" * (MFM)
20 October 2014
14 October 2014
Mais um grande momento da História pátria: aquele em que o Tó filosofa sobre a insignificância do sapiens perante a horrorosa natureza pseudo-mãe e o Crato de Schrödinger, mesmo moribundo, garante que ainda pode vir a estar vivo
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