30 June 2015

Robert M. Price | The Jesus Question
 
Radicais livres (XVIII)



+ aqui, aqui e aqui
O recluso 44 agradece e declara que jornalismo sério que não está ao serviço de interesses obscuros é assim mesmo

"O texto final foi manuscrito por José Sócrates, dactilografado fora da cadeia e regressou às suas mãos para sucessivas revisões. A versão definitiva acabou por chegar ontem, ao fim da manhã" (aqui)
"Os perdedores, como os autodidactas, têm sempre conhecimentos mais vastos do que os vencedores: se queres vencer, tens de saber uma coisa só e não perder tempo a sabê-las todas, o prazer da erudição está reservado aos perdedores. Quantas mais coisas uma pessoa sabe, mais as coisas não lhe correram como deveriam"

É assim tipo estética-Vasconcelos 
mas com higiénico tempero anti-religioso



Todo o apoio ao movimento 
"Cavaca para presidenta!" * (XX
(uma poetisa em Belém)


* como antes aconteceu com o C.A.L.A. e o M.A.C.A.

28 June 2015

(real. Tim Plester)

(ver no Vimeo e aqui também)
Qualquer coisinha de português (XXXIX)

Um "filho de agricultores de descendência açoriana" (terá, portanto, segundo a imprensa de referência, filhos açorianos - na verdade, os longínquos ascendentes, avós, é que eram açorianos), direitolas convicto de que os ambientalistas americanos são um covil de "neo-Marxistas, socialistas, Maoistas e Communistas" e que torturar prisioneiros de guerra (aliás, "enhanced interrogation techniques") é fixe, eis o orgulhinho da lusa pátria!
Vá lá, quem puder ajude a pobre senhora e explique-lhe por palavras simples que, quando lê "polícia espancado em festa", isso quer dizer... ... err... ... pois... ... como dizer?... ... "polícia espancado em festa"

27 June 2015



QUARTA GRANDE COLECÇÃO DE CROMOS





Pegar fogo a umas dezenas de 
alegados sapiens (que, felizmente, 
não têm sete vidas) é que era

Fazer pela vidinha, pagar dívidas
(pelo sim, pelo não...)
 
("Expresso")
A JOKE A DAY KEEPS THE DOCTOR AWAY (XXIX)

26 June 2015

O serviço público de saúde não servia ("encontra-se no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa")?
Tom Waits Reads Charles Bukowski

Recordem-se, a propósito
outros grandes sucessos anteriores

 
 
A JOKE A DAY KEEPS THE DOCTOR AWAY (XXVIII)

Devia ser pessoal suspeito de enriquecimento ilícito

25 June 2015

Food For Thought (XXVII)

As barbas do vizinho a arder

Autarquia PS defende PSD "Big MAC"
OS LUGARES ERRADOS


Na edição de Abril da “Cosmopolitan”, Jana Hunter publicou um texto onde recordava o momento, por volta dos 4 anos, em que explicara aos pais, irredutivelmente católicos, que era um rapaz e não uma rapariga. O facto de (pouco surpreendentemente) a reacção ter sido tudo menos acolhedora, não a impediu, porém, de, hoje, se declarar “incrivelmente confortável com as minhas muito fluidas identidade de género e sexualidade”. Ainda que continue a perturbá-la bastante a circunstância de alguém que não se identifica como “mulher” poder ser objecto da misoginia predominante no universo pop/rock, por mais "indie" que ele se afirme. Aceitemos, então, isso na qualidade de atenuante para o título do terceiro álbum da sua banda – os Lower Dens – ser Escape From Evil, última obra de Ernest Becker, seguidor norte-americano da amaldiçoada superstição freudiana. Felizmente, tal assombração não se nota demasiado na matéria do próprio disco, exemplo singularíssimo de uma colecção de canções que, aparentando ajoelhar perante o altar da retromania, é, afinal, algo diferente. 



É Jana quem, sem subterfúgios, coloca as cartas na mesa: Escape From Evil alimenta-se esteticamente da celebrada pop dos anos 80. Mas não se contenta em ficar pela homenagem. Usamos o passado, os seus clichés e inocência, como uma lente através da qual imaginamos um futuro aberto e queer”. O que, na realidade, se escuta é um exercício de cuidadosa arrumação das peças em todos os lugares errados do puzzle, dedicado a fintar a previsibilidade através de meia dúzia de manobras de diversão bem sucedidas: raptar Debbie Harry e colocá-la à frente dos Joy Division aos quais, entretanto, se ofereceu a aura sonora dos Cocteau Twins que, no mesmo instante, se viram com Siouxsie Sioux no lugar de Liz Frazer e assistiram à disputa entre Johnny Marr e Will Sargeant pela vaga de guitarrista nuns Cure em gravidade zero, produzidos por Brian Eno acabado de ser expulso dos Feelies, subitamente devotos do krautrock. Espreitem o assaz lynchiano video de "To Die In LA": as coordenadas de Escape From Evil menos óbvias à superfície exibirão, sem excessiva dissimulação, a sua "seedy underbelly" talhada por medida para a anunciada reencarnação de Twin Peaks.
A colecção de novelas recentes acerca dos grandes vultos nacionais já dava um belo volume de história contemporânea - hesito apenas no título: "Latrina" ou "La Guillotine XLI"? (Big MAC II)

(ler aqui e aqui)

24 June 2015



"Desde os tempos do infantário que os estudos foram um dos maiores desafios para David Neeleman. Os professores queixavam-se de que ele estava sempre distraído... Prestes a entrar na faculdade, desesperava para conseguir ler e escrever correctamente. Com excepção da Bíblia, conta que apenas conseguiu ler um livro até ao fim. (...)

Aos 19 anos, interrompe o curso de contabilidade, na Universidade do Utah. (...) 

É raro conseguir manter-se focado no mesmo assunto por muito tempo. Os médicos diagnosticaram-lhe um défice de atenção, acompanhado de hiperatividade, mas David recusa-se a ser medicado. (...) 

Abandona o curso de contabilidade. (...) 

Alguns meses depois, é despedido, (...) 

David demite-se uns meses depois. (...) 

 No Brasil, falhou por três vezes a entrada da Azul em bolsa e, nas contas que vieram a público, apenas se regista um ano com lucros. (...) 





PORÉM....




Discursa frequentemente com a Bíblia na mão, citando a figura de Job, que perdeu riqueza, família, amigos e saúde e ainda assim se manteve optimista, suportado pela fé. (...) (daqui)
Ó Chico, tanto faz, isso é matéria em que o rigor histórico nunca foi importante

Está quase, quase...

A JOKE A DAY KEEPS THE DOCTOR AWAY (XXVII)

Mas, agora, com um livrito para compor o CV (desde que autenticada a autoria), se calhar, já dá uma equivalência jeitosa

22 June 2015

É possível ler este título e não sufocar de riso?
 
 
(daqui)
Brian Eno | Imaginary Landscapes 
(1989)

A JOKE A DAY KEEPS THE DOCTOR AWAY (XXV)

(citação apócrifa atribuída, por uns, a Rui Machete, por outros,
a Miguel Relvas, Sócrates e mais uns quantos)
O "scriptwriter" desta merda (claro que há um ou vários) é, indiscutivelmente, muito bom
Então o Kim Jonguinho 
não faz chover?

Pochonbo Electronic Ensemble - "That's Thanks to the Leader's Care"

21 June 2015

Lower Dens - "Société Anonyme"



"No wonder Hobbes thought that reading Greek and Roman authors should be banned by any self-respecting tyrant, in Leviathan arguing that they foment revolution under the slogan of liberty, instilling in people a habit 'of favouring uproars, lawlessly controlling the actions of their sovereigns, and then controlling those controllers'"
Tó, se queres trepar nas sondagens, mete uma cunha ao xoninhas de serviço para dar uma mãozinha a estes gajos - já viste o que era isto no Parque Eduardo VII ou na Alameda? Metia o Piquenicão do Belmiro num chinelo...

20 June 2015

Food For Thought (XXVI)



("Expresso")

"(...) Tudo isto vem a propósito da palavra que mais me veio à cabeça – bem sei que uma cabeça muito deformada pelo 'ressabiamento' por este governo não me ter dado um cargo qualquer – quando ouvi o debate parlamentar com o Primeiro-ministro na sexta-feira passada. Como ele está lampeiro com a verdade! Lampeiro é a palavra do dia. Lampeiros com a verdade, neste governo e no anterior, há muitos. Sócrates é sempre o primeiro exemplo, mas Maria Luís Albuquerque partilha com ele a mesma desenvoltura na inverdade, como se diz na Terra dos Eufemismos. E agora Passos deu um curso completo dentro da nova tese de que tudo que se diz que ele disse é um mito urbano. Não existiu. Antes, no tempo do outro, era a 'narrativa', agora é o 'mito urbano'. (...) Então como é? O país está mal ou não está? Está. Então deixem-se de rituais estandardizados da política de salão e conferência de imprensa, deixem-se de salamaleques politicamente correctos, mostrem que não querem pactuar com o mal que dizem existir e experimentem esse franc parler que tanta falta faz à política portuguesa" (JPP)
... e, depois dos unicórnios
o milagre farmacológico 4 em 1!!!...

Pochonbo Electronic Ensemble - "Pangapsumnida" / "반갑슴니다" & "My Country is The Best!"

19 June 2015

Food For Thought (XXV)

Olha, olha, outra vez a Odebrecht... 
(deve ser mais uma cabala)
Lower Dens - "Brains"


17 June 2015

TUDO SERÁ POSSÍVEL 

Sofka Dolgorouky

A 16 Julho de 1918, o governo bolchevique executou os Romanov em Yekaterinburg. Menos de um ano depois, um numeroso grupo de aristocratas acompanhava a imperatriz Maria Feodorovna, mãe do czar fuzilado, na fuga para o exílio em Londres, a partir da Crimeia. Entre eles, estava a princesa Sofka Dolgorouky, então com 12 anos, descendente de Catarina, a Grande. As curvas da História são maravilhosamente sinuosas e, cerca de duas décadas mais tarde, a aristocrata russa, após ter sido presa pela Gestapo em França e haver contribuído para a salvação de centenas de judeus, transformar-se-ia numa fogosa militante comunista, feminista desenvolta (“Ao longo dos anos, fui alegremente para a cama com quem me parecesse simpático e divertido. Era um passatempo agradável, um bom exercício, e nunca lhe atribuí enorme importância, durasse uma semana ou duas, um dia ou dois, ou apenas uma noite”) e propagandista da contracepção, em 2010 condecorada postumamente enquanto British Hero of the Holocaust. Na verdade, não lhe devemos apenas isso: foi também mãe de Peter Zinovieff (o pai, Leo Zinovieff, era igualmente um aristocrata russo exilado), inventor – com David Cockerell e Tristram Cary – do sintetizador VCS3, no final dos anos 60. 



As experimentações electrónicas de pioneiros como Léon Theremin, Louis e Bebe Barron, Raymond Scott ou Robert Moog tinham lançado as sementes mas seriam Zinovieff, Cary e Cockerell quem, através da EMS (Electronic Music Studios), operaria a revolução nas práticas sonoras da música do século XX com a criação do primeiro sintetizador portátil, acessível a um mercado de massas. Stockhausen, passou pelo estúdio doméstico de Zinovieff, em Putney, e aí, ou adquirido comercialmente, o VCS3 infiltrar-se-ia na obra de inúmeros músicos e bandas – Pink Floyd, Who, Kraftwerk, Roxy Music (via Brian Eno), King Crimson, Gong, David Bowie, Tangerine Dream, Ice-T, Portishead, Aphex Twin, LCD Soundsystem – que fariam sua a máxima de Zinovieff: “Pensa num som e, a seguir, cria-o. Qualquer som ou combinação de sons é, a partir de agora, possível”. Uma compilação das suas composições, Electronic Calendar: The EMS Tapes, será, finalmente, publicada no próximo dia 22 mas podem ir fazendo os TPC preparatórios espreitando no YouTube o documentário What the Future Sounded Like.
 
E, como diriam (neste caso, bem) as tropas do 44, não vai ninguém de cana?...


("Público")

1) Assessorias: a joke a day keeps the doctor away (XXIV); 

2) Claro que haverá dúvidas mas serão sempre não fundamentadas.
(... com uma hora de atraso mas mesmo assim...) 
 

16 June 2015

Modulations


Claro...
(QED)
ÍMPIAS CITAÇÕES (VIII)

"Deus não criou o mundo; aliás o mundo não foi criado; a alma é mortal; não existe nem inferno, nem paraíso, nem predestinação; ... o cristianismo é uma invenção; o decálogo [os Dez Mandamentos], tolice impraticável; o papa, personagem imoral e perigosa; o pagamento de missas, as indulgências, a excomunhão, as proibições alimentares, a virgindade de Maria, os reis magos, tudo quimeras; a ressurreição, conto despropositado, risível, escandaloso, um logro; os sacramentos, a confissão, tolices; ... o juízo final, um incrível delírio ... A religião? Uma invenção dos homens para se apoderarem do poder poder sobre seus semelhantes" (Cristóvão Ferreira, autor de A Fraude Revelada, 1636,  citado por Michel Onfray no Tratado de Ateologia)

12 June 2015

Apresentando a Sotora Patrícia Namorado da Costa Viegas Nascimento que se passeou com Sua Coelhitude pelo Portugal dos Pequenitos e respectivo bule, rica herdeira de uma linha dinástica (com histórico ponto de origem num "salazarista antes do salazarismo"), no País das Maravilhas das fundações!
 
"Música nova" = produto industrial novo
(não confundir com música realmente nova - muito a propósito,
ainda que não acerca de música, ler aqui)
Mais historinhas bonitas
ROCK’N’ROLL


Segundo Celsus, filósofo grego do século II, citado por Orígenes, Jesus “era natural de uma aldeia da Judeia e filho de uma pobre judia que ganhava a vida com o trabalho das próprias mãos. A mãe tinha sido expulsa de casa pelo marido, carpinteiro de profissão, acusada de adultério com um soldado romano, de nome Panthera. Tendo sido repudiada pelo marido, e vagueando em desgraça, deu à luz Jesus, seu filho bastardo. Em virtude da sua pobreza, Jesus acabaria por ir trabalhar para o Egipto. Aí adquiriu alguns poderes mágicos que os egípcios se orgulham de conhecer. Regressou à sua terra grandemente exaltado pelo facto de dominar esses poderes, e por esse motivo reivindicou ser deus". Paul Verhoeven, cineasta e ateu irrecuperável, capaz de enxergar maior transcendência no cruzar de pernas de Sharon Stone do que na totalidade da Bíblia, partilha a opinião de Celsus e, por isso mesmo, integrou o Jesus Seminar, um colectivo de académicos e leigos dedicado a averiguar, à lupa, a historicidade da figura e das alegadas afirmações do putativo filho do Panthera.


Daí, retirou um livro, Jesus Of Nazareth (2007), e, agora, no penúltimo número do “Philosophie Magazine”, conta que ainda não desistiu de, a partir dele, dirigir um filme com argumento de Roger Avary (o de Reservoir Dogs e Pulp Fiction), representando o protagonista como um pacifista forçado pelas circunstâncias a converter-se em Guevara judaico. Mas, mais importante ainda: inspirando-se no estilo literário dele, “muito seco, factual e distanciado, na verdade, brechtiano”, que narra as parábolas “como Chaplin filmava, em plano de conjunto, sem ceder à emoção fácil”. O que obrigará também Verhoeven, “tal como em RoboCop e Starship Troopers, a integrar as parábolas na história como flashes de informação”. E, em jeito de justificação, o realizador que o compositor Jerry Goldmith (Basic Intinct e Total Recall) assegura ser “musicalmente muito perspicaz”, remata: “Não acredito em deus mas sou grande fã de Jesus. Do mesmo modo que sou fã de Stravinsky, de Bryan Ferry ou dos Rammstein”. Na verdade, faz todo o sentido: quem melhor poderia corporizar o lema über-rock’n’rolliano – pela primeira vez enunciado por Nick Romano/John Derek, em Knock On Any Door (1949) – “Live fast, die young and have a good-looking corpse”

10 June 2015

O "Momento Mastóideo" aprofunda um tópico de índole karâmbica já aqui abordado (há minutos, na estação pública de televisão, Mergulhão mergulhava de novo, imparável, na hermenêutica da "body language" do 44)
"Temos portanto, e pelo menos, a quarta versão do mesmo bule. Pode fazer sentido, por duas razões. A primeira é estilística: Joana Vasconcelos basicamente e de uma forma muito básica mergulhou na Pop Art dos anos 60 e emergiu com falta de ar numa versão kitsch, que aqui significa mesmo mau gosto, ou seja, à medida da parolice dos nossos governantes que tanto a acarinham. E nesse sentido vislumbro aqui o resultado de dois neurónios que se atropelaram na contemplação de uma conhecida obra de Warhol entretido com latas de sopa. A segunda é financeira: à quarta deve ter saído mais barato" (daqui)
Tem, sem dúvida, um currículo merecedor de condecoração
Festejemos o último "dia da raça" 
do marido da poetisa Silva 


... e honremos os heróis da pátria!