28 February 2013

O jonetismo-cristianismo importar-se-ia de responder a esta pergunta simples: então porque foram apreendidas? (o jmf está radiante, logo, é de desconfiar)
... olha que grande novidade...

Josquin des Prez - "El Grillo"

PROFILAXIA ANTI-GRILOS LUSOS GARANTIDA SERIA O MOVIMENTO CADEIRAS VAZIAS

Orthoptera Lusitanus
CLARO QUE NUNCA HAVERÃO DE ENTENDER QUE ELIMINANDO-OS, UMA PARTE SIGNIFICATIVA DO PROBLEMA SE RESOLVIA (é também por isso que estas manifs auto-implodem)
LIXADO, LIXADO, É TER A CERTEZA ABSOLUTA QUE O QUE VIER A SEGUIR É EXACTAMENTE IGUAL
Não respondo por mim da próxima vez que ler ou ouvir dizer que "Bento XVI foi o papa da racionalidade"... é preciso fazer um desenho para explicar que um "papa da racionalidade" deixaria, instantaneamente, de ser papa, padre, católico, cristão, religioso?
O ELOGIO DA DEMOCRACIA: HOJE, TODOS, MAS MESMO TODOS, INCLUINDO AQUELES QUE, HÁ POUCAS DÉCADAS, NUNCA IRIAM ALÉM DO BALCÃO DE UM TALHO, TÊM ACESSO À UNIVERSIDADE

VINTAGE (CXXVII)
 

 
Delaney and Bonnie
 
 
The Carpenters
 
 
Sonic Youth
Ce n'est pas vraiment la guillotine (XI) mais c'est quand même bien

27 February 2013

Charlie Haden's Liberation Music Orchestra 
"Grândola Vila Morena" 
(The Ballad Of The Fallen)


Grandola Vila Morena by Charlie Haden on Grooveshark
TEMPO DE QUARESMA (IV)

(cortesia de mr. apostate)
PARECE QUE CORREU BEM

Paulo Portas disposto a fazer "o que for preciso" para defender relações com Angola ("o que for preciso" mas só se for "legal", claro, como é, de resto, costume, cá e lá)
Sharon Van Etten - "People Ain't No Good" 
(Nick Cave)


... ainda se fosse assim... 


... por outro lado, combinar alpinismo e crucificação poderá ser um desporto radical, certamente kinky, mas interessante.
ISTO AGORA O QUE É PRECISO É APOSTAR EM PUTOS NOVOS DE SESSENTA E TAL ANOS, CHEIOS DE PICA E SANGUE NA GUELRA, PARA REVITALIZAR A EMPRESA
 

26 February 2013

TODOS, INCLUINDO ESTE E UMA GREVEZINHA?

Siga o exemplo, Helena Zhdanov!

YOU'RE TOO KIND...
MADAME ZHDANOV DE MATOS: SOBRE ANÁLISE POLÍTICA, ESTAMOS CONVERSADOS; QUANTO A CRÍTICA MUSICAL, ESQUEÇA
APENAS O ESSENCIAL: MODA E PROTOCOLO (mas é de lamentar não terem sido consideradas as hipóteses "sumo-patífice" ou a mais cerimoniosa "supreme motherfucker por la gracia de dios")
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (CVIII)

João César das Neves 


O sábio Kaizer Albino assegura que o Sumo-Patífice sofre de psicose delirante crónica

Se "em 99,9% dos casos esta gripe é benigna", o que significa que "não há motivo nenhum para alarme social e que as pessoas devem continuar a tratar a gripe como sempre trataram, isto é, com os recursos habituais", porque continuam a referir-se à "pandemia de 2009" que nunca existiu e quando serão julgados e condenados os responsáveis nacionais e internacionais pela megaburla?

25 February 2013

VINTAGE (CXXVI)

The Passions - "I'm In Love With A German Film Star"

TEMPO DE QUARESMA (III)

D'après Leonardo da Vinci - A Última Ceia, 1495–1498 (in História da Arte Brejeira)
O MARAVILHOSO MUNDO DA BLOGOCOISA (XI)

Há minutos, alguém acedeu a este blog através da query "Martha Argerich nude". 

A MÚMIA DE BOLIQUEIME ENTRA EM CONCORRÊNCIA DIRECTA COM O PROFESSOR KARAMBA: OLHA PARA 50 MARMANJOS QUE NÃO CONHECE DE LADO NENHUM E DECLARA "EU VI O FUTURO!"

VINTAGE (CXXV)

Chico Buarque - "Apesar de Você"



(daqui)
SUPERGRASS À BEIRA DO DESPEDIMENTO; PORTAS PREPARA-SE PARA ENTREVISTA DE EMPREGO

24 February 2013

STREET ART, GRAFFITI & ETC (XCIX)

Lisboa, Portugal, 2013 - Gonçalo MAR (I)



O SUMO-PATÍFICE DEDICA-SE AO ALPINISMO MAS A BOA VELHA CULTURA DA EMPRESA NEM POR ISSO VACILA

English School - The Devil Leading The Pope In Chains (1680)
Não será tão maravilhosamente decadente como no tempo dos Borgias mas mantém-se bastante fiel aos valores eternos da Vaticano S.A. 

Lucrezia Borgia - Bartolomeo Veneziano (c. 1520)

23 February 2013

TUDO FAZ PERFEITÍSSIMO SENTIDO
ARQUEÓLOGOS, NÃO COSMONAUTAS


Quase dois anos após a publicação, Retromania, de Simon Reynolds, é o género de livro que ainda continua a provocar comentários e a funcionar como combustível para a actividade dos neurónios daquela crítica pop que não se satisfaz apenas com a missão de saltitar de "hype" em "next big thing". Um dos últimos foi o próprio Reynolds que, no seu Blissblog, num post de 9 deste mês, chamou a atenção para ele (“Raras vezes me senti tão bem compreendido. Na verdade, depois de o ler, fiquei com a sensação de ter entendido melhor o livro. O que, considerando que o autor sou eu, há-de querer dizer alguma coisa”) e é assinado por Ben Jeffery, no jornal de Chicago, “The Point”. Intitula-se “Out With the New/Simon Reynolds's Retromania” e, em mais 40 000 caracteres, não se limita a confirmar o ponto de vista de Reynolds mas desenvolve-o e enriquece-o, puxando à conversa gente como o cientista, compositor e "tech-philosopher", Jaron Lanier, que, por exemplo, chama a atenção para o facto de estarmos perante “a primeira vez desde o surgimento da música eléctrica, em que a cultura pop no mundo industrializado se envolveu primariamente em estilos nostálgicos” e, continua Jeffery, “os artistas jovens se vêem como arqueólogos em vez de cosmonautas, sendo os modos dominantes de reciclagem, remistura e recombinação, técnicas de grande criatividade mas, essencialmente, parasitárias”, geradoras de uma cultura de segunda ordem, na qual “a arte deixou de ser uma intervenção no teatro de guerra cultural mas somente um décor para a vida”.



Há duas semanas, em torno de um dos mitos pop recorrentes – o "great lost album" –, o universo "indie" encenou a mais perfeita demonstração recente de nostalgia em acção: vinte e dois anos depois da edição de Loveless, ocorreram, por todo o planeta, vigílias montadas frente aos monitores dos PC e jorros de comentários instantâneos perante a revelação do, enfim materializado, lendário terceiro álbum dos My Bloody Valentine (não sem acidentes, colocado à venda em site criado pela própria banda). E, naturalmente, houve quem se tranquilizasse porque mbv era exactamente a tão ansiada continuação da história original, “fiel ao espírito da obra anterior do grupo” e outros (muito poucos) emitindo discretos ruídos de reclamação face a um disco que, apenas no terço final ("In Another Way", "Nothing Is" e, especialmente, a cataclísmica "Wonder 2"), permite suspeitar que, durante mais de duas décadas, Kevin Shields & Cº, dedicaram alguns segundos à preocupação de que talvez fosse interessante o seu terceiro opus não voltar a pisar as pegadas dos anteriores. Nada de confusões: mbv – uma avassaladora experiência de sufocação por uma tempestade de areia vivida no interior de um salão de ópio –, à excepção do único instante ("A New You") em que é MBV macaqueando os seus copistas menores, poderia, facilmente, ter vindo ao mundo em 1993 ou 1994 e teria sido, então, justissimamente, glorificado como terceiro volume do Novo Testamento "shoegaze". O único problema é, precisamente, esse.
MAS... TINHA DE SER!

("Expresso" de hoje)

Máfia 1: Máfia 2; Máfia 3e isto, quando se investiga?...

22 February 2013

LES BEAUX ESPRITS SE RENCONTRENT (IV)

("CM")



... ... entretanto... ...
OU É ISTO OU O COSTA (ex-grande futuro líder do PS apesar dos recorrentes probleminhas com a língua portuguesa) PARTILHA O AVENTALINHO COM O SUPERGRASS; QUANTO AO RESTO, O PACHECO PEREIRA REFORÇA O ESTATUTO DE ÚNICA OPOSIÇÃO COM MIOLOS ACTUALMENTE DISPONÍVEL

O QUE, COM O MÁXIMO RIGOR CONCEPTUAL, SE PODE E DEVE DESIGNAR POR "OPUS GAY" (mas verdadeiramente educativo seria conhecer as posições públicas desses prestimosos funcionários da VATICANO S.A. sobre os temas irremediavelmente afins - sequência daqui)
OUTRA ESPÉCIE DE DÉTOURNEMENT (VIII) 

Consumidores pedem facturas em nome de Passos Coelho

(cortesia de mr. apostate)

21 February 2013

OMG! (ou o "very typical" para exportação)

LISURA2
ESTÁ, É O DEMÓNIO!

(cortesia de mr. apostate)
COM O CAPO DI TUTTI CAPI LONGE E A FAZER PELA VIDA, AS COISAS TENDEM A COMPLICAR-SE

"Paulo Penedos, afirmou esta quarta-feira que admite vir a pedir o levantamento do sigilio profissional à Ordem dos Advogados para defender o seu bom nome e 'contar tudo' sobre o apoio de Luís Figo e Inês de Medeiros ao Partido Socialista (PS) nas legislativas de 2009". (aqui)
O TIPO QUE ESCREVE (PEQUENAS VARIAÇÕES SOBRE) O MESMO DISCURSO PARA ESTA MALTA TODA DEVE GANHAR UMA PIPA DE MASSA
EMBORA NÃO SE CONHEÇAM AINDA OS RESULTADOS DO APROVEITAMENTO ESCOLAR (brilhantes, de certeza) DO ALUNO DE SCIENCES PÔ, UMA AUSPICIOSA CARREIRA DE DELEGADO DE PROPAGANDA (oops!... não é "propaganda", é "informação") MÉDICA ABRE-SE DIANTE DELE


"As ligações de Sócrates ao governo brasileiro vêm dos tempos em que Lula da Silva ainda era presidente do país. Em Junho de 2011, o ex-primeiro-ministro terá sido convidado para assumir o cargo de diversas empresas brasileiras em Portugal e noutros países da União Europeia. No entanto, segundo fontes diplomáticas, a primeira abordagem para uma eventual colaboração terá surgido meses antes, durante a visita a Portugal da actual presidente do Brasil, Dilma Rousseff, em Março de 2011, por intermédio de Lula da Silva". ("CM", edição em papel, de hoje)

19 February 2013

VINTAGE (CXXIII)

Throwing Muses - "Not Too Soon"

(porque hoje vem particularmente a propósito) ATÉ QUANDO CONSEGUIRÁ ESTA QUADRILHA SAIR À RUA SEM RECEAR SERIAMENTE QUE, MESMO CERCADA POR UMA MURALHA DE GUARDA-COSTAS, ALGO DE IRREMEDIÁVEL LHE POSSA ACONTECER? (parte V)
... e tinha-me escapado a "noite normal a tantas as outras"... (calar este espécime não é um acto antidemocrático, é um acto de higiene pública)
DE ÊXITO EM ÊXITO
PELA LISURA DOS PROCESSOS
 
É DESTA QUE O PENSADOR SACA UMA LICENCIATURA
O FUTURO DA PÁTRIA

OS PENSADORES (agora, ao vivo e com bonecos a mexer)

O regresso do Supergrass World Tour em 2013
Shilpa Ray and Her Happy Hookers - "Erotolepsy"

18 February 2013

THE HORROR... THE HORROR!...

"Relvas sorriu e chegou a cantar a música"
 
SPANGLISH


"O Papa e o Dalai Lama podem passar anos a discutir se é verdade que Jesus Cristo é o filho de Deus, mas (se estiverem bem informados acerca de literatura e de banda desenhada) ambos têm de admitir que Clark Kent é o Super Homem e vice-versa" (Umberto Eco, Confissões De Um Jovem Escritor)
 
"(...) Estávamos a ver o telejornal, eu o António os miúdos, e começam cu para aqui cu para acolá. O mais velhinho perguntou se era tomar ou levar. A outra está sempre distraída, mas quando dá para a maldade quer logo saber tudo. O António coradíssimo ensaiou-se com a abelhinha e a florzinha, mas a minha sogra que está com Alzheimer contou a história da tipa das Doce, não a do nosso Primeiro mas a outra que levou pontos por causa do Reinaldo — e depois era o cu, era o tarolo dos pretos, e o António aos berros com a mãe para se calar por causa das crianças e a velha a falar dos tarolos que tinha visto em África quando era solteira porque eles tomavam banho no rio todos nus e a velha pôs-se a abrir as mãos assim e a dizer que eram deste tamanho, pareciam burros, e que nenhuma mulher aguentava aquilo principalmente por trás, Mizete (...)". (post integral aqui)

As Doce - "Bem Bom"

17 February 2013

TEMPO DE QUARESMA (II

Shilpa Ray - "Nocturnal Emissions" 
(dedicada a JCN & aos bravos soldadinhos)



The idea for this video was "conceived" during the Todd Akin controversy. Ray posed the question, "What would the conversation be like if we were discussing male reproductive rights?" on Facebook, to which her friend, and fellow musician, Michael Leviton replied: "Every time a man ejaculates and fails to conceive, he's killing millions of sperm which are living organisms." If you were to take the ludicrous conservative ideas about abortion and birth control and apply them to men, then every sperm lost would be a life lost.


Richard Docker - Salty Dick's Uncensored Sailor Songs: "Asshole Rules The Navy" 

A-Hole Rules the Navy by Salty Dick on Grooveshark

Let us sing a bit of good old Captain Kitt,
Who sat one morning early in the head
A bee came flying past and it stung him on the ass
And this is what the gallant captain said

Asshole rules the Navy, asshole rules the sea
If you want a bit of bum, better get it from your chum
You'll get no ass from me

Now we'll hear some rhymes of Yeoman Second Grimes
Who ran the hook that hoisted up the mail
One day as he stood watch it caught him in the crotch
And he cried as he went flying o'er the rail, "It doesn't matter!..."

Asshole rules the Navy...

Now to end my song I'll sing of AB Long
Whose member was not like his name at all
When asked if he would tell how he got along so well
His answer simply was as I recall, "It's very simple..."

Asshole rules the Navy... 
SANGRA O CORAÇÃO DE UM PAÍS INTEIRO

("CM")
(daqui)
ATÉ QUANDO CONSEGUIRÁ ESTA QUADRILHA SAIR À RUA SEM RECEAR SERIAMENTE QUE, MESMO CERCADA POR UMA MURALHA DE GUARDA-COSTAS, ALGO DE IRREMEDIÁVEL LHE POSSA ACONTECER? (parte IV)
PRETTY IN PINK (ou o fenómeno da degenerescência cromática do revisionismo moderno)


Psychedelic Furs - "Pretty In Pink"

16 February 2013

HÁ JÁ MUITO TEMPO QUE NÃO ENCOMENDO NADA DA AMAZON MAS, AGORA, ESSE TEMPO TORNAR-SE-Á AINDA MAIOR
THE DOORS OF PERCEPTION (III)

Lisboa, Portugal, 2013



OITO (+ QUATRO) ACHAS PARA A FOGUEIRA (XVII)

+ 6 para outra fogueira (V)

Esther Lamandier - Decameron/Ballate monodiques de l'Ars Nova Florentine

UM PSIQUIATRA COMO CANDIDATO A LÍDER DO PS E FUTURO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL FAZ TODO O SENTIDO
OS FACÍNORAS DE CRISTO ANDAM TRISTES E DEPRIMIDOS (mas só querem é amor, muito amor)

15 February 2013

VINTAGE (CXXII)

Blondie - "Atomic" 

PIEGUINHAS... MAS PORQUE É QUE NÃO FAZEM GREVE?
TEMPO DE QUARESMA (I

D'après Peter Paul Rubens - Cristo na Casa de Simão, o Fariseu, c. 1618/1620 (in História da Arte Brejeira)
E, DEPOIS DO PREOCUPADÍSSIMO GOTTI TEDESCHI, EIS O ARMADÍSSIMO VON FREYBERG (que até tem "qualquer coisinha de português" - VIII)
CRISE AGRAVA CONFLITOS ENTRE GRUPOS RIVAIS NO MESMO RAMO DE ACTIVIDADE

"(DN")
dEUS está cada vez mais zangado...
Amélia Muge e Michales Loukovikas -
"Pesado Como Ferro" (poema de Ares Alexandou)


14 February 2013

PANDEMIA
 

Toy - Toy 

O quadro de sintomas que caracteriza a síndrome retromaníaca encontra-se já inteiramente estabelecido embora, de momento, não tenha ainda sido descoberta terapêutica profiláctica nem curativa capaz de lidar de modo eficaz e decisivo com essa pandemia que assola a pop contemporânea. Porém, até agora, não havia sido identificado um caso de tão complexa etiologia como o dos britânicos Toy. Capturados no lugar de intersecção dos vários eixos que, desde o final da década de 60 do século passado, atravessaram o rock de coloração (para simplificar) mais ou menos psicadélica, na análise dos diversos marcadores foram descobertos níveis elevadíssimos de Pink Floyd, da variante situada entre The Piper At The Gates Of Dawn e A Saucerful Of Secrets, mas também – e é, justamente, aí que reside o seu maior interesse – de toda a posterior descendência e derivações colaterais. 



Sem errar muito, é possível afirmar-se que, nos instantes de mais elevada temperatura criativa, abeiram-se, perigosamente, do delírio multicolorido a que se abandonavam os Rollerskate Skinny, enquanto, nos restantes, operam no interior de um perímetro definido pela junção dos pontos ocupados por Echo & The Bunnymen, Chameleons, My Bloody Valentine, Ride, House Of Love e Jesus & Mary Chain, com uma teimosa insistência em percorrer, paralelamente, uma outra via na qual, por acidente, o "krautrock" dos Neu! ou Can esbarra no primitivismo rítmico dos Velvet Underground. É de notar que o potencial de contaminação – especialmente, em espaços densamente povoados como arenas ou festivais – aparenta ser extremamente sério, pelo que todos os esforços legitimamente exigíveis às autoridades de saúde estética pop nunca serão inúteis nem demasiados. 
VINTAGE (CXXI)

Solomon Burke - "You Can Run But You Can't Hide" 



... no, you can't...
FRANCISCO, NÃO PODIA ESTAR MAIS DE ACORDO, MAS JURAS QUE, QUANDO ESTAVAS "LÁ DENTRO", LHES DISSESTE OUTRAS TANTAS PARECIDAS? (o Relvas, pelos vistos, is willing and able embora ache a coisa "difícil e delicada")
A POESIA, PELA MANHÃ




"Na Pastelaria Suíça, uma empregada de balcão narrava as aventuras da colega que se escapuliu em excursão a Roma, Nápoles, Florença, Veneza, sabe deus que mais. E de repente, como nos maus romances, o meu coração encheu-se de alegria por essa outra empregada de balcão desconhecida, inacessível às sentenças dos basbaques do regime, que cagou do alto em exortações sovinas e virtudes fraldiqueiras e se atreveu a conhecer o mundo como uma Lou Andreas Salomé das classes procriadoras, e a pousar em Roma e a descobrir Florença e, em Rialto, a emudecer" (Fondamenta degli Incurabili)
"Hipocrisia religiosa" não é uma redundância?

13 February 2013

DA IMPOSSIBILIDADE TEÓRICA E PRÁTICA DE A ÁGUA SE MISTURAR COM O AZEITE
CASOS (PORÉM, RAROS) EM QUE A PREGUIÇA PODE SER MESMO UM DEFEITO
AQUI, CERTAMENTE, UMA ENORME CONFUSÃO DE COMPETÊNCIAS

AS DIFERENÇAS DE OPINIÃO NA ADMNISTRAÇÃO DAS GRANDES MULTINACIONAIS SÃO SEMPRE UM PROBLEMA TRAMADO

STREET ART, GRAFFITI & ETC (XCVIII)

Lisboa, Portugal, 2013




12 February 2013

MOMENTO DE MEDITAÇÃO PRÉ-CONCLAVE: LISTINHA SIMPÁTICA + RECORDANDO KINKY WOJTYLA


... e ainda as manifestações de júbilo e regozijo:



TRATE-SE OU NÃO DE UMA VARIAÇÃO SOBRE O TEMA MULAS/BAPTISTA DA SILVA, O DISCURSO NÃO DEIXA DE FAZER TODO O SENTIDO
IDENTIDADES


O "western", dos Ford, Huston, Peckinpah, Wellman, Mann e Ray, celebração audiovisual da mítica fronteira selvagem, é o género cinematográfico indiscutível e quintessencialmente norte-americano. De certeza? Experimentem, nesse caso, dar uma vista de olhos à lista dos "westerns" mais votados pelos utilizadores do IMDb (Internet Movie Database): em 1º e 2º lugares, O Bom, o Mau e o Vilão (1966) e Aconteceu no Oeste (1968), ambos de Sergio Leone, bem como, em 6º, Por Mais Alguns Dólares (1965), e Por Um Punhado de Dólares (1964), em 14º. O primeiro “clássico” genuinamente americano – O Comboio Apitou Três Vezes, de Fred Zinnemann (1952) – surge apenas no 8º lugar mas, antes dele, em 3º, está já confortavelmente alojado Django Libertado, de Quentin Tarantino.

Aconteceu no Oeste
 
Não é, certamente, através deste género de “votações” que se poderá aferir o valor absoluto de cada obra mas o que delas resulta evidente é o facto de, para uma considerável parcela do público contemporâneo (na qual muitos norte-americanos, naturalmente, se incluirão), a memória do que foi o "western" corresponder, hoje, afinal, à transfiguração europeia/mediterrânica que, entre diversos outros, Leone/Morricone lhe provocaram. E não é, de todo, abusivo incluir Ennio Morricone na equação: aquilo que ficaria conhecido como "western spaghetti" deve a sua identidade de italianíssimo excesso operático e, por vezes, quase ibericamente tauromáquico, pelo menos, tanto à música como aos restantes componentes da matéria cinematográfica.

Kill Bill Vol. 1
 
Até porque – falemos, então, dele –, se, à primeira vista, Django Libertado se apresenta como o momento em que Tarantino se decide, por fim, a homenagear explicitamente o "western" através da sua declinação "spaghetti", na verdade, já antes, justamente por via da banda sonora, ele o havia feito: em Kill Bill Vol. 1, a atmosfera sonora do combate final, na neve, entre a Noiva e O-Ren Ishii, ecoava a sequência de abertura de Aconteceu no Oeste e, nesse e no Vol. 2, a profusão de citações de Luis Bacalov, Riz Ortolani e nada menos do que sete de Morricone (aliás, menos uma do que em Inglourious Basterds – filme para o qual Tarantino desejou a colaboração de Morricone que não veio a acontecer – e mais cinco do que em Death Proof) não autorizavam dúvidas acerca de onde residia uma das suas mais poderosas fontes de inspiração.

Django - real. Sergio Corbucci (1966)
 
Uma outra, num filme onde não há “escurinhos” mas, com todas as letras, “pretos”/”niggers” (usando os óculos escuros de Charles Bronson em The White Buffalo e ataviados como o Blue Boy de Thomas Gainsborough ou a Ida Galli de Blood For A Silver Dollar), data já do tempo de Jackie Brown, quando Tarantino não considerava despropositado afirmar-se que mantinha com Samuel L. Jackson uma relação artística idêntica à estabelecida entre Norman Whitfield e Marvin Gaye (Jackson ter-lhe-á mesmo dito acerca dos diálogos que, para ele, escrevia “Quentin, ninguém escreve melhores músicas do que tu...”), e acerca do uso repetido da "n-word" fazia questão de explicar que, no cinema, a música não se encontra apenas onde é habitual ouvi-la: "Adoro a dança da linguagem, fazer swingar as palavras. E, neste filme, dança-se até perder o fôlego com a palavra 'nigger'"