Revisões da matéria dada (LX)
No 3º e último dia das eleições parlamentares na Rússia, reposição do label
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Durante os dois próximos fins de semana, o Grande Auditório da Fundação Gulbenkian acolherá um ciclo de cinema que, entre o documentário, o musical e o videoclip, ensaia diferentes formas de cruzar música, arte, cultura popular e vanguardas artísticas. Para o abrir, dificilmente haveria melhor exemplo do que Don’t Look Back (que também dá o título ao ciclo), o filme de D. A. Pennebaker sobre a digressão britânica de Bob Dylan, em 1965. Pennebaker, provavelmente sem sequer o suspeitar, faria história logo nos primeiros 2’10”: ao som de "Subterranean Homesick Blues", (ver aqui também) numa rua de edifícios em obras, Dylan exibe e deixa cair, um a um, cartões com palavras e fragmentos manuscritos retirados do texto da canção. Com década e meia de antecedência, a sequência contém já os rudimentos da estética do videoclip, forma autónoma de micronarrativa audiovisual que só se consolidaria em 1981, com a MTV. A canção surgira em 1965 em Bringing It All Back Home, o álbum “escandaloso” no qual Dylan, acompanhado por uma banda eléctrica, abalou a ortodoxia folk. (daqui; segue)