06 June 2026

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"Starting in 1790 and ending in 1794, Grégoire had been studying the linguistic situation of revolutionary France. Through a survey, he had determined that France was divided into 30 or so languages and that the national language was only well known and used by 3 million or so of the nation’s 25 million inhabitants. These findings, as well as suggestions on policy to deal with it, were laid out in the Report on the necessity and means to annihilate the patois and to universalise the use of the French language. The findings were an utter shock to many in the revolutionary government and many governments to follow. This document would outline the justification for not just France’s policy towards language but towards the idea of multiculturalism as a whole. But what were the ideas Grégoire presents?" (daqui)

05 June 2026

 

 
Children’s commune in Ingulets, Ukraine, during the Soviet occupation
NO JARDIM DO PARAÍSO
Quando, após a Revolução Francesa de 1789, os revolucionários vitoriosos encarregaram o padre católico Henri Grégoire de estudar as línguas regionais, o seu relatório de 1794 tornar-se-ia a pedra angular das políticas que proibiam o uso de qualquer língua além do francês na vida pública, no ensino e nas escolas. Apesar disso, estas línguas continuaram a ser faladas nos bairros operários, nas fábricas, nas docas e nas zonas rurais fora de Paris. É, numa delas, o occitano, que, desde a sua formação em 2014, as Cocanha - isto é, Caroline Dufau e Lila Fraysse - têm vindo a reinventar a música da Gasconha, do Languedoc e dos Pirenéus, a partir do trabalho sobre fragmentos do repertório tradicional. E foi a partir do contacto com os Carmina Burana – essa opulenta colecção de poemas e canções de Goliardos, libérrimos monges devassos medievais – que tropeçaram na primeira referência ao País de Cocanha: uma terra imaginária de liberdade e abundância, "onde se prestava culto ao prazer e ao ócio, e o trabalho e a velhice eram desconhecidos". Algo como um jardim do paraíso pagão no qual, segundo se explica em Cocanha - A História de Um País Imaginário (de Hilário F. Júnior), "os cocanianos passam a vida a comer, beber e fazer sexo. A fundirem-se com a Natureza. Logo, a Cocanha não é uma festa qualquer, é um tipo especial, é a festa por excelência, uma orgia".  (daqui; segue)

"Diuré Samsir"
A felicidade da escravatura (IX)