18 November 2017

Como diz o outro, está lá tudo no gudebuque...
 
Recordar é (mesmo) viver

(+ aqui)
Os verdadeiros Mormons tal como Joseph Smith os queria, antes de, em 1890, o "profeta" Wilford Woodruff ter recebido um fax urgente do tipo de Kolob

17 November 2017

Boa lista mas incompleta... faltam (entre expressões e palavras): "estamos a falar de...", "resgatar", "cenário dantesco", "rasto de destruição", "lá está...", "a montante/a jusante", "zona de conforto", "afectos", "janela de oportunidade", "pensar fora da caixa", "compaginar", "palco mediático"... (à suivre)

16 November 2017

E se "a pessoa" tiver uma "orientação forte" no outro sentido? (não esquecer a "avaliação do mulherio")

"Méne, tou como uma moca tal que nem sei onde larguei o charro..."
Micah P. Hinson – "Micah Book One"

Não te preocupes, é garantido 
(isso e muito mais)
A "jovem formada numa universidade americana, graças ao Estado angolano" deveria saber que "tinham havido variados ministros" é, gramaticalmente, um bocado coxo

14 November 2017

Protomartyr - "Male Plague"


PROFETAS


Nem no mundo dos profetas – ramo de actividade muito popular na Antiguidade, do qual, numa das mais famosas sequências de Life Of Brian, os Monty Python nos dão uma mui convincente representação – reinava a igualdade: de quase uma centena de praticantes desse ofício registados na Bíblia, apenas quatro (Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel) são considerados “profetas maiores”. Todos os outros foram irremediavelmente desqualificados como “menores”. Um deles, Miqueias, embora nunca se elevando, de facto, à altura das visões de um Ezequiel – pioneiro da "sci-fi" e dos encontros imediatos de 3º grau –, não deixou de ser um profissional competentissimo que, de acordo com a "job description", anunciou calamidades e devastações e antecipou verdadeiramente o futuro, denunciando a desonestidade dos mercados e a corrupção nos governos.



Tanto assim que as suas palavras chegam, ainda hoje, até nós, na voz de outro Miqueias (em inglês, Micah), que, exactamente a meio de Micah P. Hinson Presents The Holy Strangers, durante os 7’28” de "Micah Book One", sobre fundo de "easy listening" para caixa de música de recorte country, recita, ipsis verbis, quase na íntegra, aquele peculiar tipo de "billet doux" que Jeová gostava de enviar aos seus intérpretes terrenos: “I will make this world a heap of rubble, (...) I will pour her stones into the valley and lay bare her foundations, all her idols will be broken to pieces, all her temple gifts will be burned with fire; (...) I will go about barefoot and naked, I will howl like a jackal and moan like an owl for her wound is incurable”. Hinson, o puríssimo "misfit" de Abilene, Texas, que já em "God Is Good" (de Micah P. Hinson & The Nothing, 2014) mantinha uma relação problemática com as escrituras dos pastores hebraicos da Idade do Bronze (“My true love don't need me no more, she's gone down that golden shore (...) and my Good Book claims that God is good”), optou, agora, pela composição de uma “modern folk opera” com libreto vagamente em torno da biografia de uma família em tempos de guerra. E fá-lo naquele registo de Johnny Cash despejando a última gota de "bourbon" a meias com Leonard Cohen, que, desde a abertura com "sample" de pregador evangélico, "intermezzi" instrumentais, e episódios arrepiantes, culmina num "Come By Here’/Kumbaya" sonâmbulo, cambaleante e terminalmente desalentado.