19 August 2026

"Gas Lights" / "Seanhamac Tube Station" / "Sailor’s Wife" / "Lovely Bann Water" 

(sequência daqui) O álbum de estreia da banda, Long Live Brown Wimpenny, começa, então, com uma versão de uma melodia de violino do início do século XIX chamada "Gas Lights", muito provavelmente composta para celebrar os primeiros candeeiros de rua a gás do mundo, instalados na Chapel Street, em Salford, em 1806, e, a seguir, "The Sheffield Grinder" remonta à década de 1860, quando as más condições de trabalho na indústria siderúrgica local levaram a uma série de protestos (os "Sheffield Outrages"), que acabaram por ser reprimidos por um inquérito governamental corrupto. Oriundos de diversas bandas de pós-punk e rock experimental, os Brown Wimpenny encontraram formas várias de experimentação sonora, testando os limites dos instrumentos que escolheram - banjo, violino, flauta, acordeão, eufónio ou contrabaixo - evocando, por vezes deliberadamente, o ruído de velha maquinaria ou o rangido de navios num porto.
O universo-Trampas: javardice, traição, fraldas e merda avulsa

17 August 2026

EM MEMÒRIA DO VELHO BROWN
Segundo conta Anna Korbel (bandolim, trompete e voz), foi tudo muito instintivo: "Perguntei simplesmente à minha irmã, Jess (que toca violino e eufónio), se não lhe apetecia formar uma banda folk e ela disse que sim. Isso foi em 2023". Sem grandes delongas, no domingo a seguir, juntaram-se-lhes Seth Lockwood (banjo tenor) e Archie Barker (bandolim). Voltaram a encontrar-se uma semana depois e, novamente, no domingo seguinte. A cada encontro, o número de participantes aumentava. "A certa altura, éramos 25", conta Korbel à "Songlines", rindo, incrédula. Na verdade, fixaram-se nos 11 actuais, tendo ido rebuscar o nome da banda ao tetra-avô de Lockwood, Brown Wimpenny: nascido em meados do século XIX, cresceu numa quinta no West Yorkshire e emigrou para os EUA, onde trabalharia como motorista em Brooklyn. Chris Bright (violino) acrescenta: "Manchester tem uma forte cultura folk, há uma grande diáspora irlandesa e muitas sessões nos pubs, uma das melhorees era no Peveril of the Peak. Estávamos sempre lá caídos". (daqui; segue para aqui)
 
"O’Keeffe’s" / "Farewell to Whalley Range" 
Segurança nacional


16 August 2026

... ou, grunhiria o neo-facho: 
fora com a imigração ilegal!!!

15 August 2026

Fachalhame paleolítico portador de útero descobre o caminho de ida e volta Portugal-Brasil e o neo-facho faz-se de cordeirinho manso pelo meio de embaixadoras do reino de deus, psicanalistas mentoras de feminilidade e adversárias da "mentalidade abortista do povo europeu" (seja lá isso o que for)
 
"Pica Pica" (do álbum Furèsta, na íntegra aqui)
 
(sequência daqui) Em Furésta (2º e último álbum de La NIÑA, 2025), o "L'Unità" deu relevo à "mistura de melodias mediterrânicas, sons urbanos, versos hipnóticos e pop experimental" e sublinhou "a alternância entre melodias corais enraizadas nas tradições medievais italianas, ritmos das pistas de dança e experiências com a pandeireta, enquanto a voz parece transitar entre séculos". Inspirado nas tammurriate das zonas rurais da Campânia; o "Glamcult" assegura que "Ouvir LA NIÑA é como entrar numa tempestade mágica: selvagem, melódica e absolutamente viva, evocando pássaros, gatos e espíritos nas suas tapeçarias vívidas, misturando ritmos pagãos, tremores vulcânicos e instrumentos barrocos - tammorra, espineta e a chitarra battente - que é simultaneamente tradicional e singularmente contemporâneoo"; e o "Gay.it" fala de "um exército de mulheres que, com os seus coros, sustentam a raiva, e as influências sul-americanas e mexicanas do bolero". Enquanto a jangada de pedra napolitana não atraca ao porto de Sines, podemos autorizar que Lydia Palumbo, Francesca del Duca (voz e percussões) Denise di Maria (voz, guitarra, percussões), Alfredo Maddaluno (voz, bandolim, teclados, electrónica), e LA NiÑA (voz, percussões, guitarra) nos enfeiticem via-YouTube, através do registo na KEXP da mui memorável apresentação nas Trans Musicales de Rennes do ano passado.

12 August 2026

... e, dos clássicos, ninguém fala?...
 
Tintin et Le Temple du Soleil
 
 

King Solomon's Mines (a film adaptation of the 1885 novel of the same name by Henry Rider Haggard)
 
... e... contudo...
 
 
 
 
... afinal...