"Let Me Grow and You'll See The Fruit" (legendas disponíveis)
(sequência daqui) Aí germina uma sensação de intimidade paradoxal: sentimo-nos próximo dela, mas sempre mantidos seguramente à distância. Ela não canta no sentido convencional; ela relata, enumera e narra. Em “Secret Love”, por exemplo, soa como alguém que pensa em voz alta, mas escolhendo cuidadosamente quais pensamentos são seguros para revelar. O próprio título implica ocultação e contenção, e a performance incorpora essa ideia. As guitarras são limpas e repetitivas, muitas vezes presas a loops simultaneamente reconfortantes e claustrofóbicos. As linhas de baixo, potentes e propulsoras, escoram as canções e conferem-lhes um sentido de movimento. Tudo parece girar em torno de algo imposível de nomear. A lenha para a fogueira é constituida por fragmentos da vida quotidiana, monólogos internos e imagens fugazes. (segue)








