23 July 2024

"'Selah' is actually the first song I ever wrote. I didn’t put it on the first album. There was a question about what I wanted to do with it. I think the older the song, the more you’ve lost confidence in it. But it made it onto the new release. It’s a song about the moon, but the word Selah is in the Bible. I’m not religious but it means a pause for reflection or a space to think and that’s how I feel about the moon" (daqui)

Arooj Aftab - Live at Le Guess Who? (2021)

“Before I was elected as vice president, before I was elected a United States senator, I was the elected attorney general of California. And before that I was a courtroom prosecutor. In those roles I took on perpetrators of all kinds. Predators who abused women. Fraudsters who ripped off consumers. Cheaters who broke the rules for their own gain. So hear me when I say: I know Donald Trump's type”

22 July 2024

Não deixa de ter a sua piada...

NO PLANO DOS CLÁSSICOS


"O direito de voto dos cidadãos dos Estados Unidos não deve ser negado ou cerceado pelos Estados Unidos ou por qualquer Estado em razão do sexo. O Congresso terá poderes para fazer cumprir este artigo por meio de legislação apropriada". Foi com o objectivo de inscrever estas duas frases no corpo da Constituição dos EUA - onde ficaria como a 19ª Emenda - que várias décadas de luta das/dos sufragistas seriam necessárias até que, a 26 de Agosto de 1920, ele fosse alcançado. Continuariam excluídas as mulheres afro-americanas, asiático-americanas, hispano-americanas e nativas americanas mas, ainda assim, com uma considerável vantagem em relação à "civilizadíssima" Suiça, na qual o cantão de Appenzell Innerrhoden apenas em 1991 abdicaria da duvidosa honra de derradeiro bastião ocidental do machismo eleitoral. Entre muitas outras, as celebrações do centenário da 19ª Emenda passaram pela encomenda de peças musicais alusivas à data, nomeadamente a que foi dirigida a Aoife O'Donovan - cantora e compositora eclética não veterana mas já de respeitável currículo - pela Orlando Philarmonic Orchestra. (daqui; segue)

"All My Friends"

20 July 2024

(não sei se fui só eu a ficar surpreendido com a dedicatória: "À Ana Cristina Leonardo, ao António Araújo, ao Francisco José Viegas, ao João Lisboa e ao João Pereira Coutinho. Porque, sem saberem, me ajudaram a escrever este livro"; a propósito do uso da palavra "nigger", ver aqui)

19 July 2024

"Na Gul"
 
(sequência daqui) Em "Na Gul", apossando-se de um poema de Mah Laqa Bai Chanda, música indiana de Hyderabad e cortesã do século XVIII, Arooj coloca-a em diálogo com Chand Bibi, rainha de Ahmadnagar, do século XVI, que desagua num estuário de barroco oriental; "Aey Nehin" oferece um voluptuoso tapete de repuso harmónico; "Bolo Na" serpenteia por entre as profundas frequências do contrabaixo e e a melodia flutuante da voz; "Autumn Leaves" ("Les Feuilles Mortes", de Joseph Kosma) deixa-se extirpar de todos os clichés acumulados, mas, em contraluz, permanece fantasmaticamente reconhecível; "Last Night Reprise", sobre uma poesia de Rumi, hesita entre o enraizamento granítico e o voo desordenado; e "Whiskey" é a canção que um Tom Waits hindustânico deveria ter escrito para Rickie Lee Jones. Com os quais, como o título do álbum denuncia, Arooj partilha uma particular afeição pelas horas tardias ("Toda a gente parece melhor quando a noite cai. Não gosto de ver as pessoas à luz do dia. É do conhecimento universal que os músicos adoram a noite. A noite é nossa amiga, oferece-nos um abrigo no qual podemos mover-nos sem nos expormos tanto"). Mas, em qualquer dos casos, qual Bob Dylan pós-Newport, recusando sempre o papel de porta-voz de uma qualquer causa que lhe estaria supostamente atribuida: "Detesto ser rotulada. Não desejo transformar-me numa pessoa responsável pela defesa de uma qualquer tradição. Um artista é imensas coisas em simultâneo. Muita gente diz: 'Ela é uma cantora de ghazal (forma poética originária da Pérsia do século VII)'. Outras interrogam-me: 'Pode falar-me sobre aqueles textos secretos antigos que canta na sua música tradicional?' Por vezes, num concerto, no final da primeira canção, há já quem diga 'Ah... afinal, ela não é a deusa sufi que viemos escutar. Está a beber vinho tinto e a dizer palavrões ao microfone'. Só me apetece dizer-lhes: 'Não querem escrever um guia acerca de como eu deveria ser? Prometo que vou tentar segui-lo!'"

Bob Dylan - "With God On Our Side"
Meloni e porta-chaves: a mesma luta!

17 July 2024

Aliás, já chamam à Torre Eiffel 

(via DT)

 Albums That Should Exist (V): Linda Thompson - I'll Show You How to Sing - Non-Album Tracks (1968-1972)


"Folk music used to be a potent political tool. Does it still have that power? 

Shirley Collins - Potent political tool? I would say 'My arse', if you wouldn’t mind. For me, Pete Seeger bashing his bloody banjo and exhorting an audience to join the chorus of 'We Shall Overcome' never seemed to advance any causes. It just made people feel they were taking part in something. Bob Dylan’s 'Masters of War' is great, but I didn’t quite trust the people writing protest songs because those I knew weren’t, frankly, nice people" (daqui)

"J.D. Vance has been described variously as a national conservative, neoreactionary, a right-wing populist, and an ideological successor to paleoconservatives. (...) Vance has 'embraced' aspects of The Dark Enlightenment, a movement that sees mass participatory democracy, particularly liberal democracy, as a threat to or incompatible with freedom"