14 August 2026
12 August 2026
... e, dos clássicos, ninguém fala?...
King Solomon's Mines (a film adaptation of the 1885 novel of the same name by Henry Rider Haggard)
... e... contudo...
... afinal...
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10 August 2026
La Niña live al Concerto del Primo Maggio a Roma 2026
(sequência daqui) Foi em 2014 que Carola conheceu o produtor e músico Alfredo Maddaluno que viria a tornar-se o seu produtor executivo e comparsa na dupla Yombe. Após um curto período em Londres, regressariam a Itália para assentar raízes em Nápoles e inventar La NIÑA, reanimar tarantelas e guapparie, integrar elementos estilísticos e tradições da cultura tradicional do Mediterrâneo. "A minha música é uma conversa entre opostos. Algo antigo e moderno, delicado e brutal, sagrado e comum", explica La NIÑA. "Sinto-me sempre atraída por vozes ou sons que não deveriam combinar, mas que, de alguma forma, combinam. Nápoles, e a zona rural à sua volta, é o pulso subjacente a tudo isto. Não é um lugar que se aprenda a compreender, é um lugar que se aprende a sentir. Componho canções de outro tempo e espaço, habitadas por fantasmas, pelos mortos do passado da minha história", confessa à "Songlines". E, à "Fräulein Magazin", acrescentou: "Lembro-me das vozes das mulheres a cantar das varandas, o caos musical dos mercados de rua, o mar a bater nas rochas como um tambor. Esses sons ensinaram-me o ritmo muito antes de qualquer instrumento o ter feito. E as mãos da minha avó, sempre ocupadas com alguma coisa, sempre a abençoar ou a lutar contra algo, ensinaram-me o que é a devoção e a ternura. Nunca toquei em mãos mais suaves do que as dela. Essas memórias são a espinha dorsal do meu trabalho". (segue)
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Contra o ensino das inanidades 1952-2026. Virado para o lucro, esta professora mostrou como o mau ensino
se torna criminoso
09 August 2026
08 August 2026
"Ràreche"
(sequência daqui) O início do domínio espanhol sobre Nápoles remonta a meados do século XVI, tendo marcado profundamente a cultura napolitana. LA NIÑA reflecte os cânones da influência estética e cultural da Espanha em Nápoles, inserindo-se no renascimento artístico napolitano de uma forma bastante peculiar. Carola ensaia uma explicação: "Digamos que a minha estética é o resultado inevitável de uma fusão antiga entre duas culturas. A dominação espanhola em Nápoles durou século e meio influenciou a pintura, arquitetura e, sobretudo, a língua. O napolitano não é uma língua regional; é uma língua mundial!", proclama ela à "Scomodo", "a região da Campânia, ao longo dos séculos sofreu dominações diversas e cada uma deixou vestígios linguísticos, criando um dialecto que funciona como uma língua de mundos diferentes". É por isso que um pouco de Espanha está sempre presente no parto de cada napolitano. O próprio nome LA NIÑA, de origem hispânica, tem a sua equivalente napolitana: "a nenna" (bebé – menina – rapariga). Assim, "em vez de falarmos sobre uma imagem ou estética que eu tenha criado, talvez devêssemos falar de genética ou geopolítica. Nápoles é hoje a cidade mais internacional de sempre e espero que LA NIÑA consiga reflectir todo o seu multiculturalismo". É, pois, algo como a proverbial jangada de pedra que, sob a forma da napolitana La NIÑA, se desloca pelo Mediterrâneo, ao encontro do palco do Castelo de Sines (ocorrido na 5ª feira, 23 de Julho, pelas 22h15). (segue para aqui).
"An independent bookstore employee is escorted away from 'Have a Nice Stay' independent bookstore by Hong Kong national security police"
(com a colaboração do correspondente do PdC em Pequim)
07 August 2026
A VOZ ENTRE SÉCULOS
Carola Moccia, nome d'arte LA NiÑA, nasceu em Nápoles em 1991 e cresceu em San Giorgio a Cremano, cidade e comuna de Nápoles, na Campânia, frente ao temível Vesúvio. Começou a estudar guitarra e a compor canções ainda miúda. Licenciou-se em Filosofia e História e concluiu um mestrado em Comunicação Musical. Na cena musical italiana destaca-se pela visceralidade e pela poderosa presença em palco. "Mais do que uma ideia, LA NIÑA nasceu de uma necessidade. Percebi que precisava dela quando a linguagem deixou de me obedecer" revelou ela à "Glamcult". "O nome não tem nada a ver com a idade, mas com a origem. Ela é a primeira centelha, o instinto que sobrevive a todas as transformações. LA NIÑA é também o nome de um fenómeno natural, uma força climática poderosa e imprevisível, e foi, na verdade, a primeira coisa que me atraiu para ele. Queria um nome que parecesse ter sido gerado pela própria terra; algo selvagem, cíclico e vivo. A língua napolitana tem um poder evocativo irreprimível". (daqui; segue para aqui)
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