13 December 2018

11 December 2018

Exit North - "Spider"


MÚSICA 2018 - INTERNACIONAL (I)

(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 32)
















* a ordem é razoavelmente arbitrária...
DYLAN BY FAIRPORT


As raízes da árvore do folk-rock são emaranhadas mas não demasiado difíceis de identificar. Cinco dias antes de, a 20 de Janeiro de 1965, os Byrds entrarem nos estúdios da Columbia, em Hollywood, para gravarem a versão electrificada de "Mr Tambourine Man", de Bob Dylan (que chegaria ao topo da tabela da “Billboard”), este concluía as sessões de estúdio para o quinto álbum, Bringing It All Back Home. Das 11 faixas, as 7 primeiras do lado A eram acompanhadas por uma banda rock competente mas razoavelmente anónima – exceptue-se o baixista William E. Lee apenas por ser o pai de Spike Lee – e as do lado B, em registo acústico. O tremendo alarme dos integristas folk perante a “traição” concretizada em "Subterranean Homesick Blues" ou "Maggie’s Farm" ficaria, para toda a eternidade, arquivado na gaveta "silly" da História. Mas o que importa é que, algures na segunda metade do mês em que morria Alan Freed - o inventor do termo “rock’n’roll” -, o folk-rock tinha surgido. 


A descendência seria numerosa mas, do lado de cá do Atlântico, apenas conheceria o seu "big bang" em 1969, ano em que os Fairport Convention publicariam What We Did In Our Holidays, Unhalfbricking e Liege & Lief. Não é fácil nem habitual parir três clássicos absolutos num periodo de 12 meses. Para além disso, contudo, a banda que, no início, se imaginava como uns Jefferson Airplane britânicos, não se satisfez em ser a prodigiosa incubadora de talentos da grandeza de Richard Thompson, Sandy Denny, Fotheringay, Steeleye Span, The Bunch, Morris On/Dancing Master e as diversas Albion Band, mas também, transversalmente ao seu percurso – especialmente desde Liege & Lief –, se dedicaria a redescobrir a música tradicional em matrimónio eléctrico com o ar do tempo. Paralelamente, porém, não abdicaria de ir recolhendo alimento estético na origem do seu mundo: em álbuns de estúdio, emissões de rádio, actuações ao vivo e "outtakes" várias, chamaria suas a 17 canções de Bob Dylan, agora, recolhidas em A Tree With Roots, assinado por Fairport Convention & Friends (isto é, eles mesmos mais Sandy Denny a solo e os Fotheringay). Embora já quase todas dispersamente disponíveis em edições oficiais e "bootlegs", um valioso programa de “Dylan by Fairport” no qual se podem re(escutar) o saboroso "mock cajun" de "Si Tu Dois Partir"/"If You Gotta Go, Go Now", o belíssimo crescendo vocal/instrumental de "Percy’s Song" ou a assombrosa "I’ll Keep It With Mine", não é convite que se despreze.
Esta criatura fascistóide se não frequentou os cursilhos do Bannon, gostava muito de tê-los frequentado