At Home With Modern Studies - Albums That Inspired The Weight Of The Sun
Showing posts with label The Phantom Band. Show all posts
Showing posts with label The Phantom Band. Show all posts
28 May 2020
01 January 2015
MÚSICA 2014 - INTERNACIONAL (III)
(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 25)
* a ordem é razoavelmente arbitrária...
17 September 2014
PROTO-ROBOFOLK
2009, Checkmate Savage. 2010, The Wants. Longa pausa de quatro anos e Strange Friend. Se tudo correr muito mal (ou muito bem, conforme a perspectiva), a Phantom Band está destinada a ser um daqueles grupos que publicarão mais um álbum ou dois – se o fizerem –, extinguem-se perante a quase total indiferença planetária, e, daqui a uma dúzia de anos, serão redescobertos em póstuma glória. Não direi que hão-de replicar o lendário efeito-Velvet Underground (poucos os ouviram, porém, cada um desses formou uma banda) mas a profecia não é, sequer, particularmente arriscada: sem ser especialmente hermética ou exigir qualquer tipo de "difficult listening", a sua música, um pouco como também acontece com os Midlake, de Antiphon, ou os British Sea Power, de The Machineries Of Joy (ambos de 2013), nem se compraz na actividade de preguiçosa fotocopiadora daquilo que os antecedeu, nem se dá bem na cultura contemporânea do "short attention span".
Pior, uma coisa reforça a outra – porque não imediatamente reconhecível e enquadrável, a persistência de escuta necessária para lhe decifrar os encantos, só por um improvável golpe de sorte (exemplo: o jackpot que saiu à Handsome Family com a inclusão de "Far From Any Road" no genérico da série de TV "True Detective”) lhes estenderá à frente, no curto prazo, alguma passadeira vermelha. “Proto-robofolk” chama-lhe Rick Anthony, cantor, guitarrista e compositor do grupo, que, igualmente, conta como um tio a descreve: “música para cartoons checoslovacos”. Se os (indiscutíveis) genes folk lhe terão sido implantados por via materna (Gaye Anthony, "singer-songwriter" de Aberdeenshire, na Escócia – “vende mais discos do que nós”, resmunga Rick), todo o resto se deve aos contributos dos teclados muito kraut-vintage de Andy Wake, à guitarra de Duncan-“o-melhor-guitarrista-de-heavy-metal-que-nunca-tocou-heavy-metal”-Marquiss, simultaneamente realizador de vídeo e artista plástico, e à implacável propulsão rítmica de Iain Stewart. Quem pretendeu encontrar-lhes o lugar geométrico no ponto de intersecção entre Beatles, Pink Floyd inicial e Can, falhou como só poderia falhar. A paleta é demasiado rica de tonalidades e o modus operandi – lançá-las todas sobre uma tela em movimento vertiginoso – excessivamente volátil para que a captura pudesse ser tão fácil.
01 February 2011
GLORIOSO, DENSO PUZZLE
The Phantom Band - The Wants
Há dois anos, Checkmate Savage, o álbum de estreia da Phantom Band, bem pode ter cumprido todos os mínimos (e alguns máximos) para merecer ser integrado na lista dos melhores de 2009, que, nem por isso – à excepção da benção publicamente oferecida por Peter Buck, dos R.E.M. – o mapa pop se deslocou um milímetro. Agora, The Wants parece (pelo menos, em território nacional) condenado a destino semelhante: publicado no último trimestre de 2010, só neste momento desembarca por estas paragens. O que deveria estimular o surgimento de uma vaga de fundo exigindo, por razões óbvias, a sua integração obrigatória – sim, ainda é cedo, mas há coisas que, de imediato, não deixam dúvidas – nos eleitos de Dezembro futuro. Como aconteceu com o anterior, o derrame crítico de louvores foi intenso mas algo parece continuar a interpor-se entre a óptima música da banda de Glasgow e o seu reconhecimento suficientemente alargado, para além da micro-tribo de devotos que a identifica como objecto a manter sob os radares.
E, contudo, apesar de não imediata e trogloditamente acessível, nada há de impenetravelmente hermético nesta soberba colisão de percussões motorikas aspiradas do universo "kraut" com adereços tímbricos menos correntes (balaphon, dulcimer, vibrafones, glockenspiel, banjo), ressonâncias dos primeiros Pink Floyd e arrebatamentos "à la" Bunnymen, elevações corais e, de um modo geral, uma espécie de glorioso e denso puzzle organizado por uma mente colectiva tão psicótica quanto regrada. Eles chamam-lhe “the soundtrack to our own personal apocalypse” mas esperemos que tenha melhor desfecho. Afinal, os National (apenas como recurso a um exemplo relativamente recente) também tiveram de ver passar despercebidas uma ou duas obras-primas até que o mundo se dignasse encará-los com alguma atenção...
31 December 2009
MÚSICA 2009 - INTERNACIONAL (II)
(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 25)

The Phantom Band - Checkmate Savage

Bruce Springsteen - Working On A Dream

Sufjan Stevens - Run Rabbit Run

Prefab Sprout - Let’s Change The World With Music

Dirty Projectors - Bitte Orca
* na verdade, a ordem é razoavelmente arbitrária...
(2009)
(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 25)

The Phantom Band - Checkmate Savage

Bruce Springsteen - Working On A Dream

Sufjan Stevens - Run Rabbit Run

Prefab Sprout - Let’s Change The World With Music

Dirty Projectors - Bitte Orca
* na verdade, a ordem é razoavelmente arbitrária...
(2009)
28 January 2009
IMPROVÁVEL FANTASMA
The Phantom Band - Checkmate Savage
Já se chamaram NRA, Les Crazy Boyz, Los Crayzee Boyz, Tower of Girls, Wooden Trees, Robert Redford e Robert Louis Stevenson, tinham o peculiar hábito de actuar encapuçados e, individual e onomasticamente, constituem uma espécie de miniguia da Ivy League e adjacências: Duncan De Cornell (guitarras) Gerrard "Hartbreak" Harvard (baixo), Andrew T Oxford (teclados) “Richard The Turd" Princeton (harmonias), Damien Duke Stanford (bateria) e Greg Yale (pedais e banjo), uma improvável reunião de artistas plásticos, assistentes sociais, bibliotecários e advogados de Glasgow sob a – agora supostamente estável – designação de The Phantom Band.
Tudo isto, no entanto, dificilmente sairia do domínio da anedota se não desse o caso de Checkmate Savage, mal 2009 começou ainda a gatinhar, ser já um potentíssimo candidato à listinha dos eleitos de final de ano. Segundo eles, divertiram-se em estúdio numa jam contínua de “folk, pop, techno with guitars, classic rock, metal, noise terrorism, gospel, soundscapes and parodied every band that we hated as well”. Imaginem que tudo isso passou sucessivamente pelos filtros dos VU, dos Bunnymen, de Beefheart, dos Neu!, de Richard Thompson e dos Floyd-era Barrett (estou a ser comedido) e ficarão com uma razoável aproximação do pitéu sonoro. (2009)
Tudo isto, no entanto, dificilmente sairia do domínio da anedota se não desse o caso de Checkmate Savage, mal 2009 começou ainda a gatinhar, ser já um potentíssimo candidato à listinha dos eleitos de final de ano. Segundo eles, divertiram-se em estúdio numa jam contínua de “folk, pop, techno with guitars, classic rock, metal, noise terrorism, gospel, soundscapes and parodied every band that we hated as well”. Imaginem que tudo isso passou sucessivamente pelos filtros dos VU, dos Bunnymen, de Beefheart, dos Neu!, de Richard Thompson e dos Floyd-era Barrett (estou a ser comedido) e ficarão com uma razoável aproximação do pitéu sonoro. (2009)
Subscribe to:
Posts (Atom)





