(com uma despretensiosa homenagem ao Álvaro)
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04 August 2019
21 January 2019
Estás enganadíssima, moça, eles são a melhor representação do espírito cristão (ainda, há dias, conversava sobre isso com o Capelão Magistral)
25 May 2012
"Fugas embaraçosas"? "Gargantas fundas"? "Demissão surpresa do presidente do banco"? "O culpado é o mordomo"? "Escândalos sexuais"? ...
... será que o Relvas (como a Lady Gaga) era mais interessante do que parecia? O Silva Carvalho, afinal, até tinha densidade literária? O Duarte Lima acabou por revelar uma mal disfarçada faceta de organista "kinky"?...
Não, é apenas "business as usual" na Vaticano S.A.
... será que o Relvas (como a Lady Gaga) era mais interessante do que parecia? O Silva Carvalho, afinal, até tinha densidade literária? O Duarte Lima acabou por revelar uma mal disfarçada faceta de organista "kinky"?...
Não, é apenas "business as usual" na Vaticano S.A.
24 May 2012
06 February 2012
AMERICAN IDOL
Lana Del Rey - Born To Die
A lista de compras: Pabst Blue Ribbon, Diet Mountain Dew, Baccardi, um Bugatti Veyron, cocaína, um Pontiac branco, champanhe Cristal, vestido vermelho, óculos de sol em forma de coração, alojamento no Chateau Marmont, baton vermelho, Schnapps de cereja, gasolina da Chevron, verniz de unhas vermelho. Momentos poéticos-chave: “sometimes love is not enough and the road gets tough”; “the way I roll like a rolling stone”, “you made my eyes burn, it was like James Dean”; “you were sorta punk rock, I grew up on hip-hop”; “love hurts”; “heaven is a place on earth”; “you’re no good for me but baby I want you”; “heaven’s in your eyes”; “your face is like a melody”; “no one compares to you”; “then I saw your face and you blew my mind”; “take a walk on the wild side”; “I was lost but now I am found, I can see but once I was blind”. Personagens centrais: a menina boa e o rapaz mau e/ou a menina má e o rapaz mau. Autora: Lana Del Rey, aliás, Lizzy Grant, aliás (atenção: redundância!), “the gangsta Nancy Sinatra”, aliás, "torch singer" de um sonho húmido de David Lynch (considerar, em alternativa, Walt Disney), Lolita de série B, Rita Hayworth da era-YouTube, Jessica Rabbitt 3D, Peggy Lee ressuscitada para consumo adolescente.
Por que motivo, então, a propósito de Lana Del Rey (putativa "next big thing" em suposto figurino "noir") e Born To Die se precipitam, a galope, todos os clichés? Talvez – conferir em “lista de compras” e “momentos poéticos-chave” –, justamente, porque uma e outro não sejam mais do que um densíssimo concentrado de, como dizer?... clichés a que ninguém se deu ao trabalho de aplicar sequer um "spin" warholiano. Explicando melhor: o cliché é matéria-prima pop esssencial mas, para ser eficazmente processado, exige que, ao olharmos, por exemplo, para a representação de uma lata de sopa Campbell’s, o cérebro, sorrindo, nos dispare imediatamente a mensagem “ceci n’est pas une Campbell’s soup can”. E é por aí mesmo que (muito mais do que a questão de saber se Lizzy/Lana é coisa “genuína” ou fabricação industrial – polémica "unpop" por definição –, se pagou o imposto da vida pela tabela-Winehouse ou é "a rich daddy’s little pet") a construção desaba: o Pontiac é apenas um Pontiac, o “walk on the wild side” é só copianço, o Dean e a Hayworth descobrem-se sequestrados no casting para um "teenage drama" pateta, e, azar supremo, é pelos pesadelos e não pelos sonhos de Lynch que mais o veneramos. Não esquecendo (pormenor nada desprezível) que "name dropping" e "product placement" como combustível estético (não risível) para canções é território privativo de Lloyd Cole e Vincent Delerm.
Resulta, pois, romantismo kitsch e melodrama de cartoon, mas daqueles kitsch e cartoon embaraçosamente rudimentares que, aspirando a uma impossível bissectriz "low budget" entre Kate Bush, Portishead e Goldfrapp com fermento orquestral "mock"-épico, não destoariam em eliminatórias de festival da Eurovisão ou batendo-se bravamente por um lugar no pódium do American Idol. Não são o artifício e a manipulação que incomodam (venham sempre mais e, de preferência, em overdose generosa) mas sim o facto de os cordelinhos se verem claramente na imagem e a pose de ninfa trágica enfastiada ter cerca de metade da espessura shakespeareana de uma personagem de telenovela. Nada de grave, no entanto: se uma concha de bivalve sem molusco lá dentro é capaz de, a partir de uma Germanotta comum, gerar uma Lady Gaga pronta a competir no mercado, porque não há-de uma Lizzy banal ser o casulo de outra rentável Lana?
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06 September 2011
O FILHO DO PANTHERA, POP STAR DO FACEBOOK, EM LUTA
RENHIDA COM OS SIMPSONS, A COCA-COLA, OS INCONTÁVEIS
GEBOS DA BOLA, LADY GAGA, OS NIRVANA OU JUSTIN BIEBER *

Jesus é quem mais comentários e “gostos” gera no Facebook
* ou seja, "a companhia de Jesus".
(2011)
RENHIDA COM OS SIMPSONS, A COCA-COLA, OS INCONTÁVEIS
GEBOS DA BOLA, LADY GAGA, OS NIRVANA OU JUSTIN BIEBER *

Jesus é quem mais comentários e “gostos” gera no Facebook
* ou seja, "a companhia de Jesus".
(2011)
29 May 2010
WINKS LIKE SARAH PALIN,
DOES PRODUCTION NUMBERS LIKE LAGY GAGA

"Who am I talking about? Who but Robot Maria, the evil cyber-alchemical doppelganger of sweet organic Maria in Fritz Lang's 1927 Metropolis. No joke. In the above shot Robot Maria's letting Joh Fredersen, the 'brain' or 'head' of the futuristic titular megacity, that she totally 'gets' what he's on about and is ready to get the job done.

And here, she's fascinating the super-rich patrons of the Yoshiwara nightclub, and pretty much literally embodying the you-know-what of Babylon. Rockin' the headgear, natch. To think that actress Brigitte Helm was a mere teen when she acted in this. Kick ass!" (post integral aqui)
(2010)
DOES PRODUCTION NUMBERS LIKE LAGY GAGA

"Who am I talking about? Who but Robot Maria, the evil cyber-alchemical doppelganger of sweet organic Maria in Fritz Lang's 1927 Metropolis. No joke. In the above shot Robot Maria's letting Joh Fredersen, the 'brain' or 'head' of the futuristic titular megacity, that she totally 'gets' what he's on about and is ready to get the job done.

And here, she's fascinating the super-rich patrons of the Yoshiwara nightclub, and pretty much literally embodying the you-know-what of Babylon. Rockin' the headgear, natch. To think that actress Brigitte Helm was a mere teen when she acted in this. Kick ass!" (post integral aqui)
(2010)
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