Agora que já não está entre nós o eminente empreiteiro, optimista antropológico e Tarzan da crítica musical para nos iluminar, temos de nos ir remediando com o Malagrida Encarnado a recomendar enfaticamente (26'30") o grande mestre kitsch da "clássica"-pimba
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24 April 2021
16 May 2017
E, de repente (seguindo o exemplo pioneiro do mestre-de-obras), não pode levantar-se uma pedra que não salte de lá um crítico de música
... é afadunchada na choraminguice atrofiada, sim senhor, mas, se reparar bem, na realidade, é só uma valsinha carunchosa de tias velhas, capaz de fazer o Cat Stevens parecer o Bob Dylan
21 January 2016
27 June 2014
Assim, sim! Com um proeminente crítico de música e "capo di tutti capi" como árbitro, é logo outra loiça!
30 April 2014
17 March 2013
05 November 2010
ISTO É PARA SER COPIADO, IMPRESSO, DISTRIBUÍDO NAS ESTAÇÕES DE METRO, RUAS, À PORTA DOS CAFÉS, ENVIADO POR E-MAIL, CARTA, FAX OU POMBO-CORREIO

"Uma vez, fui a um debate em Peniche, conhecia o Sócrates de vista. Isto antes do Governo Guterres. Não sabia muito de ambiente, mas tinha lido umas coisas, tinha formado a minha opinião. O Sócrates começou a falar e pensei: 'Este gajo não percebe nada disto'. Mas ele falava com aquela propriedade com que ainda hoje fala, sobre aquilo de que não sabe. Eu, que nunca tinha ouvido o homem falar, pensei: 'Este gajo é um aldrabão, é um vendedor de automóveis'. Ainda hoje lhe chamo vendedor de automóveis".
"Quando se pôs a hipótese de ele vir a ser secretário-geral do PS, achei uma coisa indescritível. Era a selecção pela falta de qualidade. O PS tem muita gente de qualidade. Sempre achei que o PS entregue a um tipo como o Sócrates só podia dar asneira".
"Gosto muito de Portugal – se tiver uma paixão é Portugal – e não gosto de ninguém que dê cabo dele. O Sócrates está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto. Entre o mal que faz e o bem que faz, com o Sócrates, a relação é desastrada".
"Há caras de que gostamos mais e outras menos, mas não me pesa assim tanto. Além do facto de que estou convencido de que ele não é sério, também noutros campos. Conheci a vida privada do Sócrates, ele casou com uma moça de Leiria, de quem conheço a família. Sou amigo do pai dela, que foi o meu arquitecto para a casa de São Pedro de Moel. Esta pequena decoração que vê aqui [em casa] foi feita pela cunhada do Sócrates. Às vezes compro umas pinturas que a mãe delas faz. Nunca fui próximo da família, mas tenho boas relações. Não mereciam o Sócrates. Portanto, sei quem é o Sócrates num ambiente familiar. Sei que é um indivíduo que teve uma infância complicada, que é inseguro por força disso, que cobre a sua insegurança com a arrogância e com aquelas crispações. Mas um País não pode sofrer de coisas dessas".

"Escrevi uma carta ao Guterres, que foi publicada, em que lhe disse coisas que digo do Sócrates. Era deputado quando escrevi a carta, era da comissão política do Partido Socialista. Foi na fase de Pina Moura e daqueles descalabros todos. Na comissão política, estão publicadas algumas dessas coisas, [sobre] os negócios do Jorge Coelho e do Pina Moura. Depois de ter falado disso tudo em duas ou três reuniões e não ter acontecido nada, escrevi uma carta e mandei ao Guterres. Ele distribuiu a carta. No outro dia veio nos jornais. Era uma carta duríssima. Os problemas eram os mesmos, estávamos a caminhar mal, estávamos a enganar os portugueses, a dizer que a economia estava na maior, quando não era verdade. Na altura já falava com o Medina Carreira e ele já falava comigo".
"Quando o Pina Moura foi ministro das Finanças, uma senhora das Finanças instalou-se lá na empresa. Nunca contei isto. Encontrava-a no elevador, nunca falei com ela, 'bom dia sra. Dra'. Mas os meus homens contavam-me. Andou à procura, à procura, à procura como uma doida. Esteve lá alguns dois anos. As coisas não são impunes, a gente paga-as neste mundo. Disse o que quis do Pina Moura, da maioria desses gajos; era natural que se defendessem. Os seus colegas jornalistas muitas vezes foram ao Pina Moura com o que eu disse; e ele: 'Não comento'. O Guterres também não comentava, e o Sócrates também não comenta. Aliás, quando faço uma intervenção ao pé dele fica histérico, não me pergunte porquê".
"Estudei um pouco da história portuguesa, nomeadamente dos Descobrimentos; fizemos erros absurdos. Um dos erros é deixarmo-nos enganar, ou pelos interesses, ou pela burrice. O poder, os interesses e a burrice é explosivo. Descambámos no Sócrates, que tem exactamente estas três qualidades, ou defeitos: autoridade, poder, ignorância. E fala mentira. Somos um País que devia usar a inteligência e o debate para resolver os problemas, e temos dirigentes que utilizam a mentira e evitam o debate".
"A última comissão política do PS foi feita no dia em que o Sócrates anunciou estas medidas todas. Convocou a comissão política depois de sair da conferência de imprensa, para o mesmo dia, à última da hora, para ninguém ir preparado – primeira questão. Segunda questão, organizou o grupo dos seus fiéis para fazer intervenções umas a seguir às outras, a apoiar, para que não houvesse vozes discordantes. A ideia dele era que o Partido Socialista apoiasse as medidas. Fez medidas tramadas, toda a gente sabe. O mínimo era que o partido as apoiasse. Mas não falou antes. Depois o Almeida Santos fez aquilo que faz sempre: uma pessoa pode inscrever-se primeiro, mas o Almeida Santos só dá a palavra a quem acha. Os que acha que vão dizer o que não quer que digam, só vêm no fim. E no fim: 'Isto está tarde, está na hora de jantar'. Isto é uma máfia que ganhou experiência na maçonaria. O Arq. Fava é maçónico, o Sócrates entrou por essa via, e os outros todos. Até o Procurador-Geral da República. Utiliza-se depois as técnicas da maçonaria – não é a maçonaria – para controlar a sua verdade. Os sucessivos governos, este em particular, pintam uma imagem cor-de-rosa da economia portuguesa. Isto é enganar as pessoas sistematicamente.
Depois aparecem críticos como o Medina Carreira ou eu a chamar a atenção para a realidade do País – chamam-nos miserabilistas! E quando podem exercem pressão nos lugares onde estão esses críticos e se puderem impedir a sua promoção ou acesso aos meios de informação, não hesitam. Isto era o que se passava antes do 25 de Abril, agora passa-se em liberdade, condicionando as pessoas, e usando o medo que têm de perder o emprego. José Sócrates, na última Comissão Política do PS, defendeu a necessidade das severas medidas assumidas pelo Governo, mas também disse que era muito difícil cortar na despesa do Estado porque a base de apoio do PS está na Administração Pública. Disse-o lá, e pediu para isso a compreensão dos presentes. Não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um vendedor de automóveis, ser-me ia indiferente. Mas ele é o primeiro-ministro e está a dar cabo do meu País. Não é o único, mas é o mais importante de todos". (entrevista de Henrique Neto a Anabela Mota Ribeiro no "Jornal Económico")
20 September 2010
NÃO É QUE A PERSONAGEM SEJA FLOR QUE SE CHEIRE, MAS NÃO DEIXA DE SER MAIS OUTRO EXEMPLO DE QUE - COMO DIZIA O CÉLEBÉRRIMO CRÍTICO DE MÚSICA E CAVALEIRO DO BETÃO - "QUEM SE METE COM O PS LEVA"

Carrilho diz ter sabido da demissão de embaixador da Unesco “pela Lusa”: "O ex-ministro socialista lançou hoje também um livro – intitulado E Agora? Por uma nova República – cuja editora, a Sextante, garante ser o motivo da demissão. Numa nota enviada às redacções ao princípio da tarde, a Sextante anuncia que 'Manuel Maria Carrilho acaba de ser demitido' das suas funções devido à publicação do livro. No sábado, Carrilho deu também uma entrevista ao Expresso, a propósito do livro, em que critica projectos como o dos computadores Magalhães e o Programa Novas Oportunidades".
(2010)
17 September 2010
UM BELO (E RARO) NACO DE JORNALISMO
Entre os 10'20" e os 13'35", o síndroma-de-Pinóquio do Chefe Máximo, em todo o seu esplendor. Numa elegantíssima sequência informativa em que é antecedido pelas buscas no porto de Lisboa e na Liscont/Mota Engil (onde, nas horas vagas da crítica musical, trabalha aquele senhor Coelho que já foi ministro) e, a seguir, José Gomes Ferreira se interroga se o adiamento do troço do TGV não se deverá ao facto de o concurso para a adjudicação das obras ter corrido mal à empresa onde aquele senhor Coelho que já foi ministro trabalha, nas horas vagas da crítica musical. Depois, há mais uns instantâneos sobre a latrina-versão CML, política de preços dos medicamentos e a não aprovação do Parlamento a uma moção de repúdio da política xenófoba do anão-Sarkozy. O resto é ludopédio, Mourinho e tal. É sempre um prazer observar a pátria à lupa.
(os breves momentos de festa popular nas ruas de Londres durante as manifestações "Pope Nope" - amanhã, haverá mais e melhor - também são muito revigorantes)
(2010)
26 November 2009
POIS É, DA FILOSOFIA E DA CRÍTICA DE MÚSICA SÓ SE PODE ESPERAR DESGOSTOS E DÍVIDAS...

Basta ver ao ponto que chegou um optimista antropológico e Tarzan da crítica musical: até o coração sangra ao ler tão triste história.
(2009)
15 October 2009
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (XXVIII)
Jorge Coelho
Jorge Coelho
Quando Jorge Coelho, eminente empreiteiro, optimista antropológico e Tarzan da crítica musical, coloca Amália Rodrigues no seu devido lugar e, de caminho, aproveita para reduzir o que escrevi à merecida insignificância, só resta meter o rabo entre as pernas e reconhecer que, perante um mestre (de obras), há que guardar o mais respeitoso silêncio.
"Eu vi um espectáculo fabuloso, há quatro ou cinco dias, da Amália Hoje: pegaram em canções que são tristes, canções que têm o destino traçado, e transformaram-nas em música pop, alegre, virada para o futuro. Eu acho que também temos que acreditar que é possível ter um futuro melhor". (Jorge Coelho, aqui, no "Gato Fedorento")
(2009)
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