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18 June 2026

Katherine Priddy Tests Her 
Woodworking Skills in The Luthier Sessions

17 June 2026

 
(sequência daqui) "Embora tivesse esperado ter tudo resolvido no terceiro álbum e na minha terceira década de vida, acabei por aceitar que talvez uma parte de ser humano seja ser uma obra em constante evolução. Será que esta coleção de canções é suficiente? Se acender uma faísca e lançar um pouco de luz para quem alguma vez sentiu o corpo vacilar, o amor vacilar ou o tempo a escapar-lhe por entre os dedos, então isso é suficiente para mim". E acrescentou: "Não queria que parecesse uma coisa completamente sólida e perfeita. Nunca é mais do que um instantâneo do momento em que nos encontramos". A faixa de abertura, "Matches" - sobre os históricos julgamentos das "bruxas" - é esclarecedora: "Quis transmitir raiva e dar voz aos milhares de mulheres que foram mortas naquela época". Demonstração dessa tese a meio do percurso do texto é assaz elucidativa: "They weren't burning witches, It was women on those fires". e a resposta que, 4 versos abaixo, colhe, ainda muito mais: "And you, you will rise with the moon, and show what scorn can do, don't they know that we have matches too?"

14 June 2026

UM INSTANTÂNEO DO MOMENTO
Não são muitas mas há que prestar-lhes atenção. Falo das referências ao facto de Katherine Priddy ter dedicado boa parte do ano passado a participar na digressão Flying With Angels, de Suzanne Vega. Não só lhe fica muito bem no currículo ainda curto mas absolutamente imaculado, como não será, certamente, inferior à sensação que, em 2018, experimentou ao saber que, na "Mojo", Richard Thompson considerara o seu EP de estreia, Wolf, o melhor disco que escutara nesse ano. Aprender com os mestres foi, pois, aquilo de que Priddy desejou prestar contas nos belíssimos The Eternal Rocks Beneath (2021) e The Pendulum Swing (2024). “Queria terminar este álbum com um ponto de interrogação”, disse agora Priddy à "KLOF Mag" a propósito do último These Frightening Machines. "Embora tivesse esperado ter tudo resolvido no terceiro álbum e na minha terceira década de vida, acabei por aceitar que talvez uma parte de ser humano seja ser uma obra em constante evolução". (daqui; segue para aqui)
 
 

24 December 2024

MÚSICA 2024 - INTERNACIONAL (IV) 

(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 27)

  
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 The Unthanks - In Winter
 
 

 
 
* a ordem é razoavelmente arbitrária 

23 July 2024

"'Selah' is actually the first song I ever wrote. I didn’t put it on the first album. There was a question about what I wanted to do with it. I think the older the song, the more you’ve lost confidence in it. But it made it onto the new release. It’s a song about the moon, but the word Selah is in the Bible. I’m not religious but it means a pause for reflection or a space to think and that’s how I feel about the moon" (daqui)

29 June 2024

 
(sequência daqui) Entre ambas está "First House On The Left": "Inspirei-me na pequena casa de Birmingham onde nasci e em todas as memórias capturadas naquelas quatro paredes. Tanto as minhas como as de todos os outros habitantes que lá foram vivendo ao longo do tempo. Quando era criança e escavava no jardim, intrigava-me muito descobrir velhos soldadinhos de chumbo ou pedaços de porcelana. Era um alerta para não esquecermos que não éramos os primeiros e não seríamos os últimos a morar ali. Vistas de fora, todas as casas pareciam iguais. Mas, lá dentro, um risco na parede mudava tudo", explica Katherine aquilo que, qual Sandy Denny actual, por entre discretíssimas cordas, melhor canta: "Is this the light that shines from the shoreline? The port where we know we can rest? Or Is it just the first house on the left?" Envolvidas na memória viva do lugar (velhos relógios, o ranger de sobrados, gravações de família), há outras riscos na parede para descobrir: a assombrosa "Selah", as mais que perfeitas "A Boat On The River" e "Father Of Two". Digamos a pura verdade: todas.

27 June 2024

RISCOS NA PAREDE
 
 
Há 3 anos, aquando da publicação do seu precioso álbum de estreia, The Eternal Rocks Beneath, Kathrine Priddy explicava o motivo porque tanto admirava a poesia do norte-americano Frank O'Hara: “Gosto do modo como ele usa nomes, lugares e momentos e nunca os explica. Sentimo-nos como se estivéssemos a observá-lo através de uma janela ou como se o seguíssemos numa rua e capturássemos fragmentos de conversa. É assim que as canções deveriam ser: apenas um breve olhar sobre algo, sem precisar de explicações”. Quase poderia dizer-se que, agora, este The Pendulum Swing é pouco mais (isto é, muito mais) do que a concretização desse desejo. Entra-se através de "Returning" (uma aguada sonora de ruídos domésticos fantasmas, vozes distantes, um drone em crescendo) e sai-se por "Leaving" (uma caixa de música no interior de um túnel ao fundo do qual uma porta se fecha). (daqui; segue para aqui)
 

27 August 2021

Katherine Priddy - "One of Us Cannot Be Wrong" (Leonard Cohen)

"This song was inspired by Nico. Sylvie Simmons sums up the song as follows: 'One of Us Cannot Be Wrong', Leonard’s wryly humorous song, inspired by Nico, about a man battered but unbroken by lust (...) In fact, there was a period when Leonard Cohen was in love with Nico: although he never won her, he was 'madly in love with her'. Besides 'One of Us Cannot Be Wrong', she was also the source of inspiration for lots of other songs. But in 1967, feeling he 'had no skill' and that he 'had forgotten how to court a lady', Leonard went back alone to his hotel room. His thoughts full of Nico, he wrote 'The Jewels in Your Shoulder' and 'Take This Longing', then titled 'The Bells', both of which he later played and taught to Nico. She was both 'the tallest and blondest girl' in the song 'Memories' and the muse for 'Joan of Arc'".

25 August 2021

Katherine Priddy - "Letters From A Travelling Man"


(c/ Toby Shaer; daqui)