Erwin Schulhoff - "Sonata Erotica" (Marjorie Maltais)
08 October 2019
O marido da poetisa Silva anda baralhadíssmo: como pode ele achar que “a pluralidade de opiniões (...) é uma força estimulante e enriquecedora do partido” (e, de caminho, fazer campanha pela Miss Swaps) se, simultaneamente, acredita que "pessoas inteligentes, com a mesma informação, chegam às mesmas conclusões"?
Antes que o circo parlamentar recomece, convém recordar o que diversas eminências democráticas pensavam sobre a "bête noire" neo-fascista
Howard Zinn - A People's History Of The United States (II)
Cap. 4: Tyranny is Tyranny
Cap. 5: A Kind of Revolution
Cap. 6: The Intimately Oppressed
07 October 2019
O "Der Terrorist" começa a
tornar-se-me indispensável
tornar-se-me indispensável
O imbecil eleito presidente da maior potência mundial (juram que não é "fake news"?... não, não é...)
ESQUERDA
Eddie Zinn, judeu austro-húngaro, conheceu Jenny Rabinowitz, judia siberiana de Irkutsk, na fábrica onde ambos, imigrantes nos EUA, trabalhavam. Mal o filho, Howard, entrou para a escola, cêntimo a cêntimo, juntaram o necessário para lhe oferecerem os 20 volumes das obras de Charles Dickens. A semente iria germinar e Howard Zinn que, após concluir o ensino secundário, trabalharia como estivador, só terminada a segunda guerra mundial haveria de se licenciar em História. Foi a participação na guerra e, em particular, no bombardeamento criminosamente desnecessário de civis em Royan, que o conduziu ao pacifismo e à oposição militante às guerras no Vietname e no Iraque, à luta contra a ocupação da Palestina e pelos direitos cívicos dos negros. Mas seria A People’s History of the United States (1980) – a História contada sob o ponto de vista dos povos indígenas, dos escravos, dos trabalhadores, das minorias raciais, das mulheres e da luta de todos eles contra o poder – que, de apenas “something of an anarchist, something of a socialist, maybe a democratic socialist”, transformaria o professor da universidade de Boston no mais notável representante dos que narram a História “vista de baixo e não de cima”.
Quarenta anos depois, os Gauche, uma banda oriunda da vibrante e politizada cena de Washington DC, intitularam o álbum de estreia A People’s History of Gauche. Não por acaso: “Desde a adolescência, simpatizei com a esquerda e com políticas radicais e o livro de Zinn era um texto seminal para muitos dos meus colegas. Mas, curiosamente, embora sempre o tivesse na lista de obras a ler, só o fiz quando procurávamos um título para o álbum. E pareceu-nos soar muito bem”, diz Daniele Yandel que, com Mary Jane Regalado, Adrienne CN Berry, Jason P. Barnett, Pearie Sol e Laurie Spector, constitui o grupo que, no nome, associa os conceitos de “esquerda” e “desajeitado”, coisa próxima do sentido original de “punk”. Em rigor, remetendo mais para o pós-punk radical e feminista – Slits, Raincoats, Delta 5, Bush Tetras, X-Ray Spex, ESG –, filão ainda rico de minério por extrair. Incluindo cinco canções regravadas de uma primordial cassete de apresentação (Get Away With Gauche, 2015) e seis novas, é um colorido carrocel de agit-prop (“Income, always think about payday, always waiting on wages, always think about systems”) e denúncia (“They see you on all kinds of screens, they want you not to disagree, they scan you for diseases”) vertiginosamente irado e dançável.
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Confirmadíssimo (mas os prémios ninguém lhe tira) - e, agora, voto, voto muito, no Che do cabelinho à foda-se!
06 October 2019
Quer dizer que é só mesmo no Feicecoiso? A blogocoisa fica de fora? E como fazer para - num caso e no outro - impedir o acesso a posts e publicações anteriores mas ainda completamente disponíveis com um scrollzinho rápido ou uma espreitadela aos "labels"? E os 60 000 que votaram antecipadamente, sem direito às 48 horas de virginal beatitude política, não deveriam ser excluídos?
05 October 2019
No fundo, é uma felicidade tão grande para a pátria como ver o marçano trepar até ao topo da Goldman-Sachs
04 October 2019
E, porque vem muito a propósito, não se esqueça a proposta de 18 de Dezembro do ano passado
"A Secretária-geral da JS, Maria Begonha, será a terceira no círculo eleitoral de Braga, o mais jovem do país" (já agora, não lhes faria mal nenhum melhorar um bocadinho o uso da língua: "resultam um conjunto de candidatos jovens", aliás, os "candidatos jovens da juventude socialista")
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