DESCUBRA AS DIFERENÇAS
BE promove "strip-tease" de Pais Natais para alertar para alterações climáticas
Supermodels Take It Off For Climate Change
(2009)
09 December 2009
GOGOL BORDELLO - "THINK LOCALLY, FUCK GLOBALLY"
I come to New York to start a Gypsy punk revolt
Now that it's rockin' so why don't I just go home?
Hei Chavorale,...Think Locally!
Palo Mande,...Fuck Globally!
I can't believe back home they failed to understand
That I am simply a chavo kind of man
Hey Chavorale,...Think Locally!
Palo Mande,...Fuck Globally!
And if the country we invented will fall from grace
I guess we'll have to fly away in our own space!
Hey Chavorale,...Think Locally!
Palo Mande,...Fuck Globally!
Party!
(2009)
#*&% - SSSSSSEEE!!!... (pardon my french) JÁ NEM O BEIJINHO NO SANTO PÉZINHO DO QUERIDO MENINO JESUS?????!!!!!...

«O coordenador nacional da Pastoral da Saúde considera errado do ponto de vista da saúde o tradicional beijo no pé do Menino Jesus nas celebrações religiosas de Natal, aconselhando as pessoas a não o fazerem. (...) "Dizemos com muita beleza 'O Menino Jesus fica muito contente se lhe fizerem uma festa'. Então, façam a festa ao Menino e com essa festa vai toda a ternura que era transmitida por um beijo”, explicou o coordenador nacional da Pastoral da Saúde, salientando que “há muita maneira de dizer ao Menino Jesus, na língua gestual, que efectivamente Lhe queremos bem”». (aqui)
Primeiro, isto. Agora, são só festinhas e "linguagem gestual"? Mas e os milagres, e as curas, e os paralíticos que se levantam e caminham, onde estão eles, bom Zeus?... Então, se eu lambuzar o divino pézinho com uma mini-colónia de H1N1, cada virus mauzinho não se transforma, instantaneamente, num anjinho da guarda que me salta para o ombro e me sussurra "sweet nothings" salvíficos ao ouvido? *
Parece que não. A Vaticano S.A. investe, sim, no "merchandising" dos "Estandartes de Natal". Está certo, há que preservar certos valores. O do menino Jesus é de 15€ por unidade. Mas, daqui por uns dias, nas lojas chinesas, já deve estar a um preço mais jeitoso.
* para não falar no perigo potencial de este novo tabu do beijinho no pé do menino estimular o aparecimento de uma vaga "kinky" de podólatras que, à sucapa, podem invadir os santos templos e entregar-se às piores poucas vergonhas...
(2009)
08 December 2009
UMBERTO ECO, AS LISTAS E O LOUVRE

"As pessoas do Louvre contactaram-me e perguntaram-me se eu gostaria de comissariar uma exposição nesse museu. Pediram-me que apresentasse um programa de actividades. Só a ideia de trabalhar num museu foi suficiente para me atrair. Estive lá sozinho recentemente e senti-me como uma personagem de um romance de Dan Brown. Foi simultaneamente estranho e maravilhoso. Percebi imediatamente que a exposição iria ter como tema central as listas. Porque me interessa tanto esse tema? Não sei bem. Gosto de listas pela mesma razão que outras pessoas gostam de futebol ou de pedofilia. Gostos não se discutem. (...) Pense num tigre, que a ciência classifica como predador. Como iria uma mãe descrever um tigre ao seu filho pequeno? Provavelmente através de uma lista de características: o tigre é grande, é um felino, amarelo, às riscas, e forte. Só um químico se referiria à água como sendo H2O. Mas eu digo que é líquida e transparente, que a bebemos e que nos podemos lavar com ela. Agora pode finalmente perceber aquilo de que estou a falar. A lista é a marca de uma sociedade altamente avançada e culta porque nos permite questionar as definições essenciais. A definição essencial é primitiva em comparação com a lista" (entrevista integral aqui)
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Umberto Eco
8 DE DEZEMBRO - DIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

(daqui)
... e, segundo o Sumo Patífice, investir no Sá Carneiro da Vaticano S.A. pode não ter retorno assegurado. A IURD, ao menos, oferece outras garantias.
(2009)

(daqui)
... e, segundo o Sumo Patífice, investir no Sá Carneiro da Vaticano S.A. pode não ter retorno assegurado. A IURD, ao menos, oferece outras garantias.
(2009)
07 December 2009
A REPÚBLICA ESPIRITUAL DE NORTHUMBERLAND

The Unthanks - Here’s The Tender Coming
Os Elliotts, de County Durham, são uma lenda do folk revival britânico: dinastia de mineiros do nordeste de Inglaterra – Jack, Em e os quatro filhos –, intérpretes da tradição musical do proletariado industrial, comunistas, fundaram, em 1962, o Birtley Folk Club, onde, em plena efervescência da redescoberta do baú de tesouros da música popular, gente como Peggy Seeger, A. L. Lloyd ou Ewan MacColl os foi encontrar e, como relata Pete Wood, no livro The Elliotts of Birtley, os fez chegar à rádio, à televisão e à gravação de discos. Chamemos (como já outros o fizeram) a esta atmosfera geográfica, social, musical e política que se respirava no Birtley Folk Club a “república espiritual de Northumberland” e acrescentemos que foi nela que os pais de Rachel e Becky Unthank cresceram e, mais tarde, as educaram, embaladas pelos "sea shanties" que, nos Keelers, Mr. Unthank cantava, ou pelos álbuns da série Morris On (conspiração folk-rock de Ashley Hutchings, Richard Thompson, Shirley Collins e outras cabeças coroadas do género) que animavam os fins-de-semana domésticos. Acessoriamente, esclareça-se que o apelido “Unthank” deriva da designação dos ocupantes ilegais dos terrenos "de ninguém" (os "squatters" primordiais) entre o norte de Inglaterra e a Escócia.
O que não deixa de ser belissimamente simbólico no que respeita à música das irmãs Unthank (anteriormente, Rachel Unthank & The Winterset): se a matéria sobre que trabalham é (quase) toda ela profundamente enraizada na memória das terras da Northumbria, depois de haver sido filtrada pelas assombrosas vozes de ambas e transfigurada pela requintada relojoaria dos arranjos instrumentais (para cordas, sopros, acordeão, ukulele, bandolim, marimba, autoharp e piano), pertence tanto às antiquíssimas lendas mineiras como ao idioma barroco revisto por Steve Reich, ao jazz tal como, obliquamente, Robert Wyatt o sobrevoa, ou à pop de câmara que habita as fantasias de Sufjan Stevens. A propósito do anterior, The Bairns (2007), era impossível não invocar como termos de comparação June Tabor ou o melhor de Richard & Linda Thompson, de Shirley Collins e dos Fairport Convention. A partir de Here’s The Tender Coming e de puríssimos milagres da estirpe de "The Testimony of Patience Kershaw", "Living By The Water", "Sad February" ou "Tender Coming" (em rigor, todas, da primeira à décima segunda faixa, entre tradicionais e temas de Anne Briggs, Ewan MacColl ou Lal Waterson), dificilmente se encontrará forma de não ter as Unthanks como padrão para tudo o que, na muito ampla área da folk e imediações, vier a seguir.
(2009)

The Unthanks - Here’s The Tender Coming
Os Elliotts, de County Durham, são uma lenda do folk revival britânico: dinastia de mineiros do nordeste de Inglaterra – Jack, Em e os quatro filhos –, intérpretes da tradição musical do proletariado industrial, comunistas, fundaram, em 1962, o Birtley Folk Club, onde, em plena efervescência da redescoberta do baú de tesouros da música popular, gente como Peggy Seeger, A. L. Lloyd ou Ewan MacColl os foi encontrar e, como relata Pete Wood, no livro The Elliotts of Birtley, os fez chegar à rádio, à televisão e à gravação de discos. Chamemos (como já outros o fizeram) a esta atmosfera geográfica, social, musical e política que se respirava no Birtley Folk Club a “república espiritual de Northumberland” e acrescentemos que foi nela que os pais de Rachel e Becky Unthank cresceram e, mais tarde, as educaram, embaladas pelos "sea shanties" que, nos Keelers, Mr. Unthank cantava, ou pelos álbuns da série Morris On (conspiração folk-rock de Ashley Hutchings, Richard Thompson, Shirley Collins e outras cabeças coroadas do género) que animavam os fins-de-semana domésticos. Acessoriamente, esclareça-se que o apelido “Unthank” deriva da designação dos ocupantes ilegais dos terrenos "de ninguém" (os "squatters" primordiais) entre o norte de Inglaterra e a Escócia.
O que não deixa de ser belissimamente simbólico no que respeita à música das irmãs Unthank (anteriormente, Rachel Unthank & The Winterset): se a matéria sobre que trabalham é (quase) toda ela profundamente enraizada na memória das terras da Northumbria, depois de haver sido filtrada pelas assombrosas vozes de ambas e transfigurada pela requintada relojoaria dos arranjos instrumentais (para cordas, sopros, acordeão, ukulele, bandolim, marimba, autoharp e piano), pertence tanto às antiquíssimas lendas mineiras como ao idioma barroco revisto por Steve Reich, ao jazz tal como, obliquamente, Robert Wyatt o sobrevoa, ou à pop de câmara que habita as fantasias de Sufjan Stevens. A propósito do anterior, The Bairns (2007), era impossível não invocar como termos de comparação June Tabor ou o melhor de Richard & Linda Thompson, de Shirley Collins e dos Fairport Convention. A partir de Here’s The Tender Coming e de puríssimos milagres da estirpe de "The Testimony of Patience Kershaw", "Living By The Water", "Sad February" ou "Tender Coming" (em rigor, todas, da primeira à décima segunda faixa, entre tradicionais e temas de Anne Briggs, Ewan MacColl ou Lal Waterson), dificilmente se encontrará forma de não ter as Unthanks como padrão para tudo o que, na muito ampla área da folk e imediações, vier a seguir.
(2009)
OS NOVOS ANTI-SEMITAS
(Rui Tavares)

Mesquita de Isfahan, Irão
Mohammed Atta, o terrorista que espetou o primeiro avião contra as Torres Gémeas de Nova Iorque, era diplomado em urbanismo, com uma tese de mestrado sobre uma das cidades mais antigas do mundo - Aleppo, na Síria - e discretamente detestava os arranha-céus "ocidentais" que ali eram construídos. Quando decidiu passar à acção, assassinando milhares de pessoas num dos edifícios mais conhecidos do mundo, Mohammed Atta sabia muito bem o que estava a destruir. Minoru Yamasaki, o arquitecto que projectou as torres gémeas, era um apaixonado pela arquitectura islâmica. O seu edifício preferido era a Mesquita do Xá em Ispaão (ou Isfahan) no Irão. Um dos países onde trabalhou mais foi na Arábia Saudita, ao serviço da família real (talvez tenha mesmo chegado a usar os serviços de Muhamad bin Laden, o pai de um certo adolescente chamado Osama, futuro estudante de engenharia). E em diversas ocasiões escreveu sobre o seu interesse pela arquitectura islâmica. Na sua autobiografia, o arquitecto descrevia as Torres Gémeas como "uma Meca de tranquilidade na Baixa de Manhattan".

Twin Towers, Nova Iorque, EUA
Aposto o meu diploma em História da Arte em como o complexo do World Trade Center era todo ele influenciado pela arquitectura islâmica, a começar pela Grande Mesquita de Meca. Desde a escultura central, evocando a pedra sagrada da Caaba, aos delicados pilares de alumínio cujas nervuras se unem em arcos mouriscos, até ao pavimento do pátio interior desenhado radialmente como as filas dos peregrinos na hajj. (...) E a maior pista de todas estava, naturalmente, nas duas Torres Gémeas - os maiores minaretes do mundo. (...) Os novos anti-semitas podem até usar alguns dos argumentos que o Mohammad Atta usava antes de se tornar terrorista - que lutam contra a "descaracterização" das suas culturas, etc. Mas por detrás esconde-se a raiva a uma cultura em particular: Mohammed odiava os ocidentais, os novos anti-semitas odeiam árabes e muçulmanos. Nem o tentaram disfarçar proibindo outros edifícios, outras torres, outros templos de outras religiões. Mas se quiserem ver a marca da arquitectura islâmica no seu país, basta olhar para as muitas igrejas góticas: foi apenas depois de verem as mesquitas de Jerusalém que os cristãos começaram a fazer edifícios altos, esguios, com os seus pilares nervurados, arcobotantes e torres pontiagudas. Os novos anti-semitas não conhecem sequer a sua própria cultura. (aqui)
(2009)
06 December 2009
COM UM BOCADINHO DE JEITO E SORTE,
AINDA VAMOS TER UNS TEMPOS DE FARTA GALHOFA
À PALA DESTE ESPLENDOROSO INTELECTUAL...
(ou as eternas saudades do governo-Santana Lopes)

Um escol único de gigantes intelectuais
(o senhor da canto inferior direito
é o injustamente ignorado Patinha Antão)
Depois da Fenomenologia do Ser, o sr. ex-Doce brinda-nos com o ponto de vista da dona Marlene da tabacaria acerca do "velho do Restelo" * e reactualiza brilhantemente o argumento-Clinton-"but I did not inhale", agora, na versão "fumei haxixe com uns amigos e, por acaso, só posteriormente percebi realmente o que tinha fumado". O que, facilmente, poderia ter sido também "fumei haxixe com uns amigos e, por acaso, só posteriormente percebi realmente que alguns deles me imaginavam como líder do PSD, LOL !..." (aqui)
* A dona Marlene (provavelmente, devido ao convívio frequente com as "Caras"/Lux"/"Nova Gente") tende a não reparar na passagem "Ó glória de mandar! Ó vã cobiça desta vaidade a quem chamamos Fama!". Mas é uma santa senhora.
(2009)
AINDA VAMOS TER UNS TEMPOS DE FARTA GALHOFA
À PALA DESTE ESPLENDOROSO INTELECTUAL...
(ou as eternas saudades do governo-Santana Lopes)

Um escol único de gigantes intelectuais
(o senhor da canto inferior direito
é o injustamente ignorado Patinha Antão)
Depois da Fenomenologia do Ser, o sr. ex-Doce brinda-nos com o ponto de vista da dona Marlene da tabacaria acerca do "velho do Restelo" * e reactualiza brilhantemente o argumento-Clinton-"but I did not inhale", agora, na versão "fumei haxixe com uns amigos e, por acaso, só posteriormente percebi realmente o que tinha fumado". O que, facilmente, poderia ter sido também "fumei haxixe com uns amigos e, por acaso, só posteriormente percebi realmente que alguns deles me imaginavam como líder do PSD, LOL !..." (aqui)
* A dona Marlene (provavelmente, devido ao convívio frequente com as "Caras"/Lux"/"Nova Gente") tende a não reparar na passagem "Ó glória de mandar! Ó vã cobiça desta vaidade a quem chamamos Fama!". Mas é uma santa senhora.
(2009)
OUTRA GRANDE CONTRIBUIÇÃO PORTUGUESA PARA A CIÊNCIA
(desta vez, pelo bispo de Vila Real)

(desta vez, pelo bispo de Vila Real)

"Um transplante não é um acto biológico". Claro que não, é um acto cirúrgico. Mas a verdadeira razão é outra e é D. Joaquim Gonçalves que, através de um genial salto conceptual, a desvenda: "Um transplante não é um acto biológico porque é sempre vivido por alguém e tem uma componente afectiva". Fica, assim, aberta toda uma imensa e fecunda via de reclassificação dos actos verdadeiramente "biológicos", de agora em diante, reservada aos que não são vividos por ninguém e não têm uma componente afectiva. Não será, provavelmente, uma boa notícia para os biólogos da velha escola que verão aumentar significativamente os números do desemprego no seu sector mas, ciência que é ciência, não se deixa estorvar por minudências dessas.
Não menos de saudar é o agradável descomprometimento teológico do santo clérigo: "Após o transplante do coração, o bispo de Vila Real, D. Joaquim Gonçalves, sente, como confessou à 'Ecclesia', 'uma certa euforia de viver' porque o libertou, aos 71 anos de idade, de problemas 'cardíacos graves'". Como dizia o outro, "Heaven can wait". (aqui)
A Vaticano S.A. mantém-se, de resto, na vanguarda científica e tecnológica contemporânea: após a criação da água-benta em unidose, surge, agora, a revolucionária e higiénica hóstiomáquina, já disponível em diversas cores e modelos. A fé pode ser escassa mas lá que é asseadinha, é.
(2009)
05 December 2009
BANDEIRAS

"Há dias, quando fui ver os meus pais, fiquei chocado com a minha antiga escola. O pátio parecia um estaleiro do Dubai, mas não era isso que me chocava. Uma tarja da Mota-Engil estava presa entre duas árvores. Por sinal, as árvores onde a Maria deixou gravada a inscrição que fulminou a Dulce: 'Maria loves Henrique'. Mas também não era isso que me inquietava. Ter o Jorge Coelho em cima das memórias amorosas é uma coisa que se aguenta em nome do PIB pátrio. O que me incomodava era outra coisa. Num dos mastros da escola erguia-se uma bandeira. Não era a bandeira de Portugal ou da UE. Era a bandeira da Mota-Engil. Ali estava o esplendor do regime, no portão da minha escola. Não dava para dar menos bandeira, dr. Jorge Coelho?" (Henrique Raposo, no "Expresso" de hoje)
(2009)

"Há dias, quando fui ver os meus pais, fiquei chocado com a minha antiga escola. O pátio parecia um estaleiro do Dubai, mas não era isso que me chocava. Uma tarja da Mota-Engil estava presa entre duas árvores. Por sinal, as árvores onde a Maria deixou gravada a inscrição que fulminou a Dulce: 'Maria loves Henrique'. Mas também não era isso que me inquietava. Ter o Jorge Coelho em cima das memórias amorosas é uma coisa que se aguenta em nome do PIB pátrio. O que me incomodava era outra coisa. Num dos mastros da escola erguia-se uma bandeira. Não era a bandeira de Portugal ou da UE. Era a bandeira da Mota-Engil. Ali estava o esplendor do regime, no portão da minha escola. Não dava para dar menos bandeira, dr. Jorge Coelho?" (Henrique Raposo, no "Expresso" de hoje)
(2009)
THE UNTHANKS - "HERE'S THE TENDER COMING"
Here's the tender coming, pressing all the men;
Oh dear hinny, what shall we do then?
Here's the tender coming, off at Shield's Bar,
Here's the tender coming, full of men of war.
Hide thee, canny Geordie, hide thyself away;
Hide thee till the tender makes for Druid's Bay.
If they take thee, Geordie, who's to win our bread?
Me and little Jackie better off be dead.
Here's the tender coming, stealing off my dear;
Oh dear hinny, they'l ship you out of here.
They will ship you foreign, that is what it means;
Here's the tender coming, full of red marines.
Hey, bonny lassie. let's go to the Lawe,
See the tender lying, off at Shield's Bar,
With her colours flying, anchor at her bow.
They took my bonny laddie, best of all the crew.
(This poignant song comes from the North-East. Newcastle and Sunderland were second only to London in providing men for the navy during the French wars. Resistance was sometimes violent, with women playing a prominent part. The Lawe is a high vantage point, whence the hated tender could be seen lying out beyond the harbour bar. The pressing tenders were like floating prisons, where “recruits” were assembled before being distributed to the various ships - aqui)
Here's the tender coming, pressing all the men;
Oh dear hinny, what shall we do then?
Here's the tender coming, off at Shield's Bar,
Here's the tender coming, full of men of war.
Hide thee, canny Geordie, hide thyself away;
Hide thee till the tender makes for Druid's Bay.
If they take thee, Geordie, who's to win our bread?
Me and little Jackie better off be dead.
Here's the tender coming, stealing off my dear;
Oh dear hinny, they'l ship you out of here.
They will ship you foreign, that is what it means;
Here's the tender coming, full of red marines.
Hey, bonny lassie. let's go to the Lawe,
See the tender lying, off at Shield's Bar,
With her colours flying, anchor at her bow.
They took my bonny laddie, best of all the crew.
(This poignant song comes from the North-East. Newcastle and Sunderland were second only to London in providing men for the navy during the French wars. Resistance was sometimes violent, with women playing a prominent part. The Lawe is a high vantage point, whence the hated tender could be seen lying out beyond the harbour bar. The pressing tenders were like floating prisons, where “recruits” were assembled before being distributed to the various ships - aqui)
CORRIJAM-ME SE ESTOU ERRADO

"'Também dirigentes políticos, como Manuela Ferreira Leite, usaram no seu argumentário político declarações que davam a entender que há três meses a presidente do PSD tinha conhecimento das escutas', declarou [Ricardo Rodrigues] o vice-presidente da bancada socialista. Segundo a tese do dirigente socialista, 'quando Manuela Ferreira Leite afirma publicamente que o primeiro-ministro mentiu sobre o caso TVI, é caso para se ficar muito admirado'. 'Como sabe ela que o primeiro-ministro estava a mentir [sobre o caso TVI]?. Três meses depois percebi que esse era um facto das alegadas escutas'". (aqui)
Portanto, três dias depois, percebi que:
1 - Há três meses, MFL declarou que Sócrates mentiu sobre o caso TVI;
2 - Como sabia MFL que Sócrates tinha mentido? Porque, ilegalmente, teve acesso às escutas;
3 - Se, por ter tido, ilegalmente, acesso às escutas, isso permitiu a MFL afirmar que Sócrates mentiu, é porque, da audição das escutas, se pode concluir que... como dizer?... Sócrates mentiu mesmo. Certo, Sr. vice-presidente?...
(2009)

"'Também dirigentes políticos, como Manuela Ferreira Leite, usaram no seu argumentário político declarações que davam a entender que há três meses a presidente do PSD tinha conhecimento das escutas', declarou [Ricardo Rodrigues] o vice-presidente da bancada socialista. Segundo a tese do dirigente socialista, 'quando Manuela Ferreira Leite afirma publicamente que o primeiro-ministro mentiu sobre o caso TVI, é caso para se ficar muito admirado'. 'Como sabe ela que o primeiro-ministro estava a mentir [sobre o caso TVI]?. Três meses depois percebi que esse era um facto das alegadas escutas'". (aqui)
Portanto, três dias depois, percebi que:
1 - Há três meses, MFL declarou que Sócrates mentiu sobre o caso TVI;
2 - Como sabia MFL que Sócrates tinha mentido? Porque, ilegalmente, teve acesso às escutas;
3 - Se, por ter tido, ilegalmente, acesso às escutas, isso permitiu a MFL afirmar que Sócrates mentiu, é porque, da audição das escutas, se pode concluir que... como dizer?... Sócrates mentiu mesmo. Certo, Sr. vice-presidente?...
(2009)
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