09 March 2026

 
 
(sequência daqui) Não esqueçamos, pois, que (ainda que jure "Não hei-de morrer. A vida é demasiado boa. Não pode acabar”) lidamos com o autor do mais singular requiem de sempre: "Dress sexy at my funeral, my good wife, for the first time in your life, wear your blouse undone to here and your skirt split up to there, and when it comes your turn to speak before the crowd, tell them about the time we did it on the beach with fireworks above us" (de Dongs of Sevotion, 2000). My Days Of 58 revela um Bill Callahan reflexivo desenhando paisagens emocionais com a mesma precisão seca de um diário. Ainda que os espectros de Lou Reed e Leonard Cohen (a somar a John Lee Hooker e, menos detectavelmente, aos vestígios de free-jazz que reivindica) nunca se ausentem, não há aqui nenhuma grande reflexão, Apenas fragmentos, cenas domésticas, pensamentos passageiros. (segue para aqui)

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