05 March 2026

"Lonely City" (fotos de Daniel Arnold; legendas disponíveis)
 
(sequência daqui) A verdade é que, num período em que não teve apenas que lidar com o inesperado encontro com a própria mortalidade mas também com o desaparecimento do pai, Callahan não se transformou em personagem soturna nem em gracejador à beira do abismo: "Sou mais o género do professor bêbedo. Gosto de acasos, coincidências e erros. Não percebo nada de sintetizadores, mas escolho um aleatoriamente, ligo-o e começo a gravar. Carrego em alguns botões, toco qualquer coisa e, de alguma forma, tento que funcione. Só sou preciso na composição das letras, o resto é mais atirar barro à parede. Também não sei nada sobre endadeamentos de acordes. É mais uma questão de estar aberto e aceitar as coisas de onde quer que elas venham. Sinto-me mais como um médium. Parece-me que recebo coisas já construídas e garanto que sejam recebidas de forma precisa" (segue)

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