17 January 2012

PODE ALGUÉM QUE SOFRE DE AMNÉSIA RETRÓGRADA (E/OU ANTERÓGRADA)  INTEGRAR O CONSELHO GERAL E DE SUPERVISÃO DA EDP?



... Cardona???... Connais pas.

(2012)
PARECE QUE, DEPOIS DA EXPO, DA BOLA, DO "MAGALHÃES" E DO FADUNCHO, A PÁTRIA ENCONTROU DEFINITIVAMENTE O SEU GRANDE DESÍGNIO: O PASTEL DE NATA (RESTA SABER SE A REGIÃO DE ORIGEM SERÁ "EUROPE'S WEST COAST" OU "A FLORIDA DA EUROPA")



Um bravíssimo exército de pastéis de nata prepara-se para dominar o mundo

(2012)

16 January 2012

O FORTE APEGO AOS GRANDES E ETERNOS VALORES



"Fátima Campos Ferreira apresenta um programa especial em direto de Luanda e em simultâneo em Portugal e Angola, com políticos, empresários, desportistas e artistas portugueses e angolanos. Portugal/Angola... dois povos, duas nações, hoje... em plena maturidade. Em África e na Europa... tão longe e tão perto... unidos pela mesma língua e pela amizade de sempre...


Marcam presença o ministro adjunto e dos assuntos parlamentares Miguel Relvas e o ministro de estado e chefe da Casa Civil da Presidência da República de Angola, Carlos Feijó. Participam ainda os gestores Zeinal Bava (PT) e Alberto da Ponte (Central de Cervejas), os músicos Rui Veloso e Paulo Flores, a ex-atleta e campeã olímpica Rosa Mota e o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes". (daqui, por aqui)

(2012)
ERA MAIS OU MENOS ISTO, ERA


(imagem daqui)

"Álvaro Santos Pereira foi parar ao Governo porque tinha um blog e morava no Canadá. O método de recrutamento, embora singelo, foi bem intencionado: se ele tinha um blog sabia do que falava, certo? Certo. E se morava no Canadá, com certeza não devia ser ladrão.

Não ser ladrão é uma qualidade estimável em Portugal, suficientemente rara para justificar a importação de um estrangeirado que se comova — e ninguém se comovia tanto como o Álvaro — com as dores da pátria.

Erguido o blogger a super-ministro, resta-nos ajudar o Álvaro a substituir as postas por decisões de alcance estratégico, e as perguntas retóricas sobre frango assado e pastelaria lisboeta por um calendário enxuto de medidas avulsas. Para já, Álvaro, o que me dava jeito era:

Semana 1: um site dedicado à exportação. As leis e os regulamentos, os formulários, as implicações fiscais. Algo como isto, mas que não seja uma merda.

Semana 2: uma lista de contactos de funcionários públicos especializados em comércio externo. Gente a quem eu, cidadão anónimo, impreparado e cheio de dúvidas, possa fazer um telefonema sem passar meia hora a ouvir o Mantovani.

Semana 3: Uma base de dados com acesso livre em tempo real (nada de ficheiros Excel faz favor), de PME portuguesas interessadas em colocar os seus produtos em mercados internacionais. Nomes, telefones, emails, produtos, áreas de actividade — tu sabes, Álvaro.

Por agora é tudo. Daqui a um mês voltamos a falar". (aqui)
CUSTAVA MUITO TER ESCRITO "MORREU UM PORCO FASCISTA"?






















(2012)
A DUPLA-MORMON-MARAVILHA JUNTA
FORÇAS E RUMA DECIDIDAMENTE A KOLOB!





(2012)

15 January 2012

QUAL CAVACO, DOTADO DE SUPERPODERES DE DISSOCIAÇÃO VISUAL, O TOZÉ CONSEGUE OLHAR PARA UM MADEIRENSE E DISTINGUIR A ALMA BOA E PURA QUE O HABITA DO DEMÓNIO CHIFRUDO QUE, HÁ MAIS DE 30 ANOS, DÁ MAIORIAS ABSOLUTAS A JARDIM

António José Seguro, garantiu hoje no Funchal que o seu partido “não confunde os madeirenses com o Governo da Madeira”



(2012)
THERE'S NOTHING QUITE LIKE A REAL BOOK


(roubado à Livreira)

(2012)
QUEM SABE SE NÃO ESTÁ AQUI UMA IDEIA COM FUTURO?


AJJ, Soberano Monarca do Sacro-Império da Escócia e Madeira

(2012)
FALTA DE A(R)






















(2012)
NÃO HÁ-DE SER EXTRAORDINARIAMENTE POLÉMICO AFIRMAR QUE TAL COISA CORRESPONDE AO QUE, COM O MAIS ABSOLUTO RIGOR ESTÉTICO, SE COSTUMA DESIGNAR COMO "UMA BELÍSSIMA MERDA"

“Arte Lusófona” nos CFM? + Nepotismos idiotas




























































(2012)

14 January 2012

DIZ QUE ERA UMA ESPÉCIE DE FENG SHUI MAÇÓNICO PARA TUDO CORRER BEM NA JUSTIÇA

Símbolos maçónicos comprados com dinheiro público: "Quando estava no Governo, José Magalhães adquiriu para o seu gabinete, no Ministério da Justiça, colunas de estuque imitando um templo maçónico que custaram 7500 euros ao Estado".



(2012)
DEVE SER UMA DAQUELAS COISAS QUE SÓ A MAYA (OU O SALDANHA SANCHES - INVOLUNTÁRIA E ALEGORICAMENTE, CLARO) CONSEGUEM EXPLICAR


("Expresso" de hoje)

... mas o mundo (e, em particular, o Conselho Geral e de Supervisão da EDP) é um lugar maravilhoso, pleno de mistérios.

(2012)

13 January 2012

PRESUMINDO QUE SE DIRIGE A MIM, PODE TER A CERTEZA QUE NÃO TOMAREI JUÍZO E VEREI COM MUITO BONS OLHOS O SURGIMENTO DE MAIS UM MEMBRO DA CPLP

Ou Lisboa 'toma juízo ou temos de ir para a independência', diz dirigente do PSD-Madeira


Nem mais um só soldado para as colónias!

(2012)

12 January 2012

UM CONTO DE NATAL *
(Saldanha Sanches)



Há muitos anos chegou a Lisboa com a sua mala de cartão, à procura de melhor vida, a Maria Etelvina. Uma rapariga azougada nascida numa pequena aldeia do interior. Espertalhona e desembaraçada, era aquele género de criatura, como dizia numa sábia previsão um ancião da sua terra que a tinha visto crescer, disposta a vender o pai e a mãe no mesmo cabaz. Pouco tempo depois estava casada, empregada e politicamente empenhada.

Por essa época estava-se na revolução. Os seus companheiros de emprego numa serralharia da outra banda davam vivas ao PCP, acreditavam que a União Soviética era o sol da terra e desfilavam por Lisboa de fato-macaco e bandeira vermelha. Sempre atenta ao lado de que sopram os ventos a Etelvina alinhou. Naquela altura quem mandava na empresa era a Comissão de Trabalhadores. Mais dia, menos dia os trabalhadores iam tomar o poder e a Etelvina já se estava a ver como uma grande dirigente, com limusina, motorista e casa de campo.

Testemunhos da época falam da sua jovem figura enrolada numa bandeira da União Soviética, e falam disso com uma ponta de nostalgia. Onde isso já vai! Mas os estados de alma de recorte lírico não iriam durar muito. A tomada de poder e a ditadura do proletariado não eram para amanhã. Aquela gente falava incessantemente do passado de resistência ao fascismo e dos amanhãs que cantam, mas a Etelvina não ia em cantigas.

Começou a deitar contas à vida e a libertar-se de companhias comprometedoras. Sacrifícios sim, mas só por causas mais sumarentas. E como naquela altura os cursos nocturnos rebentavam por todo o lado, lá estava a Etelvina a fazer a sua revolução por outros meios. Conseguiu entrar para um curso nocturno que ainda estava meio avariado com a ressaca da revolução (na Faculdade de Direito? Mas quem é que falou da Faculdade de Direito?) e tirou o curso.

Com boas notas e tudo. E como, é muito simples. Primeiro, a Etelvina, honra lhe seja, nunca teve medo de trabalhar. Mesmo se for um trabalho honrado, se não houver outro recurso. Segundo, sempre teve na completa falta de vergonha o seu principal activo. O que dá sempre muito jeito em especial em alturas de confusão. E aí temos a Etelvina a iniciar a sua gloriosa ascensão social. De emprego em emprego, de marido em marido, de partido em partido, a cavar duramente, com muitos esforços e sacrifícios o seu lugarzinho ao sol.

Do tipo dos sacrifícios não iremos falar. Abundam a esse respeito as histórias mais pornográficas mas nós - por pudor! - não praticamos esse tipo de literatura. E aqui temos a Etelvina já de canudo e num ponto culminante da sua carreira, prestes a criar as amizades e relações que iam determinar o seu apogeu profissional. E, com aquela forma esclarecida de pensar e agir que sempre pautou a sua conduta, tinha tomado a sua grande decisão: ganhar o máximo de dinheiro fosse de que modo fosse.

O «modus operandi» era simples: uma actividade que ela própria definia, de modo um pouco eufemístico, como tráfico de influências. Ou melhor, era realmente tráfico de influência. Na versão «hard core»: dada a forma irritantemente lenta de o Estado resolver os assuntos dos cidadãos, a Maria Etelvina, desejosa de servir o próximo, encontrou o meio para agilizar a decisão pública. Transformando, com verdadeiros passes de mágica, certos morcões que antes dormiam nas suas secretárias em funcionários diligentes e apressados.

Parece que o seu grande mestre e guia nessas artes foi o fiscal come-come. Aquele personagem de ficção (e queremos sublinhar o termo de ficção: cautela e caldos de galinha.) do Conto de Natal do ano passado. Embora também haja quem diga que foi a Etelvina que iniciou o come-come nestas práticas, permitindo o desabrochar da sua verdadeira vocação. Não interessa. O que conta é que juntos faziam maravilhas: os processos parados há anos graças a umas certas maquias a untar umas certas mãos ficavam resolvidos a contento do cliente quase de um dia para o outro. «Eu resolvo isso em quinze dias», dizia a Maria Etelvina.

Contudo, um pequeno fantasma ensombrava a bela vida deste par: e se tudo viesse a ser descoberto? Se algum invejoso (ninguém consegue convencer a Etelvina e o come-come de que este pacato modo de vida, sem mortes, sem droga, sem violência, possa incomodar alguém) os denunciasse? Se a bófia lhes deitasse a mão? E se aqueles deliciosos proventos daquela suculenta actividade fossem apenas um daqueles enganos de alma ledo e cego que a fortuna não deixa durar muito? À volta sentiam-se uns movimentos suspeitos, umas curiosidades incómodas, umas salvas de tiros que atingiam as portas ao lado.

E estavam neste transes o come-come e a Etelvina, já a gastar em tranquilizantes uma boa parte do que ganhavam com as manigâncias, quando de repente - oh que sorte, oh que boa fortuna! - tudo se resolve. As ameaças estavam afastadas. Já não ia mais ninguém para a cadeia e os que lá estavam iam sair. O que se teria passado? Que milagre lhes teria restituído o sossego? (continua no próximo ano).

P. S. Mais uma vez salientamos que este é um texto de ficção devido à delirante imaginação do autor. Que pede o especial favor de ninguém se meter dentro das suas personagens.

* a maravilhosa narrativa de Natal por que tanto ansiei e que só a inigualável camarada Leopardo foi capaz de me depositar no regaço

(2012)