26 November 2009

POIS É, DA FILOSOFIA E DA CRÍTICA DE MÚSICA SÓ SE PODE ESPERAR DESGOSTOS E DÍVIDAS...



Basta ver ao ponto que chegou um optimista antropológico e Tarzan da crítica musical: até o coração sangra ao ler tão triste história.

(2009)



Foto de Man Ray, 1921



Foto de Man Ray, 1921



Johnny Depp posing as Marcel Duchamp
posing as Rrose Sélavy, by Robert Wilson




(2009)
COMO DIRIA O SR. MANUEL TEIXEIRA
"UM HOMEM NÃO É DE FERRO, NÃO É?"
 
  
Pombo-correio entrega "billet-doux" de Wanda ao Sumo Patífice, Wojtyla 
 
"Terão João Paulo II e a psiquiatra Wanda Poltawka vivido uma história de amor? Se não foi isso, que outros laços uniam os dois para justificar a intensa troca de correspondência entre o 'Papa da solidariedade' e a sua amiga polaca, ao longo de 55 anos? O Vaticano quer saber tudo, antes de avançar com o processo de beatificação de Karol Wojtyla. 'São 55 anos de correspondência, uma vida. Portanto, será preciso pesquisar mais para evitar problemas futuros, inclusive porque não é comum uma troca tão ampla de cartas entre o Papa e uma amiga de juventude', disse ao jornal 'La Stampa' o cardeal português José Saraiva Martins , responsável emérito pela Congregação para a Causa dos Santos, que deu início ao processo de beatificação (...) De acordo com Saraiva Martins, toda a correspondência pessoal de Karol Wojtyla deveria ter sido entregue durante a fase diocesana do processo, em Cracóvia, Polónia. Agora que o processo já chegou a Roma, será preciso mais tempo de trabalho por parte da comissão do Vaticano, composta por oito teólogos". (aqui) ... e ainda o engenheiro técnico da Independente se queixa das escutas... (2009)

25 November 2009

PORTUGAL NUMA CASCA DE NOZ (I)



Ora reparem lá como não vale a pena gastar um tusto num curso de sociologia. Está tudo aqui:

"A população de Carvalho, onde Rui Pereira, 26 anos, era padre e onde vivia Fátima, 18 anos, está do lado do casal que, por amor, fugiu daquela freguesia de Celorico de Basto no final da semana passada para parte incerta. 'Um homem não é de ferro, não é? Se ele gostava dela e ela dele, acho que fizeram bem', defende ao DN Manuel Teixeira, 36 anos, proprietário do café Bons Costumes, do outro lado da estrada que o separa da igreja de Carvalho".

1º - Rui é um exemplo de jovem português que faz pela vida: há, para aí, 8 anos, quando tinha a idade que a Fátima tem agora, confrontado com as incertezas do futuro, optou pela decisão mais segura: ser padre, isto é, cama, mesa e roupa lavada para o resto da vida, sem correr o risco de ir engordar as casas decimais do desemprego. Muito melhor e mais confortável do que emigrar, com o "fringe benefit" da respeitabilidade campesina.

2º - O Rui é padre mas, moço luso de sangue vermelho - como diz o sr. Teixeira (proprietário de um café que, note-se, dá pelo nome de "Bons Costumes"), "não é de ferro, não é?" -, não conseguia lidar com a catraia que o "ajudaria nas lides da igreja, seria uma espécie de secretária", mantendo as mãos apenas ocupadas com o missal, o cálice e as hóstias. Não é caso único: muitos outros, antes dele, tiveram idênticos problemas com as secretárias. E nem todas se chamavam Fátima o que, para um eclesiástico, deve dar um picante assaz particular.



3º - Não deve passado muito até que, como diria a Suelly que exerce a arte real no "Fruto Proíbido", de Mondim, "tenha rolado um clima". E o bom povo que, certamente, organiza excursões anuais à outra Fátima, pelo 13 de Maio, está solidário e compreende. É bonito e é assim mesmo que deve ser. Até porque o padre Rui foi "sempre muito devoto às coisas da igreja, era muito organizado, e queria sempre tudo direitinho".

"'Ele por um lado fez bem, por outro fez mal porque vamos ficar sem padre', lamentou Tânia [empregada de balcão no Bons Costumes]".

4º - Sábio espírito prático, o da Tânia. Ninguém se amofina que o padre Rui e a Fátima (cuja madrinha era "filha biológica" da família de que ela era "filha adoptiva" - notar a temática arreigadamente portuguesa e contemporânea) tenham preferido os valores da carne aos do espírito. Mas quem é que vai, agora, limpar o pó ao véu da Nossa Senhora e baptizar o Sandro Felício, quando, em Agosto, ele voltar com os pais de Clichy-sur-Vidange? Não foi com rupturas sociais destas que se construíram as grandes pátrias.

"Manuel Teixeira aproveita para lembrar que não é o primeiro caso de amor: 'Já o anterior padre, de quem gostávamos muito, também foi embora, expulso pela diocese de Braga, depois de se ter envolvido com uma mulher'. E Tânia solta, entre risos, a resposta: 'É que as mulheres aqui são como as sardinhas, pequeninas, mas muito bonitas!'". (aqui)

5º - Lá está, as cachopas têm o diabo no corpo e os pobres moços acabam por ser as vítimas inocentes. Se a diocese de Braga tivesse juízo e assobiasse para o ar, era só ver como se multiplicavam as vocações para o sacerdócio! Para o quadro sociológico ser perfeito, só falta uma peça indispensável: a bola. Mas quase jurava que, aos fins de semana, o Rui ia dar uns toques no campo do Celoricense.

(2009)
CONHECER A VIZINHANÇA



Por aqui, fico, pois, a saber que a boa nova do partido da filósofa Laurinda chegou a 251 vizinhos; que há, nas redondezas, 40 elocutores compulsivos da frase "o que fazia falta eram 10 Salazares!" (e não devem estar todos estacionados na praça de táxis, ali ao fundo); que, vá lá saber-se porquê, houve 66 almas que se lembraram de votar no PND; que 10 inexplicáveis criaturas se deixaram convencer por estes pândegos; e que - para além de mim - mais 163 fregueses votaram nulo (ou, então, estão a precisar de mudar de lentes). Tudo isto, naturalmente, altera de forma irremediável o olhar que se lança em volta quando se está a tomar a bica ao balcão.

(2009)

24 November 2009



Marcel Duchamp e Eve Babitz (Julian Wasser, 1963)


M. D. (Jacqueline Matisse Monnier, 1950)


M. D. (Kay Bell Reynal, 1952)

(2009)
CRAP DETECTOR WANTED



Morrissey - Swords

Por um pagamento justo mas não exorbitante, ofereço-me, desde já, para ser responsável pelo primeiro álbum verdadeiramente fundamental da carreira a solo de Morrissey, desde Vauxhall And I (1994). O que nem sequer exigirá um esforço desmedido mas apenas um apurado "crap detector", capaz de, por entre Southpaw Grammar (1995), Maladjusted (1997), You Are The Quarry (2004), Ringleader Of The Tormentors (2006) e Years Of Refusal (2009), incinerar todos os desnecessários resíduos e preservar as mais do que suficientes pérolas que (especialmente os três últimos), indiscutivelmente, contêm. A lógica não seria exactamente a do Best Of mas, antes, a de procurar religar, neste percurso, aqueles que foram os momentos em que Morrissey evitou pôr o pé em falso e, de meio disco conseguido em meio disco falhado, reconstruir-lhe um reportório à altura, que não nos deixe eternamente a suspirar pelo paraíso perdido dos Smiths.



De Swords – compilação de 18 lados-B de singles dos seus três últimos álbuns de estúdio –, não haveria enorme contribuição. O que, sendo Morrissey um fiel do velho Culto da Arte Perdida do Single (cujo grande segredo só revelado aos iniciados superiores consiste no conhecimento de que é nos lados-B que devem ser procurados os maiores tesouros), é assaz surpreendente. Mas sobreviveriam, certamente, o ternamente sórdido "Christian Dior" (“Christian Dior, you wasted your life sensually stroking the weaves of a sleeve, you could have run wild on the backstreets of Lyon or Marseille, reckless and legless and stoned, impregnating women or kissing mad street boys from Napoli who couldn’t even spell their own name”), o rebuçado envenenado dedicado ao LAPD, "Ganglord" (“They say ‘to protect and serve’, but what they really need to say is get back to the ghetto”) ou, apenas pelo oh quão morrisseyano título, "My Life Is A Succesion Of People Saying Goodbye". Que, pensando bem, poderia ser o mesmo do tal álbum que o traria de volta ao Olimpo das divindades pop.

(2009)
E, A POUCO E POUCO, UM POR UM, OS RATINHOS VÃO SAINDO DA TOCA



"[António Vaz Carneiro, director do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência] Defendo apenas a vacinação de grupos de risco muito selectivos. Fundamentalmente porque acho que esta doença não tem gravidade suficiente que justifique a vacinação maciça. Entendo que, como neste momento o impacto global da doença na população portuguesa, comparando com outras, não é tão importante como isso, então a despesa envolvida não se justifica. É só nesta altura que uso o argumento do dinheiro. Há quem calcule que o gasto [todos os custos com a doença] já ascende a 67 milhões de euros. Não é razoável. Então os portugueses continuam a morrer tranquilamente de doenças cardiovasculares e estamos todos preocupados com a gripe?

Acha, portanto, que o investimento que se fez nesta vacina (45 milhões de euros) não se justifica?
Na minha opinião, não.

A verdade é que a maior parte dos governos nos países ditos civilizados aderiram a uma vacinação em massa. Porque terá isto acontecido, então?
Este é o case-study mais interessante que os media podiam e deviam estudar. Os governos reagiram hipervalorizando o risco. Foram decisões políticas.

Mas foi a OMS que declarou a pandemia de gripe e a sua posição foi determinante para que se chegasse ao cenário actual.
Sim, mas a OMS, na minha opinião, sai muito chamuscada desta situação. A posição da OMS é insustentável, errada. O impacto desta doença é pequeno e os recursos são escassos. Então vou eleger como prioritário, como problema central da minha política, o problema da gripe? Agora, quando todos os governos decidem comprar maciçamente vacinas é muito difícil que o Governo português não o faça também. A minha crítica é que isto vai provocar uma disrupção na comunidade, o que é inaceitável.

E o papel das autoridades de saúde?
As autoridades não foram capazes de desdramatizar a situação, entraram num comboio que não conseguiram parar e neste momento há problemas fascinantes como o da França - que encomendou 90 milhões de doses - e está a tentar desesperadamente colocar no mercado mundial 45 milhões de doses, porque só 50 por cento dos franceses se vão vacinar. Entraram por um caminho sem retorno. (aqui)



O presidente da Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, Miguel Oliveira da Silva, não concorda com a vacinação em massa e não vai vacinar-se: "Se não me vacino habitualmente para a outra [a sazonal] porque é que me vou vacinar para esta, que sei que não é mais grave?". "Acho que houve um alarmismo exagerado e um certo aproveitamento político", defende. Se a taxa de adesão continuar a ser inferior ao que se esperava - não só do lado dos profissionais de saúde, mas também da população em geral -, o médico deixa uma questão face à possibilidade de sobrarem metade das vacinas: "Quem vai ser responsabilizado por ter mandado para o lixo 22,5 milhões de euros [Portugal encomendou seis milhões de doses no valor de 45 milhões de euros]?" (aqui)

... e nunca será demais (re)passar por aqui.

(2009)

23 November 2009

CITY GHOSTS (XXXIV)

Lisboa, Portugal, 2009















(2009)
E ASSIM LITERALMENTE SE ESFUMARAM
AS REDUZIDAS HIPÓTESES DE ALGUMA VEZ
EU VIR A SER CLIENTE DO ESTEVES TRABALHO...




"A Apple é acusada de não prestar assistência técnica a computadores de clientes que fumam, alegando que os aparelhos estão 'contaminados' e podem prejudicar a saúde dos técnicos". (daqui)

... a menos que o Tarantino queira passar da ficção à realidade e comercializar a sério a sua "cigarette brand":



(2009)
PEHDTSCKJMBA



Tom Waits - Glitter And Doom Live

Procurem, no YouTube, a conferência de imprensa de lançamento do “Glitter And Doom Tour”, de Tom Waits, no início de Maio do ano passado. Sob o ruído de aclamações e risos, uma voz pergunta-lhe “quem planeia as tournées?”. Sempre em plano fixo, muito didacticamente, Waits responde: “Não têm nada de aleatório. Se pensarmos, desde o princípio dos tempos, sempre olhámos para o céu nocturno, em busca de orientação”. E faz descer um mapa dos EUA, para o qual aponta: “Se ligarmos as cidades, nesta rota pelo grande sudoeste, que começa em Phoenix, no Arizona, descobrirão um padrão que começa a emergir e que corresponde à constelação de Hidra. Reparem, agora: a primeira letra de cada cidade, forma aquilo a que chamamos um acrónimo: ‘PEHDTSCKJMBA’. Vamos, então, decifrá-lo. Acompanhem-me: ‘People envy happiness; dogs, though, sense courage, knowing jubilation means better ass...ets’. Muito profundo. Recordemos, pois, a palavra-chave desta digressão de Verão: PEHDTSCKJMBA”. E, pouco depois de ter convidado os presentes a entoar colectivamente o mantra, retira-se da mesa e o plano abre-se sobre uma sala com meia dúzia de assentos vazios.



O traçado de PEHDTSCKJMBA tem uma relação tão duvidosa com a configuração de Hidra como a justificação que, em 2006, Tom Waits apresentou para outra digressão (“Preciso de ir ao Tennessee comprar fogo de artifício e há um tipo que me está a dever dinheiro no Kentucky”); mas ambos fazem absoluto sentido no seu peculiar universo privado. Em palco, de Milão a Knoxville, de Tulsa a Paris, de Dublin a Atlanta, Edimburgo, Jacksonville, Birmingham e Columbus (as dez cidades de que Glitter And Doom Live cola fragmentos dos respectivos concertos, como se de um único espectáculo se tratasse), o sentido amplificou-se de tal modo que a definitiva consagração chegou sob a forma de rendição incondicional, traduzida em declarações de vassalagem tais como “duas demasiado curtas horas de música, poesia, mímica, vaudeville, contorcionismo, murmúrios, rugidos, amor, surpresa, a doce e escassa ditadura do inesperado”, “uma viagem às fontes do cancioneiro americano de onde se regressa com uma teoria alternativa da sua evolução”, “por um lado, 'performance art', por outro, 'roadhouse blues revival', é como uma expedição atribulada através de uma sala de espelhos quebrados” ou “fica-se com a sensação de que não comprámos um bilhete para um concerto mas sim para um outro mundo”.



Para quem lhe conhece a obra e, especialmente, para os que já provaram do opulento banquete agridoce que é um concerto de Tom Waits, não é necessário qualquer acto de fé para acreditar nestas palavras. Mas, na versão do circo-PEHDTSCKJMBA (manifesto alternativo: “Vamos para o Sul profundo, onde ainda se aprecia um homem que veste calças vermelhas e o fazem sentir-se em casa”) e sua extensão europeia – acompanhado por Seth Ford-Young (contrabaixo), Patrick Warren (teclados), Omar Torrez (guitarras), Vincent Henry (sopros), e pelo fillho, Casey Waits (bateria e outras percussões) –, a marmita a ferver de blues, nacos de calipso, country, soul e cabaret, ossadas roídas de tango e boogie, batucadas em pântano vudu, beatas chupadas de jazz, pregação demente e surreal ciganagem estética generalizada, cozinhou o tipo de riquíssimo caldo alimentar – dezassete colheradas, predominantemente recolhidas nas últimas duas décadas de actividade do chef Waits – cuja digestão exige ser prolongada mas que, mesmo sem inclusão de estimulantes espirituosos ou outros, transporta o corpo e a alma para aquele estado de beatitude pós-prandial só reservado aos grandes pecadores. Para rebater, um segundo CD de “Tom Tales” acerca de abutres, sopas de suásticas, o eBay, legislação esotérica e rituais de acasalamento dos insectos.

(2009)

22 November 2009

ABAIXO O RESGATE!!!

16 corpos de vítimas do acidente com o voo 447 foram recuperados
 
O código restrito vocabular dos "neanderthal" redactores de material noticioso atingiu, nos últimos anos, o nadir absoluto e o seu símbolo maior é "o resgate": não há homem, nem mulher, nem gato, nem cão, que, preso num desabamento, num navio à deriva, num incêndio, num acidente, num atentado, num elevador ou num poço, não tenha de ser... "resgatado". Suplica-se-lhes que se apercebam que, em rigor, "resgatar" alguém, implicitamente, pressupõe um "rapto" ao qual se poderá pôr termo através do pagamento de um "resgate". E que, mesmo alargando o campo semântico, e aceitando (generosamente) que "resgatar" possa ser utilizado neste contexto, há sinónimos suficientes para não nos massacrarem, implacavelmente, os tímpanos com o "r word": salvar, libertar, desencarcerar, soltar, desembaraçar, recuperar, livrar. Eternamente grato. edit: já agora, as "evidências" preferem ser tratadas como "provas". (2009)
AS "TESES DE ROMA" DO PRESIDENTE RATZINGER


"O Papa Bento XVI recebeu ontem 260 artistas aos quais pediu que não tenham medo de dialogar com os crentes, garantindo ao mesmo tempo que a Igreja quer 'restabelecer a amizade com os artistas'. (...) O Papa pediu também aos artistas que transmitam a verdadeira beleza da arte, recusando as formas de 'propaganda' e ilusão que ela por vezes traduz. 'Trata-se de uma beleza sedutora mas hipócrita, que desperta' a vontade de poder, de 'prepotência sobre o outro', assumindo o rosto da 'obscenidade, transgressão ou provocação'.

Oh quão delicioso e santíssimo matrimónio estético/teológico entre o pensamento filosófico português do Diácono Remédios e as Teses de Yenan do Presidente Mao Tsé-Tung!... *

"O poeta José Tolentino Mendonça, um dos convidados presentes, resumiu ao 'Público' a forma como leu o discurso de Ravasi [Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura]: "Ele criticou alguma arte contemporânea auto-referenciada e fechada nos seus próprios limites, mas disse também que a Igreja deixou de lado a questão estética e tem repetido acriticamente modelos do passado e não tem construído uma estética moderna e contemporânea". (aqui)

Enquanto aguardamos, então, com mal disfarçada ansiedade, o "Livrinho Vermelho" do Presidente Ratzinger, sugere-se que, numa manifestação de abertura ao "diálogo inter-confessional", o Sumo Patífice aceite considerar a proposta FlorCaveira:



* "Some works which politically are downright reactionary may have a certain artistic quality. The more reactionary their content and the higher their artistic quality, the more poisonous they are to the people, and the more necessary it is to reject them" (Teses de Yenan, Mao Tsé-Tung).

(2009)
ANTÓNIO JOSÉ "BALDRICK" MORAIS

"I have a cunning plan"

Depois das tropelias da "Cova da Beira" ("Cova da Beira, so much to answer for..."), da pluridocência na Universidade Independente em prol das turbo-licenciaturas, e de mil e um outros trepidantes "cunning plans", "Baldrick", segundo o "Expresso", "está na mira do Ministério Público em mais dois inquéritos-crime (...) por suspeitas de branqueamento de capitais e pelo modo irregular como alegadamente foi gerida a construção de esquadras de polícia e quartéis da GNR na época em que era responsável por todas as obras e novos equipamentos de comunicação do Ministério da Administração Interna", para o qual entrou, em 1995 - quando era professor de Sócrates, na Independente -, como assessor do Secretário de Estado, Armando Vara (também licenciado pela practicamente "Ivy-Leaguer", Independente).


(2009)