O Neeleman não só nunca criou os voos Lisboa-Kolob como, agora, anda armado em financiador de Professores Karamba
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17 May 2020
29 August 2019
O ex-"sit-down comedian", comentadeiro da bola, crítico de fotografia, "charmoso" de Parque Mayer, inquilino da Casa dos Bicos, crítico musical e candidato a vocalista de rock representa a pátria na inauguração da estação espacial de Lisboa com voos para o planeta Kolob e cobre de louvores a ficção sci-fi (mas tenham lá cuidadinho com as subtilezas de linguagem...)
15 August 2019
Aparentemente, em Portugal, os candidatos a passageiros e tripulantes das naves para Kolob são "mais de 40 mil"; actualmente, o post deste blog que narra a formidável história desse projecto conta 51 577 visionamentos - exigimos, no mínimo, uma placa de agradecimento junto à porta de entrada do edifício-sede local da empresa! (e não vale argumentar que "foram as telenovelas e tal...")
14 August 2019
Já aí está a estação espacial de Lisboa com voos para o planeta Kolob! (um projecto de exploração do universo com 200 anos de história)
02 June 2019
Profissionais da superstição anglicanos impedem profissionais da superstição etíopes de organizar uma "viewing and prayer session" junto a uns calhaus e uns paus de acácia onde, vá lá saber-se porquê, o Grande Fantasma Cósmico terá a sua residência terrestre... ao menos, com os mórmones, o DCT (Dono do Cosmos Todo) vive lá longe, no planeta Kolob, e ninguém tem de se amofinar a discutir quem é o responsável pelas chaves da propriedade
Profissional da superstição etíope transportando à cabeça o divino condomínio
20 August 2018
O residente em Kolob anda preocupado com problemas de linguagem e comunicou ao seu funcionário na Terra que os mormons não devem chama-se mormons (problema, aliás, já antigo e com direito a série de TV e tudo)
10 June 2018
18 November 2017
Os verdadeiros Mormons tal como Joseph Smith os queria, antes de, em 1890, o "profeta" Wilford Woodruff ter recebido um fax urgente do tipo de Kolob
24 June 2017
29 January 2017
Se quiserem ler a história bem contadinha, com todos os pormenores, espreitem aqui; mas o que interessava mesmo saber é quando é que o Neeleman trata dos voos regulares para Kolob
... e a tese de mestrado do "profeta" na "so-called"-universidade do Relvas é aguardada com enorme expectativa...
02 January 2017
É um aborrecimento. Ninguém quer ir abrilhantar a cerimónia de inauguração da presidência de Donald Trump. Elton John escusou-se alegando que é inglês, não tem nada a ver com a política norte-americana, não joga na equipa dos Republicanos e já tinha, aliás, protestado contra a utilização da sua canção "Rocket Man" na campanha eleitoral. Com justificações várias, outras vedetas nem sequer particularmente politizadas ou militantes – Celine Dion, Andrea Bocelli, Garth Brooks – pediram dispensa. Em pânico, o "staff" de Trump, contratou Suzanne Bender (produtora de êxitos de televisão como “American Idol” e “America’s Got Talent”) para a específica missão de recrutar celebridades. O alvo eram espécimes como Justin Timberlake, Katy Perry, Beyoncé e Bruno Mars. Mas, se em relação ao apolítico Mars ainda poderiam sonhar, os restantes, sonoros apoiantes de Hillary Clinton, eram óbvios tiros na água. Nada feito: mesmo com garantia de cachets chorudos e futuras honrarias, nenhum aceitou. Um bocadinho mais humilhante foi a não comparência de uma única "marching band" das escolas públicas de Washington D.C. que haviam participado nas cinco últimas inaugurações presidenciais: aparentemente, os miúdos não manifestaram interesse em desfilar pela Pennsylvania Avenue festejando Trump.
E, assim, indo pela cadeia alimentar das notabilidades abaixo, o elenco encontra-se reduzido à equipa B dos Beach Boys (sem Brian Wilson nem Al Jardine), a uma ex-concorrente do “America’s Got Talent”, Jackie Evancho, e ao Mormon Tabernacle Choir, essa veneranda instituição da pitoresca seita religiosa que acredita num Deus residente no planeta Kolob e apenas em 1978 se resignou a admitir negros no seu seio. A cerejinha no topo do bolo seriam, porém, as manobras de pressão para que a companhia feminina de dança do Radio City Music Hall, The Rockettes (que, curiosamente, também só integrou bailarinas afro-americanas a partir de 1987), se apresentasse ao serviço. Inicialmente pressionadas pela AGVA – o sindicato (!) dos artistas de variedades – com ameaças de despedimento, perante o protesto público de muitas (“Seria chocante actuarmos para um homem que defende tudo aquilo a que nos opomos”), ficou acordado que somente seriam convocadas aquelas que, livremente, o desejassem. O que, naturalmente, não evitou que, de imediato, se comentasse quão apropriado seria, na tomada de posse de Trump, haver um grupo de mulheres obrigadas a usar o corpo contra a sua vontade...
25 November 2016
Todos em côro: queremos o gajo que tem ligação directa com Kolob (e não o fã dos sociólogos de Palo Alto)!
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23 March 2016
BREAKING NEWS - ATENTADOS
DE BRUXELAS:
DE BRUXELAS:
A conspiração mórmon!!!
Presumivelmente, já em fuga para Kolob
28 November 2015
Há que resolver rapidamente o processo da TAP mas, por favor, mantendo o Neeleman envolvido: em breve, Lisboa disporá do seu próprio "hub" de voos para Kolob! (além de que, para a recuperação da economia, é fundamental manter boas relações com grandes empresas multinacionais)
12 December 2013
Bryan Ferry nem sonhava no sarilho em que se ia meter (embora, talvez, devesse) quando, em Abril de 2007, numa entrevista à edição de domingo do jornal alemão “Die Welt”, elogiou o sentido da encenação e a espectacularidade do regime nacional-socialista de Adolf Hitler: “Falo dos filmes de Leni Riefenstahl, dos edifícios de Albert Speer, das grandes movimentações de massas, das bandeiras. Absolutamente fantástico. Verdadadeiramente belo". Instantaneamente, o mundo – dirigentes de comunidades judaicas, responsáveis políticos e clientes da Marks & Spencer, com quem Ferry celebrara um contrato de publicidade – caiu-lhe em cima. Razoavelmente embaraçado, o ex-estudante de Belas-Artes, logo no dia seguinte, apresentava "desculpas incondicionais por qualquer ofensa causada pelos meus comentários sobre a iconografia nazi, que foram feitos exclusivamente de um ponto de vista da história de arte” e fazia questão de sublinhar que “como qualquer pessoa sã de espírito, considero o regime nazi e tudo o que ele representou, maligno e abominável”. Verdadeiramente interessante é que, se, em vez de se ter referido à estética do nacional-socialismo, Ferry tivesse preferido falar do assombroso cinema de Eisenstein ou do glorioso "kitsch" das óperas da Revolução Cultural Chinesa (ambos armas de propaganda ao serviço de regimes responsáveis por um número de vítimas não inferior ao da barbárie nazi), é bem possível que a entrevista não tivesse provocado nenhum sobressalto.
Mas poderia também ter recordado o Côro do Exército Vermelho, essa venerável instituição fundada, em 1929, nos primórdios da União Soviética, e ainda hoje em actividade que, na condição de embaixadora de charme, está para a imperial Mãe-Rússia como o Mormon Tabernacle Choir está para a agremiação da divindade que habita o planeta Kolob. Dividido em dois colectivos, o veterano Alexandrov Ensemble (criação de Alexander Vasilyevich Alexandrov, Artista do Povo da URSS, Prémio Estaline, autor do Hino da União Soviética e do Exército Soviético) e o MVD Ensemble, dez anos mais jovem e actual organismo oficial do Ministério do Interior da Federação Russa, tanto um como o outro demonstrarão, certamente, muito pouco apreço pela estética-punk das Pussy Riot, até porque continuam a seguir fielmente a doutrina que, em 1946, Andrei Zhdanov, comissário para a política cultural soviética, estabeleceu: combatendo “a música falsa, vulgar e com frequência, simplesmente patológica” de Shostakovich ou Prokofiev, contra o excesso “do som dos pratos e tambores”, exigia “uma música natural e formosamente humana” (opinião, aliás, próxima da de Joseph Ratzinger, que, em 2001 – na qualidade de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, sucessora da Sacra Congregação do Santo Ofício –, acusava o rock, essa “expressão de paixões elementares”, de “perturbar os espíritos pelo ritmo, o barulho e os efeitos luminosos”). Formosamente viril e naturalissimamente harmónica, entre "Kalinkas", "Barqueiros do Volga" e (diria Zhdanov, não Putin) o indesculpável desvio de direita do "Ave Maria", de Bach, podem comprová-lo escutando o MVD no recente duplo The Soul of Russia:The Ultimate Collection.
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