12 October 2026

Vanishing Twin - Pensiero Magico 

 (2021 Concert Film)

(daqui e daqui)

É só mesmo um lembrete...
(em 314 episódios)
 

FRONTEIRAS POROSAS

O álbum Archives (5º dos Vanishing Twin após Choose Your Own Adventure (2016), The Age of Immunology (2019), Ookii Gekkou (2021) e Afternoon X (2023) - parece menos um álbum convencional e mais uma colecção de emissões fragmentárias, vagamente recordadas e discretamente hipnóticas. A banda sempre habitou um espaço algures entre o futurismo psicadélico, a electrónica kosmische e a música experimental, mas aqui essas fronteiras parecem particularmente porosas. Os conceitos de autoria dissolvem-se na música dos Vanishing Twin, com os membros - Cathy Lucas, Valentina Magaletti e Susumu Mukai ­- a trocarem de instrumentos e a perderem-se no momento colaborativo e na floresta sonora criada. Para o reencontro, trouxeram mesas repletas de samplers, pedais de efeitos, mellotrons, loopers, violoncelos, cítaras, kalimbas, flautas impressas em 3D, colagens de cut-ups vocais e instrumentos caseiros, prontos a ser explorados. (daqui; segue)

"Sugar Stone"

09 October 2026

David Byrne reveals how he got into Elon Musk's head to write his song for the documentary Musk

STREET ART, GRAFFITI & ETC (CCCLX)
 
Paris, França, 2026



"'I am sitting on the back of a man'  reads the text on the statue’s plinth. 'He is sinking under my burden. I will do anything to help him. Except step down from his back'"
... pois...
 

Edit (12:26) - ... poizé...

08 October 2026

This Proves Trump Is About to Get His Bubble Burst | The Daily Beast Podcast

 

"بس کن ای دل"

(sequência daqui) O álbum atravessa oito séculos de poesia, de Rumi e Saadi a autores modernos como Sayeh e Siavash Kasrai. Palavras antigas que, para Movahed, continuam a falar ao presente: “São intemporais. Se preservarmos esta tradição e esta música, ela encontrará sempre o caminho para o público certo”. Entre cordas e sopros tradicionais e o quarteto de cordas clássico, a voz de Movahed move-se num delicado jogo de transparências. O disco assinala ainda a sua estreia no Rast-Panjgah, o mais complexo dos sete modos da música persa. Together Yet Alone é, assim, mais do que um regresso às origens, uma forma de permanecer ligada a uma terra, de preservar uma memória e, sobretudo, de acreditar que a voz, a dignidade e a beleza do Irão voltarão a erguer-se.

05 October 2026

STREET ART, GRAFFITI & ETC (CCCLVIII)
 
Paris, França, 2026


DESAFIAR O SILÊNCIO
O coração de Bahar Movahed nunca deixou o Irão. Mesmo a milhares de quilómetros, na Califórnia, a cantora continua a escutá-lo nas ruas, nas vozes e na bravura de um povo que permanece na sua música. Foi dessa distância, simultaneamente pertença e solidão, que nasceu Together Yet Alone, um álbum onde a memória, a dor e a esperança encontram a mesma voz. Nascida no Irão e hoje radicada nos Estados Unidos, Movahed regressa às raízes da tradição clássica persa com profunda reverência pelo radif, a vetusta colecção de melodias sobre a qual assenta a música tradicional iraniana. Mas o seu gesto é também político: cantar em farsi, a sua língua materna, é desafiar o silêncio imposto às mulheres que ousam fazer ouvir a sua voz. “Sou uma de entre os milhares de mulheres cuja paixão é cantar, mas que são silenciadas”, afirma à Bandcamp. Depois de um primeiro álbum em curdo, Together Yet Alone é a sua primeira gravação a solo em farsi. Pianista e intérprete de tanbour curdo, entre outros instrumentos, Movahed resume a sua resistência numa frase: “Só quero que a música seja ouvida. Estou de luto, sim, mas viva”. (daqui; segue para aqui)
 
"Together Yet Alone"