"Ràreche"
(sequência daqui) O início do domínio espanhol sobre Nápoles remonta a meados do século XVI, tendo marcado profundamente a cultura napolitana. LA NIÑA reflecte os cânones da influência estética e cultural da Espanha em Nápoles, inserindo-se no renascimento artístico napolitano de uma forma bastante peculiar. Carola ensaia uma explicação: "Digamos que a minha estética é o resultado inevitável de uma fusão antiga entre duas culturas. A dominação espanhola em Nápoles durou século e meio influenciou a pintura, arquitetura e, sobretudo, a língua. O napolitano não é uma língua regional; é uma língua mundial!", proclama ela à "Scomodo", "a região da Campânia, ao longo dos séculos sofreu dominações diversas e cada uma deixou vestígios linguísticos, criando um dialecto que funciona como uma língua de mundos diferentes". É por isso que um pouco de Espanha está sempre presente no parto de cada napolitano. O próprio nome LA NIÑA, de origem hispânica, tem a sua equivalente napolitana: "a nenna" (bebé – menina – rapariga). Assim, "em vez de falarmos sobre uma imagem ou estética que eu tenha criado, talvez devêssemos falar de genética ou geopolítica. Nápoles é hoje a cidade mais internacional de sempre e espero que LA NIÑA consiga reflectir todo o seu multiculturalismo". É, pois, algo como a proverbial jangada de pedra que, sob a forma da napolitana La NIÑA, se desloca pelo Mediterrâneo, ao encontro do palco do Castelo de Sines (ocorrido na 5ª feira, 23 de Julho, pelas 22h15). (segue para aqui).
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