28 July 2026

A ESTRADA ABERTA
Jon Landau - o agente artístico que cunhou a profecia "Vi o futuro do rock'n' roll e ele chama-se Bruce Springsteen" -, costumava conversar com Bruce durante horas sobre música, livros e filmes (uma conversa ainda não interrompida). Enquanto gravavam Darkness On The Edge Of Town, recorda ele, Springsteen falou-lhe de um filme que tinha visto na televisão, sem ter memorizado o título. "Ele começou a descrevê-lo, e, a certa altura, interrompi-o: 'Bruce, isso é As Vinhas da Ira'.'". Ele respondeu: ‘É a melhor coisa que já vi’!" Perguntei-lhe: "O que é que gostaste mais?" E ele respondeu: "Tudo. As imagens, a intensidade, a concentração, a arte, tudo" E eu disse: "Sabes que foi o John Ford que o realizou?" E ele disse: "Sim, sim, já ouvi falar dele...". Foi nesse momento, diz Landau, que Springsteen começou a olhar para o cinema de uma forma completamente diferente. A adaptação de John Ford de As Vinhas da Ira, de John Steinbeck (1940), deixou-lhe, talvez, a marca emocional mais profunda: "O humanismo do filme afectou-me profundamente. Quero um pouco disso na minha música". (daqui; segue)
 

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