26 June 2008

O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (II)

Laurinda Alves



"Alguém disse que o Bem e o Mal são igualmente contagiantes, mas o Bem é infinitamente mais luminoso. Lembrei-me de mais esta frase nos dias de rescaldo dos incêndios na Grécia"

(2008)

17 comments:

Anonymous said...

Até que enfim surge algo de novo no campo da filosofia. Toda a gente sempre a citar o Nietzsche "Temos a arte para não morrermos da verdade" e etc e eis que mesmo em frente ao nosso nariz aparecem aforismos deste calibre. Claro que nem toda a gente é capaz de captar o sentido de tais iluminações, mas a filosofia não é para todos.

João Lisboa said...

Uma das que coisas que mais aprecio no pensamento Laurindiano é a produção do sentido através do choque/fricção dos contrários. Neste caso, a luminosidade fulgurante do Bem que emerge, paradoxalmente, da contemplação das labaredas nos trágicos incêndios da Grécia.

Anonymous said...

Contributos para uma hermenêuticas lauriandina:
Do ponto de vista semântico as possibilidades são infinitas; não é apenas o bem e o mal - é o próprio estilo que é luminoso, contagiante e resplendor.
Reparem depois no modelo de citação universal, rigorosíssimo e erudito, que consiste em invocar antes de qualquer ditado popular a expressão "alguém disse" - modelo, de resto muito próximo do "tenho um amigo meu" que... brilhante e humilde como um kispo à chuva (metáfora, de raiz, laurindiana…)...
Finalmente atentem no detalhe da construção "mais esta frase" - que deixa à sugestão a plenitude de ser antecedida de outras, muitas outras, e eventualmente, precedida de muitas mais...
Perante estes aforismos, agustina bessa luís, para não ir mais longe ("alguém disse que", é o que é,) até soa a escolar redacção primária...

Anonymous said...

Não sei conheces esta pérola João.

Anonymous said...

Não sei se

Anonymous said...

Do que mais gostei, fora a profundidade do pensamento, foi o sorriso e a perfeita combinação dos tons achocolatados do cabelo e das roupas. Um sentido clássico de vestir, com um toque sessenta da jaqueta com zíper (um toque de rebeldia). O vintage aliado ao contemporâneo.
O cabelo ao estilo chanel revisitado é perfeito.

menina alice said...

Partindo do princípio que esta rubrica vai continuar, anseio por se te acabarem as fotos da Laurinda. São sábias as palavras, mas ela não é muito bonita. Ou então sou eu, armada em canónica, deixa...

João Lisboa said...

"São sábias as palavras, mas ela não é muito bonita"

Que tolice, menina Alice! (esta rima parece-me carregada de futuro)

Não só isso é uma subjectivíssima questão de gosto pessoal, como deverias saber perfeitamente que aquilo que conta, acima de tudo, é a beleza interior.

Mas a verdade é que não abundam fotos da filósofa. Coisas de quem prefere o recato reflexivo às luzes ofuscantes dos media.

João Lisboa said...

"Não sei conheces esta pérola João"

Tenho ideia de já ter por lá passado... mas andava perdida pelos ignotos túneis do oblívio. É, sem dúvida, uma peça importante no corpus laurindiano.

Anonymous said...

É tão fácil gozar com os fracos, interessante seria avacalhar deste modo alguém considerado, tipo waits ou eno ou glass,ou então elogiar algumas das coisas que a Laurinda diz.

Criticar deste modo uma pessoa tão facilmente criticável e gozável é um exercício de gratuitidade.

Gosto muito do seu blog, não esperava que entrasse por este estilo de posts.

João Lisboa said...

"É tão fácil gozar com os fracos, interessante seria avacalhar deste modo alguém considerado, tipo waits ou eno ou glass,ou então elogiar algumas das coisas que a Laurinda diz"

Mas, diga-me: onde viu uma partícula de "gozo" ou "avacalhanço"? Em que palavra, frase ou parágrafo enxergou mais do que louvor e veneração? Por outro lado, "avacalhar" - se é isso que lhe interessa - o Waits é praticamente impossível (ele trata do assunto muito bem, sem precisar de ajuda); sobre o Eno (tivesse eu, por exemplo, tido a paciência para ouvir o último dos Coldplay) seria quase inevitável; e, quanto ao Philip Glass, desde há bastante tempo que digo que se tornou, praticamente, uma máquina de encher chouriços.

João Lisboa said...

E, já agora, por que motivo considera a Laurinda Alves "uma pessoa tão facilmente criticável e gozável" (repare que, até agora, é o primeiro a assinar - ainda que anonimamente... - o comentário mais verdadeiramente humilhante e achincalhante acerca destes posts)?

Dirigiu diversas publicações (uma delas, a "Xis", distribuída com o "Público"), foi cronista semanal do mesmo "Público" (isto é, imprensa de referência), é, portanto, aquilo que só se pode encarar como "alguém considerado".

Porque a desconsidera?

Anonymous said...

Também eu estou chocado… E intriga-me como pode alguém que diz conhecer Eno, Waits e Glass – nesse tom familiar que advém da citação reduzida ao apelido; e, claro, pior seria se citasse o Brian, o Tom e o Philip, mas, já agora, porque não? – pode achar que aqui alguém quis dizer menos que bem de Laurinda Alves …
De resto, e só para acabar, o Eno é careca e urina em obras de arte, mesmo se são urinóis, que se encontram expostas em espaços públicos…; o Waits dá-se com sem-abrigo e frequenta ou frequentou espeluncas; e o Glass está gordo e minimalista em todas as direcções… Além disso, parece que uma vez Eno terá dito em público qualquer coisa tão frívola como “era mais um destes, se faz favor”; diz que Glass disse o mesmo mas quatro vezes, e continuou a dizê-lo mesmo depois de lhe terem dado o que queria; e parece que Waits já nem terá dito nada nessa ocasião. Consta, ainda por cima, que depois nenhum deles agradeceu.
Só por isto já se vê… o horror, o horror…

Anonymous said...

Eu ainda e sempre "Anonymous", a fama me dá arrepios.
Qual o problema de criticar pessoas fáceis de criticar? Todos precisamos
de um tempo de lazer. Profundidade demais às vazes aborrece. Gosto muito do blog.

bookworm said...

É difícil de descrever o impacto que esta singela reflexão teve em mim. Rio descontroladamente, deve ser do nervoso, enfim... nem todos os dias nos deparamos com uma pessoa capaz de vislumbrar a Luminosidade do Bem nas labaredas dos incêndios. Qual de nós seria capaz desta espontânea associação? Não cesso de me maravilhar com mecanismos de pensamento que - confesso - estão fora do alcance da minha compreensão.

Anonymous said...

Às vazes ficou muito mal. Meu teclado
é uma droga.

Mr. Steed said...

há muita gente a dizer isso...conheço uns médicos que podem ajudar.