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07 July 2012

... TROCANDO POR MIÚDOS...

         (subsistem dúvidas quanto à justeza da expressão "carregado de livros")

António Filipe, deputado do PCP e professor, desde 2001, de Ciência Política na Lusófona de uma das cadeiras que Relvas teve de fazer – Quadros Institucionais da Vida Económico-Político-Administrativa: "Nunca o vi, nunca foi meu aluno e nunca constou das listas electrónicas das turmas. Nunca o avaliei. Nem sabia que tinha sido lá aluno";

Feliciano Barreiras Duarte *, actual secretário de Estado do próprio ministro Miguel Relvas **, e outro dos responsáveis por esta disciplina: "Nunca avaliei Miguel Relvas, nem foi meu aluno";

Nuno Cardoso da Silva, ex-dirigente do PPM, responsável pela cadeira de Teoria do Estado da Democracia e da Revolução: "Não fui professor, nem avaliei Miguel Relvas. Nunca o vi na universidade, soube da licenciatura pelos jornais";

Pereira Marques, ex-deputado do PS e professor de Introdução ao Pensamento Contemporâneo (disciplina concluída por Relvas com 18 valores), a tempo integral na universidade: "Não foi meu aluno. Não o avaliei. Nunca o vi na universidade". (aqui)

* importante autor de obras de acção e aventura

** noite das facas longas?

20 October 2012




"O par que controla o poder político em Portugal - e saliento que não digo o poder tout court - não é constituído por funcionários públicos, nem a maioria dos governantes teve essa carreira. Há excepções, como é o caso dos professores, como Crato, mas Passos Coelho, Miguel Relvas, Aguiar Branco, Miguel Macedo, Paula Teixeira da Cruz, o núcleo duro partidário do PSD, tem carreiras de dois tipos: ou na advocacia, ou num 'privado' muito especial, aquele que vive da dependência do Estado e das decisões políticas seja a nível central, seja a nível autárquico. 

Os casos de Passos e Relvas são típicos, porque uma parte fundamental da sua carreira é feita dentro dos partidos, nas 'jotas', passam pelos cargos mais ligados ao controlo político 'distributivo' no Governo (Relvas) e são empregados por terceiros em empresas em que as redes de ligação com o poder político são fundamentais para aceder aos 'negócios'. Uma frase esquecida de Ilídio Pinho quando dizia que ter acesso ao poder político valia um milhão de contos traduz bem a utilidade dos políticos para os seus patrões privados. As contas ainda eram em escudos, mas toda a gente percebeu de que é que ele falava.



Essas áreas incluem a formação, no tempo áureo dos fundos, e depois nos sectores como o ambiente, energias renováveis, resíduos e construção, tudo áreas que conheceram grande expansão com dinheiros públicos nos últimos anos. O caso da Tecnoforma, envolvendo Passos e Relvas, é típico de uma espécie de empresas 'jota', em que pessoas com carreiras políticas interdependentes entre si se organizam para aproveitar as oportunidades que o acesso ao poder político cria. Este tipo de processos é transversal aos dois partidos, PS e PSD, e acentuou-se nos momentos em que o dinheiro fácil, com os fundos comunitários e com um Estado gastador, permitiram todo o tipo de 'negócios'. Uns são gigantescos, como as PPP, e outros medíocres, como o das empresas de 'formação', mas são da mesma natureza e têm o mesmo perfil de protagonistas. 

Não é por acaso que o 'privado' que encontramos nos curricula governamentais, como estes de que falamos, é sempre do mesmo tipo. Não encontramos nunca nenhum genuíno empresário que já estivesse feito' antes de ir para o Governo. Embora não haja nenhuma área empresarial que não dependa de decisões estatais com alto grau de discricionariedade, um dos piores sinais do nosso atraso, o 'privado' que chega ao Governo não tem ninguém do sector agro-pecuário, nenhum empresário industrial, nenhum da panificação, nenhum proprietário de restaurante, nem sequer nenhum verdadeiro pequeno empreiteiro, que tantos os há hoje na miséria. Não há razão nenhuma para estes empresários não terem a mesma vontade de intervenção política do que os juvenis político-gestores, mas por muito amor ao privado da retórica ideológica, a verdade é que estas pessoas não sobrevivem nos partidos, porque são demasiado independentes do jogo permanente de carreiras que, das 'jotas' ao topo, marca hoje os partidos". (texto integral aqui)

29 January 2013

CADA TIRO, CADA MELRO


Ouvir o Relvas, sim, o Relvas, esse mesmo, O RELVAS, incluir numa frase as palavras "estudámos muito" já chegava para encher de alegria qualquer coração. Mas a generosidade do brinde - "uma RTP que não seja um fundo sem poço" - chega a ser comovente. (ouvir mesmo porque a versão em texto é... simpática)

14 October 2012

"Relvas e Ricciardi escutados a conversar sobre privatização da EDP: No quadro das averiguações ao caso Monte Branco, a Polícia Judiciária “tropeçou” em conversas telefónicas que envolveram José Maria Ricciardi, do BESI, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Ricciardi (...) era, então, o consultor financeiro da Three Gorges e da China State Grid/Oman Oil, os grupos chineses que venceram as privatizações da EDP e da REN. (...) Fontes policiais defendem que mesmo "não sendo ilícitas" as conversas” entre Ricciardi e Relvas, os contactos revelam a “enorme” informalidade que se estabelece ao mais alto nível, entre banqueiros e entidades oficiais".

13 February 2016

O Relvas é deus: está em todo o lado!

"Caso Veiga: o irmão de Pedro Santana Lopes e sócio do ex-agente de futebol, José Veiga, está impedido pelo Ministério Público de contactar Miguel Relvas e Sérgio Monteiro" ("Expresso")

(... pressentimentos...)

Edit: mais desenvolvido aqui

17 December 2016

Claro que a Lusófona-do-Relvas é a Lusófona-do-Relvas e não há volta a dar-lhe; mas este maravilhoso oxímoro das "ciências da religião" é sempre um renovado prazer encontrá-lo... com tanta "ciência" incluída, aguardam-se, pois, com desmedida expectativa os mestrados e doutoramentos em teologia sci-fi!

(tem piada como, na definição destas "ciências", em português, se convocam seis disciplinas, nenhuma delas científica, e, em inglês, se fica pela mais sensata e modesta designação de "religious studies")

30 October 2015

"Sobre Miguel Relvas, não me vem nada à mente. Mas, tendo deparado há uma semana com um artigo dele neste jornal (servia-lhe de título um decorativo quiasmo: Entre a força da razão e a razão da força), fui levado ao exercício ocioso de tentar perceber esta reaparição. Segundo os preceitos de uma moral antiga e dos códigos não escritos daquilo a que os franceses chamam bienséance, esta 'figura' teria de expiar em silêncio a sua 'culpa', que não é nenhuma culpa trágica, mas é inibitória porque entra no território da vergonha, como acontece a quem fica nu numa praça pública. Mas a salvação que dantes se obtinha pela retirada obtém-se agora pela exposição mediática. A mediocracia e o clero que a governa têm um poder amnésico e de branqueamento. Miguel Relvas pode ter passado de fugida pela universidade, mas, como muitos dos seus pares, aprendeu por observação directa que o mundo separado e organizado através dos media, a que Guy Debord chamou 'espectáculo', funciona de acordo com esta regra: 'O que aparece é bom, o que é bom aparece'.


Ele sabe que para reconquistar a bondade, para obter a reparação com toda a leveza, só precisa de aparecer ostensivamente. A exposição transforma-se num valor e garante a recuperação de uma imagem para além do bem e do mal. Se, porém, oferecermos alguma resistência a este processo que consiste em manipular a percepção colectiva e apoderar-se da memória, até a fotografia do autor do artigo passa a ser vista a uma outra luz: o que vemos nela, obstinadamente, é uma figura que ostenta um sorriso onde se mistura o cinismo com a inconsciência de um cartoon, como se uma personagem de Robert Walser se viesse cruzar com um boneco saído dos estúdios Disney. Um artigo excelente, mesmo tendo por título um quiasmo pindérico, seria a única coisa capaz de interromper este olhar cruel sobre a fotografia. Mas ele é apenas indigente, de maneira que não conseguimos levantar o olhar da fotografia e deixar de ver nela um instrumento da estratégia da exposição branqueadora (...)" (António Guerreiro)

14 July 2012

O CAMINHO DAS PEDRINHAS


pedrinha; 2ª pedrinha; 3ª pedrinha; 4ª pedrinha; 5ª pedrinha; 6ª pedrinha; 7ª pedrinha; 8ª pedrinha; 9ª pedrinha; 10ª pedrinha; 11ª pedrinha

12ª pedrinha: "O semanário 'Sol', propriedade da empresa Newshold, passou a ser gerido por angolanos, Ana Bruno foi afastada: este ano, a empresa conseguiu passar a dominar, de forma indirecta, o jornal 'i' (...) e tem tentado também reforçar a posição de 15% no grupo Cofina ('CM', 'Sábado' e 'Record') e prepara-se para a corrida à privatização da RTP, depois de ter contratado no final do ano um dos administradores da televisão pública, José Marquitos" ("Expresso" de hoje)

13ª pedrinha: "Miguel Relvas foi o ministro escolhido para representar Portugal na Feira Internacional de Luanda. (...) A última visita de Miguel Relvas a Luanda foi em Janeiro, por ocasião do programa 'Prós & Contras' que a RTP foi ali realizar. Uma iniciativa lida, na altura, como um sinal de aproximação da televisão estatal portuguesa a Angola, com vista ao possível interesse dos angolanos na privatização de um dos canais da RTP" ("Expresso" de hoje);

14ª pedrinha: "Dois jornalistas, um da RTP e um 'free-lancer' da Voz da América, foram hoje detidos em Luanda numa manifestação antigovernamental impedida de se realizar pela polícia"... mas, nada de grave, não se exaltem que não é caso para isso, foi tudo um "mal-entendido", segundo o superintendente... Francisco Notícia.

... e ainda mais pedrinhas.

02 March 2014

 Desvendados os motivos por trás 
do regresso à estrada do
 Supergrass World Tour!


"Mesmo que num lugar simbólico, o ex-homem forte do aparelho do PSD [Miguel Relvas] sabe que só tem a ganhar em estar presente e alguns dos seus mais próximos confidentes dizem que 'o Miguel desde que saiu queria retornar ao partido'. Mesmo para a sua vida empresarial, o facto de ser o primeiro nome escolhido por Passos conta. Institucionaliza a sua proximidade ao primeiro-ministro, confirma que se mantém na alta roda do poder nacional e esbate a ideia de que saiu do circuito. 'Isto conta muito para os negócios. Ser próximo do primeiro-ministro de um país e estar sentado num orgão do partido que governa conta muito', explica um governante amigo de Miguel Relvas" ("Expresso" de 1.03.2014)

27 January 2012

SÓ PORQUE SE TRATA DE UMA CARTA ABERTA AO PRESIDENTE, VEM A PROPÓSITO RECORDAR QUE, NO "INIMIGO PÚBLICO" DE HOJE, SE NOTICIA QUE "AS ÁRVORES USADAS PARA FAZER PAPEL DE BOLETINS DE VOTO EM CAVACO SILVA SENTEM-SE PROFUNDAMENTE ANGUSTIADAS E QUERIAM TER UM DESTINO MENOS CRUEL"




"O entusiasmado, liberal e defensor de um Estado Magro, ministro Miguel Relvas contratou um motorista por ajuste directo, por 73.4446 euros por 30 meses de trabalho. Isto dá qualquer coisa como 2448 euros por mês. Para ter a carta de condução basta ter o 9º ano. Em contrapartida, tem enaltecido as virtudes da emigração para profissionais qualificados nas áreas da Educação, Saúde, Tecnologias da Informação e etc. Considera o senhor Presidente que, no âmbito das suas funções de aconselhamento que designa e auto-elogia como discretas, do seu magistério de influência como primeira figura da República, até em coerência com o que foi afirmando sobre a necessidade de distribuir os sacrifícios e a austeridade de forma justa, não será tempo de ter uma palavrinha com alguém no sentido do ministro Relvas (o Universalista Tropicalista) ser um pouco mais contido na forma como utiliza os dinheiros do Estado?" (lido aqui)

(2012)

20 June 2013

... e, pelo meio deste perfumado labirinto de links (em particular, através deste que conduz aqui), se descobre o local onde o injustamente esquecido Relvas poderá resolver o seu probleminha: a Kristal University, de Tirana, na Albânia

29 January 2017

Se quiserem ler a história bem contadinha, com todos os pormenores, espreitem aqui; mas o que interessava mesmo saber é quando é que o Neeleman trata dos voos regulares para Kolob


... e a tese de mestrado do "profeta" na "so-called"-universidade do Relvas é aguardada com enorme expectativa...

16 January 2012

O FORTE APEGO AOS GRANDES E ETERNOS VALORES



"Fátima Campos Ferreira apresenta um programa especial em direto de Luanda e em simultâneo em Portugal e Angola, com políticos, empresários, desportistas e artistas portugueses e angolanos. Portugal/Angola... dois povos, duas nações, hoje... em plena maturidade. Em África e na Europa... tão longe e tão perto... unidos pela mesma língua e pela amizade de sempre...


Marcam presença o ministro adjunto e dos assuntos parlamentares Miguel Relvas e o ministro de estado e chefe da Casa Civil da Presidência da República de Angola, Carlos Feijó. Participam ainda os gestores Zeinal Bava (PT) e Alberto da Ponte (Central de Cervejas), os músicos Rui Veloso e Paulo Flores, a ex-atleta e campeã olímpica Rosa Mota e o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes". (daqui, por aqui)

(2012)

03 February 2014

É a gozar, não é?...
(ou, então é uma espécie de Novas Oportunidades de tipo novo)


(é uma injustiça se, ao Relvas, não forem concedidos, vá lá, 3/5 de mestrado... e, ao expatriado em Sciences Pô, no mínimo, 5/8 de doutoramento - tudo sem grau académico, claro)

02 August 2012

É OFICIAL: "LICENCIATURA À RELVAS" ENTROU NO LÉXICO (O QUE, CONVENHAMOS, NÃO DEIXA DE SER ALGO INJUSTO PARA O ESTUDANTE DE SCIENCES PÔ)

20 January 2014