03 September 2018
02 September 2018
2000 e tal anos ininterruptos de crimes, não esquecendo outros tantos de obscurantismo e superstição
"The Qur'an, dating from the seventh century CE, resembled early Christian texts in its identification of Satan (or Iblis) as the proud, deceitful angel who lured the first humans into desobedience. Later commentators specified that the form the malicious tempter took was not a serpent but a particularly beautiful camel: 'She had a multicoloured tail, red, yellow, green, white, black, a mane of pearl, hair of topaz, eyes like the planets Venus and Jupiter, and an aroma like musk and ambergris'" (Stephen Greenblatt - The Rise and Fall Of Adam & Eve)
01 September 2018
O mais recente exemplo do tal "recurso estilístico" (aqui, há que reconhecê-lo, retorcidamente sofisticado: repararam naquela vertiginosa elipse, de 1958 para 2018, com o objectivo de "demonstrar" o único ponto que, realmente, interessava?... a saber, "Ah pois, dantes, a censura era má mas, agora, já é boa...")
2000 e tal anos ininterruptos de crimes (ler Karlheinz Deschner) não pedem "purificação" mas extinção
31 August 2018
DISTOPIA
(clicar na imagem para ampliar)
Babelsberg, a curta distância de Berlim, é o maior distrito de Potsdam, capital do estado de Brandenburg. Foi lá que, em 1945, Estaline, Truman e Churchill se encontraram para a conferência que assinalou o fim da Segunda Guerra Mundial, e é onde se situa também o Filmstudio Babelsberg, o estúdio de cinema em grande escala mais antigo do mundo, no qual Fritz Lang filmou Metropolis, Josef von Sternberg, O Anjo Azul e Leni Riefenstahl montou O Triunfo da Vontade. Para Gruff Rhys (aliás, Gruffudd Maredudd Bowen Rhys, motor criativo dos galeses Super Furry Animals), contudo, até há dois anos, não passava de um nome que vira, de passagem, numa tabuleta à beira da estrada, quando em digressão pela Alemanha, e que anotara por lhe fazer recordar a Torre de Babel bíblica. A Babelsberg que o artista russo Uno Moralez concebeu para a capa do último álbum de Rhys, essa, parece saída de High-Rise, de J. G. Ballard: uma enorme torre de apartamentos luxuosos onde Cristo se senta à mesa com Donald Trump (que o fotografa – ou lhe mostra "tweets" – no telemóvel), um dinossauro em traje de executivo dedilha maços de dólares e, no céu, Deus comanda drones à distância, enquanto, lá em baixo, se avista a estátua de um qualquer Kim Jong-un.
A figura do canto inferior direito – apenas uma silhueta negra que, com um velho rádio-gravador portátil perto de si, observa a cena – só poderá ser Gruff Rhys que, mais ou menos conscientemente, somando guerra, Metropolis, Ballard, Riefenstahl, Trump e mitologia bíblica, chegou a Babelsberg, o álbum - simetria perfeita com Praxis Makes Perfect (2013), do alter-ego Neon Neon, ensaio sobre o guerrilheiro aristocrata Giangiacomo Feltrinelli, marquês de Gargnano, fundador dos Gruppi d'Azione Partigiana. Desta vez, acompanhado pela National Orchestra do País de Gales que interpreta os sumptuosos arranjos de Stephen Mc Neff (algures entre Forever Changes, Jim Webb e Divine Comedy), a utopia redentora dá lugar à ansiosa distopia (“No silver linings, this is the end, get your phone out to document, selfies in the sunset (…), it's the last film that we'll ever see, Armageddon wants company, the backdrop's blazing red and everyone is equal in the valley of the dead”), a montagem da armadilha é óbvia (“Architecture of amnesia, scare the people with hysteria”) mas a saída que resta mete medo (“I'm keeping my eyes peeled for military takeover at night”). Nesta Babelsberg não há conferências de paz.
30 August 2018
A aranha que teceu a teia à volta do russo apátrida Boris I de Andorra e Mano-Rei de Olhão, agente dos ingleses e oficial da Wehrmacht, preso e condenado aos Gulags da Sibéria, a dizer coisas, outra vez:
(daqui)
29 August 2018
Portugal candidata-se a maior viveiro mundial de discípulos dos sociólogos de Palo Alto
* Linda menina! Levou tempo mas lá acabou por corrigir... ou ser corrigida
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