16 March 2013

APARENTEMENTE, É "FAKE"; MAS A VATICANO S.A. DEVIA DEFENDÊ-LO E REIVINDICÁ-LO COMO MILAGRE

TVN chilena
VINTAGE (CXXXI)
 
Bob Dylan - "Visions of Johanna"
 

Voices echo this is what salvation must be like after a while 
But Mona Lisa musta had the highway blues 
You can tell by the way she smiles 
See the primitive wallflower freeze 
When the jelly-faced women all sneeze 
Hear the one with the mustache say, 
"Jeeze I can't find my knees" 
Oh, jewels and binoculars hang from the head of the mule 
But these visions of Johanna, they make it all seem so cruel (...)

15 March 2013




O Museu Horniman, situado em Forest Hill, no Sul de Londres – não demasiado longe do Dulwich College onde Raymond Chandler e P.G. Wodehouse estudaram –, fundado, em 1901, por Frederick John Horniman que herdara do pai a fortuna do negócio do chá, especializou-se em colecções de objectos relacionados com a antropologia, história natural e instrumentos musicais, reunindo um total de cerca de 350 000 espécimes. Mas quem, pelos anos 80, percorresse as salas dedicadas aos instrumentos populares tradicionais da Europa, com origem em Portugal, descobriria apenas... um par de pinhas. Nas 526 páginas do ainda essencial Instrumentos Musicais Populares Portugueses (ed. Fundação Calouste Gulbenkian), Ernesto Veiga de Oliveira, no capítulo “Instrumentos avulsos” e na subcategoria “Instrumentos para marcar o ritmo e acompanhar a dança”, atribuía-lhes a justa dignidade de linha e meia – “Na Nazaré (...) encontramos as pinhas, que se raspam uma contra a outra, em posições desencontradas” – e de uma fotografia do tamanho de um selo.


Inevitavelmente, os tempos mudam e as pinhas apodrecem pelo que, se, hoje, visitarmos o site do Horniman Museum, no sector dos instrumentos musicais populares europeus, procurando por Portugal, depararemos com esse autêntico Fernando Pessoa da organologia lusa: o machete, aliás, cavaquinho, braguinha, braga, machetinho, machinho, manchete, marchete, machim e machete-de-braga ou, em havaiano (desde que, a 23 de Agosto de 1879, o madeirense João Fernandes o transportou até Honolulu), "ukulele". A cotação sobe em flecha para o valor de 10 páginas-Veiga de Oliveira mas, nas vitrinas do Horniman, continua a ser representante único do rectângulo ibérico.


Razão mais do que suficiente para que, quem possa supor que a riqueza nacional em matéria de instrumentos musicais populares se encontra proporcionalmente representada no nº 100 da London Road, visite a exposição permanente recentemente inaugurada, “O Museu, Muitas Coisas”, do Museu Nacional de Etnologia, no Restelo (de que Veiga de Oliveira foi um dos fundadores), onde, pelo meio dos diversos núcleos referentes ao teatro de sombras de Bali, às bonecas do sudoeste angolano, ou às máscaras e marionetas do Mali, é possível apreciar uma amostra do seu importante acervo de instrumentos populares portugueses. Não por qualquer motivo oriundo do “último refúgio dos canalhas” (como Samuel Johnson definia “patriotismo” – Oscar Wilde preferia chamar-lhe “a virtude dos viciosos”) mas, tão só, porque tudo o que é rico e vário, venha de onde vier, merece ser conhecido e partilhado. Se, no entanto, for “patriotismo” aquilo que se busca, é só descer até Belém, à “Exposição do Mundo Português vista através dos seus fotógrafos”, em exibição no Padrão dos Descobrimentos: nas fotografias de Horácio e Mário Novais, Eduardo Portugal, Paulo Guedes ou Casimiro Vinagre, está toda a imaginária glória sob a forma de imperial delírio "kitsch" – das submissas colónias exóticas às mimosas e bucólicas aldeias – de um país provinciano e miserável, em 1940.
STREET ART, GRAFFITI & ETC (CI)

Lisboa, Portugal, 2013 (Tinta Crua)

EU QUERO SABER JÁ O PIB DO REINO DE ARZAWA (em particular, o do reinado de Kupanta-Kurunta e as consequências na economia das brigas com o Madduwatta)! 

"Durante muitos milénios a economia mundial quase não cresceu, e mesmo os surtos de desenvolvimento localizado, como o associado ao Império Romano, incorporaram taxas de crescimento hoje negligenciáveis (0,2% ao ano)" (José Manuel Fernandes, no "Público" de hoje - edição impressa)
DIZEM QUE É MUITO FOFO, GOSTA IMENSO DOS POBREZINHOS, ANDA DE AUTOCARRO, COZINHA A PRÓPRIA COMIDINHA, NÃO FAZ QUESTÃO DOS SAPATINHOS. E TAL. SANTO HOMEM.

14 March 2013

A "desocidentalização do mundo católico para recuperar a sua antiga vocação universalista" e a "deslocação do papado para Sul" [página 4 daqui], traduzidos no banqueirês de Gotti Tedeschi, devem ler-se assim (pormenor não irrelevante totalmente ausente na gigantesca campanha de promoção do novo C.E.O da Vaticano S.A. a que os vários canais de televisão - "serviço público" incluído - se têm, deleitadamente, dedicado)

(conferir aqui)
 ESTE TAMBÉM SABE


"Nós sabemos que o nosso comandante subiu até às alturas, que está em frente de Cristo. Alguma coisa influenciou para que tenha sido escolhido um Papa sul-americano, alguma mão nova chegou a Cristo e lhe disse: chegou a hora da América do Sul" (Nicolas Maduro, Presidente interino da Venezuela)

... e este já sabia.
RECORDANDO A VERDADEIRA HISTÓRIA DAS ORIGENS DA COMPANHIA DE JESUS

13 March 2013

E o novo timoneiro da barca de Pedro é

(felizmente, é o último)



... mas as "visões" já tiveram melhores dias...

... ... ooooooooh!... ... depois da imensa expectativa, a revelação do vencedor no último episódio!...
APESAR DISTO (OU POR ISSO MESMO), O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA VATICANO S.A. PARECE CONFIAR NO TIPO; DO IVAN DIAS É QUE, PELOS VISTOS, NINGUÉM FALA... (e a imprensa portuguesa nem pia sobre estes detalhes picarescos - mas assaz educativos - do Totopapa... já sobre menus e moda sabe-se tudo)

... E AINDA...