24 April 2017




 
 
 
 
 

"(...) Olhemos para Le Pen e o seu partido, que não é uma força marginal na França, mas o mais importante partido de extrema-direita da Europa. E eu não uso a expressão extrema-direita sem pensar que se trata mesmo de extrema-direita. Marine Le Pen foi às urnas em França com um apoio que pareceria impossível e bizarro, mas que retrata bem os dias políticos de hoje: Trump e Putin. Putin recebeu-a com honras no Kremlin, e Trump apoia-a nos seus tweets. Os dois têm muita coisa em comum, pensam muita coisa da mesma maneira e, mesmo que não possam materializar essa comunidade de pensamento tanto como queriam, principalmente Trump, não deixam de ser em muitas coisas 'irmãos em armas'. E, uma das coisas que os une, é exactamente Marine Le Pen de que ambos são apoiantes sem disfarce (...)" (JPP)

22 April 2017





Claro que será praticamente impossível fazer compreender ao ex-"sit-down comedian" dos beijinhos e das meiguices que a bola, desde há muito, não é um desporto mas apenas negócio, indústria (do espectáculo) e parque de diversões para - de alto a baixo - puríssima bandidagem analfabeta 

23 - Em antecipação do formidável festival
da superstição
   
The Great Fatima Swindle
(patrocinado pelo CEO da Vaticano S.A. e 
acolitado por meliantes vários)

A Drª mana Angelita, logo no primeiro parágrafo, explica como os fedelhos não passavam de uns desavergonhados oferecidos ao primeiro badalhoco que os desafiasse
Ou como (evocando o trafulha do Freud) a literatura lusa continua fixada na fase oral (III)


"À semelhança do que acontece em Rodrigues dos Santos, as mamas grandes são a matéria, a substância e o assunto do corpus literário de Miguel Sousa Tavares (aliás Sousa Tavares tem muito de Rodrigues dos Santos e vice versa). De certo modo, ao elevá-las à altura de uma doutrina, as mamas grandes tornaram-se um símbolo constitutivo da escrita do autor de Não Te Deixarei Morrer, David Crockett e são hoje uma marca pessoalíssima da sua obra. Na verdade, as palavras e os pensamentos de Sousa Tavares costumam ir dar às mamas, único terreno onde as suas ideias se costumam mover com algum à vontade" (João Pedro George, "As mamas na literatura portuguesa", número de Primavera-2017 da revista "Ler" - série iniciada aqui)
"An antique carved ivory ladies’ companion" é uma óptima designação

(reler aqui e, sob outro ângulo também actualíssimo, aqui)
A propósito da hipótese de eleições primárias no PSD, Rui Nunes (médico, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto) declara ao "Expresso": 

"Esta ideia é como um vírus. Não é possivel estancá-la"

Ficamos, pois, a saber que: 

1) Estamos lixados: todo o esforço da ciência médica contra as doenças provocadas por vírus é em vão; 

2) Isso poderá dever-se ao facto de, vá lá entender-se porquê, alguns médicos suporem que os vírus são líquidos.

21 April 2017

Ou como (evocando o trafulha do Freud) a literatura lusa continua fixada na fase oral (II)


"Na última década, José Rodrigues dos Santos tornou-se um dos mais famosos corifeus desta corrente estética. A título exemplificativo, leia-se n'O Anjo Branco a cena em que somos apresentados à rodesiana Nicole e aos seus 'seios desproporcionadamente grandes adornados por mamilos largos e rosados'; ou O Sétimo Selo, quando Igor se dirige a Cummings e pergunta: 'E as mamas? São grandes? Hã? São grandes?'. Depois, em O Códex 632, que é como que a matriz de toda a produção literária deste autor, na cena em que Lena insinua 'uns seios atrevidos e generosos, com um volume que a cintura estreita mais acentuava', Rodrigues dos Santos aproveita para demonstrar que as regras consentem sempre uma ou duas excepções. Veja-se o folgazão Tomás Noronha (um doido varrido por mulheres), que 'sempre ouvira dizer que as mulheres de seios grandes não eram particularmente boas na cama; mas, se isso era verdade, Lena constituia certamente a grande excepção' (o que faz de Mariana, em Alma de Pássaro, de Margarida Rebelo Pinto, a regra: 'tinha umas boas mamas mas não era grande coisa na cama')". (João Pedro George, "As mamas na literatura portuguesa", número de Primavera-2017 da revista "Ler" - série iniciada aqui)