07 February 2012

AOS PORTUGUESES, O DOCE E FOFO PS SÓ QUER DAR UNS TAUTAUS

O líder parlamentar do PS acusou Passos Coelho de ter querido "marcar e flagelar" os portugueses quando os desafiou a serem "menos piegas" e "complacentes"



(2012)
Passos pede aos portugueses para serem "menos piegas": "O primeiro-ministro quer que os portugueses sejam 'mais exigentes', 'menos complacentes' e 'menos piegas', para o país conseguir superar a crise".



O mais duro entre os duros

Não comecem já a insultar o homem. Ele tem toda a autoridade para nos exigir menos pieguice: ainda ontem o vi - não perguntem porque vi eu também - a aguentar estoicamente, sem vacilar, com um sorriso no rosto como um fuzileiro intrépido, uma bafienta estopada "cultural" de várias horas, na RTP. Aquilo não era para meninos. Já quanto à "exigência" e "não complacência" talvez não se possa dizer o mesmo.

(2012)

06 February 2012

OK, OS AMERICANOS TAMBÉM TIVERAM O BUSH, MAS NÃO HAVERÁ MESMO FORMA DE EVITAR QUE ESTA CRIATURA NOS FAÇA PASSAR VERGONHAS EM TODO O LADO (AGORA, ANDA A PEDIR DICAS DE VIAGEM * AOS ERASMUS FINLANDESES...)?

Cavaco: «Portugal é um destino de investimentos sofisticados»



* pelo menos, não corre o risco do picante...

(2012)
(O 2º ANO A SEGUIR AO) ANO DO TIGRE (LXXIII)

Tigre hooligan


Liverpool-Tottenham - 6.2.2012

(2012)
AMERICAN IDOL


Lana Del Rey - Born To Die

A lista de compras: Pabst Blue Ribbon, Diet Mountain Dew, Baccardi, um Bugatti Veyron, cocaína, um Pontiac branco, champanhe Cristal, vestido vermelho, óculos de sol em forma de coração, alojamento no Chateau Marmont, baton vermelho, Schnapps de cereja, gasolina da Chevron, verniz de unhas vermelho. Momentos poéticos-chave: “sometimes love is not enough and the road gets tough”; “the way I roll like a rolling stone”, “you made my eyes burn, it was like James Dean”; “you were sorta punk rock, I grew up on hip-hop”; “love hurts”; “heaven is a place on earth”; “you’re no good for me but baby I want you”; “heaven’s in your eyes”; “your face is like a melody”; “no one compares to you”; “then I saw your face and you blew my mind”; “take a walk on the wild side”; “I was lost but now I am found, I can see but once I was blind”. Personagens centrais: a menina boa e o rapaz mau e/ou a menina má e o rapaz mau. Autora: Lana Del Rey, aliás, Lizzy Grant, aliás (atenção: redundância!), “the gangsta Nancy Sinatra”, aliás, "torch singer" de um sonho húmido de David Lynch (considerar, em alternativa, Walt Disney), Lolita de série B, Rita Hayworth da era-YouTube, Jessica Rabbitt 3D, Peggy Lee ressuscitada para consumo adolescente.



Por que motivo, então, a propósito de Lana Del Rey (putativa "next big thing" em suposto figurino "noir") e Born To Die se precipitam, a galope, todos os clichés? Talvez – conferir em “lista de compras” e “momentos poéticos-chave” –, justamente, porque uma e outro não sejam mais do que um densíssimo concentrado de, como dizer?... clichés a que ninguém se deu ao trabalho de aplicar sequer um "spin" warholiano. Explicando melhor: o cliché é matéria-prima pop esssencial mas, para ser eficazmente processado, exige que, ao olharmos, por exemplo, para a representação de uma lata de sopa Campbell’s, o cérebro, sorrindo, nos dispare imediatamente a mensagem “ceci n’est pas une Campbell’s soup can”. E é por aí mesmo que (muito mais do que a questão de saber se Lizzy/Lana é coisa “genuína” ou fabricação industrial – polémica "unpop" por definição –, se pagou o imposto da vida pela tabela-Winehouse ou é "a rich daddy’s little pet") a construção desaba: o Pontiac é apenas um Pontiac, o “walk on the wild side” é só copianço, o Dean e a Hayworth descobrem-se sequestrados no casting para um "teenage drama" pateta, e, azar supremo, é pelos pesadelos e não pelos sonhos de Lynch que mais o veneramos. Não esquecendo (pormenor nada desprezível) que "name dropping" e "product placement" como combustível estético (não risível) para canções é território privativo de Lloyd Cole e Vincent Delerm.



Resulta, pois, romantismo kitsch e melodrama de cartoon, mas daqueles kitsch e cartoon embaraçosamente rudimentares que, aspirando a uma impossível bissectriz "low budget" entre Kate Bush, Portishead e Goldfrapp com fermento orquestral "mock"-épico, não destoariam em eliminatórias de festival da Eurovisão ou batendo-se bravamente por um lugar no pódium do American Idol. Não são o artifício e a manipulação que incomodam (venham sempre mais e, de preferência, em overdose generosa) mas sim o facto de os cordelinhos se verem claramente na imagem e a pose de ninfa trágica enfastiada ter cerca de metade da espessura shakespeareana de uma personagem de telenovela. Nada de grave, no entanto: se uma concha de bivalve sem molusco lá dentro é capaz de, a partir de uma Germanotta comum, gerar uma Lady Gaga pronta a competir no mercado, porque não há-de uma Lizzy banal ser o casulo de outra rentável Lana?
SUA MAJESTADE DEVE, COM CARÁCTER DE URGÊNCIA (LUTANDO CONTRA A "VISÍVEL DELAPIDAÇÃO DOS VALORES MORAIS NA POLÍTICA"), VOLTAR A DIGNIFICAR A CHEFIA DO ESTADO SÍRIA

Pelo menos 50 mortos em nova ofensiva das tropas sírias a Homs



(2012)
QUE A ADMINISTRAÇÃO FISCAL "NÃO SEJA COMPREENSIVA" COM 10 MILHÕES (OU LÁ QUANTOS SÃO) DE CONTRIBUINTES, AINDA SE PERCEBE; AGORA, NÃO O SER COM A MÁFIA DO LUDOPÉDIO É QUE JÁ É DE UMA INSENSIBILIDADE SOCIAL INQUALIFICÁVEL

Presidente do Marítimo assume ter passado cheque sem cobertura ao Fisco: "É incompreensível que uma administração fiscal, sabendo das grandes dificuldades que os clubes estão a atravessar, não seja compreensiva"



(2012)