22 August 2025

 
(sequência daqui) Antes, em entrevista à "Rolling Stone", havia já considerado a questão de pisar o terreno da dita "canção de protesto": "Bem, acho que me sentirei inspirado para ir por aí. Se o farei ou não, não sei, não sei. Mas é evidente que estamos a viver uma tragédia americana embora acredite que sairemos ilesos. A nossa nação não é como outras que têm um passado autoritário. Temos uma história democrática e acredito que isso voltará a acontecer. Não é uma tradição que vá desaparecer de um momento para o outro, independentemente de quem tente subvertê-la". Com a elegantíssima eloquência pela qual o resto do mundo aprendeu a identificá-lo, instantaneamente, o gorila côr de laranja, rosnou: "Nunca gostei dele. Nunca gostei da música dele. Ou da política de esquerda radical dele". Antecipando o previsível borborigmo, Bruce insistiu: "Quando os controlos de legalidade do governo falham, são os cidadãos, cada um de nós, que assumem o poder. É na união das pessoas em torno de valores comuns que reside a diferença. Agora, isso é tudo o que se interpõe entre a democracia e o autoritarismo" (segue para aqui)

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