"Land Of Hope And Dreams"
(sequência daqui) O que torna Tracks II mais do que um curiosidade para os fãs é o modo como evidencia a dedicação de Springsteen em perseguir o álbum perfeito, mesmo que isso signifique sacrificar álbuns inteiros pelo caminho. Para um artista muitas vezes romantizado como uma rock star da classe operária, Springsteen sempre foi muito deliberado. Ele é um editor obsessivo, um artista disposto a deitar fora um álbum brilhante para fazer um melhor — ou, por vezes, para proteger a mitologia do álbum que acabou por lançar. A propósito do método, autoclassifica-se como "um mineiro da alma": "Estou no fundo da mina, a desbastar a rocha. E, muitas vezes, não encontro nada, nada, nada... Até que descubro um veio. E quando isso acontece, tudo jorra cá para fora. Exploramo-lo até já nada ter para oferecer. E tudo recomeça... Mas ninguém consegue explicar aquele momento em que insuflamos o sopro da vida nas personagens de uma canção". O que nunca o impedirá de, em momentos como os actuais, colocado perante a imbecilidade obscena do poder político, explodir como aconteceu na noite de 14 de Maio deste ano, em Manchester, quando, antes de "Land Of Hope & Dreams" lançou: "Na minha casa, a América que amo, a América sobre a qual escrevi e que há 250 anos tem sido um farol de esperança e liberdade, está atualmente nas mãos de uma administração corrupta, incompetente e traidora. Esta noite, convocamos todos os que acreditam na democracia e no melhor da nossa experiência americana a juntarem-se a nós. Ergamos as nossas vozes contra o autoritarismo e deixemos a liberdade ecoar". (segue para "https://lishbuna.blogspot.com/2025/08/the-klansman-sequencia-daqui-antes-em.html">aqui)
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