2012 - PRÉMIO "OTTO WITTE"
31 December 2012
MÚSICA 2012 - INTERNACIONAL (II)
(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 20)
David Byrne & St. Vincent - Love This Giant
Paul Buchanan - Mid Air
Dirty Projectors - Swing Lo Magellan
Efterklang - Piramida
Field Music - Plumb
Fiona Apple - The Idler Wheel...
The Monochrome Set - Platinum Coils
Scott Walker - Bish Bosch
Andrew Bird - Break It Yourself
Leonard Cohen - Old Ideas
* a ordem é razoavelmente arbitrária...
(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 20)
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David Byrne & St. Vincent - Love This Giant
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Paul Buchanan - Mid Air
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Dirty Projectors - Swing Lo Magellan
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Efterklang - Piramida
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Field Music - Plumb
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Fiona Apple - The Idler Wheel...
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The Monochrome Set - Platinum Coils
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Scott Walker - Bish Bosch
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Andrew Bird - Break It Yourself
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Leonard Cohen - Old Ideas
Até que uma revisão constitucional desbloqueie a possibilidade de, como disco do ano, ser eleita uma coerente colecção de singles apenas disponível via-Net, a lista de 2012 é tal como aqui se apresenta. Entretanto, enquanto isso não sucede e para que conste, o que deveria encabeçar este top 10 seriam as sete canções/vídeos das Pussy Riot ("Kill the Sexist", "Release the Cobblestones", "Kropotkin Vodka", "Death to Prison, Freedom to Protest", "Putin Got Scared", "Mother of God, Drive Putin Away" e "Putin Lights Up the Fires"), reunidas no álbum virtual Ubey Seksista. “A única banda que realmente importa", como foi classificada por altura do julgamento-farsa estalinista de Agosto que condenou Nadejda Tolokonnikova, Maria Alekhina e Ekaterina Samutsevitch a dois anos de prisão (as duas primeiras permanecem encarceradas em dois dos mais brutais centros de detenção da Rússia), ousou desafiar o czar Putin e o mundo solidarizou-se com ela. Em Portugal, do Parlamento à Presidência, nem uma sílaba foi pronunciada. Ali em cima deve ler-se: “Liberdade para as Pussy Riot!”
* a ordem é razoavelmente arbitrária...
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2012 - PRÉMIO "Pour punir la trahison, la haute rapine, voilà pour qui l'on a fait ce dont on connaît l'effet, c'est la guillotine! *
BPN
* Prémio atribuído por unanimidade e aclamação (extracto da acta do júri).
MÚSICA 2012 - INTERNACIONAL (I)
(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 20)
Bob Dylan - Tempest
Lambchop - Mr. M
Sharon Van Etten - Tramp
The Magnetic Fields - Love At The Bottom Of The Sea
Punch Brothers - Who’s Feeling Young Now?
The Wave Pictures - Long Black Cars
Regina Spektor - What We Saw From The Cheap Seats
Saint Etienne - Words And Music By Saint Etienne
Bill Fay - Life Is People
Grizzly Bear - Shields
* a ordem é razoavelmente arbitrária...
(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 20)
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Bob Dylan - Tempest
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Lambchop - Mr. M
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Sharon Van Etten - Tramp
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The Magnetic Fields - Love At The Bottom Of The Sea
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Punch Brothers - Who’s Feeling Young Now?
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The Wave Pictures - Long Black Cars
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Regina Spektor - What We Saw From The Cheap Seats
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Saint Etienne - Words And Music By Saint Etienne
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Bill Fay - Life Is People
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Grizzly Bear - Shields
* a ordem é razoavelmente arbitrária...
30 December 2012
Alguém vai ter de explicar à deputada Isabel Moreira que isto não é bem "street-art" e que os amiguinhos João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira (& Cº) deveriam ter aproveitado melhor os anos do jardim infantil e da primária para, na devida altura, desenharem pilinhas e rabiscarem as paredes, de preferência sem erros de ortografia (via Malomil)
29 December 2012
"(...) O último tempo onde mais negra foi a miséria portuguesa que ainda pode ser lembrado pelos vivos foi por volta de 1943, o ano em que houve um excedente da balança comercial que a imbecil ignorância actual se permite louvar, sem saber do que está a falar. Ter havido excedentes na balança foi bom, a razão por que isso aconteceu foi péssima. É essa fractura entre a abstração e a realidade que torna obrigatório viajar pelo passado por causa do presente. Tudo é muito diferente, mas também muita coisa é demasiadamente igual. Esperemos que em 2013 não se torne ainda mais parecida". (daqui via DeQ)
28 December 2012
BEM, AGORA A COISA AGRAVOU-SE MUITO SERIAMENTE: ESTAMOS JÁ EM PLENO DOMÍNIO DA PSIQUIATRIA... (ou, então, a criatura é mesmo analfabeta)
"Esta sensação de me sentir sempre vigiado por outro eu que não eu...
ou, talvez, seja mesmo eu... porra para a fenomenologia do ser!..."
(a Mini, a Cuki, a Nina e a Peluche estão em estado de choque...)
PARA O SUCESSO ESCOLAR DOS ALUNOS, É SEMPRE ÚTIL E INDISPENSÁVEL A COLABORAÇÃO DOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO
Las madres de Montserrat publican su calendario erótico + Las madres del calendario erótico logran los fondos para el bus escolar (via AEDMU)
(aguarda-se iniciativa idêntica dos pais)
Van Morrison - Astral Weeks
Não é fácil de acreditar que tenham sido necessários trinta e três anos para que, somente, em 2001, tivesse sido atribuído a Astral Weeks, pela Recording Industry Association of America, o galardão de “disco de ouro”. Cinco anos depois, Greil Marcus contava que Martin Scorsese lhe havia revelado que toda a primeira metade de Taxi Driver fora baseada em nesse álbum e, muito antes, Lester Bangs havia-o descrito como testemunho de momentos ”de estupefacção perante a vida, completamente esmagados, encurralados na própria pele, paralisados pela enormidade do que, numa visão de um segundo, se consegue apreender”. Gravado em três dias, ao lado de Connie Kay, Richard Davis e Jay Berliner, aos 23 anos, Van Morrison, lançava-se numa alucinante viagem de exploração poética da memória e aportava onde ninguém anteriormente tinha chegado.
"De mal a pior - Esta é a mais sólida tendência para 2013. Tudo o que está suficiente será medíocre. Tudo o que está mau ficará pior. Pobreza, desemprego, economia, dívidas, falências, direitos, liberdades, garantias, corrupção, ataques à democracia.
(...)
O 'bom povo português' vai ficar mau - A razão é muito simples: não aguenta. Nem vale a pena perder tempo e palavras com isto. Está escrito nas estrelas". (aqui)
27 December 2012
UMA ESPÉCIE DE "DÉTOURNEMENT" SITUACIONISTA (VII)
"Chamar-me burlão tem sido fácil! Mas nunca, até agora, os vi chamar burlões aos 50 maiores devedores do BPN que, esses sim, burlaram o Estado português, num montante equivalente a 1% do PIB; nem aos que transferem capitais, limpos e sujos, para paraísos fiscais, delapidando os interesses do Estado, fugindo ao pagamento dos impostos e que paulatinamente, e no silêncio cúmplice da mesma comunicação social, aproveitam as janelas de oportunidade concedidas periódica e discriminatoriamente, pelos diversos governos que lhes perdoam o crime fiscal em troca do pagamento de uma taxa de 7,5%, ou seja, um terço da dos cidadãos sérios que aplicam as suas poupanças em Portugal e pagam 22,5%. A isto chama-se cumplicidade silenciosa do benefício não ao infractor mas ao criminoso"
PARA O YULE
Paul Simon - Live In New York City (DVD)
Na categoria dos mestres intocáveis do "songwriting" norte-americano, sons e imagens de Paul Simon, em registo da digressão do ano passado que se sucedeu ao óptimo So Beautiful Or So What. E que, se é suficientemente "crowd pleaser" para não sonegar "The Sound Of Silence" ou "Kodachrome", também preenche boa parte do concerto com reportório bem mais recente e pouco ou nada devedor da indústria da nostalgia.
Inicialmente disponíveis apenas via iTunes, os 55 minutos do DVD com o concerto dos Radiohead para “From the Basement” – um podcast adepto da evolução natural para programa de televisão – incluem a totalidade do alinhamento do último álbum da banda acrescentado dos bónus “Staircase” e “The Daily Mail”, bem como uma interpretação inédita do single “Supercollider” e o canónico bombom da colecção de fotos.
Minta & The Brook Trout - Olympia
Francisca Cortesão (ou Minta) – ex-Casino, parceira de Sérgio Godinho no último álbum deste e, agora mesmo, com B Fachada e João Correia, responsável pela revisão integral de Os Sobreviventes – e The Brook Trout (Mariana Ricardo, Manuel Dordio e Nuno Pessoa), em registo de pop mais leve que o ar, com o pé a fugir para a folk e sem, deliberadamente, o ser, também o exacto género de amabilidades sonoras que combina bem com renas e trenós.
The Rolling Stones - Grrr!
O avô vai adorar bambolear-se ao som de música tocada por rapaziada da sua criação! Não é certo que ele ainda se recorde de todas, todas, mas, nestes 3 CD e respectivas 50 canções, gravadas entre 1962 e 2012 (sim, há dois inéditos, mas isso não interessa nada), ele vai poder recordar todo o filme do seu último meio século – ao terceiro disco, vai começar a perder-se um bocadinho... – e abrir um sorriso de orelha a orelha.
Benjamin Biolay não é Gainsbourg nem Vincent Delerm (ainda que, visivelmente, gostasse de o ser) mas, no perímetro da pop francesa que, não deixando de ser tricolor, assimilou bem os padrões anglófonos, é um ágil praticante de canções de veludo, aqui e ali, mais ritmicamente vitaminadas, e à procura dos temperos que as participações de Carl Barat (Libertines), Vanessa Paradis e um par de outros lhes consigam adicionar.
A ANA, MOÇA DE 34 ANOS, AINDA JOVEM E PRATICAMENTE VIRGEM, CONHECERÁ HOJE O CAVALHEIRO QUE, POR DECISÃO E INICIATIVA DO SEU PAI, A DEVERÁ DESPOSAR E FAZER DELA UMA MULHER SÉRIA
Apache Indian - "Arranged Marriage"
MATÉRIA NEGRA
Scott Walker - Bish Bosch
No English Dancing Master – uma recolha de "country dances" do século XVII organizada por John Playford –, pelo meio de uma série de títulos, genericamente, joviais e divertidos, surge, inesperadamente, uma melodia repetitiva e arrastada, bastante fora de carácter com o resto da colecção: "An Old Man Is A Bed Full Of Bones". Scott Walker, "an old man" à beira dos 70 anos, poderia, facilmente, tê-la apadrinhado, embora, de certeza, fizesse questão de lhe modificar o nome para "A Man Is A Bed Full Of Bones". E, muito provavelmente, não veria grande problema em fazer dele o carimbo para a trilogia infecta iniciada, em Tilt (1995), continuada com The Drift (2006), e concluída, agora, em Bish Bosch.
Acerca da atmosfera que nestes três álbuns se respira, Walker explicou, há tempos que “desde Tilt, a música que faço pretende ser uma versão auditiva dos desenhos de H.R. Giger para Alien”. E, indo por aí, de imediato, seríamos conduzidos a entrever as silhuetas de um pesadelo claustrofóbico, habitado por gigantescos predadores de anatomia biomecânica, cegas criaturas ávidas de morte e extermínio.
Porém, como em quase tudo que a Scott Walker diz respeito, também, neste caso, se trata de um enigma que nos desafia a decifrá-lo e a ver para além da suposta (e única) aparência de "horror-sci-fi". Porque é aqui mesmo, ao nosso lado, ontem, hoje e sempre, que tudo se passa e o assombro, a repulsa e o nojo que nos provocam as imagens de Giger (inspiradas, aliás, nos Three Studies for Figures at the Base of a Crucifixion, de Francis Bacon, por sua vez, entre outros, decorrentes de um dos rostos em pânico na sequência das escadarias de Odessa, do Couraçado Potemkine, de Eisenstein – tudo referências obrigatórias de Walker) deverão ser dirigidos para nós próprios e para a espécie humana em geral. Bish Bosch alude a “bish” como corruptela de “bitch”, “bish bosh” é gíria para “trabalho despachado à pressa”, “Bosch” remete para o proto-surrealista Hyeronimus.
E é, justamente, à lupa, como qualquer obra do autor do Jardim das Delícias Terrenas exige ser observada para que se possam identificar os mil detalhes, que se deve escutar o que emerge da caixa (de ferramentas) de Pandora, tal como Scott Walker lhe dá uso: o espectro de cores situa-se entre o sépia e o negro opaco profundo, tudo se joga entre o mais constrangedor silêncio, a electrónica de cadeira eléctrica e o brutalismo sonoro – extraído, a sangue frio, das vísceras de Stockhausen ou Penderecki –, a emoldurar 73 minutos de vómito e desdém, num exercício (por vezes, demasiado) grotesco e autoparódico de "slapstick" esquizóide, algures entre um Kafka irremediavelmente demente, um jogo de Scrabble dadaísta e uma versão de Eraserhead em registo de farsa "cut-up". Nicolae e Elena Ceausecu são executados aos som de "Jingle Bells", Reagan, Gorbachov, Rumsfeld, Simeão, o estilita, Frank Sinatra e Átila são convocados para o "cast", e, enquanto o chão nos foge debaixo dos pés e um catálogo de crueldades e abjecções é implacavelmente recitado, ainda 23 minutos antes de todo o teatro de escatologias (em ambos os sentidos) se concluir, Scott Walker faz a avaliação do esforço: “If you’re listening to this, you must have survived”. Sim, sobrevive-se com dificuldade nos caldeirões do Inferno e, se a experiência é impossível de esquecer, também nunca se dirá que é prazer o que dela se retira. Porque, absolutamente real ou desvairadamente distorcida, a imagem que vemos no espelho que Walker nos coloca à frente não é bonita.
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26 December 2012
... por outro lado, se lerem o Kaizer Albino, verão que o que se passou foi exactamente o contrário (falta mesmo formação cristã a este moço Passos...)
Se a Lagarde continuar a bater na mesma tecla, ainda aparece por aí alguém a garantir que ela é o Artur Baptista da Silva do FMI (mas ninguém tinha ainda reparado)
A POSE "LÁ TERÁ DE SER..." DO CAMILO É SUBLIME; A MÃOZINHA DISTRAÍDA NO GLÚTEO, UM MIMO; A SENHORA A AGUENTAR O BRIOL DO NORTE, EM PÊLO, ENQUANTO O CAVALHEIRO ESTÁ BEM AGASALHADO, É QUE JÁ NÃO ME PARECE NADA BEM...
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O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (CV)
Perdeu o emprego? Foi obrigado a declarar falência? Teve um AVC e está tetraplégico? Seu sortudo do caraças!... Ainda não percebeu que este é "o Natal mais feliz da sua vida"?
TRADUÇÃO SIMULTÂNEA:
"Todos foram e continuarão a ser chamados a participar no esforço nacional para a saída da crise" = Parece que ainda há meia dúzia de parvos optimistas que não percebeu que, agora, é que vai ser mesmo a doer;
"Todos beneficiarão das novas oportunidades que serão criadas nos próximos anos" = Haverá sempre um lugar para novos e velhos Loureiros, Jorges Coelho, Limas, Oliveiras e Costa e tutti quanti;
"Ninguém que esteve presente nos piores momentos da crise, com a sua coragem e o seu esforço, será deixado para trás nos anos de oportunidade que temos pela frente" = Relvas, amigão, nunca me esquecerei de ti!
25 December 2012
A VATICANO S.A. TAMBÉM RECOMENDA O "DOWNSIZING DO LIFESTYLE" (e até tem um "sono fácil" porque, embora a cotação na Bolsa tenha vindo a descer, o negócio no seu ramo de actividade lá se vai aguentando)
"CARAS" - EDIÇÃO ESPECIAL "MARIA, JOSÉ & O FEDELHO" (XIII)
(ou Jingobé, jingobé, Fuck Christmas!-slight return 2012)
(ou Jingobé, jingobé, Fuck Christmas!-slight return 2012)
(cortesia de mr. apostate)
24 December 2012
A MINHA INCONDICIONAL ADMIRAÇÃO PELO TIPO CRESCE A CADA SEGUNDO - RELVAS, SÓCRATES, NÃO PASSAIS DE UNS TENRINHOS!
Sintetizando: sem dúvida, "a natureza é um mecanismo contingente, maluco, cheio de catástrofes como nós, seres humanos"; ser verdadeiramente ateu não é "extremamente difícil", o oposto, sim, a menos que, na idade adulta, ainda se continue a acreditar no amigo imaginário; com a psicanálise (outra espécie de fé), não se aprende nada; o Dawkins é inglês.
Tom Waits - Swordfishtrombones
Em Tom Waits, existe, indiscutivelmente, um a.S. (antes de Swordfishtrombones) e um d.S. (depois de Swordfishtrombones). Se, na primeira fase, ele representava o papel de jovem herdeiro do legado "beatnik", eterno habitante das "small hours", com um copo de "bourbon" sempre pronto para dar de beber a um piano alcoólico, na segunda, à boleia dos blues, de Captain Beefheart, Harry Partch e Kurt Weill, partiu em demanda da América “surrural” e descobriu-a reflectida num espelho deformante (“Agora, o meu ponto mais forte é pegar numa coisa, combiná-la com outra com que não tenha nada a ver e conseguir que isso faça sentido. Digamos que procuro formas diversas de usar um guarda-chuva. A maior parte dos instrumentos são quadrados mas a música é sempre redonda e a verdade é que não gosto de linhas rectas”). Escancarando a nova era, estava o magnífico Swordfishtrombones.
23 December 2012
"F" FOR "FAKE" (o género de personagem que terá sempre um lugar aqui reservado)
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"CARAS" - EDIÇÃO ESPECIAL "MARIA, JOSÉ & O FEDELHO" (XII)
(ou Jingobé, jingobé, Fuck Christmas!-slight return 2012)
(ou Jingobé, jingobé, Fuck Christmas!-slight return 2012)
(cortesia de mr. apostate)
STREET ART, GRAFFITI & ETC (XCIII)
Aliaa Elmahdy (علياء ماجدة المهدى) e Samira Ibrahim (سميرة إبراهيم), Cairo, Egipto, 2011
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