07 August 2025

Geoffrey Hinton, godfather of AI: "I Tried to Warn Them, But We’ve Already Lost Control"

(ver também aqui e aqui)

13 comments:

alexandra g. said...

Há algum tempo que o sigo, mas suponho que tod@s deveríamos recordar (first things first) que a própria internet foi concebida com/para fins militares.

Qd trabalhei com informáticos, a IA era usada para apoiar projectos de investigação na Medicina, por exemplo. Neste momento, creio que tod@s sabemos que, mesmo largando os tlms, os portáteis, etc., já estamos totalmente enredados e sem fuga possível no que à reclamação da nossa liberdade de invocar a privacidade, a intimidade, até, desejamos, e à qual é suposto termos direitos constitucionalmente escritos...

A great, huge, dangerous joke, that's it!

Etc., até ao dia em que tod@s finalmente percebam. É que estou absolutamente convicta que tudo isto passa ao lado de muitos, demasiados milhões de pessoas :(

João Lisboa said...

"É que estou absolutamente convicta que tudo isto passa ao lado de muitos, demasiados milhões de pessoas"

E, quando se derem conta, não vão poder dar-se conta.

Miguel said...

Anda tudo maluco a dizer que a AI agora é como um PhD student, o Dâmaso confirmou-mo.

Pois eu hoje perguntei ao chato do gpt se a versão 5 está disponível. O gajo disse-me que não. Eu respondi-lhe "How come?!" e atirei-lhe com uns artigos de jornais, incluindo o do Público. O mano respondeu-me, é pá, meu, tens razão, mas é qu'eu por defeito vou à memória estática, que é de 2024. Eu disse-lhe então "Mas com mil neurónios, eu pergunto-te today se o gpt-5 está aí prás curvas e tu vais ver a 2024? " Observação very important, responde-me ele, grande oportunidade para detalhar como funciono, take note since this is most important. Quando me fizeste a pergunta, eu não reconheci que a resposta dependia on post-training information, e por isso respondi com cached data. Eu devia ter pensado imediatamente: Wait - it's August 2025, that might have changed since my last update.

É isto o estudante de licenciatura que os "génios" Altman, Musk (e agora este) e o caraças nos andam a vender. Isto é mas é o faroeste e os gajos são os dentistas du coin (o Dâmaso acabou de ter uma recaída francófila, nda de grave passa depressa). A super-inteligência e o caraças. Pergunta-lhes how is LLM's performance on Chollet's ARC test. Raios qu'os parta!

João Lisboa said...

Sou um bocadinho infonabo, por isso, nestes terrenos, ando sempre em bicos de pés. Mas concordo bastante com o fulano que avisa "fear is a man's best friend"

Miguel said...

Claro que devemos ter medo, medo dos tipos que estão por trás das máquinas, não que as máquinaas se tornem espontaneamente "exterminadoras". Elas tornar-se-ão perigosas se alguém assim o decidir. Estou farto das tretas do Tegmark et al. a propósito do "alignment" da IA connosco. É urgente é ter mão nos aprendizes de feiticeiro. Um gajo na idade da reforma compulsiva a dizer que se despediu para poder contar a verdade... O Debord não sabia da missa a metade.

João Lisboa said...

"Um gajo na idade da reforma compulsiva a dizer que se despediu para poder contar a verdade..."

A questão não é erigir-lhe ou não lhe erigir uma estátua. A questão é saber se o que ele afirma está certo ou não.

Miguel said...

A forma como o faz , bem como o conteúdo extremamente diluído e pouco realista, deixam -me muito dubitativo quanto às suas intenções e/ou discernimento. Todo o vídeo diga-se apela muito ao "pathos" , pouco à razão. Luc Julia , François Chollet ou, num tom mais a brincar e não especializado, Benjamin Bayart, são muito mais pertinentes. Olha, acabei de reparae que os três são franceses -- será coincidência?

Miguel said...

Aliás, a liberdade com que se exprimem Luc Julia e Yann Le Cun (ambos trabalhando em Silicon Valley, sobretudo o último como director científico na Meta) são contra-argumentos à necessidade de uma renúncia heróica ao posto para nos vir contar toda a verdade. E eu estou longe de concordar com o Le Cun, que também me parece ingénuo. A história da ciência está repleta de enormíssimos cientistas que, por "hubris", provocação, ou desiquilíbrio mental, para se fazerem importantes, acabaram a defender teorias estapafúrdias (Pauling, por exemplo). É um lugar-comum da pop culture dos nerds (inventei esta).

Anonymous said...

O Anónimo-Miguel está repleto, obeso mórbido, diria mesmo, de referências: ele é nomes, ele é situações, ai eu! (como dizem por aqui os aldeões mais antigos).

Se há discurso que não entendo (entendo) é este: um rol à la Magna Carta para não dizer rigorosamente nada, excepto uma evidência sobre a história da ciência, como poderia ser da comparação entre as diferenças na gastronomia, à healthy influencer on what to eat/not to eat, ou qq outro assunto da porra.

Long live inteligibilidade!

Miguel said...

O anónimo sugere que o Anonyme compare os argumentos dos acima citados e tente formar uma opinião. É tudo.

alexandra g. said...

Ora então, uma ordem de comando em jeito de sugestão e, pasme-se, "é tudo!"!!!
Não tivera eu severos problemas com as questões da "autoridade", além do facto - absolutamente comprovável & com bastas testemunhas - de me esquecer de iniciar sessão, eis que, tcharam!, coiso: mas sucede, contudo, que há demasiado tempo considero e sublinho que isso da "opinião" a nada mais se pode comparar que a um 'desporto olímpico'. E eu não entro em competições, são cousa imbecil para quem delas necessite, o que não me assiste.

Miguel said...

Ó Alexandra, questões de autoridade?! .... Eu bebi o leitinho com a Revista do Expresso nos seus tempos áureos, tomando as suas bastas referências/citações como convites à exploração pelos meus próprios meios, incluindo os dos meus amigos. Nunca me senti incomodado por o articulista citar este ou aquele. Pelo contrário. Se as sugestões não te interessam, passa à frente. Pas de problème.

Extra: se sugiro que se leia esses senhores que cito, é porque eles sabem muito mais do tema do que eu. E porque me parecem bastante mais imparciais do que a propaganda anglo-saxónica, onde parece intervir demasiado todos os seus pesadelos de hegemonia mundial . Eu apenas tenho experiência como utilizador na minha área científica e as limitações que encontro quotidianamente nos LLMs não batem certo com os prodígios que sobre eles se conta. O que o Chollet conta encaixa bem na minha micro-experiência. Mas me não vou pôr a contar detalhes técnicos numa caixinha de comentários. Contei uma anedota e já nåo é mau.

Lê ou ouve o Chollet e o Julia, o pior que te pode acontecer é aprenderes alguma coisa.

Miguel said...

Benjamin Bayart, Le vieux con des internets

Intelligence artificielle, bullsh*t, pipotron ?