Pulp Later With Jools Holland 1st June 2025
(sequência daqui) O essencial, porém, fora assegurado: o instável grupo de criaturas que ia constituindo os Pulp mantinha-se junto (tanto quanto era possível num permanente vai e vem) e os próprios acidentes que ocorriam - por exemplo, Jarvis cair da janela de um primeiro andar quando, para impressionar uma miúda, fazia uma imitação do Homem Aranha - enquadravam-se perfeitamente nas coordenadas daquela peculiar normalidade. O que, caminhando ao longo de uma produção discográfica razoavelmente regular - Freaks (1987), Separations (1992) - lhes permitiu chegar a Intro - The Gift Recordings (1993), que, antes de His 'n' Hers (1994) e Different Class (1995), por essa altura, me obrigava a vê-los como "A banda sonora para um circo de aberrações (Individuais, domésticas, sociais)" na qual "a eufórica celebração da Grã Bretanha e da sua paisagem humana como sarjeta da moral cristã e vistoso lixo para incinerar numa colorida feira popular foi organizada por quem, pelo povo não revela um exagerado afecto. (...) Different Class (a baixa, desprezível, abjecta e orgulhosa) foi o alfa e o ómega de uma trajectória única. A escuta de tudo aquilo que o antecede pode não ser sempre exaltante mas, pelo meio do 'glamour' rasca, das lantejoulas em segunda mão e do 'chic' de saldo (isto é, Roxy Music devolvido ao proletariado suburbano), explica demasiado bem a genealogia de uma glória adiada". (segue para aqui)
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