(sequência daqui) Long Wave Home, o seu 7º álbum, é, então, explica ela, uma aplicação prática do princípio "O que importa é garantir sempre a pessoa certa no lugar certo", um registo reduzido a voz, guitarra e arranjos minimalistas, que mostra a ex-nanny da descendência de Tom Waits e Kathleen Brennan pelo seu lado mais íntimo. A faixa que empresta o título ao álbum define o tom: numa espécie de Lego sonoro, um dedilhado circular rodopia sob a voz, que passa de um sussurro para algo quase áspero no espaço de uma única frase. Ela sempre foi uma cantora pouco convencional e, aqui, essa estranheza parece menos uma afectação e mais um imperativo — a única forma de transmitir estas canções que não domesticam as palavras ("If revolution can be sparked by a feeling, turn up the system, point the finger, send them reeling.” ("Signal To Noise") e, numa alusão ao inferno de Gaza e de todas as Gazas contemporâneas, se interroga "Are playgrounds for children, in them arises humanity, and so morality, to recognize a brutalizer, if rubble is playground, in all that their new eyes see, what kind of man becomes us?" ('Playground')
14 July 2026
QUE TIPO DE HUMANO?
"Em 2025, muitas pessoas saíram da minha vida... como um autocarro a entrar numa estação. Algumas dessas relações eram muito importantes, por isso, tive muito com que me debater nestes textos. Gravar o álbum foi uma viagem e uma busca — eu e um disco rígido numa autocaravana, parando em estúdios por toda a Inglaterra, para recolher material. Recrutei engenheiros de som, chamei Jesse D Vernon para fazer os arranjos dos metais e da percussão afinada e Sam Amidon para tocar uma variedade de instrumentos de cordas. Ao longo de três semanas, dormi debaixo de viadutos e de velhos carvalhos, e acordei em pastagens cintilantes cobertas de orvalho. Com o disco rígido e o coração cheios, regressei a Manchester, onde organizámos as sessões de estúdio sobre a matéria-prima recolhida e construímos o álbum" explicou Jesca Hoop na Bandcamp. (daqui; segue para aqui)
A sequoia vermelha Colonel Armstrong do Redwood National Park, na costa Norte da Califórnia, é a mais antiga árvore do parque, com idade estimada em mais de 1400 anos. Jesca Hoop conta como, durante horas, costumava sentar-se na base do tronco de quase 100 metros de altura e a dor que a consome ao ver os incêndios que devastam a Califórnia: “É como se sentisse o coração das sequoias em chamas, a arder de dentro para fora. Árvores que sabiam o meu nome”. E, concentrando-se em Order Of Romance – o sexto álbum, três anos após o óptimo Stonechild –, fala desse recurso à memória enquanto ferramenta indispensável: “Desejo amadurecer, clarificar a minha voz e a minha atitude através de melodias e frases que apenas eu seja capaz de construir. Order of Romance parece-se muito com o que teria resultado se a todas as pessoas, personagens ou artistas que fui sendo ao longo das fases da minha vida tivesse sido oferecido um instrumento para tocar pelo meio das canções”. (segue para aqui)
(sequência daqui) Por essa altura, os Goon Sax tinham só ainda dois álbuns publicados – Up To Anything (2016) e We’re Not Talking (2018) – e era preciso um imenso salto de fé para crer que o que escutávamos era, realmente, “apenas uma coincidência” e não míticas, secretas e inéditas gravações perdidas dos autores de Liberty Belle and the Black Diamond Express (1986), algures entre Before Hollywood (1983) e Spring Hill Fair (1984). Poderão ter começado, confessa Louis, como “uma piada estúpida e divertida destinada a durar nem seis meses e que ainda hoje me custa a acreditar que se tenha tornado uma coisa séria que continua a existir” mas, chegados ao terceiro álbum, Mirror II, aquilo em que deveremos realmente concentrar-nos é na afirmação final de Robert: “Eles têm apenas 20 anos e, de certeza, vão ainda mudar muito”. Entregues nas mãos de John Parish (e quem, dos Dry Cleaning a PJ Harvey, Aldous Harding, This Is The Kit, Jesca Hoop ou Chrysta Bell, não lhe passou já pelas mãos?) que os conduziu até Bristol, aos Invada Studios de Geoff Barrow (Portishead), não sairam propriamente irreconhecíveis mas o "pool" genético ampliou-se largamente. A começar logo pelo título, segundo Riley Jones, o momento em que uma decisão de acaso ganhou um novo sentido: “Estava a ler The Philosophy Of Andy Warhol e, às tantas, ele diz algo perfeito: ‘Estou certo que, se olhar para um espelho, não verei imagem nenhuma. As pessoas estão sempre a dizer que sou um espelho. Mas, se um espelho olha para outro espelho, o que há para ver?’ O título (Mirror II), de início, era totalmente arbitrário mas passou a significar essa reflexão sobre os reflexos e o modo como, permanentemente, nos influenciamos uns aos outros e nos fazemos ver como verdadeiramente somos”. (segue para aqui)
“O que é importante é preservarmos a nossa voz autêntica. Ser verdadeiros para com nós mesmos. Pôr de quarentena a expressão ‘apropriação cultural’. Se me apetecer fazer rap... claro que vou fazer rap. Posso vestir-me como um monge... ou um junkie... enquanto faço rap. A música é uma arte. Divirtamo-nos com ela. Não tolero que me venham dizer que não posso cantar de determinada maneira porque não nasci em Timbuktu. Temos de exprimir o que sentimos. Se somos camaleões, deixemos que as nossas cores mudem e brilhem. Incorporemos novas linguagens. O que quero dizer é que resistirei sempre à ideia de que não posso jogar com formas de expressão que não provenham da minha educação ou do meu ambiente próximo. O mundo é a nossa ostra e a arte é liberdade”, dizia Jesca Hoop, há três anos, à “Folk & Tumble”. Na altura, a propósito de Love Letter For Fire, uma colaboração com Sam Beam, Hoop falava apenas do esbatimento de fronteiras entre a folk e a pop ter-se transformado numa constante da sua música.
Mas o assunto estende-se, inevitavelmente, ao larguíssimo espectro de proibições (musicais, literárias, iconográficas, étnicas, de género) com que as inquisições do tribalismo identitário, imaginando-se intrépidas combatentes contra a pilhagem cultural do Ocidente face ao resto do mundo, não fazem mais do que – como poucas semanas após a entrevista de Jesca Hoop, a escritora Lionel Shriver alertava numa conferência em Brisbane – “abraçando identidades de grupo estreitas, encerrar-nos nas próprias jaulas em que nos querem aprisionar”. Não falando dos 40 000 anos de “apropriação cultural” a que chamamos História da Música, recordemos só que muitos dedos acusadores se viraram, por exemplo, para Paul Simon, Talking Heads ou Vampire Weekend, e, agora, dificilmente deixarão de o fazer em relação às Trash Kit. Trio feminino com as Slits, Au Pairs, Raincoats e Talking Heads a correr-lhes nas veias e Thomas Mapfumo a comandar cada dedilhado da guitarra de Rachel Aggs, Horizon é um magnificamente hiperactivo exercício de telepatia – "We play in tune not touching, we play in time not listening" –, com o Zimbabwe e Soweto num canal e o pós-punk no outro. Dirigido (mas não em exclusivo) a “young, queer and mixed race people”, vitaminado pelas ferroadas do sax de Dan Leavers (The Comet Is Coming) e pela harpa de Serafina Steer, nas gloriosas descolagens afro-psych-e-tudo-à-volta de "Disco", "Coasting" e "Every Second", avança destemido para o inferno dos “apropriadores”.
O litopédio é um fenómeno raro que ocorre quando, durante uma gravidez ectópica, o feto morre mas – sendo demasiado volumoso para ser reabsorvido –, em consequência de uma reacção de corpo estranho, calcifica. Evita o risco de infecção mas pode não ser diagnosticado durante décadas. Pelo menos, tão improvável e imprevisível é Jesca Hoop ter escolhido para título do quinto álbum a designação popular que lhe é atribuída, Stonechild, que, como um espectro, paira sobre as 11 canções e assombra de ângulos vários a própria ideia de maternidade. “Uma 'stonechild' é algo que carregamos connosco. Um segredo. Um fardo. Em cada canção, alivio-me de um peso”, explicou Hoop ao “Discussions Magazine”. E, após declarar que vive “obcecada com o poder da religião”, anuncia desejar “participar activamente na dissoluçao do regime patriarcal”. Uma a uma, é precisamente para esses alvos que cada peça de Stonechild aponta.
Logo a começar por "Free of the Feeling” (“When the ringing bell falls deaf, we go look for dark, where no flag is waving red, we look for dark, past the grave and Vicar's House, people packed in bars, all the chaste and junkies raising hands to God”), litania folk coral reclinada sobre "drone" electrónico. Aí mesmo, as regras do jogo ficam estabelecidas: tudo decorrerá da acentuação do processo de despojamento sonoro iniciado em Memories Are Now (2017), agora comandado pelo ubíquo John Parish – “Foi um colaborador gentil até ao momento em que em que assassinou uma das minhas bem amadas canções. Nunca tinha sido tão brutalmente editada. Não medi as palavras para lhe dizer o que sentia. Respondeu-me: ‘Vais acabar por perdoar-me’. E, de facto, acabei por gostar daquele tratamento que me reduziu ao essencial” – e apoiado nas participações polifónicas de Kate Stables (This is The Kit), Rozi Plain, Jess Wolfe e Holly Laessig (Lucius). É, então, em estado de quase nudez vocal que oferece a horrenda candura maternal de "Old Fear of Father" (“I love my boys more than I love my girl, try not to show it, she knows like I knew, don't look to me to hold you, I shape and mould you so you can get the ring while you're still pretty”), a "lullabye" sem esperança "01" ("I can show you love that's fair, oh, a life that is bearable, so I'll show you how to win Solitaire”), ou a perplexidade infinita de "Shoulder Charge" (“I came out of this world, not into this world, nothing knows a finishing, where nothing begins”). E nem uma partícula precisaria ser-lhe acrescentada.
16 July 2019
"I think the important part is to retain always your authentic voice. Be true to yourself... compartmentalise buzz phrase 'cultural appropriation'. If I want to fucking rap... I’m gonna fucking rap. I might dress like a monk... or a junkie... while I do so. Music is art. Have fun with it. I don’t want to be told I can’t sing that way cuz I wasn’t born in Timbuktu. Express what you feel. If you are a chameleon let your colours shift and shine. Explore. Incorporate a new language. I guess what I’m saying is I would resist feeling like I can’t play with expressions that don’t come from my immediate environment or upbringing. The world is your oyster and art is freedom"(Jesca Hoop)
BORRÃO DE RORSCHACH
Diz Erin Birgy: “É fantástico ver alguém aperfeiçoar um determinado objecto de paixão. Mas o que me mantém interessada na música é precipitar-me literalmente no desconhecido. É muito mais divertido divagar do que decidir, de uma vez por todas, como uma banda irá soar, de acordo com uma perspectiva ou um desejo singular”. Divaga Erin Birgy: “A minha maior fantasia erótica era ser um cavalo negro enviado do Inferno, galopando através do mato, ao crepúsculo, como numa cena de Darby O’Gill and the Little People(um filme da Disney, de 1959)”. Recorda Erin Birgy: “Durante os últimos oito anos, a banda alargou-se e deambulou, num crescendo em direcção à liberdade musical”. Sintetiza (em "Truth In The Wild") Erin Birgy: “Energised by uncertainty, confusion, disruption, this song’s for me”. Lateralmente, uma memória antiga ajuda a compreender ainda melhor: “A minha mãe costumava levar-nos, em passeios de um dia, a explorar os diversos lugares de Washington Oriental. Uma vez, fomos a Metaline Falls e, durante cerca de uma hora, não conseguíamos ver nada do lado de fora do carro de tal modo o ar estava opaco de borboletas monarca. Isso ficou em mim para sempre”.
Naturalmente, nada dispensa a escuta de Dolphine mas, daqui, podem extrair-se já algumas coordenadas para o que nos aguarda. Isto é, nada do que podemos imaginar será sequer parecido com o que iremos descobrir. Até porque este quarto álbum assinado Mega Bog – "nom de plume" de Birgy – pode servir de modo útil como uma espécie de “borrão de Rorschach”: se ela própria admite ter-se alimentado de Robert Wyatt, Laurie Anderson, Bridget St. John, Nina Simone, Marianne Faithful, Nico, a ficção de Ursula K. Le Guin e a poesia de Alice Notley, nada nos impede de, ao escutá-la, identificarmos os traços de Julia Holter, This Is The Kit, Joni Mitchell, Shara Worden, Poliça, Judee Sill, Jesca Hoop ou Hugo Largo. Uma sucessão de imprevisibilidades sonoras articuladas como peças de "puzzles" diferentes no perímetro de cada canção: ziguezagues melódicos enroscados em dissonâncias de veludo, psicadelismos subaquáticos em montanha russa "free-form", bordados folk com acabamentos "avant-pop", abstraccionismos rítmicos em coreografias reptilianas, preciosas jóias electro-acústicas que, afinal, são apenas o confessado desejo de “perpetuar aquele género de perspectiva misteriosa que, para mim, não é realmente um mistério”. Ou, encarando-o sob um ângulo mais esclarecedor: o álbum avassalador que, desde Volta, Björk procura sem encontrar.
22 May 2018
UM PONTO DE EQUILÍBRIO
Cinco anos após About Farewell, Alela Diana publica Cusp, um álbum composto entre o nascimento das duas filhas e – por esse motivo mas não só – acerca da experiência da maternidade: “Se somos artistas mas também mulheres e mães, o caminho é muito mais difícil. Neste disco, quis especificamente escrever sobre esse tópico. Tenho a sensação que se espera que o varramos para baixo do tapete, não se fale mais nisso e se ande para a frente como se nada tivesse acontecido nem merecesse ser abordado. Mas, para mim, mudou tanto a minha vida que não me passaria pela cabeça não escrever sobre isso”. Um saber de amarga experiência feito: “Exerce-se uma enorme pressão sobre as mulheres para serem jovens, belas e se manterem desejáveis, e a questão da maternidade levanta imensos obstáculos. Quando fiquei grávida da minha filha mais velha, tinha saído da Rough Trade mas havia uma outra editora que estava interessada. No entanto, assim que souberam que eu estava grávida, desistiram. Tinha-me tornado, subitamente, obsoleta, inapta para trabalhar, dar concertos, e um enorme problema de marketing. Isto tem um nome: discriminação”.
Cusp foi composto durante uma residencia artística no Arts Center de Caldera, na encosta das Cascade Mountains, no Oregon. Mas To Be Still (2009) também já havia resultado de um processo semelhante de isolamento, numa cabana de Portland, apenas com um gato por companhia...
Foi bastante diferente. No caso de To Be Still, eu, de facto, vivia numa cabana, em Portland. Era mais nova e tinha toda a reclusão de que precisava. Desta vez, tratou-se de uma residência artística, durante três semanas e meia, em Caldera, no Oregon, em Janeiro de 2016. Já tinha uma filha de três anos e precisava de toda a calma e tranquilidade para poder escrever. Encontrar um ponto de equilíbrio entre a vida familiar e a criatividade não é fácil.
Mas alguma forma de isolamento é-lhe essencial?
Esse isolamento tanto pode acontecer numa cabana nas montanhas como num qualquer outro lugar sereno. Preciso de espaço mas também pode perfeitamente acontecer que escreva o texto de uma canção à mesa de um café que é um sítio ruidoso, desde que consiga habitar o meu mundo e possa dispor de momentos para por alguma ordem no pensamento.
Ter composto a maior parte deste álbum ao piano modificou o carácter ou a tonalidade das canções de alguma forma? Consegue imaginar como teriam sido se as tivesse composto à guitarra?
Não sei... é verdade que o piano abre um pouco mais as canções, evoca um tipo de sensações diferentes. Mas, reflectindo sobre a forma como resultou – até porque foi a minha primeira experiência com o piano –, parece-me que, sem dúvida, modificou o espírito do álbum.
Numa entrevista sua que li numa publicação francesa, às tantas, diz que “no fundo, as pessoas não querem saber da folk para nada”...
Eu disse isso?
Foi o que eu li...
Há pessoas que, nesta matéria, são muito tradicionalistas e puristas e não suportam que não se leve a tradição à letra. Isso nunca foi coisa que me interessasse...
Mas ainda existem muitos espécimes dessa corrente de pensamento-Pete Seeger?...
Há, há... Eu não sou purista de modo algum mas compreendo que exista quem se preocupe dessa forma, quem leve terrívelmente a sério a história e a tradição folk. Creio que, nessa entrevista, estaria a falar acerca do facto de, no contexto musical em geral, actualmente, a folk music não ser a "hot new thing" que já foi, por volta de 2005. Quando, nessa altura, publiquei The Pirate’s Gospel, a redescoberta da folk, a recuperação das sonoridades e instrumentos acústicos, estavam num momento de grande evidência e muita gente lhes prestava imensa atenção. Mas os gostos e as tendências mudam muito rapidamente e, hoje, estamos longe de viver uma situação idêntica.
A sério?... Que sorte... Pois... esse meu comentário deve ser entendido no contexto geral daquilo que é mais popular nos media, actualmente.
Sempre suspeitei da Sandy Denny que existia em si. E, agora, em Cusp, aparece uma canção sobre ela e a ela dedicada...
Tenho um imenso respeito por ela enquanto "singer/songwriter". Era extraordinariamente poderosa e arrebatadora. E aquela voz... Descobri-a quando andava pelos vinte e poucos anos e estava a iniciar a minha própria carreira musical, apaixonei-me pela voz dela. Primeiro, através dos discos com os Fairport Convention e, depois, os outros, a solo. Não posso dizer que tenha ouvido tudo, tudo que ela gravou. Mas aqueles que conheço são uma preciosidade.
Se quiséssemos identificar alguma influência dela neste seu último álbum, poderíamos dizer que provém mais dos últimos discos a solo, mais densamente orquestrados?
Não sei... eu inspiro-me em bastante música do passado mas nunca de uma forma absolutamente deliberada, como se escutasse um disco e pensasse fazer uma réplica exacta dele. Isso pode incluir, por exemplo, tanto gravações da Joni Mitchell nas quais ela explora orquestrações mais jazzy e com cordas, como as coisas da Sandy Denny de que temos estado a falar. Vou escrevendo as minhas canções e explorando as formas que me parecem mais adequadas a cada uma delas. Mas não estou o tempo todo a pensar em música nem me dedico a conhecer o catálogo integral de um artista de que goste. Gosto muito do Leonard Cohen ou da Joni Mitchell mas não conheço todos os álbuns deles.
Neste álbum, algumas canções socorrem-se de belíssimos arranjos de cordas ("Émigré", por exemplo) e "Yellow Gold" acaba afogada em dissonâncias...
É uma maneira de assegurar que, para mim, as coisas continuem a ser interessantes: experimentar arranjos diferentes em que aconteçam surpresas sonoras.
Quando, em 2011, Bob Dylan celebrou 70 anos, o “Observer” perguntou a uma série de músicos que presente gostariam de lhe oferecer. A Alela sugeriu uma tarte de maçã. Agora que ele é um ilustre Nobel da Literatura, mantinha essa sugestão?
(risos) Tenho a certeza que ele pode comprar aquilo que lhe apetecer mas uma tarte de maçã caseira continuaria a ser uma prenda oferecida do fundo do coração. E no que respeita ao Nobel, como não reconhecer que, há décadas, ele escreve as palavras que tanta gente, em todo o mundo, adora? O homem é um escritor. E um muito bom escritor.
03 January 2018
2017 - Videoclips
St. Vincent - "New York"
Protomartyr - "Don't Go To Anacita"
Michael Head & The Red Elastic Band - "Rumer"
Hurray For The Riff Raff - "Rican Beach"
Danish String Quartet - "Shine You No More"
Sopa de Pedra - "Cantiga de la Segada"
Protomartyr - "A Private Understanding"
Public Service Broadcasting - "They Gave Me A Lamp"