14 June 2026
10 June 2026
Recorde para o "Guinness" de criaturas a cabecear perante lenga-lengas repletas dos chavões patriótico-camonianos do costume e uma ou outra "resiliência"... e nem uma referenciazinha à gloriosa tribo dos gebos do ludopédio que, em breve, partirá para oh quão terríveis refregas!...
“Apenas o mastro em que a bandeira é hasteada e o vento. Nenhuma bandeira”
06 May 2026
A Dialéctica nas margens do Reno
A dialéctica. Já ouvi falar da dialéctica:
era assim uma espécie de regra de três
simples no papel pardo das mercearias,
a penitência dos bígamos,
um motor a três tempos engatado
na quarta velocidade do pensamento.
O jovem Carlos leu GWF nas longas,
teutónicas noites de inverno e escreveu
na Rheinische Zeitung um artigo
sobre o roubo da lenha aos camponeses ou
pelos camponeses: não sei bem.
Alguns discutiram se O Capital é
uma obra de maturidade ou um efeito
secundário da furunculose.
Por mim confesso: tenho saudades de tais tempos
em que despontavam as mamas em raparigas
acossadas pelo acne e pela delicadeza.
01 December 2025
"Lover, You Should've Come Over"
31 October 2025

18 October 2025
02 June 2025
21 February 2025
Revisões da matéria dada (XLIII)
11 February 2025
21 January 2025
19 January 2025
13 January 2025
"Gato Diplomata" (E. Lisboa)
10 January 2025
07 January 2025
02 December 2024
(sequência daqui) JL - Em que medida te apercebeste ainda do Zé Mário anterior que não gostava de fado e tinha mesmo um preconceito contra o fado?
C - Já não existia. Aliás, nessa altura, ele tinha já até escrito uns fados para o Carlos do Carmo. E o Sérgio Godinho, o Janita, também já tinham feito esse mesmo trajecto. O Zé Mário adorava fado tradicional. A nossa relação nunca foi política. Era fado.
JL - Como é que essa vossa colaboração se foi desenvolvendo?
C - Eu pegava, por exemplo, em poemas do David Mourão Ferreira ou do Fernando Pessoa e colocava-os nos fados tradicionais. Oferecia-lhe várias opções para ele poder escolher, em relação aquela poesia, qual o fado tradicional que lhe assentava melhor e conseguia transmitir o registo emocional daquele poema. Os fados tradicionais são imensos. Quando se canta um poema, é preciso que a música daquele fado o queira acolher. Ele criou uma sonoridade para o meu fado que tinha (e tem) muito a ver com tudo isto. Neste espectáculo de homenagem ao Zé Mário, estão os fados que ele escreveu para mim, fados inéditos que, hoje, são considerados fados tradicionais. Mais cinco músicas do reportório dele que nunca tinha cantado.
JL - Quando foi publicado o teu primeiro álbum (Uma Noite de Fados,1995), escrevi algo que se colaria para sempre à tua e à minha pele quando anunciei que a "nova Amália é um homem e chama-se Camané"...
C - (risos) Achei piada. Tinha a ver com o contexto da época, andava-se sempre à procura da nova Amália... Claro que ela teve uma enorme importância na minha vida e no que eu gosto de fazer. Por exemplo, na busca de poesias capazes de serem integradas no reportório do fado. Com a ajuda do Zé Mário e da Manuela de Freitas, também consegui ir por esse caminho. Havia muito quem dissesse que o Fernando Pessoa não era um poeta cantável. E eu cantei muitos fados com poemas dele sobre fados tradicionais - o "fado Rosita", o "fado Isabel", o "fado Alfacinha". Poetas e poemas que não eram normalmente utilizados no fado. Tem que se escolher muito bem e identificar o registo emocional de cada poema. (segue para aqui












