22 May 2013


CAPÍTULO IV
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Artigo 15.º
(Natureza das reuniões e dever de sigilo)

1. As reuniões do Conselho de Estado não são públicas.
2. Os membros do Conselho de Estado e o secretário têm o dever de sigilo quanto ao objeto e conteúdo das reuniões e quanto às deliberações tomadas e pareceres emitidos (...).

21 May 2013

(O 3º ANO A SEGUIR AO) ANO DO TIGRE (XCVIII)


VAMPIRE WEEKEND - "UNBELIEVERS"
 


Got a little soul
The world is a cold, cold place to be
Want a little warmth
But who’s going to save a little warmth for me

We know the fire awaits unbelievers all of the sinners the same
Girl you and I will die unbelievers bound to the tracks of the train

If I’m born again I know that the world will disagree
Want a little grace but who’s going to say a little grace for me?

We know the fire awaits unbelievers...

I’m not excited but should I be
Is this the fate that half of the world has planned for me?
I know I love you
And you love the sea
Wonder if the water contains a little drop little drop for me

See the sun go down, it’s going on down when the night is deep
Want a little light but who’s going to save a little light for me?
If I’m born again I know that the world will disagree
Want a little grace but who’s going to say a little grace for me?

We know the fire awaits unbelievers...
Eis uma forma expedita e totalmente voluntária de diminuir o peso das reformas no orçamento e, simultaneamente, exterminar velhos fachos
VINTAGE (CXLIV)
 
Garbage - "Queer"

Real. Stéphane Sednaoui
Afinal, a Fatinha tinha uma reunião Tupperware e, à última hora, mandou sms a dizer que não podia ir

A Fatinha junto à quercus rotundifolia de interesse público

20 May 2013

... e, depois... (all mouth and no trousers) pede desculpa... se tivesse chamado "provençais", "bávaros", "catalães" ou "eslavos" também tinha de pedir desculpa?
"Magrebinos" (aka "mouros") é... insulto? Para fatiar o Meatloaf não é imprescindível ser idiota

Master Musicians Of Jajouka
CONFIRMADA A PARTICIPAÇÃO DA FATINHA
 
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (CXIII) 

João César das Neves


O grande Kaizer Albino repete-se, não porque esteja gágá, mas porque a gravidade do tema - consequência inevitável do totalitarismo do orgasmo! - o impõe: "Tudo nasce de uma ideologia lasciva que impõe o postulado de que no sexo todos os prazeres são equivalentes * e devem ser excitados. Esta mentira evidente e clamorosa consegue passar por razoável na propaganda libertina. O tempo que teme tabaco e obesidade promove divórcio, aborto, promiscuidade e depravação. O que mais espanta é a apatia generalizada da população perante a podridão, enquanto se enfurece e assusta com questões económicas, secundárias e passageiras" (aqui)

* trata-se, sem dúvida, de uma mentira clamorosa e evidente que, justissimamente, o grande Kaizer denuncia: o prazer de um fellatio não é equivalente ao de uma levrette ou de um cunnilingus!... Cada coisa no seu lugar.

19 May 2013

Até na desgraça (ou, talvez, especialmente na desgraça) há "qualquer coisinha de português"! (XIII)...

... já a frase "Sou 100% portuguesa e tenho uma irmã gémea idêntica, acho que isso me faz única de certa maneira" é assaz intrigante...
E, depois de ter inventado os "homossexuais do mesmo sexo", a Maria vai mais longe e faz-nos descobrir as "obras de arte homossexuais"

Os gémeos de Argos - Delfos, sec VI BCE 

Mimesis - Giulio Paolini (1976-1988)
SECRET AGENT MAN

Johnny Rivers

Devo
NÃO COMPLIQUEM, O OBJECTIVO É SÓ UM: ESFREGAR NAS FUÇAS DA CIA O FACTO DE QUE USAR FISGAS CONTRA CANHÕES É PATÉTICO

L'OSSERVATORE ROMANO (XXXVIII)

O culto mariano 7

18 May 2013


Pá, Tó... é naquela, méne... iá... Tó, pá... a cena do coiso e tal... epá, Tó!... méne, é memassim... iá, Tó... tasse
DAVID BOWIE - "THE NEXT DAY"

Real. Floria Sigismondi
 
"Look into my eyes", he tells her
"I’m gonna say goodbye", he says, yeah
"Do not cry", she begs of him goodbye, yeah
All that day she thinks of his love, yeah

They whip him through the streets and alleys there
The gormless and the baying crowd right there
They can’t get enough of that doomsday song
They can’t get enough of it all

Listen

"Listen to the whores", he tells her
He fashions paper sculptures of them
Then drags them to the river‘s bank in the cart
Their soggy paper bodies wash ashore in the dark
And the priest stiff in hate now demanding fun begin
Of his women dressed as men for the pleasure of that priest

Here I am, not quite dying
My body left to rot in a hollow tree
Its branches throwing shadows on the gallows for me
And the next day,
And the next,
And another day

Ignoring the pain of their particular diseases
They chase him through the alleys chase him down the steps
They haul him through the mud and they chant for his death
And drag him to the feet of the purple headed priest

First they give you everything that you want
Then they take back everything that you have
They live upon their feet and they die upon their knees
They can work with satan while they dress like the saints
They know god exists for the devil told them so
They scream my name aloud down into the well below

Here I am, not quite dying
My body left to rot in a hollow tree
Its' branches throwing shadows on the gallows for me
And the next day,
And the next,
And another day.
HÁ QUE INCUTIR BONS VALORES NA JUVENTUDE

(cortesia de mr. apostate)

RELAÇÕES IMORAIS 


Como diz Michel Chion em La Musique Au Cinéma, “A história das relações entre música e cinema é, certamente, e a isso teremos de nos resignar, imoral. (...) A nossa consciência racional e o nosso apreço pelo trabalho bem feito indignam-se quando uma determinada música acrescentada no último momento, escrita numa semana e recorrendo a uma retórica retrógrada, por uma espécie de acaso feliz, pelo engenho da montagem e pelo ‘dedo’ de um engenheiro de som, se vão inscrever no corpo de uma obra-prima, se vão converter no coração dessa estátua, como um coração de sopeirinha numa Vénus de mármore”. Que a inversa também é verdadeira, se não tivéssemos reparado antes, ficámos, definitivamente, a sabê-lo quando, há oito anos, a Ipecac publicou o prodigioso duplo de Ennio Morricone, Crime And Dissonance, preciosa recolha de radicais experimentalismos – fantasmagorias electrónicas, libérrimas improvisações, "musique concrète", atonalismos com o freio nos dentes, jazz esquartejado e colagens para orgasmo e taquicardia – generosamente oferecidos pelo mestre, entre 1969 e 1974, às subespécies dos "gialli", pornolixo "light" e outros produtos do catabolismo cinematográfico. E o mesmo se poderia dizer, por exemplo, das "electronic tonalities", de Louis e Bebe Barron, para O Planeta Proíbido, das partituras de Les Baxter para A Queda da Casa de Usher (de Corman), de Leonard Rosenman para Viagem Fantástica, ou de Bruno Maderna para La Morte Ha Fatto l'Uovo



É nesta micro-linhagem paralela que se inscrevem tanto o filme de Peter Strickland, Berberian Sound Studio (2012), como a banda sonora homónima agora editada, assinada pelos Broadcast (que será, talvez, a sua última gravação, após a morte de Trish Keenan, em Janeiro de 2011): história de um ensimesmado técnico de som britânico que, nos anos 70, é contratado para, em Itália, se ocupar dos efeitos sonoros do que, à partida, ignora ser um "giallo", o envolvimento activo, em atmosfera de máfia kafkiana, na produção da atmosfera de terror acaba por não exercer o mais desejável dos efeitos no seu espírito. A música para Il Vortice Equestre, o filme dentro do filme (de que apenas nos é dado ver o genérico inicial), foi aquilo de que se ocuparam os Broadcast – descendentes do minimalismo dos Young Marble Giants, meios-irmãos dos Stereolab e Pram, e devotos do ignorado e lendário álbum único dos United States of America (1968) que encaravam como a sua bíblia –, quase idealmente talhados para ela: o jogo de espelhos entre "giallo" e reapropriação contemporânea ironicamente opressiva do género é perfeitamente reflectida na sequência de 39 fragmentos sonoros que, sem que verdadeiramente nos apercebamos das costuras do "cut-up", opera por acumulação de sentidos, contrastando motivos, repetindo-os, distorcendo-os e, no processo, montando uma ficção alternativa inteiramente autónoma que, em simultâneo, homenageia sem vassalagem os antepassados Krzysztof Komeda, Fabio Frizzi, Goblin, Gene Moore ou Andrzej Korzyński. E também, mais ou menos subliminarmente, Cathy Berberian, a sobrenatural voz e musa de Luciano Berio.

Tó, méne... iá... pá, Tó, tipo, temos de ser uns prós outros... tazaver, Tó... Tó, tasse, pá

17 May 2013

Maria Teixeira Alves, não estás só, moça! Muitos outros pensadores igualmente eloquentes - embora com problemas complicados de ortografia e sintaxe - invadiram as catacumbas da caixa de comentários do "Público" e, sem mariquices, inauguraram uma nova e esplendorosa Idade de Ouro da "escola filosófica Rádio Táxis-Autocoope"!


"Que me desculpem os portugueses,mas este e um assunto muito complicado para a minha pobre cabecinha e eu nao percebo este tipo de leis e nao compreendo como e que e possivel que um par de homossexuais podem adoptar e criar uma crianca,quando todas as criancas precisao de um pai e de uma mae para se tornarem adultas,tantos casais que por infelecidade nao podem ter filhos e neste caso porque nao se lhes dar uma oportunidade de serem felizes...tantas mulheres que nao podem ter filhos porque nao lhes dao a portunidade de optarem uma crianca...nao sou contra os homossexuais nem contra as lesbicas so que vos faco uma pergunta muito concreta...sera que o dinheiro a forca e as relacoes entre os pares homossexuais tem mais valor que a vida de uma crianca...!!!??? abril vencera...revolucao ja..."

"Mudem o nome à coisa, crismem de tutores os "casais" em questão. Exigir-se a uma criança que trate um casal de gays ou lésbicas por pais é de uma violência chocante. Entre os gays é normal o João ser Joana, o Paulo ser a Paula, etc. Obrigar-se uma criança a entrar nestes jogos é chocante. Uma sociedade que desce tão baixo não merece ter futuro".


"Nunca serão pais de ninguém. A natureza, fábrica perfeita que não tolera perfídias, não permite a concepção por parte dos casais homosexuais. A lei dos homens é efémera. A da natureza é imutavel. Ouviram srs. deputados e casais gays? Nunca conseguirão levar a vossa avante. A natureza não o permite. Vocês nunca serão pais de ninguém. Jamais!"

"Por mais leis torpes que a AR bolsar, as crianças terão sempre como pais aqueles que os conceberam. Ensinemos as crianças que venham a ser vítimas desta lei a responderem: não tenho culpa, eu tenho um pai e mãe, tal como tu. Fui concebido dentro das regras da natureza. A culpa foi dos deputados da AR que permitiram eu estar nesta situação".

"Se o Cunhal lá estivesse, votavam o tanas. O gajo uma vez disse que considerava a homossexualidade uma coisa triste".

"Se eu nascesse daqui a uns anos e fosse adotado por um casal do mm sexo, eu poria o estado em tribunal. Que direito teria o estado de me colocar numa posição da qual eu discordava? Se isto é o vale tudo, seria mt mais pacífico eu poder casar com 3 mulheres e 2 homens".
Obrigado por existires, Maria Teixeira Alves, e um obrigado ainda maior ao FNV por nos ter permitido conhecer-te! (entrada imediata para o seleccionadíssimo clube do "pensamento filosófico português")

"Os ignóbeis socialistas e bloquistas vão levar amanhã mais uma vez a adopção de crianças por duas pessoas homossexuais do mesmo sexo que vivam juntas, ao Parlamento. Não se enganem, todas as manifs, todos os Grandolas Vilas Morenas, todos os Galambas e Dragos, todos os actos de terrorismo de interrupção de membros do Governo em actos públicos, têm um único objectivo 'dar crianças aos homossexuais'" (mais aqui)
Dia de abundância em matéria de "Portugal numa casca de noz": máfia sindical convoca greve de professores destinada ao desastre, perante a qual o ex-carro de assalto para a Educação do biltre inventor das "novas oportunidades" (já de braço dado com a costureirinha do Rato para tratar da vidinha) aconselha fraternamente o Governo a fazer como ela fez, alegando "o direito constitucional (?) dos alunos a fazerem exames"
LIMPAR O PÓ AOS ARQUIVOS (VI)

(com a indispensável colaboração do R & R)