03 December 2016

Epá, não se faz isto aos homens, caraças!... São heróis da pátria... já não há respeito por ninguém... e tu ficas-te, Marcelo?

... e até a Konami envolvem nisto...

02 December 2016




2016 - Prémio "Marriage made in Hell/Pior entrevistado & Piores entrevistadores"


* desenvolvimento criativo do pensamento-Ritarato e da técnica de resposta de concorrentes bimbos em concursos de TV que, quando perguntados, "Quem foi o primeiro rei de Portugal?", respondem "Ah isso não sei, ainda não era nascido".
Regina Spektor - "Sellers of Flowers"

... e a "carinha laroca" (ponta de lança revelação da blogocoisa direitolas), cheia de pica para roubar o lugar na equipa à Lenita Zhdanov, não pára... agora mesmo, após ter descoberto a República Soviética de Portugal, acabou de criar o inovador conceito de "sociedade marxista"!

01 December 2016

... e um coral de infantes caboverdeanos a cantar modas alentejanas é "apropriação cultural"?...

(aos 0'33")
Mas ó "carinha laroca", tem cuidado, se "somos governados por comunistas", a escreveres coisas dessas, estás aqui estás num "gulag", algures na serra do Larouco, a pastorear rebanhos para o soviete local...
DEFINITIVAMENTE MAIOR


Eça de Queiroz estaria, talvez, a exagerar na caricatura quando, em 1867, escreveu que “Atenas produziu a escultura, Roma fez o direito, Paris inventou a revolução, a Alemanha achou o misticismo. Lisboa que criou? O fado (...) Tem uma orquestra de guitarras e uma iluminação de cigarros. A cena final é no hospital e na enxovia. O pano de fundo é uma mortalha”. Pinto de Carvalho/Tinop, na essencial – ainda que não exactamente rigorosa – História do Fado, de 1903, também não era demasiado amável: “O fadista, minado de taras, avariado pelas bebidas fortes e pelas moléstias secretas, com o estômago dispéptico, o sangue descraseado e os ossos esponjados pelo mercúrio - é um produto heteromorfo de todos os vícios, atinge a perfeição ideal do ignóbil”. E Fernando Lopes-Graça que – com Michel Giacometti – tanto investigou a música popular tradicional e nela se inspirou, tratava o fado como “canção incaracterística e bastarda”, “o execrando fado, produto de corrupção da sensibilidade artística e moral quando não indústria organizada e altamente lucrativa” (A Canção Popular Portuguesa, 1953). 


É verdade que as origens do fado (como as dos blues, do tango ou do rebético) têm um odor acentuadamente "lumpen" e, musicalmente, não era comparável com a imensa riqueza e respiração ampla da música tradicional. Mas, um século depois, Amália e Oulman, Camané e José Mário Branco, Cristina Branco e mais dois ou três, partindo dessa rudimentar matriz, transformaram-no em algo de definitivamente maior. E, agora sim, por vezes, indústria organizada e lucrativa. Gisela João, três anos depois da estreia homónima, em Nua, dá belíssimos sinais de desejar percorrer uma via próxima do imaculado percurso de Camané: rente à tradição mas, sem excessos de “produção” nem tiques de "crowd pleasing", pronta a, discreta e elegantemente, pisar o risco. E "Labirinto Ou Não Foi Nada", "Naufrágio", "Sombras do Passado" e uma sublime "Llorona" são exactamente aquilo a que se chama clássicos instantâneos.
Ainda outra coisa a que o Terence McKenna ia achar piada

Procederam mal, sem dúvida: em vez de ficarem sentados e caladinhos, deveriam ter gritado "España mañana será republicana!"


(só uma t-shirtzeca é xoninhas)

30 November 2016



Vendo bem, o 44 até foi pioneiro
Shirley Collins - "Pretty Polly"

 
(trata-se, certamente, de uma desesperada manobra de pressão com o objectivo da marcar pontos para o Prémio "Lenny, pela tua saúde, não leias agora..."; preciosa oferenda nesta caixa de comentários)
Michael Praetorius - Terpsichore Musarum (Ricercar Consort, Ensemble La Fenice)

29 November 2016


Short list para o Prémio "Lenny, pela tua saúde, não leias agora..." (V)


"Lembro agora que talvez nunca tenha amado alguém que não gostasse de Leonard Cohen. Seria um absurdo sequer tentar. Defendo até que o amor devia ser proibido para aqueles que não gostam de Cohen por não estarem criadas condições para maturidade alguma. O exercício do amor sem Cohen seria leviano, irresponsável, votado ao fracasso, uma fraude, uma imitação do amor, um engodo, uma espertice para fins dúbios, uma perda de tempo" (Valter Hugo Mãe, "JL" 23.11.2016)