10 February 2016

Two bald heads collide


"Services are going to require a lot fewer people as a result of artificial intelligence, so the call centres and paralegal professions will be replaced by robots who can do the job better. Turing said if we can communicate with a machine and we can’t tell it’s a machine, then we can assume that machine is intelligent. Now the Turing test has been passed, that will destroy hundreds of millions of jobs. But will the ones created, making this artificial intelligence, be enough to replace the ones lost? So far with capitalism, every labour-saving technology has created more jobs than it has destroyed. The car destroyed jobs for horsemen and stage coach people, but then auto workers and those building the motorways and petrol stations brought more jobs than they destroyed. For the first time, we are running the risk that technology will destroy a lot more jobs than it creates" (aqui; sequência daqui)
No primeiro dia da quaresma

(daqui)
O voto lusófono apenas conseguiu incluir uma candidatura no top 9
mas a luta continua!

09 February 2016

Olha o Brian Eno...

já não há valores, é o que é
REMOÍNHO 


Não Nos Deixeis Cair Em Tradição é uma extraordinária contradição. Sucessor de Dêem-me Duas Velhinhas, Eu Dou-vos O Universo (2013), e produto natural do projecto de Tiago Pereira “A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria”, desta vez, é assinado por Tiago e Sílvio Rosado sob a designação Sampladélicos. Mas, tanto no texto do "press release" como nas notas da contracapa, apresenta-se como “um documento para o futuro, uma posição ética e política”, criado sem “sons provenientes de softwares para compor música” nem “caixas de ritmos e beats estrangeiros” mas “com coisas vivas, com pessoas, com sons orgânicos, muitos com tendência a desaparecer”. Ou seja, nesta imensa e intensamente tecnológica operação de manipulação e reconfiguração de fragmentos sonoros – bênçãos de gado, violas de arame, adufeiras, amoladores, poetas populares, bombos de bandas filarmónicas, cavaquinhos, polifonias meridionais e nortenhas –, conduzida, por vezes, até ao estado de puríssima abstracção encantatória ("Embala o Menino na Torre e no Berço", "A Volta a Portugal em Samplers", "Polifonia do Menino Jesus", "É do Outro Mundo", "O Fado do Bombo da Aldeia"), parece ainda sobreviver a necessidade de legitimação pelo estatuto supostamente “orgânico”, “natural” e “tradicional” daquilo que, obviamente, não é mais do que mera matéria-prima sobre a qual se exerceu o trabalho de criação. 



A que acresce a velha preocupação da impossível “salvação” de espécimes em risco de extinção e – inquietantemente próximo dos mais perigosos reflexos identitários – o repúdio dos “beats estrangeiros” (seja lá isso o que for). A (muito) boa notícia é que, na verdade, os Sampladélicos apenas se deixaram “cair em tradição” no que à despropositada justificação “ética e política” da obra diz respeito: tal como já acontecera com Dêem-me Duas Velhinhas... e, sobretudo, no primordial garimpeiro do veio sampladélico luso, Sexto Sentido, da Sétima Legião (1999), o que, essencialmente, fica é um magnífico painel de colagens, um vertiginoso remoinho de instantes infinitamente repetidos, distendidos, sobrepostos, esquartejados e deslocados, portal de acesso a um universo decididamente sem tempo nem lugar, onde o que menos importa para a descolagem do voo é o certificado de origem.
VINTAGE (CCXCVII)

Peter Gabriel - "Lead A Normal Life"

... oooops... 

07 February 2016

Sampladélicos - As sirenes das fábricas
 

Dziga Vertov & Cinematic Orchestra - Man With A Movie Camera (1929)


(ver também aqui)
O primeiro, verdadeiramente aterrador e obsceno, a proibir 
seria a Bíblia
"O jornalista da RTP José Rodrigues dos Santos foi eleito o melhor escritor do país pelos portugueses. (...) Os portugueses foram questionados através de cinco variáveis, incluindo a qualidade da escrita"

06 February 2016