04 September 2015



Mas, nos nossos corações, 
ficará sempre como "o 44"! 

Como é que se diz?... Ah!... "as regras da União Europeia são iguais para todos (excepto para biltres fascistóides)", é isso...
Radicais livres (XIX)


"Redundante"? "Não vale a pena duplicar"?... 
mas, até há pouco tempo, valia...
 



(ver também aqui)
... ou serão 3 milhões em brasa porque lhes impingiram aquilo em vez da telenovela?

("Sol")
O trapo, ainda e sempre, o trapo

03 September 2015

Crumb (real. Terry Zwigoff, 1994)
(via DM)

Tarantino vs Coen Brothers

MÁRMORE 


Robert Forster (o da dupla Forster/McLennan, praticamente sinónima de Go-Betweens, não o outro que encarnou Max Cherry, em Jackie Brown, de Tarantino), há seis anos, reuniu em livro – The 10 Rules Of Rock And Roll – os textos de crítica musical que, entre 2005 e 2009, publicou na revista australiana “The Monthly”, revisto e aumentado dois anos mais tarde para incluir os “collected music writings” até 2011. Antes disso, em matéria de escrita, apenas se lhe conhecia uma "review" de Under The Red Sky, de Bob Dylan (1990), na revista alemã, “Spex”, e uma contribuição de 1987, para o fanzine de Manchester, “Debris”, na qual, ocupando-se dos cuidados a ter com o cabelo, recomendava que não se abusasse do champô. Os dez mandamentos do rock and roll, entretanto, estipulavam, por exemplo, que “a penúltima canção de todos os álbuns é a mais fraca”; “nunca prestar atenção a um artista que descreve a sua obra como ‘dark’”; “depois dos primeiros 20 minutos, nenhuma banda faz nada de novo em palco”; “as bandas mais tatuadas são as que têm as piores canções”; e, para o que agora especialmente interessa, “os membros das grandes bandas não gravam álbuns a solo”.



As tábuas da lei serão as tábuas da lei mas há, aqui, claramente, um problema: ou esta última regra é apenas válida durante a existência da banda ou, para falar apenas dos seus mui amados Velvet Underground, as discografias de John Cale e Lou Reed, obrigariam os Velvets a descer do pedestal. E, de modo pelo menos tão desgraçado, os preciosos Go-Betweens ver-se-iam miseravelmente desqualificados pelos quatro álbuns de Grant McLennan e os seis (com o actual Songs To Play) de Forster. O que seria, evidentemente, injustíssimo para todos. Esperemos, pois, por uma terceira edição que repense as revelações no Monte Sinai da pop e digamos que o sucessor de The Evangelist (2008) – gravado um par de anos após a morte de McLennan, em memória de uma ferida nunca fechada: “Quando Grant e eu nos encontrámos, não o sabíamos ainda mas tínhamo-nos descoberto, um era a imagem no espelho do outro” – terá tardado mas não só nada diminui o brilho da banda primordial como, nas dez canções talhadas em mármore, reaviva o segredo dos Go-Betweens: “Please don’t tell me, let me dream and guess”.

02 September 2015

(via D&T)

A propósito, uma história real: pessoa adulta, ateia, filha de ateus, extremamente bem educada mas, por via da saudável ignorância da treta religiosa, por vezes, candidamente inconveniente. De passeio por vila do "old, weird Portugal", visitando a catedral local - em preparação para as festividades da Páscoa -, depara com uma beata do sítio lavando a imagem da mãe do filho do Panthera. Motivada pela mais genuína curiosidade e algum sentido prático, não hesita em, simpaticamente, lhe perguntar: "Desculpe, mas que produto usa para limpar a boneca?..." Naturalmente, teve de ser rapidamente removida para abrigo seguro.
Sasha Grey vota na PÀF!


(o prólogo aqui)
O Chiquinho, CEO da Vaticano S.A., é fofo e querido: se as repugnantemente lúbricas meninas se arrependerem - atenção: nada de merdas, arrependimento sério p'ra caralho, de preferência, com autoflagelação e lapidação! - do hediondo pecado (fruto do totalitarismo do orgasmo e urdido pelo mafarrico, que nem os mais competentes e experimentados especialistas foram capazes de exorcizar), vá lá, por esta passa, mas só, só, só, se "compreenderem o pecado cometido" e optarem pelo "caminho da conversão"