(sequência daqui) Para o último, The French Dispatch, voltou a recorrer a Desplat que comporia música inspirada em Erik Satie e Thelonious Monk e pediu a Jarvis Cocker que gravasse uma versão de "Aline" (1965), baladona lacrimejante de Christophe, ídolo “romântico” da pop francesa. Não se ficariam, no entanto, por aí: o nativo de Sheffield com o mais tolerável sotaque francês do Reino Unido, sob a produção executiva de Anderson, ampliaria a ideia para um álbum inteiro – Chansons d’Ennui Tip-Top –, “companion piece” e “extensão musical” do filme, onde, com supremo garbo e nenhuma iconoclastia, e na companhia ocasional de Lætitia Sadier (Stereolab), ressuscitaria 12 vetustos sucessos de Dalida, Brigitte Bardot, Nino Ferrer, Jacques Dutronc, Serge Gainsbourg, Françoise Hardy, Alain Delon, Marie Laforêt e Brigitte Fontaine. No filme, "Aline" é escutada emanando diegeticamente do jukebox do café Le Sans Blague. É, sem dúvida, a melhor forma de saborear esta “period piece”.
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01 December 2021
12 October 2009
UMA DAQUELAS SINGULARIDADES CÓSMICAS
EM QUE TOMÁS DE AQUINO, PAUL GAUGUIN,
JANE BIRKIN, SERGE GAINSBOURG E A BARDOT
VIVEM NA MAIS PACÍFICA E FELIZ HARMONIA
(a propósito da moral e da virtude)

Paul Gauguin - A Perda da Virgindade, 1890-91
Whether virginity is a virtue?
Objection 1: It would seem that virginity is not a virtue. For "no virtue is in us by nature," as the Philosopher says (Ethic. ii, 1). Now virginity is in us by nature, since all are virgins when born. Therefore virginity is not a virtue.

Objection 2: Further, whoever has one virtue has all virtues, as stated above. Yet some have other virtues without having virginity: else, since none can go to the heavenly kingdom without virtue, no one could go there without virginity, which would involve the condemnation of marriage. Therefore virginity is not a virtue.

Objection 3: Further, every virtue is recovered by penance. But virginity is not recovered by penance: wherefore Jerome says [*Ep. xxii ad Eustoch.]: "Other things God can do, but He cannot restore the virgin after her downfall." Therefore seemingly virginity is not a virtue.

Objection 4: Further, no virtue is lost without sin. Yet virginity is lost without sin, namely by marriage. Therefore virginity is not a virtue.
Objection 5: Further, virginity is condivided with widowhood and conjugal purity. But neither of these is a virtue. Therefore virginity is not a virtue. (...) (Tomás de Aquino, Summa Theologica, citado daqui)
(2009)
EM QUE TOMÁS DE AQUINO, PAUL GAUGUIN,
JANE BIRKIN, SERGE GAINSBOURG E A BARDOT
VIVEM NA MAIS PACÍFICA E FELIZ HARMONIA
(a propósito da moral e da virtude)
Paul Gauguin - A Perda da Virgindade, 1890-91
Whether virginity is a virtue?
Objection 1: It would seem that virginity is not a virtue. For "no virtue is in us by nature," as the Philosopher says (Ethic. ii, 1). Now virginity is in us by nature, since all are virgins when born. Therefore virginity is not a virtue.

Objection 2: Further, whoever has one virtue has all virtues, as stated above. Yet some have other virtues without having virginity: else, since none can go to the heavenly kingdom without virtue, no one could go there without virginity, which would involve the condemnation of marriage. Therefore virginity is not a virtue.

Objection 3: Further, every virtue is recovered by penance. But virginity is not recovered by penance: wherefore Jerome says [*Ep. xxii ad Eustoch.]: "Other things God can do, but He cannot restore the virgin after her downfall." Therefore seemingly virginity is not a virtue.

Objection 4: Further, no virtue is lost without sin. Yet virginity is lost without sin, namely by marriage. Therefore virginity is not a virtue.
Objection 5: Further, virginity is condivided with widowhood and conjugal purity. But neither of these is a virtue. Therefore virginity is not a virtue. (...) (Tomás de Aquino, Summa Theologica, citado daqui)
(2009)
08 July 2008
BOSSA-NOVA (I)
Astrud Gilberto, João Gilberto,
Tom Jobim, Stan Getz - "Girl From Ipanema"
Hipótese alternativa (de matthiasheuermann, no YouTube):
e respectivo programa:
"Ok folks here is the idea:
There is this "Steven Jay list of 1001 movies you must see before you die" though I don't totally agree with the choices (no Ed Wood, no Barbarella, no Duel), it brought some forgotten gems to my attention so that I'm currently working my way through the list (I'm nearly halfway there). Along the way I had unwittingly done a few videos using footage from various films on said list and I thought it would be a really good thing to eventually have 1001 videos that will cover all of Steven Jay's picks individually. For that, of course, I need your help. So what I want you to do is: get the list, choose your favourites and create a video that is based on only one movie at a time. It doesn't has to be the rather easy music clip thing that I do. Whatever takes your fancy really. Then join http://www.youtube.com/group/1001movies and submit your video. But please be creative and don't just add the official trailer.
If you don't have a copy of Getz/Gilberto in your record collection you don't know anything about anything. And God Created Woman might not be an important film by many standards but as it was Brigitte's break through it is kinda essential. And damn, was she cute back then. Pity she lost the plot when she grew older.
http://www.imdb.com/title/tt0049189/"
(2008)
Astrud Gilberto, João Gilberto,
Tom Jobim, Stan Getz - "Girl From Ipanema"
Hipótese alternativa (de matthiasheuermann, no YouTube):
e respectivo programa:
"Ok folks here is the idea:
There is this "Steven Jay list of 1001 movies you must see before you die" though I don't totally agree with the choices (no Ed Wood, no Barbarella, no Duel), it brought some forgotten gems to my attention so that I'm currently working my way through the list (I'm nearly halfway there). Along the way I had unwittingly done a few videos using footage from various films on said list and I thought it would be a really good thing to eventually have 1001 videos that will cover all of Steven Jay's picks individually. For that, of course, I need your help. So what I want you to do is: get the list, choose your favourites and create a video that is based on only one movie at a time. It doesn't has to be the rather easy music clip thing that I do. Whatever takes your fancy really. Then join http://www.youtube.com/group/1001movies and submit your video. But please be creative and don't just add the official trailer.
If you don't have a copy of Getz/Gilberto in your record collection you don't know anything about anything. And God Created Woman might not be an important film by many standards but as it was Brigitte's break through it is kinda essential. And damn, was she cute back then. Pity she lost the plot when she grew older.
http://www.imdb.com/title/tt0049189/"
(2008)
01 June 2008
SEX KITTENS, VESTIDOS E FLUÍDOS ORGÂNICOS
Vários - Divas/Exotica
Ao contrário do que possa pensar-se, a história dos vestidos com manchas incriminadoras de fluídos orgânicos masculinos não começou com Bill Clinton e Monica Lewinsky. Mamie Van Doren (a única sobrevivente das famosas três "M" de Hollywood, juntamente com Monroe e Mansfield), por exemplo, garante que, na realidade, Rock Hudson não era irredutivelmente gay mas sim bissexual e que possui um vestido com as nódoas apropriadas capazes de o provar. Para além disso, a "first sex kitten in cyberspace" de quem se dizia que "a terceira coisa em que nela se reparava era o facto de não saber, de todo, cantar" não se incomodava nada com a má língua e cantava mesmo, como se comprova em Divas/Exotica, uma extensão da colecção Ultra Lounge que reune um conjunto de dezoito sereias cantoras do cinema e da música, dedicada a uma missão: "corrigir todos aqueles que pensam que já ouviram tudo". É nessa exacta medida que este álbum se assume como "um antídoto contra o grunge de quatro acordes e o drum'n'bass de um só acorde. Aqui se encontram dezoito mulheres com idade para serem vossas avós e com uma única ideia na cabeça. Aqui se descobrem algumas melodias que nunca imaginámos que regressassem e outras que nunca desapareceram. Umas já eram autenticamente estranhas quando apareceram, outras foram justamente celebradas como clássicos. Outras ainda, exploravam um mundo crepuscular à maneira de Ed Wood onde um certo entusiasmo tonto vencia o mau gosto e uma devastadora ausência de talento".

(1999)
Colocada a questão de outra maneira, não há nenhuma razão plausível para que quem viaja até ao sétimo céu na companhia dos Pizzicato Five não seja capaz de se fazer transportar até ao mesmo lugar pela mão destas divas. Elas podem ser bastante entradotas (ou nem sequer já serem vivas) mas, acreditem, não foram sempre assim. E, quando gravaram estas canções, estavam ainda suficientemente capazes de ensinar meia dúzia de coisas a todas as Madonnas e Sharon Stones deste mundo. Ann Margret — a loiríssima sueca que contracenou com Elvis Presley — era uma deusa, para a mais "antiga" Marlene Dietrich gravar um quase-rock como "Near You" equivalia a uma heresia, "Teach Me Tiger", de April Stevens, era uma condenação às eternas labaredas do inferno e "That Makes It", de Jayne Mansfield, "Let's Misbehave", de Eartha Kitt (segundo Cole Porter), "Heatwave", de Marilyn Monroe ou "Go, Go, Calypso" de Mamie Van Doren tinham o que bastava para convocar uma reunião de urgência do Comité Central da Santíssima Inquisição de todas as épocas.
Claro que a passagem do tempo atenua (e até valoriza) os tais "mau gosto e devastadora ausência de talento" mas, nesta compilação, se, de um lado, há as puríssimas transgressões de Brigitte Bardot ("Je me donne a qui me plait ça n'est jamais le même mec"), a saborosa frivolidade de Sophia Loren em "Zoo Be Zoo Be Zoo", a "gaieté" parisiense de Josephine Baker de "Don't Touch My Tomatoes" ou a gloriosa descerebração luso-tropical de Carmen Miranda em "Mamã Eu Quero", por outro lado, também existem outras coisas um bocadinho mais sérias (mas que não estragam o bom ambiente geral) como "Do Your Duty", de Billie Holiday, o magnífico "Forbidden Fruit", de Nina Simone, "Jezebel", de Edith Piaf, a acetinada sofisticação de Astrud Gilberto em "So Nice", o bondiano "Goldfinger" de Shirley Bassey, o exotismo "over the top" e supostamente étnico da voz de múltiplas oitavas de Yma Sumac ou o outro calypso ("Since Me Man Has Done Gone And Went") de Maya Angelou, poetisa, historiadora, actriz, escritora, dramaturga, activista dos Direitos Civis, nomeada para o prémio Pulitzer e — lá vamos nós outa vez... — devota de Bill Clinton, para além de bailarina sensual e competentíssima cantora de calypsos.

(1999)
Labels:
Abkhazia,
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Eartha Kitt,
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Jayne Mansfield,
kitsch,
Mamie Van Doren,
Marilyn Monroe,
Marlene Dietrich,
muzak,
Nina Simone,
Yma Sumac
08 May 2007
FREAK SHOW TIME!

Numa cena do filme de Carl Reiner de 1979, The Jerk, Steve Martin, o filho adoptivo branco de uma família negra pobre do Deep South dos EUA, jaz à noite na cama, lamentando melancolicamente o seu fraco sentido rítmico que o discrimina perante os seus irmãos de côr. De súbito, porém, a sua vida muda: nas ondas do velho rádio decrépito da avó, soam os acordes xaroposos de uma música-de-supermercado que o fulminam como um raio. "Eis, finalmente, a música que fala ao meu coração!", exclama, "a música que me devolve à vida e me ordena que seja alguém!". Ali mesmo, ele acabava de descobrir os "blues do homem branco", esse pano de fundo sonoro que decora a existência quotidiana dos cidadãos do planeta, dos centros comerciais às salas de espera de aeroportos e foyers de hotéis.
Boa parte dele (pelo menos, na Europa) tem origem nessa venerável instituição que, desde os anos sessenta, abastece de reportório as cadeias estereofónicas dos espaços urbanos: o Festival da Eurovisão, fonte inesgotável de melodias fáceis e imagens coloridas que se infiltram na memória e que, mesmo em quem as rejeita, deixam marcas indeléveis. Com boas razões para isso, aliás. Pois existe lá mais alguma oportunidade para se escutar canções com títulos tão pitorescos como "Mia Krifti Evaisthissia", "A Holnap Mar Nem Lesz Szomorn", "Neka Mi Ne Svane", "Ne Zori Zoro" ou o quase urológico "To Takie Prosta"?
E que outro festival de música se pode gabar de ameaçar a estabilidade de coligações governamentais como aconteceu agora em Israel, com a extrema-direita judaica a ulular de fúria e a ameaçar com as labaredas do Inferno a propósito da participação (coroada de vitória) do muito warholiano transsexual Dana International? A verdade é que não há Eurovisão a mais mas sim Eurovisão a menos. E só é de lamentar que a famigerada globalização ainda não tenha proporcionado a existência de um "Festival da Mundovisão" onde, a partir dos quatro cantos do planeta, se edificaria um monumental "freak show" musical (pense-se só nos potenciais tesouros ocultos que o Oriente nos reserva...) para deleite de milhões de "couch potatoes".
Era, pois, de prever que, mais tarde ou mais cedo, alguém pegasse no tema-Eurovisão e, à custa dele, inventasse uma nova forma de divertimento. O produtor Nick Bradshaw foi o escolhido pela Divina Providência quando, uma manhã debaixo do chuveiro, concebeu a ideia de propôr a um grupo de "credible recording artists" que fizessem versões de antigos êxitos do Festival da Eurovisão, os quais, confessa, "na minha humilde opinião, são, muitas vezes, perfeitas canções pop de excelente confecção".
O projecto deu um importante passo em frente na altura em que, ao balcão de um bar, timidamente o revelou a Terry Hall (ex-Specials) e este, inesperadamente, o aprovou sorrindo, coisa por que não é particularmente famoso.
O projecto deu um importante passo em frente na altura em que, ao balcão de um bar, timidamente o revelou a Terry Hall (ex-Specials) e este, inesperadamente, o aprovou sorrindo, coisa por que não é particularmente famoso.
O resultado final foi o álbum A Song For Euro Trash e uma produção de televisão a ser exibida pelo Channel Four britânico no programa "Euro Trash" de Antoine de Caunes, também abençoado por Jean Paul Gaultier. O disco, evidentemente, exige ser avaliado de acordo com os critérios eurovisivos em vigor: com pontuações, classificações, polémica e escândalo, ingredientes indispensáveis no momento em que é oficial que o Festival da Eurovisão voltou a ser "cool". Pelo que o escalonamento deverá ficar organizado da seguinte forma:
"Comic Strip" (c/ Serge Gainsbourg: "St. Tropez" indisponível)
"Saint Tropez" - Brigitte Bardot: tema de abertura extra-concurso, inauguração oficial das festividades, assinado pelo histórico Francis Lai. Prémio de Carreira.
"Save Your Kisses For Me" - Kenickie: primeiro grande candidato à vitória final, numa trepidante versão da "girl band" mais efervescente do britpop para a imortal vencedora da edição de 1976, interpretada pelo colectivo de humanistas, The Brotherhood Of Man. Derrotada, porém, no último momento pelos zero votos do júri de Israel em virtude de indesejáveis conotações com "o beijo de Judas".
"Poupée de Cire, Poupée de Son" - Dubstar & Sacha Distel: correndo por fora, jogava no prestígio algo amarfanhado de Distel e na memória da imagem de adolescente perversa de France Gall, a Lolita-da-época de Serge Gainsbourg. Apesar de ter recebido a votação maxima do júri belga, acabou por se quedar a meio da tabela.
"Ding A Dong" - Edwyn Collins: um dos três temas de poesia fonética dadaísta a concurso. O ex-Orange Juice saiu-se a contento mas o caracter demasiado vanguardista do texto impediu-o de lutar pelos primeiros lugares.
"La La La" - St. Etienne: também o dadaísmo de raiz ibérica não teve melhor sorte. Sem o "salero" original de Massiel em 1968, trinta anos depois, a loura Sarah Cracknell não repetiu o triunfo da morena castelhana. Fica impedido de concorrer na proxima edição.
"Volare" - Dean Martin: o charme etílico e a circunstância póstuma da participação valeram-lhe apenas votos de consolação.
"All Kinds Of Everything" - Terry Hall & Sinead O'Connor: na grande tradição de duos como Esther & Abi Ofarim ou Armando Gama & Valentina Torres, a sedução e o encanto infantis da melodia de Dana foram perfeitamente reconstituidos. Segunda melhor votação do júri belga.
"What's Another Year" - Shane MacGowan & The Popes: cometendo a proeza de interpretar a canção até ao final sem desfalecer, Shane MacGowan fez esquecer o imortal Johnny Logan. Prémio "Jameson" de resistência.

(indisponível qualquer testemunho dos talentos vocais de Eva Henger)
"Ooh Yeah" - Eva Henger: aceite apenas com o estatuto de "convidada especial" em virtude de ter infringido as regras (só eram permitidas canções anteriormente apresentadas nos Eurofestivais), o original erótico da discípula de Cicciolina não recebeu qualquer voto apesar dos protestos oficiais apresentados por Wladimir Jirinowski.
"A Ba Ni Bi" - Fox Force Five: ao contrário das anteriores, a poesia fonética israelita convertida ao eurodisco-xunga lutou até ao fim pela vitória. Determinante seria a fraca votação da Antiga República Jugoslava da Macedónia que preferia a Antiga Versão Original de Izhar Cohen & The Alphabeta.
"Congratulations" - Annie Christian: embora "christian" como Cliff Richard, a interpretação hard rock não teve motivos para receber parabéns. Acompanha "La La La" na descida à segunda divisão.
"Waterloo" - Bananarama: vinte e quatro anos depois, a repetição do triunfo dos ABBA com mais três "a" e menos um "b". Ou a confirmação do genial paradoxo metafórico por meio do qual Waterloo, de símbolo da derrota, se transforma em símbolo de vitória. Primeiro prémio absoluto e Prémio Especial do Júri para o Elevado Conteúdo Poético.
"Variations On Te Deum (Eurovision Theme) - 808 State e "A Song For Euro Trash" - Antoine de Caunes & Kate Robbins: encerramento pós-moderno das cerimónias e coda final em registo "naughty" à volta do tema "the world is like a bouillabaisse" depois desenvolvido no diálogo filosófico "I believe in unity/And I believe in nudity". Ou, como diria Nick Bradshaw, "Viva Europa!". (1998)
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