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20 October 2022

Muito, muito bom! Mas, mesmo assim, ainda a considerável distância daqueles maravilhosos 8 meses do governo de Santana Lopes, quando todos os dias se acordava com mais outra impensável peripécia para saborear (... saudades...)

.... mas realmente preocupante é a prolongada e não explicada invisibilidade do Larry...

Edit (15:47) - ... afinal, no que realmente importa, está tudo bem

06 October 2022

10 June 2020

A propósito de racismo e do derrube de símbolos fascistas, colonialistas e esclavagistas, que tal o ex-"sit-down comedian" aproveitar as solenidades tribais do 10 de Junho para propôr a higienização da toponímia das nossas cidades?

Edit (18:45) - não, o ex-"sit-down comedian" - como, aliás, seria de esperar - preferiu insistir no paleio épico-patrioteiro e anunciar homenagens aos "heróis da saúde" ...

17 January 2019

Já repararam como todos os media internacionais estão com a respiração suspensa, à espera do Conselho Nacional do PSD?

04 November 2018

"(Durante o show-off dos Dauerling) Marcelo recordou ainda várias histórias particulares de militares portugueses – 'das trincheiras de França, ao Atlântico ou nos desertos de Angola e Moçambique'

Recordemos, então, a heróica gesta:

"Na Flandres, o Corpo Expedicionário conhecia a sua quase destruição. No dia 4 de Abril de 1918, as tropas amotinavam-se em pleno campo de batalha. O Corpo Expedicionário vivia dias de horror e inferno: do dia 9 para 10 daquele mês, quando a 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português retirava dos campos de batalha para ser substituída, sofreu um dos maiores bombardeamentos do exército alemão seguido por um ataque em massa alemão embora com grandes focos de resistência por parte dos portugueses o CEP acaba quase por desaparecer. (...) As perdas atingiram quase 10 mil mortos e milhares de feridos, além de custos económicos e sociais gravemente superiores à capacidade nacional. Os objectivos que levaram os responsáveis políticos portugueses a entrar na guerra saíram gorados na sua totalidade" 

"(Em Angola) Na fronteira sul, após um ataque alemão ao posto fronteiriço de Cuangar, as tropas portuguesas tentaram expulsar os alemães do território, mas em Dezembro de 1914, foram derrotadas em Naulila (Desastre de Naulila), tendo que recuar para Humbe. As tropas alemãs também retiraram mas, em simultâneo, as populações locais acabaram por se revoltar contra a soberania portuguesa" 

"(Em Moçambique) A força, que chegou a Moçambique em Outubro de 1914, estava completamente desorganizada, de tal forma que, passados alguns meses, mesmo sem ter tido nenhum contacto com o inimigo, já tinha perdido 21% dos seus efectivos devido a doenças. (...) Uma nova força de 1543 homens (...) tinha como finalidade recuperar a ilha de Quionga, mas também devido a desorganização idêntica à da primeira força, só em 4 meses perdeu, por doença, metade dos efectivos. (...) Uma 3ª força (...) constituída por 4642 homens consegue passar o Rovuma e conquistar Nevala mas, logo de seguida, é derrotada no combate de Nevala, tendo que retirar novamente para Moçambique. (...) Em Novembro de 1917, Lettow-Vorbeck passa o Rovuma e derrota as tropas portuguesas em Negomano, e percorre Moçambique sempre fugindo e derrotando as tropas (inglesas e portuguesas) que encontrava pelo caminho e provocando a revolta das populações locais contra os portugueses(...) Para Portugal ficaram, além das grandes derrotas militares, as revoltas das populações locais, que demoraram a ser reprimidas" (daqui)

28 June 2018

A minha versão ("Marselfie goes to Washington") até era menos cruel...

"Pelo menos Donald Trump sabe que Marcelo é um Presidente 'muito bem visto'. Sabe mais duas ou três coisas — o suficiente para uns curtos chavões de circunstância sobre o convidado que tem sentado ao seu lado — e está bom assim que Trump tem outras coisas para tratar. A referência ao Presidente de Portugal não dura mais de 40 segundos, Trump pede-lhe desculpa e explica que há um acontecimento importante na vida política do país e que tem de falar dele agora: o anúncio da reforma de um dos juízes do Supremo Tribunal Federal. (...) É provável que as regras do protocolo digam que isto não se faz. Não passar a palavra ao convidado para umas palavras de cortesia. Mas Trump é Trump, e os jornalistas queriam saber mais (...). Aberta a época de perguntas, sobre a Rússia, sobre a imigração, sobre a guerra comercial, sobre os democratas, Marcelo recosta-se na cadeira e fica a ouvir. Não tem mais nada para fazer. (...) Mas o Presidente Trump continua a responder e os jornalistas a perguntar. E Marcelo continua em silêncio. Atenta a esse facto, a mesma assessora vira-se agora para os representantes diplomáticos portugueses e pergunta – em voz baixa – se o Presidente português também quer falar. Perante a resposta positiva, há que fazer sinais a Trump para que passe a palavra ao convidado. Marcelo dá o seu melhor, fala da história, da amizade, da comunidade portuguesa. Mas de Trump recebe apenas sorrisos cordiais e um ar ligeiramente desinteressado. Não há química possível quando o Presidente norte-americano tem uma agenda eleitoral na cabeça e todos jornalistas à frente. Dos 15 minutos que durou a conferência de imprensa, não mais de três ou quatro foram dedicados a Portugal. Incluindo a história do Ronaldo presidenciável. As assessoras deram várias vezes por terminada a conversa. Os jornalistas ignoravam e continuavam a fazer perguntas. Trump ignorava e continuava a responder" (aqui)

27 June 2018

Marselfie goes to Washington (ou "a triste figurinha" consegue ser mais triste ainda)
 
O Trampas responde extensamente a perguntas dos jornalistas. Sobre política interna. Marselfie escuta. Trampas continua a responder a perguntas dos jornalistas. Sobre política interna. Marselfie vai-se encolhendo na cadeira. Trampas não desiste de responder interminavelmente a perguntas dos jornalistas. Sobre política interna. Invisível, Marselfie espreita de baixo para cima. Finalmente, Marselfie balbucia umas tretas sobre vinho da Madeira e o Rónaldo. Discutem 15 segundos sobre bola e o Trampas pergunta-lhe se o Rónaldo pensará concorrer às presidenciais contra ele. Marselfie regressa à vida durante um segundo e diz-lhe que Portugal é diferente dos EUA. Logo a seguir, reentra em modo sonâmbulo. O Trampas responde extensamente a perguntas dos jornalistas. Sobre política interna. Marselfie escuta. O Trampas responde extensamente a perguntas dos jornalistas. Sobre política interna. Marselfie escuta. Nenhum jornalista (quiçá, por motivos já conhecidos) se dirigiu a Marselfie. Fim.

06 February 2018

Um grande momento para o palácio de Belém, para a literatura lusa e para os alunos dos 10.º e 11.º anos dos Salesianos: "O leite na pilinha" (protagonizado pelo mesmo autor de "to fuck or not to fuck" e interveniente numa célebre polémica literária com os Dauerling, 60 e tal anos após a ocorrência, no seu instante #TimesUp)

11 July 2017

Grande e inolvidável momento da gesta lusa: o Dauerling-chefe (uma notável reencarnação do Diácono Remédios) diz que, afinal, era só sucata velha (enganámos os gajos, pá!...) e o Tó enriquece o património da oratória política nacional com este suculento naco de raiz tomasiana: "O senhor ministro da Defesa tem toda a confiança do primeiro-ministro para o exercício das suas funções e exerceu as suas funções como é função do senhor ministro da defesa"

13 December 2016

aqui merecidamente elogiada, é com transbordante alegria que vemos amplamente reconhecida "a melhor revista nacional no ramo do humor negro" - agora, "O problema do plinto em acrílico" (ou a logística do Pantelhão)