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14 July 2026

"Os europeus querem juntar o seu knowledge aproveitando o know-how ucraniano" cacareja no pequeno ecrã uma académica criatura

10 June 2026

Recorde para o "Guinness" de criaturas a cabecear perante lenga-lengas repletas dos chavões patriótico-camonianos do costume e uma ou outra "resiliência"... e nem uma referenciazinha à gloriosa tribo dos gebos do ludopédio que, em breve, partirá para oh quão terríveis refregas!... 

 “Apenas o mastro em que a bandeira é hasteada e o vento. Nenhuma bandeira”

09 June 2026

A 21 de Julho de 2023, as televisões estavam cheias com padralhada, o Sumo Patífice, "peregrinos", pessoas que "questionam", zombies, bola, surubas e social-fascistas. Como sempre.
 

08 June 2026

Cocanha feat. Edredon Sensible - Flame Folclòre - Live
 
(sequência daqui) Flame Folclòre (terceiro álbum das Cocanha, após I Ès ?, 2017, e Puput, 2020) é uma obra inquieta e arrebatadora que transforma tradições ancestrais em algo ferozmente contemporâneo, impulsionado por ritmos hipnóticos, pandeiretas de cordas, percussões corporais e harmonias explosivas. É, pois, na matéria do próprio álbum que se encontra um duplo gesto artístico e político relevante: as representantes actuais da Cocanha original cantam integralmente em occitano (uma língua minoritária com cerca de 600 000 falantes que se estendem pelo Pays d’Oc, no sul de França, e chegam até aos Pirenéus e ao norte de Itália), durante muito tempo marginalizado pelo Estado francês, que o encarava como manifestação exótica, folclórica, e peculiar, mas sem qualquer importância. As Cocanha, porém, em vez de o tratar como folclore de museu, injectam-lhe urgência e vitalidade. A sua música torna-se "um acto de recuperação da língua, da memória coletiva e da tradição, uma força subversiva e libertadora: a alegria colectiva como acto político". (segue para aqui)

06 June 2026

(clicar na imagem para ampliar) 
 
"Starting in 1790 and ending in 1794, Grégoire had been studying the linguistic situation of revolutionary France. Through a survey, he had determined that France was divided into 30 or so languages and that the national language was only well known and used by 3 million or so of the nation’s 25 million inhabitants. These findings, as well as suggestions on policy to deal with it, were laid out in the Report on the necessity and means to annihilate the patois and to universalise the use of the French language. The findings were an utter shock to many in the revolutionary government and many governments to follow. This document would outline the justification for not just France’s policy towards language but towards the idea of multiculturalism as a whole. But what were the ideas Grégoire presents?" (daqui)

05 June 2026

NO JARDIM DO PARAÍSO
Quando, após a Revolução Francesa de 1789, os revolucionários vitoriosos encarregaram o padre católico Henri Grégoire de estudar as línguas regionais, o seu relatório de 1794 tornar-se-ia a pedra angular das políticas que proibiam o uso de qualquer língua além do francês na vida pública, no ensino e nas escolas. Apesar disso, estas línguas continuaram a ser faladas nos bairros operários, nas fábricas, nas docas e nas zonas rurais fora de Paris. É, numa delas, o occitano, que, desde a sua formação em 2014, as Cocanha - isto é, Caroline Dufau e Lila Fraysse - têm vindo a reinventar a música da Gasconha, do Languedoc e dos Pirenéus, a partir do trabalho sobre fragmentos do repertório tradicional. E foi a partir do contacto com os Carmina Burana – essa opulenta colecção de poemas e canções de Goliardos, libérrimos monges devassos medievais – que tropeçaram na primeira referência ao País de Cocanha: uma terra imaginária de liberdade e abundância, "onde se prestava culto ao prazer e ao ócio, e o trabalho e a velhice eram desconhecidos". Algo como um jardim do paraíso pagão no qual, segundo se explica em Cocanha - A História de Um País Imaginário (de Hilário F. Júnior), "os cocanianos passam a vida a comer, beber e fazer sexo. A fundirem-se com a Natureza. Logo, a Cocanha não é uma festa qualquer, é um tipo especial, é a festa por excelência, uma orgia".  (daqui; segue para aqui)

"Diuré Samsir"

29 April 2026

"(Zaman)"
 
(sequência daqui) Eis, portanto, Nora (voz), Meesh (baixo), Haya (guitarra "e muitos, muitos pedais"), e a sua baterista mascarada, "Thing", armadas de um EP, Sarab, que captura frases melódicas médio-orientais, psicadelismo calcinado pelo sol do deserto, rock de vocação noise e folk árabe, ora pulverizando-os contra uma incandescente parede de ruído, ora identificando os pontos de encaixe entre sequências musicais, found sounds animais captados em ambientes naturais e a fonética do dialecto najdi local. "No que diz respeito à produção, abordámos o som ou o pio de cada animal como se fosse um instrumento com o seu próprio timbre. Adoro design de som, por isso dediquei muito tempo a moldar as frequências, a esticar as texturas, a adicionar modulações subtis e tudo o que permitisse que o seu carácter natural conduzisse à composição" explicou Nora ao "Babystep Magazine", e Thing acrescentou: "Defrontámo-nos com as gravações em bruto, que não eram apenas 'samples', soavam como criaturas levadas ao limite, e isso era percetível nas suas respirações e gritos. Quando se ouve isso, deixa-se de pensar como músico por um segundo e tornamo-nos apenas um ser humano a ouvir algo que se extingue. Foi um projeto incrivelmente especial para nós. Os sons dos animais moldaram as guinadas da canção". (segue para aqui)