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30 January 2010

A ONU E A UE ENTREGAM A PORTUGAL
A PESADÍSSIMA RESPONSABILIDADE
DE PRESSIONAR O GOVERNO CHINÊS
COM ARMAS DE DESTRUIÇÃO MASSIVA




Mariza e Sónia Tavares actuam em Xangai

(2010)

15 October 2009

O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (XXVIII)

Jorge Coelho


Quando Jorge Coelho, eminente empreiteiro, optimista antropológico e Tarzan da crítica musical, coloca Amália Rodrigues no seu devido lugar e, de caminho, aproveita para reduzir o que escrevi à merecida insignificância, só resta meter o rabo entre as pernas e reconhecer que, perante um mestre (de obras), há que guardar o mais respeitoso silêncio.

"Eu vi um espectáculo fabuloso, há quatro ou cinco dias, da Amália Hoje: pegaram em canções que são tristes, canções que têm o destino traçado, e transformaram-nas em música pop, alegre, virada para o futuro. Eu acho que também temos que acreditar que é possível ter um futuro melhor". (Jorge Coelho, aqui, no "Gato Fedorento")

(2009)

19 May 2009

EU ESTOU-ME UM BOCADO NAS TINTAS
PARA O SEXO NAS AULAS DE HISTÓRIA... *




... embora a senhora seja, obviamente, demente. Agora, "12 anos na escola, mais 4 na faculdade, mais 2 nos estágios, mais 2 de pós graduação, mais 1 numa especialização" e a "senhora doutora" continua a dizer coisas como "nem sabes no que te metesteS" e "amiguíssimos"?

Conclusão 1: como microradiografia do sistema de formação de profes, é catita;

Conclusão 2: já que, como professora, estamos conversados, talvez ainda vá a tempo de agarrar o lugarzito de assessora de imprensa dos Gift.

* ... até porque há muitas formas de encarar essa questão:



(2009)

17 May 2009

FEAR AND LOATHING IN LISBOA



Hoje - Amália Hoje

Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, Camões, José Régio, Pedro Homem de Mello, Reinaldo Ferreira, Luís Macedo. Alguns dos maiores estetas da língua portuguesa escreveram para a voz de Amália Rodrigues. Para que, à beira do final da primeira década do século XXI, as suas canções fossem abandonadas às mãos de quem, em luxuosa e cara edição cartonada – cujos textos terão sido supostamente revistos –, é capaz de supliciar o Português redigindo barbaridades como "não haviam notas, não haviam letras". Poderia ser (sejamos generosos...) só gralha se não fosse sintoma: Nuno Gonçalves, (The Gift), Sónia Tavares (The Gift), Fernando Ribeiro (Moonspell) e Paulo Praça, fria e calculadamente, aplicam-se na missão de transformar nove canções de Amália (mais, inexplicavelmente, "L’Important C’est La Rose") em matéria kitsch de Festival da Eurovisão. Esses são, ainda, os melhores exemplos. As outras, algures entre banda sonora de bar de alterne e a "playlist" da Ovibeja, chafurdam (vozes, arranjos e orquestrações) na abominação. Não é uma questão de purismo – o reportório de Amália é tão susceptível de ser relido e reinventado como qualquer outro – mas de pura e visceral repugnância. Onde estão as providências cautelares quando mais falta fazem?

(2009)