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05 October 2025

(sequência daqui) Após a publicaçao em Abril de 2023, de Songs and Symphoniques: the Music of Moondog, (em torno da música do lendário "Viking da 6ª Avenida", reinterpretada pela Ghost Train Orchestra, pelo Kronos Quartet e avulsos notáveis vários (Rufus Wainwright, Joan Wasser, Jarvis Cocker, Petra Haden, Sam Amidon, Aoife O'Donovan), David Byrne que, durante um dos concertos em Brooklyn, entusiasmado com a variedade de instrumentos da Ghost Train, não resistira a subir ao palco com o grupo, deixou-se arrastar pela ideia de entregar as suas novas canções a um ensemble de bateria, percussão, guitarra, baixo, cordas e sopros. No fundo, apenas um prolongamento e diversificação da estratégia de American Utopia: "Senti que a opção por arranjos orquestrais mais íntimos realçaria a emoção que me parece estar presente nestas canções", diz Byrne, "É algo de que as pessoas nem sempre se aprecebem no meu trabalho, mas desta vez tive a certeza de que estava lá. Ao mesmo tempo, também me vejo como alguém que pretende ser acessível". (segue para aqui)

03 January 2025

02 January 2025

MÚSICA 2024 - INTERNACIONAL (VI) 

(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 27)
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
  
 
 
* a ordem é razoavelmente arbitrária  
 

24 July 2024

(sequência daqui) Não é regra que convites deste género sejam motivo de obras memoráveis mas, diga-se já, All My Friends é uma notabilíssima excepção. Livremente inspirado pelos textos e discuros da sufragista Carrie Chapman Catt, e contando com a colaboração do ensemble de cordas The Knights, do quarteto de metais The Westerlies, do San Francisco Girls’ Chorus, de elementos dos Punch Brothers e da folksinger Anaïs Mitchell, verdadeiramente decisivos foram os soberbos arranjos orquestrais de Tanner Porter que transportam as belíssimas canções magnificamente jonimitchellianas de O'Donovan para o plano de clássicos como American Gothic, de David Ackles. O remate com "The Lonesome Death of Hattie Carroll", de Dylan ("You who philosophize disgrace and criticize all fears, take the rag away from your face, now ain’t the time for your tears") não poderia ser mais perfeito.

22 July 2024

NO PLANO DOS CLÁSSICOS


"O direito de voto dos cidadãos dos Estados Unidos não deve ser negado ou cerceado pelos Estados Unidos ou por qualquer Estado em razão do sexo. O Congresso terá poderes para fazer cumprir este artigo por meio de legislação apropriada". Foi com o objectivo de inscrever estas duas frases no corpo da Constituição dos EUA - onde ficaria como a 19ª Emenda - que várias décadas de luta das/dos sufragistas seriam necessárias até que, a 26 de Agosto de 1920, ele fosse alcançado. Continuariam excluídas as mulheres afro-americanas, asiático-americanas, hispano-americanas e nativas americanas mas, ainda assim, com uma considerável vantagem em relação à "civilizadíssima" Suiça, na qual o cantão de Appenzell Innerrhoden apenas em 1991 abdicaria da duvidosa honra de derradeiro bastião ocidental do machismo eleitoral. Entre muitas outras, as celebrações do centenário da 19ª Emenda passaram pela encomenda de peças musicais alusivas à data, nomeadamente a que foi dirigida a Aoife O'Donovan - cantora e compositora eclética não veterana mas já de respeitável currículo - pela Orlando Philarmonic Orchestra. (daqui; segue para aqui)

"All My Friends"