11 May 2025
10 May 2025
06 May 2025
17 March 2024
13 March 2024
23 October 2023
(Franks Wild Years, na íntegra aqui)
(sequência daqui) Ao longo de Rain Dogs (1985), Franks Wild Years (1987) Bone Machine (1992) e The Black Rider (1993), Waits montaria, peça a peça, uma improvável escultura sonora feita dos escombros de Kurt Weill, Harry Partch, Captain Beefheart, aromas de New Orleans, folk irlandesa, blues, tango e rascunhos de Tin Pan Alley, em busca do essencial: "É verdade que a minha música se tem tornado cada vez mais despojada. Até se reduzir quase só a uma frase. Sinto necessidade de qualquer coisa rudimentar, fundamental. Actualmente, prefiro escrever sem nenhum instrumento, só com a minha voz. E estalando os dedos. Isso liberta-me da tirania do teclado ou da escala da guitarra. Repare na pop: actualmente, parece o Exército de Salvação, uma troca de trapos velhos. O que faz falta são canções. O que é superficial desaparecerá. No hip-hop, uma bateria e um órgão podem chegar. São simétricos, satisfatórios. E quais são as raízes do hip-hop? Os blues". (segue para aqui)
26 August 2022
09 November 2021
06 November 2021
Como escapa uma miúda negra, da Carolina do Sul, à claustrofobia de uma família Adventista do 7º Dia? Dedica-se a estudar tuba. E oboé. Toca na “marching band” da escola. Às escondidas, vai escutando Nirvana, Miles Davis, Fiona Apple e Outkast. Mas foi apenas quando, aos 21 anos, Adia Victoria conseguiu comprar uma guitarra, que as portas se lhe abriram: “Nada se passava na minha vida. A guitarra descobriu-me na mesma altura que os blues me encontraram. Senti-me autorizada a contar as histórias de que nunca tinha falado. Foi uma bóia de salvação. Um refúgio. Não sabia como as minhas mãos podiam ser tão inteligentes. Toda a minha relação com o corpo mudou: ele não existia apenas para consumo e prazer dos outros. Existia para que eu pudesse fazer algo com ele, para mim. Sim, foi isso que aprendi com aquela pobre Washburn acústica”. Quando, há dois anos, publicou o impressionante Silences, tinha também escancarado outra porta: “Não acredito em música apolítica. Tomamos posição e comentamos o que se passa no mundo. Toda a música e arte são políticas”. (daqui; segue para aqui)






