05 June 2025
04 August 2024
01 August 2024
30 July 2024
POR PROCURAÇÃO
Ex-aluno de Richard Hamilton - pioneiro britânico da pop art - na universidade de Newcastle, Bryan Ferry sentia muito pouca afinidade com a austeridade visual da estética "prog" no início da década de 70. O que o fazia vibrar era a sofisticação, a sensualidade e o brilho das estrelas de Hollywood das décadas anteriores, acima de todas, Rita Hayworth. Por isso, quando, em 1972, chegou o momento da gravação e publicação do primeiro álbum dos Roxy Music (nome de sala de cinema escolhido pela ressonância de "faded glamour") a responsabilidade pela imagem da capa do LP recairia sobre Karl Stoecker - fotógrafo norte-americano inspirado pelas inúmeras ilustrações de "pin-ups" de Alberto Vargas para a "Esquire" - e sobre a série de imagens que realizara com a modelo de origem norueguesa, Kari-Ann Muller. Vestida pelo estilista Anthony Price que, confessava desejar vê-la , estirada sobre cetins, "como um gelado napolitano" azul, cor-de-rosa e branco, de sombra azul carregado nas pálpebras, seria, desde então, um dos exemplos clássicos - embora não exactamente justo - do triunfo do estilo sobre a substância. (daqui; segue para aqui)
15 April 2019
06 March 2018
27 February 2018
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10 February 2016
24 July 2015
09 July 2014
18 April 2012
Porque, se algum problema existe, ele reside apenas nas decisões estéticas que se toma e as que passaram pelas cabeças de Simon Balthazar e cúmplices estiveram bastante longe de ser acertadas. Isto é, tentar converter a matriz anterior numa sua versão oitentamente recauchutada – pinceladas de sintetizador, polimento lustroso à la Roxy Music-modelo-lounge, acenos pouco decorosos aos Dexys Midnight Runners tal como as playlists os indexaram (aquela e só aquela banda que gravou "Come On Eileen"), ou, nos momentos mais embaraçosos, enlevos melódicos de poupinha neo-romântica – é o género de ideia que nunca deveria ter ocorrido a uma banda que retirou o seu nome de uma novela de Baudelaire. Não que o resultado seja insultuosamente vil (nos melhores trechos, aproxima-se de uma infusão descafeínada dos Divine Comedy) ou que, se apanhados, por acidente, no rádio, obriguem a saltar, em pânico, para o zapping. Mas apetecia outra coisa que não dissesse apenas bem com os cortinados.
























