19 February 2009

REGISTO EM ACTA


Pedro & amigo felino

... do reconhecimento pelos inestimáveis serviços de apoio informático prestados pelo Pedro C. (dentro de horas, voando em direcção a Pequim) na modificação do "header".

(2009)

18 February 2009

STREET ART, GRAFFITI & ETC (XXVII)

Amsterdão, Holanda, 2007/2008















(2009)
PROCESSO PIRATE BAY (V)



"The Pirate Bay trial is moving forward rapidly and again the day in court has ended early. On the third day the prosecution presented the amended charges. The defendants all called for acquittal while Carl Lundström’s lawyer scored points with the already legendary ‘King Kong’ defense. The third day of the trial started with prosecutor Håkan Roswall, who presented his updated/amended charges to the Court, taking into consideration the developments of yesterday (50% charges removed). He characterized these amendments as a “small change”.

The defense lawyers responded saying, “We don’t agree that this is just a small adjustment of the claims, but we’ll return to the matter later”. According to IFPI’s Peter Danowsky, the damages claimed from The Pirate Bay are the same as if the site had ‘legally’ obtained licenses to distribute the music world-wide, regardless of whether all the downloaders had later decided to buy the music or not. Effectively, they are trying to say that one download=one lost sale. They are talking about imposing the costs of a “global distribution license” on TPB. (...)

Peter Danowsky disputes the claims of the defense that they have no funds and cannot pay damages. He called TPB “organized crime on a grand scale”, which netted “significant revenues”. “If I have all this money they claim, someone has apparently stolen it from me”, Peter Sunde twittered in a reponse. “Maybe [they are not able to pay] the whole of the claimed damages, but a lot anyway”, said Danowsky. (...)



As Carl Lundström’s lawyer, Per E Samuelsson took the floor and pointed out the weaknesses in the prosecutor’s case. The defense argued that prosecutors have failed to prove that Lundström has been involved in any transfer of any copyrighted material. He played the King Kong defense. “EU directive 2000/31/EG says that he who provides an information service is not responsible for the information that is being transferred. In order to be responsible, the service provider must initiate the transfer. But the admins of The Pirate Bay don’t initiate transfers. It’s the users that do and they are physically identifiable people. They call themselves names like KingKong”, Samuelsson told the court.

“According to legal procedure, the accusations must be against an individual and there must be a close tie between the perpetrators of a crime and those who are assisting. This tie has not been shown. The prosecutor must show that Carl Lundström personally has interacted with the user KingKong, who may very well be found in the jungles of Cambodia”, the lawyer added. After the KingKong defense the court decided to adjourn the court case, which will continue tomorrow on day 4. Thus far, the trial is ahead of schedule". (texto integral aqui)

(2009)
DAS ASAS DA BORBOLETA



Kal - Radio Romanista

A borboleta bateu as asas pela primeira vez, em 1965, no Festival Folk de Newport. Dois anos depois, repetiu a graça, em Londres. Em 1982, já consideravelmente bebida, nem se apercebeu de que o tornado que desencadeara tinha deixado em cacos o mapa, até aí razoavelmente arrumadinho, dos povos, suas músicas e tradições. O heterónimo inicial da borboleta foi “Dylan”, o segundo – quando começou a optar pelos colectivos –, “Fairport Convention”, e o terceiro, “Pogues”. O vendaval, inevitavelmente, alastrou pelo planeta e chegou a lugares que sempre se imaginara imunes a tais fenómenos, de tal modo, aí, sempre haviam estado agrafadas a música e a identidade (seja isso o que for) nacional.



Radio Romanista é, agora, apenas um efeito colateral – mas um bom efeito colateral – daquele outro que conhecemos sob a designação de Gogol Bordello: não ucraniano/multinacional mas sérvio, embora igualmente gypsy-punk, optando pela designação Rock’n’Roma e tomando como modelo os Clash e o herói local Saban Bajramovic, é também higienicamente herético e impuro – os violinos, guitarras, acordeões e melodias ciganas coexistem em bela camaraderie com as Fender eléctricas, as beatboxes e os textos em roma, francês e inglês – ainda que (pelo menos, em disco) menos dionisiacamente excessivo que o dos irmãos do nordeste.

(2009)

17 February 2009

THE (I MEAN THE) NOIR BABE (III)

Gene Tierney




PROCESSO PIRATE BAY (IV)









(2009)
OS SANTOS ÓLEOS



Aplicar pós-fritura no globo ocular afectado, acompanhado da invocação de Santo Pereira (convirá esclarecer que esta é uma terapêutica homeopática de inspiração cristã, assente no princípio da "cura pelos semelhantes", formulado por Samuel Hahnemann).

(2009)
"COM OS POBRES A AUMENTAR", HOJE, O QUE FAZ FALTA É SANTO PEREIRA, PADROEIRO DOS OFTALMOLOGISTAS 
(ou, quando estiver a fritar peixe, nunca se esqueça de rezar a São Nuninho)


"A canonização do Beato Nuno de Santa Maria, D. Nuno Álvares Pereira, avança de forma "decisiva" no próximo sábado, com a realização de um Consistório público ordinário para a votação de dez causas de canonização, na presença do Papa. O anúncio, hoje citado pela agência católica Ecclesia, consta de um comunicado assinado por D. Guido Marini, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, publicado na sala de imprensa da Santa Sé. Segundo a Agência de Notícias da Igreja Católica em Portugal, este é um acto formal em que Bento XVI pede o parecer de um conjunto de Cardeais sobre as causas. Estes já responderam antes do Consistório se concordam ou não com a canonização. Bento XVI deverá indicar a data de canonização, adianta à Ecclesia o prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins, o homem que conduziu este processo no Vaticano. (...) 'Depois de tanto tempo e tantos anos, chegou ao seu termo a causa de canonização desta grande figura da hagiografia portuguesa', assinala à Ecclesia o cardeal José Saraiva Martins, frisando que 'a canonização vai ser um dia histórico'. O prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos revela à agência católica 'um sentimento de gratidão a Deus' pelo 'privilégio' que lhe deu por poder concluir o processo de canonização do Beato Nuno Alvares Pereira.


Hoje, com os pobres a aumentar, a mensagem do Nuno Álvares Pereira é 'extremamente actual', conclui o cardeal português. O Beato Nuno de Santa Maria (1360-1431) foi beatificado em 1918 por Bento XV e nos últimos anos, a Ordem do Carmo (onde ingressou em 1422), em conjunto com o Patriarcado de Lisboa, decidiram retomar a defesa da causa da canonização. A sua memória litúrgica celebra-se, actualmente, a 6 de Novembro. O processo de canonização foi reaberto a 13 de Julho de 2004, nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, em sessão solene presidida por D. José Policarpo. A cura milagrosa reconhecida pelo Vaticano foi relatada por Guilhermina de Jesus, uma sexagenária natural de Vila Franca de Xira, que sofreu lesões no olho esquerdo por ter sido atingida com salpicos de óleo a ferver quando estava a fritar peixe. A cura de Guilhermina de Jesus, depois de ter pedido a intervenção do Santo Condestável, foi observada por diversos médicos em Portugal e foi analisada por uma equipa de cinco médicos e teólogos em Roma, que a consideraram miraculosa, aponta a Ecclesia". (daqui por este atalho)

(2009)
PROCESSO PIRATE BAY (III)


Morning 2nd day Pirate Bay trial

(2009)

16 February 2009

ANTIGO PATRÃO DA IFPI DIZ QUE
COMBATER OS DOWNLOADS ILEGAIS
É UMA PERDA DE TEMPO



Per Eirik Johansen

Porque é que será que as pessoas que exercem cargos influentes são obrigadas a fazer coisas em que não acreditam e que acham que estão erradas? Não por acaso essas pessoas só confessam a sua hipocrisia anos depois de deixarem de exercer esses cargos. Parece que existe um autêntico colete de forças que os obriga a ser hipócritas e esquizofrénicos.

Numa entrevista recente ao jornal norueguês "Dagbladet", o antigo presidente do conselho de administração da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) e ex-director da filial norueguesa da EMI Per Eirik Johansen admitiu que o combate à partilha ilegal de ficheiros foi inútil e que a melhor forma de lutar contra a “pirataria” consiste em encontrar soluções melhores uma vez que a geração de fãs de música mais novos já viola o direito de autor.

Para quem foi em tempos um defensor acérrimo de medidas como as DRMs - na altura da sua direcção, a EMI Noruega chegou mesmo a comercializar mais de 400 mil CDs equipados com tecnologia de protecção anti-cópia - tais declarações não deixam de constituir uma reviravolta de 180 graus em relação àquilo que se defendia anteriormente.

Mas afinal não passava de uma fachada para agradar aos patrões da casa-mãe. Como o próprio Johansen explica, “durante o tempo em que recebi um salário da EMI, senti que era meu dever defender algo em que não acreditava”.



Quem o viu e quem o vê. Agora com 49 anos, Johansen lançou no Verão passado uma nova empresa de management de artistas. Talvez seja por isso mesmo que ele saliente que está optimista em relação ao futuro da indústria musical, nomeadamente no que diz respeito ao sector dos concertos ao vivo e aos novos modelos de negócio.

Agora na sua posição de outsider, o antigo patrão da famigerada IFPI não se coíbe de criticar as grandes editoras discográficas. Na sua opinião, para além das majors não terem previsto antecipadamente as mudanças que ocorreram nos anos recentes no mercado elas limitaram-se a reagir de uma forma passiva ao que se estava a passar. O resultado é que os seus modelos deixaram de ser válidos. “Nunca ninguém conseguiu vencer um combate contra uma nova tecnologia”, conclui.

O problema é que a tecnologia por si só não foi o factor que desencadeou toda a mudança mas sim a forma como as pessoas passaram a utilizar em massa essa tecnologia da forma que lhes era mais conveniente sem ter em conta se isso prejudicava ou não os interesses de uma pequena minoria de empresas habituada de há décadas a controlar o circuito da distribuição. E Johansen foi dos que estiveram do lado errado durante demasiado tempo. O cinismo tem limites. (aqui)

(2009)
PROCESSO PIRATE BAY (II)


The Pirate Bay Barricades

"After the first day's trial we heard that progress has been pretty slow, amazingly it appears that a large part of today was taken up with getting the computers to run - something you would have thought the court would have got sorted out in advance. The prosecution have highlighted a number of musical artists - Coldplay, Beatles, Robbie Williams - and from the film world - Harry Potter and Aladdin - have been highlighted as content that has been compromised. Not all artists have taken the same approach, like Nine Inch Nails who released three of their album tracks on PirateBay". (aqui)

(2009)
PROCESSO PIRATE BAY (I)



"Opening arguments have begun in the trial of four men behind the Pirate Bay BitTorrent site this morning in Stockholm. They stand accused of assisting copyright infringement. The trial is generating tremendous amounts of interest, and even if you don't speak Swedish, it's easy to follow the proceedings. The trial atmosphere is quite festive, which is hardly surprising considering The Pirate Bay team are well known for returning fire from movie and music industry lawyers, responding to legal threats with profanity and insult-laden e-mails. The Pirate Bay team held a press conference on Sunday complete with a small brass band, which they have posted on mobile video site Bambuser. In fact, there is a 'spectrial' channel on Bambuser to follow breaking developments".(aqui)


Gottfrid Svartholm Warg e Peter Sunde

"The four men behind popular file-sharing Web site The Pirate Bay went on trial in Stockholm Monday accused of helping millions of users worldwide to break copyright law. The trial is being watched with great interest by film and music labels and file-sharers around the globe since it could determine at what point file-sharing, or the encouragement of file-sharing, becomes illegal. The defendants are accused of breaking Swedish copyright law by helping Internet users download protected music, movies and computer games. The Pirate Bay doesn't host copyrighted content, but directs users to films, music and other protected material through so-called torrents. The number of users is estimated at around 22 million. Gottfrid Svartholm Warg, 28, Peter Sunde, 30, Fredrik Neij, 30, and Carl Lundstrom, 48, face up to two years in prison if they are convicted. They all claim they have done nothing illegal. They are also facing 120 million kronor ($14.3 million) in claims for compensation and damages for the artists whose work have been infringed.



Three of the defendants administer the site, while Lundstrom finances it. The events surrounding the trial have received wide attention. On Sunday the men called a news conference, transporting participants in buses decorated with a pirate ship and banners with the the words "ctrl+c, crtl+v" — the computer commands used to perform copy and paste tasks. They banned certain media from taking part in the news conference because they didn't like some organizations' reporting of the events so far. The defendants insisted their site was legal and that prosecutors wouldn't be able to shut it down even if they are convicted. "They have already failed to take down the site once. Let them fail again", Svartholm Warg said. Plaintiffs in the case include Warner Bros. Entertainment Inc., MGM Pictures Inc., Colombia Pictures Industries Inc., 20th Century Fox Films Co., Sony BMG, Universal and EMI. The case stems from May 31, 2006, when police raided 10 locations in central Sweden, seizing servers and computer equipment and temporarily shutting down the site. Evidence in the case includes witness testimony, e-mails between the suspects and invoices sent to advertisers". (aqui)

(2009)
CITY GHOSTS (XXV)

Lisboa, Portugal, 2009















(2009)

15 February 2009

LITTLE DIVA ZOOEY









(2009)
PARAR O TEMPO



M. Ward - Hold Time

Não é muito frequente que, com tanta precisão, todo o programa de um álbum se concentre completamente no título. Mas, no caso de Hold Time, há que ficar grato a M.Ward por, de tal modo, nos poupar mil palavras desnecessárias para caracterizar suficientemente a gravação que, após a aventura She & Him, em dueto com Zooey Deschanel, agora publica. Na verdade, tudo começou aí porque, tal como nesse divertimento paralelo sucedia, é de “parar o tempo” outra vez que se trata.



Exactamente na mesma época – década de sessenta e margens limítrofes – mas explorando outros filões: já não tanto o território compreendido entre a Motown, Tin Pan Alley e Nashville mas antes o que se situa num perímetro definido por Dylan, Neil Young, os Beach Boys, os Buffalo Springfield de Again e, menos concentradamente, o espírito genericamente “folk-pop-country” da atmosfera canabinóide da época. A pequena diva Zooey reaparece e vem acompanhada de Lucinda Williams, Rachel Blumberg (Decemberists) e Jason Lytle (Grandaddy), uma espécie de minisupergrupo da nomenclatura “indie” contemporânea, amável mas não indispensável.

(2009)