06 September 2021
FRONTEIRAS, ORIGENS
Desde que, na noite 29 de Junho de 1987, no Empress of Russia (um já defunto pub de Islington, no Norte de Londres), um grupo de representantes de editoras independentes, organizadores de concertos e jornalistas – correndo, embora, o risco de guetização de tudo o que não era ocidental, pop, rock ou jazz – cunhou a designação “world music” para englobar o que, até aí, se chamava “folk”, “trad” ou “roots”, todo um novo espaço se abriu e nos permitiu o acesso mais fácil a preciosidades como Le Mystère des Voix Bulgares, a experiências de cruzamento multicultural como Les Nouvelles Polyphonies Corses (de Hector Zazou) ou a muito do que a Real World, de Peter Gabriel, ou a Luaka Bop, de David Byrne, publicaram. Com períodos de maior ou menor fulgor, nos últimos anos, o ritmo de descobertas valiosas tem-se intensificado com os belíssimos álbuns de Sam Lee, Elaha Soroor & Kefaya, Cocanha, San Salvador, The Rheingans Sisters, Lankum, Stick In The Wheel ou até 33EMYBW, Hai Qing & Li Xing, e Guzz da quase totalmente ignorada China. Vulture Prince, de Arooj Aftab, é mais outro óptimo exemplo de uma forma de abordar a música que, se ignora as fronteiras, conhece bem as suas origens. (daqui; segue para aqui)
"Mohabbat"
05 September 2021
Satisfazendo uma reivindicação lancinantemente expressa nesta caixa de comentários, aqui se revela qualquer coisinha de português (LXXIX): no 7º verso da segunda parte da canção, Florence Shaw diz, com alguma convicção, "A Portuguese party for you"
Dry Cleaning - "Hm"
04 September 2021
Radicais livres (LXXXVII)
"Chinese Youth Announce That They’re 'Lying Flat' (I) and Resisting the Pressures of Modern Life"
03 September 2021
02 September 2021
01 September 2021
(sequência daqui) Agora que Path Of Wellness é publicado, Brownstein volta à carga: “Acho muito interessante que as mesmas pessoas que rejeitam o conservadorismo em política desejassem que nos contentássemos com uma versão estática e codificada da banda. Nós sempre nos vimos com o passo trocado em relação ao que, às vezes, as pessoas pretendem de nós”. Gravado durante o pesado Verão pandémico de 2020, em Portland, quando as manifestações Black Lives Matter enchiam diariamente as ruas e as florestas do Oregon ardiam – “It’s not the summer we were promised, it’s the summer we deserve” – Path Of Wellness, desta vez produzido pelo duo sobrevivente, dificilmente trará de volta os dissidentes: (demasiado?) adulto e (demasiado?) polido, o espírito “riot” continua lá mas as vozes que o gritam parecem não se dar conta do amontoado de clichés rock que as sufocam.
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