30 April 2009

PORTANTO, FOI ASSIM



(daqui)

(2009)
PONTO DA SITUAÇÃO:


Lyrics e hipóteses alternativas

Concluídas as primeiras semanas que antecedem o fim do mundo, o "score" do encontro Swine Flu vs. Common Flu, segundo a OMS (que, ela também, ignorando as suas próprias estatísticas, parece tomada de fervores apocalípticos), cifra-se em 153 (152 no México) - 500 000. Com números destes, não há ali filme-catástrofe decente em potência. Embora a Roche até fosse capaz de contribuir de boa vontade para o orçamento dele.

(2009)
EXPLORAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL



Tradução do anglo-português técnico:

1 - Desculpa lá, pá. Tudo porreiro, pá?

2 - Não fui eu, foi ele, pá.

3 - Pá, tou a pedir desculpa, pá!... já pedi desculpa pelo cigarrito no avião, pá, pelos textos marados no "Magalhães" (pá, o "Magalhães" é porreiro, pá, mas já está dar merdas de mais, pá!...), eu sou bom a pedir desculpa, pá!

4 - Fogo, não me lixes, pá, foi só meia dúzia de putos, pá!...

5 - É, foi o outro, não fui eu, pá. Sério, pá.

6 - Mas o "Magalhães", diz lá, até que é porreiro, pá, não é, pá? Diz lá, é ou não é, pá?... Vá lá, diz lá...


(2009)

29 April 2009

GEORGES BRASSENS - "LA MAUVAISE RÉPUTATION"
(unir os pontinhos a partir aqui)



Au village, sans prétention,
J'ai mauvaise réputation ;
Qu' je m' démène ou qu' je reste coi,
Je passe pour un je-ne-sais-quoi.
Je ne fais pourtant de tort à personne,
En suivant mon ch'min de petit bonhomme ;
Mais les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux...
Non les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux...
Tout le monde médit de moi,
Sauf les muets, ca va de soi.

Le jour du quatorze-Juillet,
Je reste dans mon lit douillet ;
La musique qui marche au pas,
Cela ne me regarde pas.
Je ne fais pourtant de tort à personne,
En n'écoutant pas le clairon qui sonne ;
Mais les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux...
Non les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux...
Tout le monde me montre au doigt,
Sauf les manchots, ca va de soi.



Quand j' croise un voleur malchanceux
Poursuivi par un cul-terreux,
J' lanc' la patte et, pourquoi le taire,
Le cul-terreux se r'trouv' par terre.
Je ne fais pourtant de tort à personne,
En laissant courir les voleurs de pommes ;
Mais les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux...
Non les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux...
Tout le monde se ru' sur moi,
Sauf les cul-d' -jatt', ca va de soi.

Pad besoin d'etre Jérémie
Pour d'viner l' sort qui m'est promis :
S'ils trouv'nt une corde à leur goût,
Ils me la passeront au cou.
Je ne fais pourtant de tort à personne
En suivant les ch'mins qui n'mèn'nt pas à Rome ;
Mais les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux...
Non les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux...
Tout l' mond' viendra me voir pendu,
Sauf les aveugl's, bien entendu.

(2009)
THE DOORS OF PERCEPTION (I)

Moura, Portugal, 2009








(2009)
LES BOURGEOIS C'EST COMME LES COCHONS
(trifurcação daqui, daqui e daqui)

(2009)

28 April 2009

VOTAÇÃO NO PARLAMENTO EUROPEU
NO DIA 5 DE MAIO DE 2009




Não deixe que o parlamento europeu lhe feche a internet... não haverá volta atrás!
Aja agora!


"O acesso à internet não é condicional. Todos os que têm um site, blog bem como todos aqueles que usam o Google ou o Skype, todos aqueles que gostam de expressar as suas opiniões livremente, investigarem do modo que entendem seja para questões pessoais, profissionais ou académicas, todos os que fazem compras online, fazem amigos online, ouvem música ou vêm videos... Milhões de europeus dependem da internet quer seja directa ou indirectamente no seu estilo de vida. Tirá-la, limitá-la, restringi-la ou condicioná-la, terá um impacto directo naquilo que fazemos. E se um pequeno negócio depender da internet para sobreviver, torná-la inacessível num período de crise como o que vivemos não pode ser bom. Pois a internet que conhecemos está em vias de extinção através das novas regras que a União Europeia quer propôr no final de Abril.



Segundo estas leis, os provedores de serviço, ou seja as empresas que nos fornecem a internet, PT, Zon, Clix entre muitas outras, vão poder legalmente limitar o número de websites que visitamos, além de nos poderem limitar o uso ou subscrição de quaisquer serviços que queiramos de algum site. As pessoas passarão a ter uma espécie pacotes de internet parecidos com os da actual televisão. Será publicitada com muitos "novos serviços" mas estes serão exclusivamente controlados pelo fornecedor de internet, e com opções de acesso a sites altamente restringidas. Isto significa que a internet sera empacotada e a sua capacidade de aceder e colocar conteúdo será severamente restringida. Criará pacotes de acessibilidade na internet, que não se adequam ao uso actual que damos à internet hoje (...)". (texto integral aqui)

(2009)
FRANCOFILIA



Vincent Delerm - Favourite Songs

A derrota esmagadora do idioma francês face ao inglês, nas últimas três décadas, teve consequências mais devastadoras do que apenas o coice no ego nacional gaulês. O que, só por si, até poderia ter contribuído para reconduzir ao plano da realidade quem ainda vivia imaginariamente no início do século XX e no papel de "trendsetter" cultural. Verdadeiro prejuízo, no campo da música popular, por exemplo, foi o facto de uns consideráveis milhões de novos anglófonos e anglófilos terem ficado quase irremediavelmente arredados da possibilidade de conhecer génios como Brel, Gainsbourg ou Brassens.



E, em sentido inverso, francófilos como Mick Harvey, Neil Hannon, John Zorn ou Jennifer Charles não têm chegado para inverter o sentido da corrente. É, por isso, uma batalha entre forças imensamente desiguais procurar convencer o mundo que Vincent Delerm é um enorme e requintadíssimo autor de canções de ironia acetinada e melodia subtil. Estes dezasseis magníficos duetos – com gente como Moustaki, Benjamin Biolay, Neil Hannon, Irène Jacob ou Alain Souchon –, porém, não desistem de investir contra duas ou três praças fortes inimigas e quem sabe se uma ou outra não acabará por declarar a rendição.

(2009)
AGORA É QUE É!!!



Depois do humilhante fiasco da "gripe das aves", chega a ser comovente assistir ao febril entusiasmo dos media perante a nova hipótese de, ainda durante umas boas semanitas, ter material para abrir telejornais com a "gripe dos porcos". Se tudo correr bem, vem aí uma "pandemia" jeitosa que sempre dá para desenjoar do Freeport e das europeias que já começam a ficar coçados. É aborrecido estragar a festa quando o "body count" ainda é modesto mas lá terá que ser: segundo dados da Organização Mundial de Saúde, falando das habituais gripes de Inverno que só figuram nas notícias quando as urgências entopem, "Although difficult to assess, these annual epidemics are thought to result in between three and five million cases of severe illness and between 250 000 and 500 000 deaths every year around the world". Os porquitos ainda vão ter muito que espirrar para bater estes números.

(2009)

27 April 2009

LEONARD COHEN - DUAS ENTREVISTAS


1966



2009

(ambas roubadas daqui)
(AWAY FROM THE) CITY GHOSTS (XXIX)

Moura/Pias, Portugal, 2009
















(2009)
RESPOSTAS AO QUESTIONÁRIO FLUR



01 - Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Horsedrawn WishesRollerskate Skinny; disse dele coisas do tipo “o melhor disco de todos os tempos (passados, presentes e que hão-de vir)”, depois de os ter visto, ao vivo, em Dublin; continua a ser muito bom (tive de o downloadar porque, entretanto, perdi-o!...) mas parece-me que, na altura, fui um bocadinho hiperbólico...



02 - Um disco que seja muito importante agora + razão.
Um é difícil. Mas qualquer coisa algures entre os três álbuns da Hanne Hukkelberg, o Poème, de Ernest Chausson (um romântico francês do sec XIX que eu nem fazia ideia que tinha existido e descobri a ouvir rádio), pelo Itzhak Perlman e Zubin Mehta, e The Bairns, de Rachel Unthank & The Winterset. Todos por causa daquela insubstituível sensação de “mas de onde é que isto saiu?...”



03 - Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.

Não é “um disco”, é a discografia completa dos ABBA (álbuns, singles, DVDs) e “o resto do mundo” até tende a estar do meu lado; “o resto do mundo” do suposto “bom gosto” – com ilustríssimas excepções – é que lhe torce o nariz. Ah… e o Mamma Mia é um grande filme.



04 - A capa de disco favorita.
Resposta impossível. São imensas. Mas, assim de repente, em jacto de memória, Micah P. Hinson & The Gospel Of Progress.



05 - Mais CD ou mais vinil? Porquê?
De certeza, mais CD. Tive a minha fase de fundamentalista do vinil mas a pressão da realidade venceu. Continuo, no entanto, a não dominar a técnica de retirar o CD do celofane (a cena da Mira Sorvino, no Lulu On The Bridge, do Paul Auster, a debater-se com o mesmo problema sempre me falou ao coração). E a caixa de plástico dos CD deve ser o exemplo de design mais mal amanhado da História.



06 - Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Não me lembro (quero dizer, comprado mesmo por mim e não financiado por fontes externas). Mas pode ter sido ou o Saucerful Of Secrets, dos Pink Floyd (mais dois ou três álbuns e ficaram prontos para o matadouro – a propósito, nunca consegui ouvir o Dark Side Of The Moon até ao fim) ou o Stormbringer, de John & Beverley Martin, ou o Astral Weeks, do Van Morrison. Por aí.



07 - Qual o último disco que comprou?
Renaissance Dance (Susato, Morley, Praetorius, Mainerio)The Early Music Consort Of London/David Munrow; em Fevereiro de 2008, Sevilha. Andava há anos atrás dele (o meu velho vinil já estava imprestável) e, de surpresa, acabei por descobri-lo ali.



08 - Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Não faço a menor ideia.



09 - Qual é o artista mais representado na colecção?
Há vários de que tenho as discografias completas ou quase. Mas há-de ser qualquer coisa entre, Richard Thompson, Tom Waits, Van Morrison, Laurie Anderson, Leonard Cohen, Elvis Costello e Nick Cave.



10 - De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Sendo que “comprar”, comigo, é um conceito bastante relativo (a esmagadora maioria é-me enviada pelas editoras/distribuidoras), diria Leonard Cohen. Que, como se sabe, mesmo quando os discos aparentam ser menos que óptimos, trata-se apenas de engano e ilusão.



11 - Que projectos tem em mãos actualmente?
Aplico toda a minha energia no imenso objectivo de nunca ter projectos.



(2009)

26 April 2009

A HISTÓRIA NÃO EXISTE



The Pains Of Being Pure At Heart - The Pains Of Being Pure At Heart

Eles são tão puros de coração que, quando pegam nas guitarras, nas baquetas e se debruçam sobre as teclas, nem se apercebem – tal é a candura do olhar que lançam sobre o mundo – que aquilo que criam, num "blindfold test", passaria facilmente por um qualquer "lost album" dos Jesus & Mary Chain ou por um dos primeiros ensaios dos My Bloody Valentine. Deve ser também por causa dessa transparência quase Zen através da qual encaram o universo que, num instante de satori, decidiram designar a sua editora privada como “Painbow,” uma contracção de “Paint a Rainbow", dos MBV. E apenas a quem, em cada manhã, é capaz de enxergar o nascer do sol como se fosse sempre o primeiro, está autorizada uma amnésia de Alzheimer terminal que – abençoados sejam! – os impede de reparar que, na famigerada cassete C86 do “New Musical Express”, muitos outros meninos e meninas mais velhos tinham já gravado (e continuariam a gravar) uma boa mão cheia de canções exactamente iguais às deles. Sim, a História não existe e, por isso, também não os há-de incomodar muito que, eles próprios, não venham a fazer parte dela. O que, na rica cena de Brooklyn actual, não terá a menor importância e ninguém, certamente, dará por isso.

(2009)
COURBET/L’ORIGINE DU MONDE/
COURBET/L’ORIGINE DU MONDE/
COURBET/L’ORIGINE DU MONDE/
COURBET/L’ORIGINE DU MONDE



Ao crescente número dos leitores deste blog oriundos da República Islâmica do Irão, dos Emiratos Árabes Unidos, do Egipto – e, porventura, ainda de outros países do Médio Oriente e zonas culturais e geográficas afins – declaradamente admiradores da obra de Gustave Courbet, sugerimos que nos enviem as suas opiniões e pontos de vista sobre o artista que vos traz aqui. Bem-vindos!



To our increasing number of readers from the Islamic Republic Of Iran, United Arab Emirates and Egypt – and, possibly, from other neighbouring countries in the Middle East – devout fans of the work of Gustave Courbet, we suggest you send to this blog your opinions and points of view about said artist. Welcome!



(2009)
UMA HISTÓRIA SANTA DO NOSSO OESTE
(ou, em "newspeak", da West Coast Of Europe)



Onde o(a) sujeito(a) passivo(a) dos superpoderes do grande e santo herói se apresenta

"'Quero manter-me em silêncio. Peço desculpa...', diz Guilhermina de Jesus, fixando o olhar por detrás dos óculos na mesa de madeira à qual está sentada com duas amigas a tomar café. (...) 'Estou bem. Mas não tenho nada a dizer. Falamos quando eu voltar', prossegue a franzina e discreta mulher de 65 anos, cabelo pintado preso num gancho."

De como, entre a frigideira e o instante de transcendência em que voltou a poder ver a telenovela, o sobrenatural interveio

(...) Foi a menos de 100 metros dali, no restaurante do filho onde trabalhava como cozinheira, que Guilhermina de Jesus feriu a vista com óleo a ferver. Era o dia 29 de Setembro de 2000, mas só foi ao hospital dois dias depois, relata ao DN frei Francisco Rodrigues, vice-postulador da causa da canonização. Os médicos consideraram a lesão irreversível, mas a esperança no Santo Condestável manteve-se. A 6 de Novembro, dia de D. Nuno, Guilhermina, família, amigos e pároco reuniram-se para fazer uma novena ao beato. Um mês depois, foi buscar uma lente para tapar a luminosidade da vista. À noite, no quarto, um impulso levou-a a beijar a imagem do beato e a dirigir-lhe uma oração. 'Diz que sentiu uma paz como nunca tinha sentido. Veio à sala, acendeu a televisão, constatando que estava a ver e que a vista já não lacrimejava'"(...)



Aqui se aprende, agora, como nem todas as Donas Brancas são Madoffs e por que razão, mesmo em questões de santidade, o que é nacional é bom

"A devoção ao Beato Nuno existe 'desde pequena, desde a escola primária, com a minha professora Dona Branca, comecei a gostar dele e a ter confiança nele. Quando comecei a trabalhar em Ourém, mais o conheci e mais gostei dele. É um santo português muito perto de Deus e que nos pode ajudar muito', acrescenta".

Eis, pois, São Nuninho e seu lema: "Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar, meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."

'Ele é um homem de palavra, de coerência, e torna-se conhecido por ser não só guerreiro, mas principalmente defensor. Nunca fez guerra, digamos assim, sempre defendeu', acrescenta, respeitando a dignidade de todos, independentemente de serem adversários no campo de batalha. O futuro Santo 'não deixava que o exército desbaratasse, depois de ganhas as batalhas, respeitava as pessoas'".



Como, muitos séculos mais tarde, aconteceria a Viktor estuprado por Olga, a sua pureza seria profanada mas apenas em nome de um Bem maior - a obediência ao pai

"A sua formação na doutrina da Cavalaria levou-o a 'querer viver puro e virgem, para se consagrar a Nossa Senhora'. O casamento aconteceu 'por obediência' ao pai, mas a presença de Maria é constante, visível na bandeira do Condestável".

São, agora, referidos, os espasmos quase tântricos do Amor pela Senhora e o episódio dos cavalos-videntes que, quinhentos anos antes de Lúcia, enxergaram entidades do Além pairando sobre azinheiras

"Já o cronista Carmelita José Pereira Sant’Anna dizia que Nuno Álvares Pereira chorava 'copiosamente' diante da imagem de Nossa Senhora, pedindo por ele e por todos os que se lhe recomendavam, pedindo graças. Uma tradição – que era repetida pela mãe da Irmã Lúcia – refere que quando o Condestável (que foi Conde de Ourém) passou pela Cova da Iria, os seus cavalos ajoelharam. 'É uma história que se contava em Fátima, não se pode provar, mas fica como o registo de uma devoção particular', indica o vice-postulador da causa da canonização".



Também, enfim, Guilhermina se terá feito transportar para o Além, para o "lugar incerto" de uma outra dimensão?

"Dentro das muralhas de Ourém, que albergam também a casa de Guilhermina, impera o silêncio. Porque a miraculada pediu para a manterem no anonimato, mas também porque poucos parecem saber o que realmente se passou. Actualmente, com 65 anos, encontra-se num 'lugar incerto'. 'Desde o dia 7 em que fui curada, senti uma paz muito grande que não quero perder por nada', explica. 'Não é muito comentado aqui', afirma Angelina, vizinha de Guilhermina, que se disponibiliza a levar-nos a sua casa. 'Ela foge...', comenta, aludindo à sua discrição, enquanto bate com força na porta". (narrativa hagiográfica recolhida aqui e aqui)

(2009)

25 April 2009

QUADRAGÉSIMO COMUNICADO DO C.A.L.A.
(Comité de Apoio a Laurinda Alves)


Respondendo vibrantemente ao apelo do C.A.L.A. que conclamava o povo a manifestar-se hoje, em solidariedade com a candidata Laurinda, as massas invadiram as ruas e deixaram bem claro que não tolerarão mais insultos e ofensas a quem lhe aponta o caminho da Luz por entre a opaca neblina presente.

A PARTIR DE HOJE, A HISTÓRIA DE PORTUGAL PASSOU A TER MAIS UMA DATA PARA COMEMORAR SEMPRE: O 25 DE ABRIL!!!

Uma manifestante enfrenta a Polícia lendo "Coisas da Vida"

"Milhares de pessoas desceram esta tarde a Avenida da Liberdade em direcção no Rossio. (...) Fátima de Sousa, 44 anos: 'Não sou uma habituée, esta é a primeira vez que venho. (...) As pessoas unem-se nos momentos mais difíceis. Aqui sentem-se de alguma forma reconfortadas e com mais esperança';

Desfile de cristãos por Laurinda

Joaquim Medeiros, 69 anos: 'Hoje a liberdade é condicionada e até nas empresas já muita gente se retrai a falar. Estamos a viver uma democracia fascizante'" ("Jornal de Notícias");

Flores por Laurinda

"No Porto, o desfile começou nas ex-instalações da Pide até à Avenida dos Aliados (...) Rosa Dias, 52 anos, fez questão de estrear a neta na manifestação (...) Entre os participantes eram visíveis várias gerações". ("Público")

edit - mesmo em momento conjunturalmente menos feliz, as vibrações positivas que a candidata Laurinda projecta a todos contagiam (da caixa de comentários do blog):

"Olá Laurinda,

.......È evidente que o Universo já tem planos para si!
é uma questão de tempo! Claro que acredita!"

"Vamos esperar a ver qual a janela que Deus vai abrir...se for numa arquitectura moderna...há-se ser um janelão...maior que uma porta!
Bj"

(2009)
TRIGÉSIMO NONO COMUNICADO DO C.A.L.A.
(Comité de Apoio a Laurinda Alves)




O Presidente Cavaco Silva, dirigiu-se hoje ao País e falou sobre o caso da ignominiosa dispensa da candidata Laurinda do "Público":

"Centenas de trabalhadores são lançados no desemprego. (...) Devemos, por isso, compreender que esta crise leve muitos Portugueses a interrogarem-se sobre aquilo que o futuro nos reserva. (...) Os meios de comunicação social devem informar objectiva e imparcialmente os cidadãos sobre os conteúdos das propostas das diversas forças políticas".

E, da forma discreta a que a sua posição institucional o obriga, apelou ao voto na candidata Laurinda e no MEP, repetindo, significativamente, a expressão "esperança no futuro":

"A pior forma de lidar com o presente seria perder a esperança no futuro. Eu não perdi a esperança no futuro".

HOJE TODOS À RUA PELA CANDIDATA LAURINDA!!!

(2009)
TRIGÉSIMO OITAVO COMUNICADO DO C.A.L.A.
(Comité de Apoio a Laurinda Alves)




O Relato da Ignomínia

"Na semana passada recebi um sms do José Manuel Fernandes a perguntar quando podíamos falar. Estava fora de Lisboa e liguei-lhe de volta. Percebi que havia um embaraço do outro lado da linha e que o que ele tinha para me anunciar não era fácil de dizer nem de ouvir. Ele insistia em falarmos pessoalmente mas eu estava sem tempo e com uma agenda milimetricamente preenchida. A conversa ficaria fatalmente adiada para demasiado tarde e, por isso, pedi-lhe que me dissesse por telefone. A muito custo, ele disse. A notícia era a minha dispensa como colunista do Público já a partir do fim do mês. A razão, disse ele, é a contenção de custos. (...) As conversas finais exigem coragem e, até certo ponto, houve coragem dos dois lados. Depois a vida seguiu, houve um telefonema muito rápido e algumas perguntas que ficaram sem resposta. Mais nada". (aqui)

No momento, porém, o espírito só pode ser o deste comentário, que, no meio das Trevas, divisa a Grande Luz: "Laurinda, girl Estou triste por ti ou talvez não. (...) Ou então estás mesmo em tempo de mudança e um jornal será 'pequeno' demais para ti, já pensaste? (...) há por aí um plano mais alto para ti, quem sabe".

HOJE TODOS À RUA PELA CANDIDATA LAURINDA!!!

(2009)

24 April 2009

SERVIÇO PÚBLICO



World Digital Library




Classica Digitalia - Vniversitatis Conimbrigensis

(2009)
TRIGÉSIMO SÉTIMO COMUNICADO DO C.A.L.A.
(Comité de Apoio a Laurinda Alves)




Reunido de emergência após ter tomado conhecimento da inqualificável exclusão das crónicas da candidata Laurinda das páginas do "Público e após prolongada análise da situação, o C.A.L.A. vem tornar pública a sua incondicional solidariedade com mais esta vítima do capitalismo selvagem e declarar que:

1 - é, de todo, incompreensível uma política editorial que, no exacto momento em que parecia definir um rumo consistente, reunindo numa mesma publicação o melhor do pensamento laurindiano e a valiosíssima contribuição de um magazine de elevadíssima qualidade como é a "Revista Plenitude", abate de um só golpe um dos pilares da Nova Era e põe, inexplicavelmente, termo a um projecto que mal iniciara;

2 - não serão alheias ao facto as pressões das milícias negras do niilismo militante que não suportam ver uma singela margarida de Esperança despontar por entre as ressequidas pedras da Pátria amada;




3 - é ponto de honra exigir ao camarada José Miguel Júdice que tome posição inequívoca e, quiçá, em gesto de solidariedade, renuncie ao lugar de cronista do "Público";

4 - não toleraremos - como já começou a acontecer na RTP - a exclusão da candidata Laurinda dos debates eleitorais para o Parlamento Europeu;

5 - APELAMOS VEEMENTEMENTE A QUE JÁ AMANHÃ, DIA 25, MILHARES SAIAM ÀS RUAS NUM GIGANTESCO MOVIMENTO DE SOLIDARIEDADE COM A INJUSTIÇADA CANDIDATA LAURINDA!

A LUTA CONTINUA!!!


(2009)

23 April 2009

A DEMOCRACIA ESTÁDIO SUPREMO DO BORDEL

"O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, poderá apresentar como candidatas às próximas eleições ao Parlamento Europeu, a 7 de Junho, modelos, actrizes e participantes de programas de televisão, noticia hoje a imprensa local.


Barbara Matera

Algumas destas «celebridades» em Itália assistiram terça-feira a um curso na sede do Povo da Liberdade (PDL), partido liderado por Berlusconi, no qual receberam informação sobre as acções do governo italiano. Além disso, foram distribuídos folhetos explicativos sobre organizações internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a NATO.


Angela Sozio

O jornal económico Il Sole 24 Ore assinala como possíveis candidatas Barbara Matera, dançarina nos programas dos canais de televisão da Mediaset, controlada por Berlusconi, Angela Sozio, ex-participante da edição italiana do Big Brother, e a actriz Eleonora Gaggioli. 'Quero caras novas, para renovar a imagem do PDL em Itália e na Europa', disse Berlusconi durante um discurso num seminário dirigido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Franco Frattini.


Eleonora Gaggioli

No total, mais de 30 jovens, entre as quais também algumas das deputadas do PDL, participaram neste curso. Segundo o jornal Il Messaggero, Berlusconi elaborará as listas para as próximas eleições europeias com base nas últimas sondagens, que lhes atribuem entre 35 e 36 assentos para o Parlamento Europeu". (aqui)

(2009)
TRIGÉSIMO SEXTO COMUNICADO DO C.A.L.A.
(Comité de Apoio a Laurinda Alves)




A caminhada rumo à vitória da candidata Laurinda lê-se como uma saga, uma lenda, uma página arrancada (amorosamente) às Sagradas Escrituras.



Ela vê o povo atropelar-se para lhe poder ver o semblante mais de perto; aqueles que já lhe fizeram oferendas regressam agora com flores no regaço; em "dia histórico", ela posa institucionalmente, para que a Pátria fixe bem a figura em que deposita todas as suas esperanças; e - ela revela tudo, ela não tem nada a esconder! -, sinal evidente da renovação e da seiva jovem que irrompe com a Primavera que ela tão sublimemente corporiza... vai ter mais um sobrinho!!!
Nada, nada, nada será como dantes!
(aqui, aqui e aqui)

(2009)
SOBRE O PROCESSO PIRATE BAY
(Momus no Live Journal)




"As something of a pirate myself, I support Pirate Bay, the four Swedish file-sharing brigands (Frederik Neij, Gottfrid Svartholm Warg, Peter Sunde and Carl Lundstrom) who were yesterday sentenced to a year in prison and ordered to pay 30 million kronor (about $3.6 million) in damages to leading entertainment companies. (...) I've met the Pirate Bay people - they drove their Pirate Bay bus down to the Manifesta art biennial last summer via Berlin, and gave me and Hisae a guided tour of it. We later saw the bus installed as an anti-copyright artwork at Manifesta. 'We see The Pirate Bay as some sort of ongoing art project/performance', said Peter Sunde. (...) Both sides are 'wrong' in this case. It clearly costs a lot of money to make art, and people shouldn't expect to consume it free. That's why the pirates are 'wrong'. Nevertheless, it is costing less and less money to produce and distribute culture, and yet the established entertainment companies fail to reduce their prices. That's why they are wrong. Their determination to prosecute music consumers and distributors has been sickening.



Beyond piracy (on the one hand) and bullying greed (on the other) there is a third way, a supple and inventive new way to distribute culture nearly-free. I personally applaud Apple for finding new ways to monetize culture via the iTunes store - the future of the album may well be as an iTunes app. (...) Free distribution does not diminish cultural value. It does, however, change the map of value and of monetization; shifting payday from the record store to the live concert hall, for instance. The last decade has seen the internet bring incredible - I mean really incredible - cultural riches to people who would never have had access to them. On the internet, as we all know, people expect everything free. Therefore you have to find new ways to make them pay (advertising, ancillary merchandising) for these new riches. This has to be done with creativity, generosity, flexibility, and with the recognition that things have changed, and that the new ways of doing things will filter up from the semi-legal grassroots, not trickle down from the established entertainment companies and their lawyers. Yesterday's decision did not reflect this reality. I believe it will be overturned, correctly, at the next stage, the Pirate Bay appeal". (post integral aqui)

(2009)