ARTE PROLETÁRIA DO REALISMO-SOCIALISTA
Trabalhadores espanhóis dão o corpo ao manifesto pelos seus postos de trabalho
(2011)
16 June 2011
THE QUEEN IS DEAD - THE SMITHS (16.06.1986)
"The Boy With The Thorn In His Side"
"Bigmouth Strikes Again"/Vicar In A Tutu"
(2011)
15 June 2011
É FINAL DE ANO LECTIVO, O PESSOAL ESTÁ CANSADO, SÓ
PENSA EM FÉRIAS, "COSTUMAM TER 13/14", COPIARAM
(NINGUÉM É PERFEITO), "TIVERAM 10", E DEUS, ZEUS, OU
LÁ O QUE É NOS LIVRE DE, NUM MAU MOMENTO, TERMOS
DE OS VER, COM AQUELAS ROUPAS RIDÍCULAS, PELA FRENTE
Futuros magistrados apanhados a copiar tiveram todos dez: "Luís Eloy [director adjunto do Centro de Estudos Judiciários] considera que esta foi a solução mais equilibrada, já que estamos no fim do ano lectivo e já havia outros exames marcados, o que impedia a repetição deste teste. A nota dez [em Investigação Criminal e Gestão do Inquérito] constituiu uma 'sanção' para os futuros magistrados, que costumam sair do CEJ com uma média entre os 13 e 14 valores. 'Num universo de 137 auditores, houve um conjunto que não copiou, seria, por isso, injusto dar zero a todos'".
(2011)
PENSA EM FÉRIAS, "COSTUMAM TER 13/14", COPIARAM
(NINGUÉM É PERFEITO), "TIVERAM 10", E DEUS, ZEUS, OU
LÁ O QUE É NOS LIVRE DE, NUM MAU MOMENTO, TERMOS
DE OS VER, COM AQUELAS ROUPAS RIDÍCULAS, PELA FRENTE
Futuros magistrados apanhados a copiar tiveram todos dez: "Luís Eloy [director adjunto do Centro de Estudos Judiciários] considera que esta foi a solução mais equilibrada, já que estamos no fim do ano lectivo e já havia outros exames marcados, o que impedia a repetição deste teste. A nota dez [em Investigação Criminal e Gestão do Inquérito] constituiu uma 'sanção' para os futuros magistrados, que costumam sair do CEJ com uma média entre os 13 e 14 valores. 'Num universo de 137 auditores, houve um conjunto que não copiou, seria, por isso, injusto dar zero a todos'".
(2011)
POSSIVELMENTE, O PIOR FILME DO ANO *
“Life’s a bitch and then you die”. A equação é dura e simples (estoicamente, a solução – citando, de novo, os clássicos – poderá ser “I beg your pardon, I never promised you a rose garden”) mas, quando se lhe introduz a variável-deus-judaico-cristão, tudo se complica: afinal, o Grande Amigo Imaginário está-se olimpicamente (alerta pagão) nas tintas para as Suas criaturas, tanto faz miminhos aos Maus como estropia os Bons e nunca poderemos adivinhar para que lado acordou virado. Isto é o melhor de A Árvore da Vida, de Terrence Malick. O resto são imponderabilidades filosóficas – e respectivos equivalentes visuais – “à la sauce” de Paulo Coelho (ainda que “ao contrário”), “light shows” psicadélicos tal como a turba hippie os viu nos primeiros concertos dos Pink Floyd (mais ano, menos ano, em 1968, Stanley Kubrick realizava 2001 – A Space Odyssey, a cujo terço final Mallick foi buscar o adicional “deslumbramento cósmico-coiso-telúrico”), matrimónios incestuosos entre documentários-sobre-a-origem-da-vida/Cousteau/BBC/National Geographic/Carl Sagan/”o caldo primordial” e Jurassic Park, com "kitsch" beato a tiracolo, a jiga-joga macrocosmos-microcosmos em fundo de América-Texas-anos-50 + "soul searching" freudiano, a memória-e-a-autobiografia e, para tornar tudo infinitamente desesperante, curtas sequências de puríssimo cinema (imagens e sentidos em movimento) no mais sublime estado de graça.
Joanna Going
O lado “gesamtkunstwerk” esquizofrénico replica-se, irritantemente, na banda sonora: Alexandre Desplat coelhiza a partitura, Bach, Couperin, Mozart, Mahler, Smetana, Gorecki, Brahms tentam o impossível e falham gloriosamente. Não fugindo ao contexto, conhecer biblicamente a ilustre (quase) desconhecida, Joanna Going – fugazes mas motivadores segundos no ecrã – poderia operar milagres na árvore da vida.
* e não se diz isto com alegria sobre Terrence Malick
(2011)
NÃO ME VENHAM CÁ COM MERDAS: SÓ NÃO
TEMOS UM ALMODÓVAR PORQUE NÃO QUEREMOS

"Polícia deixou escapar homem que fingia ser mulher na Internet por causa dos atacadores"
"O professor que se disfarçava de mulher para assediar outros homens: uma história de perseguição com ameaças, carros funerários e coroas fúnebres"
(2011)
TEMOS UM ALMODÓVAR PORQUE NÃO QUEREMOS

"Polícia deixou escapar homem que fingia ser mulher na Internet por causa dos atacadores"
"O professor que se disfarçava de mulher para assediar outros homens: uma história de perseguição com ameaças, carros funerários e coroas fúnebres"
(2011)
MAS QUE MAL TE FIZ EU, LEOPARDO?

1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Existe: leio e releio, incansavelmente, a Bíblia. Em rigor, não é “um livro” mas uma colecção de 66 livros. Prefiro, claramente, o Antigo Testamento – repleto de mais sangue, violência, traição, inveja, pornografia, ficção-científica, estupro, incesto, irracionalidade e ódio do que qualquer um dos seus equivalentes cinematográficos realizados em Hollywood ou no San Fernando Valley – ao Novo, excessivamente "hippie avant la lettre" para o meu gosto (embora também tenha dois ou três belos nacos para ferrar o dente). Mas, aqui, é necessário dizer que a melhor versão da “parte que interessa” do Novo Testamento se descobre em A Vida de Brian. Sempre fui de opinião que uma correcta e massiva divulgação da Bíblia contribuiria de forma decisiva para a diminuição do número de crentes.
2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
O cliché do costume: Ulysses, de James Joyce.
3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
A Vida e Opiniões de Tristram Shandy, de Laurence Sterne. Lido pela primeira vez numa viagem de avião de ida e volta Lisboa-Nova Iorque-Salt-Lake City. A ficção-Mormon pareceu-me encaixar-se de modo assombrosamente perfeito no remoinho narrativo do Shandy. Mil vezes que se lhe pegue, nunca é o mesmo livro.
4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
A Divina Comédia, Dante. Assustou-me de morte ter compreendido que, para o descodificar integralmente, precisaria de um trabalho prévio de, para aí, uma vida.
5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
O Passageiro Clandestino, primeiro capítulo de A História do Mundo Em 10 Capítulos e Meio, de Julian Barnes.
6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Sim. Júlio Verne. Tintim. Asterix. Mark Twain. Blake & Mortimer. Lucky Luke. As biografias de Geronimo, Carzy Horse e Buffalo Bill. Kipling. Robinson Crusoe. A Ilha do Tesouro. Walter Scott. Os Cinco. Jack London. Os Tarzans, do Rice Burroughs. Mas, aos quinze, já lhe estava a dar na Filosofia na Alcova, do Sade.
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Não nasci para sofrer. Já larguei vários a meio.
8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
Não é pergunta que se faça. Mas, reduzindo a coisa ao osso, é mais ou menos isto: Poesias, Rimbaud; Français, Encore Un Éffort Si Vous Voulez Être Républicains (o “miolo” filosofante da Alcova, do Sade); Alberto Caeiro; Nietzsche, retirado, às cegas, da prateleira; os já falados Sterne e Bíblia; Obras Completas, de Oscar Wilde; Poesias, de Rumi; A Ilha do Dia Antes, Umberto Eco.
9. Que livro estás a ler neste momento?
9. Que livro estás a ler neste momento?
Lentissimamente (está quase a fazer um ano), The Inheritance Of Rome/A History Of Europe From 400 to 1000, de Chris Wickham.
10. Indica dez amigos para o Meme Literário:
Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti. Não é coisa “bíblica”, é só bom senso convivial.
(2011)
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14 June 2011
FERNANDO PESSOA ANUNCIA FUSÃO DE HETERÓNIMOS

Flagrado na Ilha de Caras, Fernando Pessoa disse que está bem mais leve depois que passou a ser um só. “Além de mala, aquele Alberto Caeiro não pegava ninguém”
"LISBOA – Em pronunciamento que pegou de surpresa o mercado editorial, o poeta e investidor Fernando Pessoa anunciou ontem a fusão dos seus heterônimos. Com o enxugamento, as marcas Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro passam a fazer parte da holding Fernando Pessoa S.A. 'É uma reengenharia', explicou o assessor e empresário Mario Sá Carneiro, acrescentando que 'de uns tempos para cá ficou claro que era preciso fazer um streamlining na nossa operação se quiséssemos sobreviver num ambiente poético cada vez mais competitivo'". (notícia integral aqui; capturada aqui)
(2011)

Flagrado na Ilha de Caras, Fernando Pessoa disse que está bem mais leve depois que passou a ser um só. “Além de mala, aquele Alberto Caeiro não pegava ninguém”
"LISBOA – Em pronunciamento que pegou de surpresa o mercado editorial, o poeta e investidor Fernando Pessoa anunciou ontem a fusão dos seus heterônimos. Com o enxugamento, as marcas Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro passam a fazer parte da holding Fernando Pessoa S.A. 'É uma reengenharia', explicou o assessor e empresário Mario Sá Carneiro, acrescentando que 'de uns tempos para cá ficou claro que era preciso fazer um streamlining na nossa operação se quiséssemos sobreviver num ambiente poético cada vez mais competitivo'". (notícia integral aqui; capturada aqui)
(2011)
O SENTIDO DO LUGAR
No capítulo inteiro que, em Mystery Train, dedica à Band, Greil Marcus alinha um parágrafo com a lista de influências musicais do grupo – do jazz de New Orleans à Motown, do gospel branco aos Beach Boys, de Hank Williams aos Beatles – para, logo a seguir, sublinhar como a sua riqueza consistia na “capacidade de conter infinitas combinações da música popular americana sem imitar nenhuma; a Band não se refere às suas fontes mais do que nós nos referimos a George Washington quando votamos, mas a relação está lá”. Agora que, treze anos após o último álbum a solo (desde 1987, publicou apenas cinco), Robbie Robertson regressa com How To Become Clairvoyant, seria impossível não lhe puxar pela memória acerca da banda que, com Bob Dylan, gravou o lendário Basement Tapes (1975).
Escusa de me dizer que a pergunta é idiota porque faço-lha na mesma: quando, em 1968, publicaram “Music From Big Pink”, iniciando os dez anos de vida criativa da Band, tinham noção de quão importante a vossa discografia viria a ser para a música popular norte-americana?
(risos) Não é nada idiota... mas, claro que ninguém, quando está a gravar um álbum ou a compor pode ter a noção de que, 30 ou 40 anos depois, aquilo irá ser considerado uma obra-prima. E, não tenho a menor dúvida, que só posso guardar magníficas memórias pelo facto de ter sido testemunha e por ter participado de magníficos instantes como esse, aqueles em que gravámos as Basement Tapes com o Bob Dylan, ou quando tocámos com ele no Royal Albert Hall.

Escusa de me dizer que a pergunta é idiota porque faço-lha na mesma: quando, em 1968, publicaram “Music From Big Pink”, iniciando os dez anos de vida criativa da Band, tinham noção de quão importante a vossa discografia viria a ser para a música popular norte-americana?
(risos) Não é nada idiota... mas, claro que ninguém, quando está a gravar um álbum ou a compor pode ter a noção de que, 30 ou 40 anos depois, aquilo irá ser considerado uma obra-prima. E, não tenho a menor dúvida, que só posso guardar magníficas memórias pelo facto de ter sido testemunha e por ter participado de magníficos instantes como esse, aqueles em que gravámos as Basement Tapes com o Bob Dylan, ou quando tocámos com ele no Royal Albert Hall.

Quando se olha para as vossas fotografias da época – um grupo de músicos hirsutos, com todo o aspecto de poderem ter saído directamente de um episódio bíblico – apetece logo citar o que o Greil Marcus escreveu acerca de vocês: “A Band reclamava para si uma identidade que os outros já não desejavam. Contra o culto da juventude, eles sentiam uma continuidade das gerações; contra a América instantânea dos anos sessenta, buscavam as tradições que tornavam possível criar não apenas coisas novas mas coisas valiosas; contra a fuga às raízes, eles afirmavam um sentido do lugar; contra a cena pop, toda ela fluxo e novidade, apresentavam-se como um grupo com anos pelas costas e destinado a durar”. Concorda?
Só posso concordar. Mas nada disso foi calculado ou deliberado: nós éramos mesmo assim, não nos vestíamos ou apresentávamos daquele modo por uma questão de desejarmos ser diferentes ou originais. Pelo contrário, sempre tivemos a maior repulsa por tudo que cheirasse a moda ou a coisa "trendy".
Só posso concordar. Mas nada disso foi calculado ou deliberado: nós éramos mesmo assim, não nos vestíamos ou apresentávamos daquele modo por uma questão de desejarmos ser diferentes ou originais. Pelo contrário, sempre tivemos a maior repulsa por tudo que cheirasse a moda ou a coisa "trendy".
The Last Waltz - Real. Martin Scorsese (1978)
De entre as inúmeras bandas norte-americanas, hoje, em actividade, seria capaz de identificar alguma que – se calhar, outra pergunta tola... – , de alguma forma, se pudesse dizer que representa actualmente aquilo que a Band representou na sua época?
Descanse que essa também não é tola... (risos). Mas é extraordinariamente difícil dar-lhe uma resposta porque os tempos e as circunstâncias são muito diferentes. Nos anos sessenta/setenta, a música não podia ser dissociada do contexto daqueles tempos: tínhamos ainda muito presentes as memórias de Martin Luther King, de Kennedy, prosseguia a guerra do Vietname. Foi uma época de incrível produção musical em que, só para poder ir a jogo, era indispensável realizar coisas francamente extraordinárias que iam elevando sucessivamente a fasquia. Actualmente, há óptima música como os National ou os Broken Bells mas não decorre desse mesmo tipo de relação entre os artistas e a sua época. Evidentemente, há coisas terríveis a acontecer no Médio Oriente e estou muito curioso para saber o que, daí, se irá reflectir na música, tanto norte-americana como europeia. Mas, com todo o desenvolvimento tecnológico que foi acontecendo e as novas formas de distribuição, a maioria da música tornou-se bastante descartável como se apenas lhe fosse exigido que conseguisse dar resposta aos famosos quinze minutos de atenção de que falava o Andy Warhol.
A propósito dos célebres concertos da Band com Dylan, em 1966, em Inglaterra, li uma entrevista em que contava que tinha sido obrigado a aprender a tocar guitarra sem olhar para as mãos porque tinha de estar sempre alerta relativamente aos objectos que o público, irado com a “traição” de Bob Dylan, lançava sobre o palco...
(risos) É verdade. Foi uma formidável experiência de terror. Nessa altura, já tínhamos tocado pela América e no resto do Reino Unido. Por isso, quando chegámos ao Royal Albert Hall, estávamos praticamente à prova de bala relativamente à forma como o público (que se recusava a abandonar a ideia do Dylan-folksinger) reagiria. E, por várias vezes, ouvimos as gravações dos concertos que íamos dando e não nos pareceram nada mal...
Descanse que essa também não é tola... (risos). Mas é extraordinariamente difícil dar-lhe uma resposta porque os tempos e as circunstâncias são muito diferentes. Nos anos sessenta/setenta, a música não podia ser dissociada do contexto daqueles tempos: tínhamos ainda muito presentes as memórias de Martin Luther King, de Kennedy, prosseguia a guerra do Vietname. Foi uma época de incrível produção musical em que, só para poder ir a jogo, era indispensável realizar coisas francamente extraordinárias que iam elevando sucessivamente a fasquia. Actualmente, há óptima música como os National ou os Broken Bells mas não decorre desse mesmo tipo de relação entre os artistas e a sua época. Evidentemente, há coisas terríveis a acontecer no Médio Oriente e estou muito curioso para saber o que, daí, se irá reflectir na música, tanto norte-americana como europeia. Mas, com todo o desenvolvimento tecnológico que foi acontecendo e as novas formas de distribuição, a maioria da música tornou-se bastante descartável como se apenas lhe fosse exigido que conseguisse dar resposta aos famosos quinze minutos de atenção de que falava o Andy Warhol.
A propósito dos célebres concertos da Band com Dylan, em 1966, em Inglaterra, li uma entrevista em que contava que tinha sido obrigado a aprender a tocar guitarra sem olhar para as mãos porque tinha de estar sempre alerta relativamente aos objectos que o público, irado com a “traição” de Bob Dylan, lançava sobre o palco...
(risos) É verdade. Foi uma formidável experiência de terror. Nessa altura, já tínhamos tocado pela América e no resto do Reino Unido. Por isso, quando chegámos ao Royal Albert Hall, estávamos praticamente à prova de bala relativamente à forma como o público (que se recusava a abandonar a ideia do Dylan-folksinger) reagiria. E, por várias vezes, ouvimos as gravações dos concertos que íamos dando e não nos pareceram nada mal...
Terá sido por isso que o Bob Dylan o qualificou como “mathematical guitar genius”?
Nunca fiz a menor ideia do que ele queria dizer com isso.
Entretanto, particularmente com Martin Scorsese mas não só, também foi compondo para o cinema. Isso influenciou, de algum modo, o resto da sua música?
Muito antes de começar a escrever para o cinema já era um "film-buff". E as minhas canções já possuíam esse elemento cinemático. Adorava compositores como o Alex North ou o Elmer Bernstein. Na verdade, tanto a minha música se tornou mais cinemática como a minha apreciação do cinema se transformou. Scorsese, em especial, permitiu-me explorar diversos aspectos da música que não têm apenas a ver com aquele "dramatic underscoring" mais elementar, como foi o caso de Shutter Island.
Treze anos após o seu último álbum, How To Become Clairvoyant foi um tanto ou quanto inesperado...
Tudo nasceu do facto de, sem quaisquer objectivos pré-definidos, eu e o Eric Clapton nos termos ido encontrando para conversar e tocar juntos. Depois, o Steve Winwood juntou-se-nos e, a partir de certa altura, alguma coisa começou a tomar forma com a participação posterior do Tom Morello, do Trent Reznor e da Angela McCluskey. Só nesse momento me apercebi de que, estava ali um álbum e com um recorte muito mais pessoal do que outros anteriores. As coisas correram tão bem que, depois de tanto tempo parado, me apetece gravar já outro a seguir.
Nunca fiz a menor ideia do que ele queria dizer com isso.
Entretanto, particularmente com Martin Scorsese mas não só, também foi compondo para o cinema. Isso influenciou, de algum modo, o resto da sua música?
Muito antes de começar a escrever para o cinema já era um "film-buff". E as minhas canções já possuíam esse elemento cinemático. Adorava compositores como o Alex North ou o Elmer Bernstein. Na verdade, tanto a minha música se tornou mais cinemática como a minha apreciação do cinema se transformou. Scorsese, em especial, permitiu-me explorar diversos aspectos da música que não têm apenas a ver com aquele "dramatic underscoring" mais elementar, como foi o caso de Shutter Island.
Treze anos após o seu último álbum, How To Become Clairvoyant foi um tanto ou quanto inesperado...
Tudo nasceu do facto de, sem quaisquer objectivos pré-definidos, eu e o Eric Clapton nos termos ido encontrando para conversar e tocar juntos. Depois, o Steve Winwood juntou-se-nos e, a partir de certa altura, alguma coisa começou a tomar forma com a participação posterior do Tom Morello, do Trent Reznor e da Angela McCluskey. Só nesse momento me apercebi de que, estava ali um álbum e com um recorte muito mais pessoal do que outros anteriores. As coisas correram tão bem que, depois de tanto tempo parado, me apetece gravar já outro a seguir.
(2011)
13 June 2011
E PORQUE AQUI SE FALOU DE SANTOS, FREIRAS E DE NOIVAS DE SANTO ANTÓNIO, ATENTAI AGORA NO OH QUÃO ADMIRÁVEL EXEMPLO DE ESPOSA CRISTÃ DE SANTA RITA DE CÁSSIA!
"Seus pais, António e Amata, avançados em idade, escolheram para ela um esposo, Paolo Ferdinando, o que não foi uma decisão muito sábia. Mas Rita obedeceu. Os católicos crêem que quis Deus assim dar-nos nela o exemplo de uma admirável esposa, cheia de virtude, ainda nas mais difíceis circunstâncias.
Depois do matrimónio, seu esposo demonstrou ser bebedor, mulherengo e abusador. Ela padeceu no longo período de dezoito anos que viveu com seu esposo. Muitas vezes bebeu o 'cálice da amargura' até a última gota, incontáveis foram os actos de paciência e resignação que praticou, as lágrimas ardentes que derramou. Injuriada sem motivo, não tinha uma palavra de ressentimento; espancada, não se queixava e era tão obediente que nem à igreja ia sem a permissão de seu brutal marido.
(...) Com que eloquência ensinava às suas vizinhas casadas o modo de manter a paz e a harmonia com seus esposos. Elas, admiradas por nunca terem visto divergências em casa de Rita, iam com frequência consolar-se com ela e expor os dissabores e ultrajes que recebiam de seus maridos. À imitação de Santa Mónica *, Rita lhes respondia: 'Lembrai que, desde o momento em que recebemos nossos esposos, como maridos, aceitamo-los como nossos donos e senhores, e assim lhes devemos amor, obediência e respeito, pois isso significa ser casadas!'".
(o senhorsantocristo, porém, recompensá-la-ia abundantemente com uma "repugnante" chaga na testa que "exalava um odor pútrido" e uma "enfermidade grave e dolorosa" que, por fim, a conduziria à Sua companhia, a chamada companhia de Jesus)
* "Mónica não era feliz no casamento pois sofria com a infidelidade do marido, por isso começa a atingir o ideal cristão de boa esposa e mãe, já que nunca criou discórdia por esse motivo".
(2011)
NUNCA, NUNCA ME PERDOAREI POR NÃO TER
SIDO EU O AUTOR DA FRASE "A PESSOA NÃO
PODIA CASAR SE NÃO FOSSE COMO DEVE SER"
As noivas de Santo António já não vão ao médico
(sem dúvida, um dos melhores posts do "pensamento filosófico português" e praticamente tão bom como um "best of" da Livreira).
(2011)
SIDO EU O AUTOR DA FRASE "A PESSOA NÃO
PODIA CASAR SE NÃO FOSSE COMO DEVE SER"
As noivas de Santo António já não vão ao médico
(sem dúvida, um dos melhores posts do "pensamento filosófico português" e praticamente tão bom como um "best of" da Livreira).
(2011)
OU ALGUÉM EXPLICA O QUE É UMA "DEMOCRACIA VERDADEIRA"
OU SÓ SE PODE FICAR CONVENCIDO QUE É APENAS A VERSÃO
HIPPIE DA ESCOLA FILOSÓFICA RÁDIO TAXIS-AUTOCOOPE

Cem pessoas deitaram-se no Rossio por uma “democracia verdadeira”: "O país 'está a precisar não de uma, mas de várias revoluções', Madalena diz estar disposta a ir 'até onde for preciso'. 'Não tenho um limite. É preciso que o medo nos dê coragem'. (...) Envergando um cartaz a reclamar 'mais amor na política', Inês está no movimento desde o princípio e garante que ali vai ficar enquanto continuar a 'sentir que as acções fazem sentido e que as pessoas mudam'.'A iniciativa de hoje é uma forma metafórica de protestar contra a democracia que temos. Estamos cansados', explica esta jovem de 23 anos. 'Quero mais amor na política, pois para mim o amor é haver mais comunicação e justiça entre as pessoas. São dois conceitos muito próximos e, quando eles forem a mesma coisa, a sociedade será uma boa sociedade'".
(2011)
OU SÓ SE PODE FICAR CONVENCIDO QUE É APENAS A VERSÃO
HIPPIE DA ESCOLA FILOSÓFICA RÁDIO TAXIS-AUTOCOOPE

Cem pessoas deitaram-se no Rossio por uma “democracia verdadeira”: "O país 'está a precisar não de uma, mas de várias revoluções', Madalena diz estar disposta a ir 'até onde for preciso'. 'Não tenho um limite. É preciso que o medo nos dê coragem'. (...) Envergando um cartaz a reclamar 'mais amor na política', Inês está no movimento desde o princípio e garante que ali vai ficar enquanto continuar a 'sentir que as acções fazem sentido e que as pessoas mudam'.'A iniciativa de hoje é uma forma metafórica de protestar contra a democracia que temos. Estamos cansados', explica esta jovem de 23 anos. 'Quero mais amor na política, pois para mim o amor é haver mais comunicação e justiça entre as pessoas. São dois conceitos muito próximos e, quando eles forem a mesma coisa, a sociedade será uma boa sociedade'".
(2011)
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