05 February 2024

Alerta Ucrânia! Não permitam que este pantomineiro meta a mão no "redesenho de toda a dimensão curricular"!!!
 
 
(sequência daqui) Uma pequena correcção: dos armários não sairam apenas as guitarras mas, principalmente, aquilo a que, carinhosamente, Carlos Guerreiro chama "os meus trecos". A saber, entidades sonoras do Além que dão pelos nomes de caixofone, turuta, carretofone, cadeireta, canarion, cabeçadecompressorofone, tubarões, sanfonocello, serpentalho e túbaros de Orfeu, saídas da sua mente de "luthier" de Belzebu. Como, sem um pingo de modéstia fingida, ele explica, "O que fez aqui a grande diferença foi a introdução dos meus trecos - só de olhar para eles, ninguém dá nada por aquilo, parecem lixo - em música a sério. Isto é um velho sonho: quando comecei a construir os primeiros instrumentos com os Gaiteiros, na altura, lançámo-nos a fazer as primeiras partes dos concertos da Setima Legião. O Ricardo Camacho adorava aqueles instrumentos e passava a vida a dizer-me 'Sampla isso!' Aquela proposta para mim era um ultrage: nunca na vida, porque eu queria... 'a verdade do destempero'! Acabei por deixar-me convencer e fiz imensos 'samples'. A coisa que me deu mais gozo foi perceber que aquilo, timbricamente, muda um bocado a temperatura das coisas e isso condicionou todo o processo". (segue para aqui)

03 February 2024

Cara de Espelho - "Corridinho Português" (daqui)
 
(sequência daqui) O trio chamado a depor (Carlos, Pedro e Luís), exploradores de longo curso dos atalhos, curvas e contracurvas de géneros, eras e blasfémias várias, recorda como, já antes, haviam dado sinais de que uma convergência de energias poderia vir a acontecer: "Em Novembro de 2013, no S. Jorge, os Gaiteiros e os Delinda já tinham tocado em conjunto num concerto do Misty Fest. Foi uma coisa histórica, aconteceu mesmo uma fusão das nossas linguagens: a troca era perfeita, todas as combinações foram possíveis. Poderia, facilmente, ter-se prolongado numa digressão nacional. Mas essa possibilidade acabaria por ser absurdamente abortada". Porém, desta vez, as forças do bem estavam atentas e, conta Pedro Martins, "A partir do momento em que o Carlos me contactou, disse-lhe que escreveria as canções mas queria participar nessa banda. O Luis também desejava participar, e o Serginho lembrou-se logo da voz da Mitó. Já toda a gente tinha mais ou menos arrumado as botas e, de repente, fomos todos buscar as guitarras aos armários e limpar-lhes o pó". (segue para aqui)

01 February 2024

(clicar na imagem para ampliar; daqui; ver também aqui)

TRANSFUSÃO DE SANGUE

Título: Cara de Espelho; Personagens: Pedro da Silva Martins (autor e compositor dos Deolinda, mas também para António Zambujo), Carlos Guerreiro (Gaiteiros de Lisboa, José Afonso, Fausto, GAC), Nuno Prata (baixista dos Ornatos Violeta), Luís J. Martins (Deolinda, António Zambujo, Cristina Branco), Sérgio Nascimento (das bandas de Sérgio Godinho e David Fonseca, antes dos Peste & Sida, um dos membros dos Humanos) e Mitó (voz de A Naifa e Señoritas); Sinopse (feita, de um fôlego, por Carlos Guerreiro): "Um dia, ia a passar à porta dos correios da Av de Roma e encontrei o Sérgio Nascimento que já não via há algum tempo. Estivemos a falar e tal, e adeus. À noite, telefona-me e desafia-me para fazermos alguma coisa em conjunto. Uma daquelas conversas que se tem muitas vezes e depois não dão em nada. Não sei se foi ele que sugeriu que falássemos com o Pedro Martins (o Pedro é, como o Zeca Afonso chamava ao Vitorino, "uma vaca parideira"). A partir daí, a coisa fugiu-nos do controlo e ganhou vida pópria". Neste ponto, é indispensável esclarecer que, em causa, está um álbum - Cara de Espelho, também o nome adoptado pelo sexteto - capaz de, logo no primeiro mês do ano, actuar como poderosa transfusão de sangue destinada a fortalecer a assaz anémica música portuguesa dos últimos tempos. (daqui; segue para aqui)

"Dr. Coisinho" (ver também aqui, aqui e aqui)
E parece que a bófia também tinha avaliado o "menino da lágrima" nuns valentes milhões