Ramones - "I Don't Want to Grow Up"
(sequência daqui) Esta coleção homenageia não só a extraordinária versatilidade da composição de Waits, mas também a importância de um artista que continua a assombrar e a inspirar, partindo das margens para o centro. Poucos redefiniram o panorama da música popular, e da cultura em geral, como Tom Waits. Ao longo de cinco décadas, ele forjou uma estética singular que desafia os géneros e transforma o marginal em mito. Inspirando-se no vaudeville, no blues, no jazz, no folk, no teatro – e em praticamente tudo o que lhe chama a atenção – para criar algo inteiramente seu. Com a sua parceira criativa de longa data e esposa, Kathleen Brennan, ele desmontou e remontou a própria ideia de canção.
O casal conheceu-se em 1978 no set de Paradise Alley (onde Waits fez a sua estreia como actor e Brennan trabalhou como argumentista). Embora se tenham casado apenas alguns anos mais tarde - "em Los Angeles, na Always Forever Yours Wedding Chapel, onde nos deram um saquinho que tinha lá dentro uma novela, The Vanishing Bride um Tampax, preservativos e um tira-nódoas. O escrivão chamava-se Watermelon" - começaram a colaborar em meados dos anos 80, dando início aos trabalhos mais experimentais de Waits com Swordfishtrombones, de 1985, e Franks Wild Years, de 1987. Trabalharam também com Robert Wilson em três musicais, The Black Rider (1989), Alice (1992) e Woyzeck (2000) (segue)
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