04 July 2016

Clovis Trouille - arte de inspiração cristã (e demais temática igualmente piedosa)






"We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness. That to secure these rights, Governments are instituted among Men, deriving their just powers from the consent of the governed. That whenever any Form of Government becomes destructive of these ends, it is the Right of the People to alter or to abolish it, and to institute new Government, laying its foundation on such principles and organizing its powers in such form, as to them shall seem most likely to effect their Safety and Happiness" (Declaration of Independence, July 4, 1776; ler também aqui)

"The Statue of Liberty was built to welcome immigrants – that welcome must not end" (aqui)

03 July 2016

Darren Hayman - Little Sodbury, South Gloucestershire (Thankful Villages/II)

Mobiliário do gabinete erótico 
de Catarina, a Grande






Agora que parece haver uma vaga no palácio de Belém, se fosse possível juntar o Marcelo das meiguices com este santinho, Portugal podia ser o melhor país da Via Láctea 

Prem Rawat em "casual wear"

Prem Rawat em fatinho de trabalho

Prem Rawat a reflectir a luz divina

02 July 2016

Acabar no abismo

"É pelo 'negócio' que se chega à salvação. É pela vulgata da linguagem dos 'business plans' que se encontra o caminho para a 'luz' ou seja, para o 'sucesso'. O neo-PSD dos nossos dias pensa assim, ou seja, não pensa, tem uma fé. Na prática, quase tudo o que faz é de outra natureza, muito mais antiquada, a gestão de cunhas e acordos, de controlos e influências, mas precisa de 'espírito', de uma espécie de religião barata e que não dê muito trabalho e vai procurá-lo aqui" (JPP)

O Henrique Raposo já tinha realizado o ensaio geral para Jorge Coelho da equipa de júniores. É o lado "quando diz tolices" dele. Chegou, agora, o momento da publicação do magnum opus (7 páginas), "Aleluia! Ou o rock enquanto fé", na edição de hoje, em papel, da revista "E"/"Expresso". A intenção é comunicar-nos que descobriu a pólvora: o rock (Arcade Fire, Bruce Springsteen, Johnny Cash, Nick Cave, U2) está encharcadinho de Bíblia e cristianismo, meio expedito para fazer pirraça ao contingente "laico, cool, ateu e hipster", agremiação informal que, de forma inovadora, também identificou e que não aprecia por aí além. Após este retumbante escândalo teológico (os U2, pá, quem diria?...), aguardam-se com incontrolável expectativa os capítulos seguintes nos quais, investigando de igual modo o cinema, a literatura e a arte, nos fará, outra vez, tremer o chão debaixo dos pés para maior glória do Grande Fantasma Cósmico.

Guarde-se para sempre na memória um genial naco de "insight" musicológico: "há ali a sinceridade do violino e do tambor em cima do cinismo da guitarra eléctrica". Anote-se ainda que Funeral (Arcade Fire) "é um pequeno tratado cristão que servirá para as minhas filhas compreenderem o centro da sua fé" e que "'Wake Up' funciona cá em casa como confessionário". Era bem feito que as miúdas acabassem fãs de "death metal".

Citação complementar (e indesculpavelmente esquecida):"Estamos a falar de pessoas que ficam chocadas quando afirmo sem ironias que vou dar a catequese âs minhas filhas através dos álbuns dos Arcade Fire" (a ausência de vírgulas é da responsabilidade do autor).
É færɑːʒ, não "Faráge" (Neil); é maʁkusi, não "Marcóssi"!!!
(... daaasseeee!... não têm ouvidos, nem ninguém a quem perguntar?)
Not one of us

01 July 2016

Darren Hayman - Aisholt, Somerset 

falta o ar abençoado da rua do Capelão e temos os abençoados três "F" de volta
"Desejos que pareciam repugnantes como a expulsão daquele que é estranho ao nosso clã sobem do cérebro reptiliano até à fronte e ali inscrevem novamente uma brutalidade primitiva que, confessemos, preservou o género humano: o egoísmo da sobrevivência. Pois é a vida, a física e do espírito, o que está a correr um grande risco aqui. A ironia da História é que podemos fazer tudo o que sempre desejámos, manifestar, falar, votar e debater, respeitar o diferente, instituir os cuidados gratuitos, isto é, ser cidadão num Estado de confiança e representação. Festejámos demais, dançámos muito, os que estavam na classe dos criados passaram num abuso para os salões? Dizem que fomos nós, os preguiçosos, os gulosos do Sul, quem fez gorar o projecto da coisa. Por mim, pequena portuguesa, dou o exemplo: vou buscar o esfregão e a vassoura, antes que algum refugiado mos cobice" (Hélia Correia)

Pieter Bruegel, o Jovem (1564 - 1638)