"(...) Repare-se que basta Sócrates balbuciar o desejo que nutre, sussurrar o presentinho que queria no sapatinho, para ele lhe aparecer embrulhado e com fitinha rosa. Não é preciso ameaçar nem distribuir cabeças de cavalo para as cabeças dos incómodos começarem a rolar às mãos (ou aos pés) dos solícitos serventes obedientes e dedicados, atentos e venerandos. O homem quer, o homem sonha, a obra nasce! Foi assim com Manuela, Marcelo, José Eduardo Moniz, Pedro Lomba e, agora, Mário Crespo. Venha o próximo!" (daqui)
Partly politic Heads will roll Mostly politic God must call Till the winning hand does belong to me
What if no one's calling God then must be falling
If I ever met you In a private place I would stare you You into the ground That's how I'd articulate The value of my face The value on my face
What if no one's calling God then must be falling What if no one's calling God then must be falling What if no one's calling God then must be falling What if no one's calling God then must be falling
(2010)
"SÃO ROBALOS, SENHOR" (THE SEQUEL)
Tony e um robalo (imagens exclusivas)
Onde se fica a saber que, para o bem e para o mal, Tony Soprano deposita dinheiro nos bancos, paga as dívidas e fala em calão com o seu banqueiro. Mais ainda, que o Mundo não é só composto por indivíduos com formação universitária e que existem empresários que trabalham noite e dia e mantêm o país vivo, mesmo contra a vontade da sua classe dirigente, bem educada e algo inútil ("those cocksucking motherfuckers", como costumava dizer Tony, em conversa com o seu banqueiro, enquanto esperavam pelo robalo grelhado). (aqui)
(2010)
YULIA TYMOSHENKO - IN BETWEEN DAYS
(2010)
ZEUS SABE BEM QUANTO ME CUSTA DIZER ISTO MAS, SE CALHAR, O LUDOPÉDIO ATÉ PODIA AJUDAR A RESOLVER O SARILHO DEMOGRÁFICO
A receita (à atenção do Governo)
"It has been nine months since Barcelona, within the span of only a few days, trounced its arch rival Real Madrid, 6-2, in the country’s capital and ran away with the title in Spain’s La Liga. Then, in the second leg of the UEFA Champions League semifinal at Stamford Bridge in London, Barcelona’s Andrés Iniesta scored the away goal that sent Barca to the final, where it thrashed Manchester United. Fans being fans, some celebrated with a few pints of their favorite adult beverage, others engaged in another favorite adult activity — sex. On Thursday, Reuters reported the maternity wards at hospitals in the capital of Catalonia have been jammed after an increase in births of almost 50 percent". (daqui por aqui)
(2010)
GOD IS GAY
Whatever Works - real. Woody Allen (2009)
– God is gay. – He can’t be, he made the whole universe perfect, the oceans, the skies, the beautiful flowers, the trees everywhere. – That’s right, he’s a decorator.
(2010)
NORMAN ROCKWELL (3 de Fevereiro, 1894 – 8 de Novembro, 1978)
Self-Portrait Painting The Soda Jerk
Saturday Evening Post cover
The Problem We All Live With
Breaking Home Ties
Freedom Of Speech
(2010)
02 February 2010
FOUND A PENNY, PICKED IT UP
Tindersticks - Falling Down A Mountain
Acerca de um tipo que se lembra de convidar a magnífica e esquiva Mary Margaret O’Hara para um dueto só se pode dizer o melhor. E, se esse mesmo fulano já for reincidente na realização de idênticas propostas desonestas a damas como Isabella Rossellini e Lhasa de Sela, então não resta senão tirar-lhe o chapéu e genuflectir. O cavalheiro em questão dá pelo nome de Stuart Staples e, por acaso, o último álbum da sua banda – Tindersticks – recém-esfacelada pela partida do violinista Dickon Hinchliffe, do baterista Alasdair Macaulay e do baixista Mark Colwill, The Hungry Saw (2008), até nem lhe fazia augurar um futuro demasiado radioso.
Só pode, pois, ser uma óptima surpresa que o novíssimo Falling Down A Mountain não insista na ideia de repetir velhos procedimentos com novo elenco e se aventure por labirintos de libérrimo jazz (na companhia do trompetista Terry Edwards), desertos morriconianos, e batidas gingadas, do Tex-Mex à Motown, com as desejáveis lines-a-pedir-para-ser-citadas (“Found a penny, picked it up, all the day I had some luck, but that was two weeks last Tuesday, since then there’s been a sliding feeling”) simpaticamente incluídas e... miss O’Hara na tripulação para o saborosamente frívolo "Peanuts".
(2010)
CIDADES (XXV)
Kiev, Ucrânia, 2005
(2005)
É O EDIT Nº4 DAQUI MAS, PORQUE A CRIATURA TEM UMA NOTÓRIA REPUTAÇÃO QUE A PRECEDE, CONVÉM SUBLINHAR, A TRAÇO GROSSO, O NOJO
E AGORA? JÁ É SUFICIENTE PARA O ENGENHEIRO DA INDEPENDENTE SER DESPEDIDO OU É PRECISO MAIS?
"Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministroJosé Sócrates, o Ministro de EstadoPedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacãoeum executivo de televisãoencontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil ('um louco') a necessitar de ('ir para o manicómio'). Fui descrito como 'um profissional impreparado' (...) Definiram-me como um'problema'que teria que ter'solução'". (Mário Crespo - ler aqui o texto integral, censurado no "JN" de hoje, aos 100 dias do governo Sócrates parte II)
edit 3: já agora (parece "off-topic" mas não é - estamos a falar de artes manipulatórias), o défice foi consciente e deliberado ou um redondo falhanço? Vá lá, organizem-se.
(2010)
AMÉRICA LENDÁRIA
Vários - We Are Only Riders: The Jeffrey Lee Pierce Sessions Project
Jeffrey Lee Pierce – jovem suburbano da periferia industrial de Los Angeles que, apesar de aluno brilhante, era dado a apresentar ensaios sobre Ernest Hemingway constituídos por dez páginas em branco –, no final dos anos 70, era crítico de música do fanzine punk, “Slash”, de Los Angeles, e escrevia sobre rockabilly, blues e reggae. Era também o presidente do clube de fãs dos Blondie e sonhava trabalhar para o departamento de música do Smithsonian Institute na pesquisa de velhas gravações de blues e country. Do mesmo remoinho do punk de LA que envolveria os X, Blasters, Circle Jerks, Germs e Black Flag, inventou The Gun Club, alucinação de vudu, psychobilly, Ornette Coleman, “Tales From The Crypt”, álcool, blues, heroína e country.
Fire Of Love (1981) iniciou o percurso que, em 1996, aos 37 anos, terminaria como conta Mark Lanegan: “No princípio de 96, foi para o Japão mas, imediatamente antes, tínhamos estado em casa da mãe dele a escrever canções. Parecia estar realmente em boa forma, o que nem sempre acontecia: por vezes, mal conseguia andar de tão desfeito que estava. Quando regressou do Japão, deixou-me meia dúzia de mensagens no atendedor de chamadas. Parecia completamente fora de si apesar de não estar embriagado. Uma coisa estranhíssima, dava a ideia de ter endoidecido. Alguém acabou por me contar que ele tinha voltado a beber, o fígado lhe havia intoxicado o organismo e sofria de dcemência. No hospital tinham-lhe dado alta dizendo que nada podiam fazer por ele. Pouco depois, recebo um telefonema: estava no Utah e, aparentemente, normal. Disse-me ‘Que raio, meu, toda a gente me diz que vou morrer, é sempre o mesmo’. Uma semana depois, entrou em coma e morreu”.
Nunca tendo alcançado verdadeiramente uma projecção universal (e, por hoje, razoavelmente esquecidos), os Gun Club e Jeffrey Lee Pierce deixaram, no entanto, um considerável culto em cujos fiéis se incluíram os R.E.M. White Stripes, Nick Cave, Wim Wenders, os Pixies ou Henry Rollins, entre diversos outros. Foi um deles, Cypress Grove (com Pierce, em 1992, gravaria Ramblin' Jeffrey Lee and Cypress Grove with Willie Love, essencialmente, um álbum de versões de blues de Howlin' Wolf, Lightnin' Hopkins e Skip James), que, ao arrumar gavetas, tropeçou numa cassete de maquetas e esboços que ambos haviam gravado pouco antes da morte de Jeffrey. A partir dali, iria ser possível reconstituir, então, a última parcela inédita da obra de Pierce, com a participação de fãs, discípulos e herdeiros, este We Are Only Riders. Porque o número de temas sobreviventes era escasso, alguns são objecto de duas e três interpretações mas, só pontualmente, as balas deste Gun Club parte-II falham o alvo.
Nick Cave, a solo e com Debbie Harry, em "Ramblin’ Mind" e "Free To Walk", é imperial, ela, sozinha, em "Lucky Jim", assina a sua melhor interpretação desde há muito, Mark Lanegan (com e sem Isobel Campbell), arrancam pelas tripas o Cash que se acoitava na alma de Jeffrey Lee, os Raveonettes projectam "Free To Walk" para um céu semeado de mazzy stars e Lydia Lunch, David Eugene Edwards, The Sadies, Johnny Dowd, Kid Congo Powers (ele, o nómada que circulou dos Gun Club para os Cramps, Die Haut, The Fall e Bad Seeds) Mick Harvey, Dave Alvin e os Crippled Black Phoenix (o inesperado único elo débil nesta colecção) – com aparições do fantasma da guitarra samplada de Pierce recuperada das cinzas – compõem aquilo que é tanto uma justíssima homenagem quanto um óptimo álbum de música daquela América "borderline" e lendária que nunca nos fatigaremos de escutar, ler e admirar.
(2010)
EU BEM AVISO: NÃO HÁ-DE TARDAR MUITO ATÉ QUE OS "CIENTISTAS" DA EDUCAÇÃO OFICIALIZEM MAIS UM PREGO NO CAIXÃO
"At some point in the past 30 years, masculinity became an embarrassment”
"Some people blame this nosedive, first noticed in the mid-Nineties, on the 'feminisation' of education - too many women teachers, girl-friendly classroom environments and modular exam systems that suit girls' study skills but disadvantage risk-takers. 'Geniuses are much more likely to be male' Palmer says,'but if you don't tick the right boxes, you fail'"